quinta-feira, 26 de agosto de 2021

COMISSÃO DO QUE MESMO? DE ÉTICA?

 Federações moravam na aldeia, mas fingiam que não conheciam o Caboclo. E o pior é que ele pode voltar depois da suspensão. Tem mais um ano e pouco de mandato -

(O Lance) - "Um dia depois de a Comissão de Ética da CBF sugerir uma suspensão de 15 meses de para o presidente Rogério Caboclo, as 27 federações estaduais enviaram uma carta aberta ao cartola pedindo sua renúncia. A carta é uma importante resposta após a comissão considerar que o dirigente, acusado por uma funcionária de assédio moral e sexual, teve “atitude inapropriada”. O que está em jogo agora é mais uma tentativa de limpar a imagem da CBF, corroída ano após ano com escândalos envolvendo suas lideranças e por não tratar seus principais produtos com o cuidado e respeito devido. Com a punição branda recomendada pelo órgão que deveria zelar pela ética na entidade, o futuro da CBF se torna um enigma, que dificilmente não terá efeitos colaterais na próxima eleição e que de certa forma continuará rondando o ambiente da Seleção Brasileira até a disputa da Copa do Mundo. Além da manifestação de repúdio, as federações, quase sempre de mãos dadas com a entidade, precisam romper este ciclo para não se tornarem cúmplices. Abaixo delas estão clubes sedentos pela criação de uma liga, independente e sem gerência da CBF. A história precisa ser feita". E agora. (foto Caboclo/divulgação CBF)
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "マ CBF BRASIL BRASIL cbf TV"
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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

A TRAGÉDIA DO 'JÁ TEVE' PARA QUEM GOSTA DE CINEMA FORA DO CIRCUÍTO CHEGA A PORTO ALEGRE

Perdemos o Cinema do CIC, o Cine York, de São José, os cineclubes do Gilberto Gerlach e do Darci Costa e seu Art 7, peças de resistência dos filmes alternativos ou cine arte, como queiram. O Paradigma Cine Arte/SC 401 e o cinema do Multi Open Shopping/Rio Tavares resistem bravamente aos efeitos da pandemia. Até quando? Porto Alegre prepara-se para viver sua grande tragédia nesta área, com o anúncio do fechamento do Cine Guion, na chamada Olaria, Cidade Baixa. Cheguei a desfrutar desta preciosidade que tem quase três décadas de existência e duas salas. O espaço incluía no seu entorno bares e cafés muito charmosos. As guloseimas compradas na bombonière eram ensacadas em embalagens de um plástico especial que diminuía o barulho durante a projeção e ao final serviam


como "lixeira". Antes de o filme começar era projetado um slide pedindo para que os espectadores observassem silêncio, não colocassem os pés nas cadeiras e mantivessem o ambiente limpo. Alerta aparentemente desnecessário, mas quem ainda vai ao cinema hoje sabe que o comportamento de alguns frequentadores, aqui ou acolá, passa longe da boa educação. (foto Guion divulgação)

sábado, 21 de agosto de 2021

ONIOMANÍACOS

 


Com as últimas grandes e vultosas contratações Flamengo e Atlético MG desafiam a crise que atinge os clubes brasileiros, sem renda de bilheteria e com patrocínios minguados. Parece que acharam o pote de ouro no fim do arco íris ou seus dirigentes sofrem de oniomania, doença que atinge quem tem o desejo incontrolável de gastar. É como o dependente químico que necessita da droga. No caso da cartolagem o tratamento é difícil porque não é possível criar um grupo de "devedores anônimos". Eles não saem da mídia, são bastante conhecidos e, terminados seus mandatos desaparecem, deixando como legado dívidas impagáveis.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

NÃO TEM JEITO, SÓ LAMBANÇA

 O VAR não funciona no futebol brasileiro. Mais uma prova disso aconteceu no jogo entre Chapecoense e América MG: 13 minutos de paralisação por causa do time de campo e do vídeo. A arbitragem, formada por uma equipe do RS, interferiu no primeiro tempo na expulsão do Alan Ruschel, jogador do time mineiro, revertida depois de cinco minutos de consultas. No segundo tempo o cartão amarelo virou vermelho para o zagueiro Kadu, da Chapecoense, com demora de mais seis minutos. Por último um gol legal do América foi anulado com dois minutos de espera.

