terça-feira, 8 de julho de 2008

Terça-feira

Fla-Flu

A fila não andou para Grêmio e Cruzeiro, vice-líderes do Brasileiro até a rodada do final de semana, o que permitiu a aproximação de Vitória e Palmeiras e o distanciamento do Flamengo na liderança. Enquanto isso, lá em baixo na tabela, segurando a lanterna, está o Fluminense, uma tragédia para a nação tricolor até semana passada em lua de mel com o time por causa da Libertadores.

Filme antigo

Em casa o Figueirense surpreendeu o Vasco e pode confirmar fora, contra o Palmeiras na próxima rodada, que começou sua recuperação a partir da chegada do PC Gusmão. Assistimos no Orlando Scarpelli a repetição das últimas temporadas, com muitos erros nas contratações e troca de treinadores, até o time deslanchar e acabar fazendo boa campanha. Só falta acabar o silêncio e melhorar o comportamento de algumas figuras sinistras nos bastidores.

Decepção

O Bahia era o vice-lanterna, mas quem jogou como tal foi o Avaí, derrotado sexta-feira em Feira de Santana e derrubado do segundo para o quinto lugar. O Criciúma segue abrindo caminho para sua volta à serie C. Montar um time para o Brasileiro e iniciar a operação desmanche já nas primeiras rodadas é tragédia anunciada.

Aviso

É começo, ta certo, mas o desempenho na primeira rodada da série C dos nossos representantes já sinalizou problemas sérios para a campanha do Marcílio Dias e um futuro melhor para o Metropolitano.

Aula de tênis

Quem viu a decisão de Wimbledon entre o suíço Roger Federer e o espanho Rafael Nadal assistiu um tênis próximo do preciosismo e da perfeição. Federer bom na grama e Nadal, rei do saibro e campeão este ano, deram show em 4h48min de jogo, sem contar duas interrupções por causa da chuva. O torneio inglês não era a praia de Guga, mas dá saudade de quem foi o melhor em toda a história do tênis brasileiro. Ao mesmo tempo sentimos uma profunda decepção ao lembrarmos que, além de não estar mais em quadra, não deixou substituto. Guga passou e nosso tênis voltou à estaca zero.

Extremos

O Grêmio perdeu Roger para o futebol árabe e também o toque de qualidade que tinha no seu meio campo, resultado que pôde ser visto na derrota para o Botafogo. E o lateral Paulo Sérgio repete no time gaúcho o que fazia no Figueirense com um futebol de muita disposição e vigor físico, mas de péssimo acabamento.

Para constar

Enquanto o presidente Delfim Peixoto passeia pela Disney visitando Pateta & Cia, a Federação fica nas mãos do Murilo Capella e do filho Rodrigo, a eminência parda da entidade. Como se sabe que vice na maioria das vezes nem papel assina, o doutor vai e vem sem maiores novidades no front.

Controle de qualidade

Guliano Bozzano, escorraçado por Delfim “et caterva” para a Federação de Brasília, fez um bom trabalho no último sábado na partida entre Sport e Cruzeiro. No domingo Célio Amorim, um dos queridinhos do doutor, tratou de desagradar a gregos e troianos em Goiânia, onde jogaram Goiás e Fluminense.

Alô Brasil

Quem pediu a Copa do Mundo de 2010 para a África do Sul deve estar arrependido até o último fio de cabelo porque o orçamento já estourou em US$ 387 milhões acima dos US$ 1,28 bilhão previstos. E isso é apenas parte do que nos espera rumo ao delírio de 2014.

Papo furado

A paradinha continua rendendo reclamações tolas, principalmente por parte dos goleiros, os mais incomodados. Não há razão para tanta polêmica, a regra não faz nenhuma alusão a qualquer tipo de impedimento para esse tipo de cobrança de pênalti. É um artifício que beneficia quem tem coragem e habilidade, o que não é o caso, parece, daqueles três desastrados do Fluminense, transformados em pernas de pau exatamente porque não conseguiram se dar bem nem fazendo o básico.

Dinamite

A direção do Vasco mudou de mãos, provavelmente para melhor. Bem que estamos precisando dinamitar algumas estruturas arcaicas e perenes do nosso futebol. Que os bons fluídos orientem a nova presidência vascaína, irradiando seus resultados para várias instituições esportivas deste país, tão necessitadas quanto o clube carioca de uma implosão.









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