A verdade é que os árbitros de campo e de vídeo só fazem trapalhadas, tornando o futebol muito chato, tantas são as interrupções desnecessárias e/ou equivocadas. Os tais comentaristas de arbitragem, uns corporativos, outros inábeis, ajudam a aumentar a confusão. O returno da série B, com a introdução do VAR, corre o risco de ficar pior do que já está, com os erros de arbitragem no gramado e na cabine. Já pensaram se os jogos fossem com torcida, e não apenas pela telinha? O policiamento não daria conta e o aposentado camburão voltaria à ativa para salvar a pele dos árbitros.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

QUANDO O ÁRBITRO DE VÍDEO ATRAPALHA MAIS DO QUE AJUDA

Vexame do VAR no jogo entre Olímpia 1 x 4 e Flamengo: chamou, com muito atraso, o árbitro para marcar pênalti contra os paraguaios, que na sequência já estavam no ataque em lance que resultou na expulsão de Felipe Luís, revertida depois. E entendeu como "acidental" o golpe de Arrascaeta no rosto do lateral do Olímpia, Victor Salazar, que saiu do campo em ambulância direto para o hospital. Como se trata da Conmebol ficará o dito pelo não dito e o time carioca pode se considerar classificado para a semifinal. Impossível reverter o placar no jogo de volta em Brasília, por causa da diferença dos números e da qualidade dos times.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

POIS NÃO É QUE PELÉ TINHA RAZÃO?

 O pior do negacionismo que nos aflige em meio à pandemia está com alguns médicos, que deveriam ser humanistas - generosidade, compaixão e preocupação com o ser humano -, até por questão do juramento que fazem. Ser a favor desta ou aquele ideologia faz parte da democracia. Mas, como fazem alguns parlamentares e cidadãos enganados pelo "Mito", avalizar corrupção num Ministério como o da Saúde, assumir campanha contra a vacina e a favor de medicamentos comprovadamente sem eficácia, propagar a imunidade de rebanho, negar o isolamento social, o uso de máscaras, votar a favor do voto auditável, neologismo para o voto impresso, tudo isso é crime lesa pátria e contra a saúde pública. Traduzido, nesse caso, como genocídio, pois estamos próximos dos 600 mil mortos pela Covid-19, vítimas de ações nefastas de governantes, políticos e empresários.

Voltando ao voto impresso, por pouco não passou na Câmara porque sessenta deputados covardes fugiram da raia, foram pra casa, e um se absteve. O presidente da Câmara, Arthur Lira, como Pilatos passou o tempo todo desta refrega lavando as mãos para, no final, frasear pateticamente: "Nesse caso não há vencedores nem vencidos". É um cretino, como os tantos que fizeram parte desta pantomima patrocinada por Bolsonaro e seus asseclas, entre eles boa parte da bancada catarinense.. Teve até quem, sem coragem para assumir seu voto contra, alegou ter votado errado. Como disse Pelé no século passado. o brasileiro tem que aprender a votar. Parabenizem o Rei e peçam desculpas a ele, aqueles que o execraram lá nos anos 70 por estas declarações.


quinta-feira, 5 de agosto de 2021

PRECISAMOS DE AÇÕES SÉRIAS NO ESPORTE

Todo o meu apoio às ações da Fesporte e do seu presidente, Kelvin Soares, O esporte catarinense há muito é relegado a segundo plano por governantes que desfilaram pelo Centro Administrativo com discursos politiqueiros que só trouxeram prejuízos aos gestores verdadeiramente envolvidos com o segmento. A própria Fesporte tem sido alvo de ações nefastas que transformaram a instituição num autêntico cabideiro. Desde a gestão Raimundo Colombo - 2011/2018 - passaram por lá oito presidentes. Alguns ficaram no cargo por meses apenas, uma solução de continuidade que não pode acontecer. Vale para federações e confederações deste país. Caso contrário veremos mais do mesmo e a cada conquista o discurso de "superação" - por falta de apoio, de estrutura e de políticas sérias -continuará sendo o mantra dos nossos atletas. 


"O Governo do Estado apresentou nesta quarta-feira, 4, o programa SC Mais Esporte com investimentos e projetos para o desenvolvimento do esporte catarinense. O evento de lançamento ocorreu no ginásio do Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis.

“O esporte leva saúde e qualidade de vida para as pessoas. As olimpíadas de Tóquio nos mostram todo dia histórias de superação e de que com o investimento em esportes se vai longe”, ressaltou o governador Carlos Moisés.

O programa contempla as principais ações da Fesporte no fomento ao esporte e incentivo à prática esportiva. O Estado anunciou um aumento importante no orçamento da Fundação, que deve impactar positivamente essas ações. Serão aproximadamente R$ 60 milhões de orçamento anual, quase três vezes mais do que o orçamento anterior. Já tramitam 62 convênios na Fundação, em parceria com os municípios catarinenses, destinados à construção e reformas de instalações esportivas, totalizando R$ 5,6 milhões em investimentos.

O acesso a estes convênios está sendo divulgado nos canais de comunicação da Fundação, acompanhado de manuais para facilitar aos proponentes o entendimento do processo e fazer os recursos chegarem ao maior número de municípios possível.

“Mais esporte contribui para a melhora de vários indicadores em nosso estado: saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico. Sou professor e sei o que essas entregas de material esportivo e infraestrutura impactam no desenvolvimento do esporte, especialmente nas escolas”, destaca o presidente da Fesporte, Kelvin Soares" (foto Júlio Cavalheiro - texto Secom Governo do Estado)


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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

EMPODERADAS

 O Lance ) - Ana Marcela Cunha, Kahena Kunze, Laura Pigossi, Luisa Stefani, Martine Grael, Mayra Aguiar, Rayssa Leal e Rebeca Andrade. Elas são as estrelas da maior participação feminina do Brasil em uma Olimpíada. São três ouros, duas pratas e dois bronzes, e a estas sete medalhas será somada pelo menos mais uma, que a pugilista Beatriz Ferreira já garantiu. Se a delegação em Tóquio não é a mais feminina que o país já teve (percentualmente, fica atrás de Pequim-2008), em resultado jamais se viu algo tão expressivo, e ainda com chances reais no vôlei feminino, que disputa semifinais hoje à noite. Foram anos, décadas de falta de apoio, estrutura e preconceito. Na mesma Tóquio que recebe os Jogos neste ano, Aida dos Santos sofreu em 1964 para dar ao seu país um incrível quarto lugar no salto em altura. Foi ridicularizada, ouviu piadas de dirigentes, teve de competir com sapatilhas emprestadas. Ninguém pôde pará-la e por pouco não subiu no pódio onde nenhuma brasileira até então havia pisado. Foi apenas em 1996 que Jaqueline, Sandra, Adriana e Mônica, finalistas do vôlei de praia, tornaram-se as primeiras mulheres brasileiras a colocar no peito uma medalha olímpica. A batalha não está ganha. Ainda há luta a ser vencida no caminho de igualdade entre homens e mulheres no esporte brasileiro. Ainda há luta a ser vencida conta o preconceito, contra o machismo. Mas estas duas semanas em Tóquio mostram que não há volta. E haverá uma Olimpíada em que mulheres trarão ao Brasil mais medalhas do que os homens. Em nome do legado de Aida, Jaqueline, Sandra, Adriana, Mônica e de todas que construíram esta estrada.

ESPORTE BRASILEIRO É UM MURO DE LAMENTAÇÕES

Os competidores brasileiros que estão em Tóquio são, em sua maioria, cercados por dramas pessoais. Medalhistas, ou não, nossos atletas revelam suas origens humildes e histórias tristes que acabaram atrapalhando seus treinamentos ou valorizando suas participações na Olimpíada. Chegar ao pódio é a glória, máxima conquista, participar da competição já é, por si só, a grande realização dos brazucas.

Eles/elas vêm das favelas, das periferias das suas cidades, de convívio familiar longe do ideal. Muitos nem conheceram pai ou mãe e, até sem adotados por alguma entidade ligada ao esporte, inclusive setores das Forças Armadas, vivem quase como párias da comunidade esportiva. É cada um por si, torcendo por algum programa social que os socorra.
Exceção feita a alguma modalidade coletiva, caso do voleibol, superação é o mantra da maioria. O futebol, acessível aos mais pobres, é parte significativa dos atletas que precisam matar um leão por dia desde que fazem sua opção pelos gramados. Quem pode jogar tênis, velejar, nadar, praticar esgrima, por exemplo? O acolhimento é mínimo e muito difícil. Há poucos mecenas no esporte.
O Comitê Olímpico Brasileiro há muito deixa a desejar e, como nossas confederações e federações, volta e meia se vê envolvido com denúncias de corrupção. O Ministério do Esporte não existe mais, virou secretaria, e não há programas de estado visando o incremento da atividade esportiva, seja ela de rendimento ou participação. Escolar, então, socorro! Salvam-se ações estaduais isoladas, caso de Santa Catarina, ainda assim por mérito muito mais dos desportistas de escol, de uma elite de gestores cada vez mais esvaziada, principalmente pela politicagem. Se depender dos governos que se sucedem, nada a comemorar.
É por tudo isso que cada manifestação de atleta brasileiro, no pódio ou fora dele, vira um muro de lamentações. As medalhas são escassas e custam muito suor, lágrimas e dedicação extremada dos que chegaram à Olimpíada ou pretendem defender o país em uma competição internacional de menos amplitude.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

ACEITAR O NOVO RESPEITANDO O TRADICIONAL, EXEMPLO PARA OS JOGOS ABERTOS REJUVENESCEREM

 (O lANCE) - Anos atrás, o Comitê Olímpico Internacional percebeu o óbvio: a audiência dos Jogos Olimpicos vinha envelhecendo a cada edição. Decidiu-se, então, incluir no programa esportes mais atraentes para jovens, sem abrir mão das modalidades mais tradicionais e que construíram a história do evento. Um primeiro movimento havia acontecido em 2008, com a inclusão das corridas de BMX. Mas no Rio, em 2016, foi tomada a decisão mais ousada: incluir o surfe e o skate, além da escalada. Houve reclamações dos mais puristas, mas, após cinco anos, aplausos para o COI: foi uma decisão certeira. Com as disputas de surfe e de skate street encerradas - ainda há skate park na semana que vem -, é certo afirmar que as duas modalidades funcionaram. E não poderia haver simbolismo maior do que ver a disputa feminina de street com o pódio mais jovem da história dos Jogos, e incluindo aí Rayssa Leal, novo xodó do Brasil, com a prata. A Olimpíada está se conectando aos tempos atuais sem abrir mão das disputas que a fizeram ser o que é, como atletismo, natação e ginástica. A caminhada não para por aí. Daqui a três anos, Paris verá pela primeira vez a competição de breaking, gênero de dança surgido em Nova York na década de 1970 e que hoje ganhou status de esporte, além do evidente caráter artístico. A sinalização do comitê olímpico ao novo e o respeito ao tradicional vão garantir que o evento, secular em sua versão moderna, siga relevante por muito tempo

quinta-feira, 29 de julho de 2021

EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSCA

 O Ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, perdeu boa oportunidade de ficar calado. Bolsonaro, não foi, não é, e nunca será o responsável pelo sucesso (?) da vacinação contra a Covid no Brasil. O presidente pode ser responsabilizado, isto sim, pela resistência criminosa no combate à pandemia e pelas ações suspeitas do ministério que deveria cuidar da saúde dos brasileiros em momento tão grave. O pronunciamento do Ministro em rede nacional foi descabida e inoportuna, desonrando profissão com formação humanista e tão nobre. O "Juramento de Hipócrates" foi pelo ralo junto com suas palavras na manifestação de quarta (28) à noite.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

PÚBLICO NOS ESTÁDIOS, A DISCUSSÃO DO MOMENTO

 (O LANCE) - Há uma semana, o Flamengo fez o primeiro jogo com público no Brasil desde que as arquibancadas ficaram vazias por causa da pandemia. Ontem, em Belo Horizonte, a Prefeitura anunciou o retorno parcial do público, com 30% da ocupação a partir do dia 18 de agosto, jogo entre Atlético e River Plate, pela Libertadores. Era inevitável que, mesmo com ainda milhares de casos e mais de mil mortes diárias por Covid-19, o avanço da vacina apressasse o retorno. Ainda que não pareça o momento ideal, algo já apontado neste espaço algumas vezes nos últimos meses, é inevitável que ocorra. Clubes, muitos deles, têm pressa e querem vender ingressos o quanto antes. E, se vai acontecer, é fundamental então que se discuta um padrão. Claro que cada cidade terá mais ou menos público de acordo com a situação, levando-se em conta número de casos e ocupação de UTI, por exemplo. Mas é preciso que haja uma situação única entre CBF e Conmebol - além, claro, de governos municipais, estaduais e federal. Não pode ocorrer liberação para torneios sul-a americanos e proibição interna. Para que casos como o do Flamengo não voltem a acontecer: times saindo de suas cidades para buscar praças onde possam disputar seus jogos com público. O plano precisa ser cuidadoso, além de bem organizado. Um sonho difícil quando se trata de Brasil. Mas está na hora de levar a sério uma estratégia que torne o mais segura possível a volta dos torcedores aos estádios de futebol. Para que isso não gere ainda mais riscos do que naturalmente já vai gerar.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

CHEGOU O DIA

 Lançamento neste sábado (17 )no Multi Shopping do Rio Tavares, das 10 às 15 horas, Café Cultura. É o presente que estou me dando no dia do meu aniversário e pretendo compartilhar com os amigos. Pela editora Insular, com editoração gráfica do César Valente e capa do cartunista e ilustrador Edgar Vasques. A venda no site https://insular.com.br/produto/o-menino-que-corria-atras-das-noticias/






 

PENDENGA DESNECESSÁRIA

Terminou nesta sexta-feira (16) minha segunda passagem pelo Conselho Estadual de Esportes. Foram quatro mandatos de dois anos cada como representante da Associação dos Cronistas Esportivos de Santa Catarina (Acesc). Tive bons e maus embates e ganhei experiência como legislador do sistema esportivo catarinense. Por isso mesmo não entendo a resolução criada há pouco tempo - e discordei dela com veemência - determinando que os novos Conselheiros, já a partir do próximo mandato, devem ter curso superior.

A alegação de legislação, a qual não se sustenta, não dá legitimidade à exigência doméstica, uma vez que o próprio STF, via Ministro Gilmar Mendes, derrubou a exigência do diploma para a profissão de jornalista, tornando sem sentido qualquer ação como esta do Conselho. Negada por comissão específica criada na instituição catarinense, a indicação para a vaga da Acesc será discutida na justiça, uma pendenga jurídica desnecessária. Meu substituto seria o jornalista Roberto Dias Borba, de Joinville, profissional conhecido, com grande experiência no segmento esportivo e com trabalhos importantes não só no futebol. E não foi o diploma, estupidamente execrado pelo STF, mas incoerente cavalo de batalha do nosso Conselho, que gabaritou o Roberto para ser o excelente jornalista que é.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

NASCEU

 Está nas mãos do Nelson "Insular" Rolim, faltando só cinco dias para o lançamento. Curioso eu? Bobagem. Dia 17, sábado, das 10 às 15 horas no Multi Shopping do Rio Tavares



Mário Medaglia transforma em livro 

seus 50 anos de jornalismo


“O Menino que corria atrás da notícia” é o título do livro que o jornalista Mário Medaglia vai lançar no próximo dia 17 de julho, no Café Cultura do Multi Open Shopping, no Rio Tavares. Em tempos de pandemia e para evitar aglomeração, o autor fará um verdadeiro plantão de autógrafos no local, das 10 às 15 horas, quando receberá os amigos e os colegas amealhados em 50 anos de jornalismo. Mais do que uma autobiografia, o livro reúne causos do escritor e uma coleção de textos de quem trabalhou ao seu lado nos campos, quadras e pistas das diversas modalidades esportivas. O resultado dessa integração está nas mais de 200 páginas cuidadosamente arte-finalizadas pelo jornalista César Valente, com capa do cartunista Edgar Vasques e a edição de Nelson Rolin, da Editora Insular. 


“Sempre que indagado sobre o futuro, minha resposta era a mesma: ‘quero ser jornalista’. Em pensamento me imaginava correndo atrás da notícia, escrevendo. Sempre fui bom em redação, herança de um excelente professor de português nos tempos de escola, que nos fazia escrever em aula e como dever de casa, além de recomendar muita leitura”. A imaginação de Medaglia se tornou realidade e hoje está impressa nas páginas dos jornais e revistas onde trabalhou, como Zero Hora, Jornal de Santa Catarina, O Estado, Placar, Correio do Povo e Diário Catarinense, além das inserções nas rádios CBN e Guarujá, assim como nas antigas TV Cultura e RBS de Santa Catarina, sem esquecer das assessorias por onde andou. Além do futebol, ele fez matéria de muitos outros esportes e traz no currículo a cobertura e participação em pelo menos 30 edições dos Jogos Abertos de Santa Catarina, o maior evento esportivo do estado.  


Tudo isso e muito mais agora está devidamente registrado no livro, que também estará disponível para a compra no site da editora:

https://insular.com.br/produto/o-menino-que-corria-atras-das-noticias/

O CIRCO NOS GRAMADOS

 Assistindo a Eurocopa percebi o quanto temos que ensinar aos europeus. As técnicas do "mise en scéne" e do antijogo, por exemplo, com shows de saltos e rolamentos. É uma matéria adaptada dos belos espetáculos circenses, onde o jogador brasileiro tem doutorado, contando sempre com a tolerância das arbitragens e dos sábios ensinamentos passados pelos "professores" já nos bancos escolares das divisões de base. O paraninfo de todas as turmas tem sido o Neymar, que acaba de inaugurar um cursinho rápido sobre "como enganar público e mídia com lágrimas de crocodilo".

Pode ser uma ilustração de crocodilo
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segunda-feira, 5 de julho de 2021

MUTISMO CONVENIENTE

As polêmicas com as decisões dos árbitros, bandeiras e do responsável pelo VAR nos nossos campeonatos diminuiriam bastante se fossem obrigados, quando necessário, a dar entrevistas, assim como técnicos e jogadores o fazem após os jogos. Além de dar a eles a chance de se defenderem, de eliminar certas discussões inócuas e repetitivas, a transparência evitaria mal entendidos e suspeições incabíveis. Com a proibição de entrevistas podemos concluir que tal censura se deve ao medo dos dirigentes do setor na CBF de que alguns árbitros exponham sua falta de preparo técnico, psicológico e intelectual. Como existe em qualquer profissão gente mal preparada,, a incompetência acaba em seleção natural e descarte daqueles incapazes de exercer seu ofício com eficiência. Blindar a arbitragem não é o melhor caminho nem a solução para tantos problemas que se repetem a cada rodada. Estudo, boa orientação, preparo psicológico e técnico colocariam em campo a profissionalização que tanto desejamos. Quem sabe isso seja necessário, também, para aqueles que na CBF têm a responsabilidade de ensinar o beabá do árbitro, eles próprios mal alfabetizados.

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