domingo, 21 de junho de 2009

Ramires é o cara


Ramires, revelado pelo Joinville em 2004 (globo.com)


A vitória fácil do Brasil sobre a Itália foi resultado de um primeiro tempo impecável do time comandado por Dunga. No segundo, com o assunto resolvido, a turma relaxou e abriu espaço para algumas estripulias italianas que não derem em nada. Um nome do jogo? Aquele negrinho magrelo que atende pelo nome de Ramires e que outro dia foi desdenhado pelo treinador brasileiro que alegou não poder convocá-lo porque ele joga na mesma posição de Kaká. Dunga disse isso com todos os efes e erres e em alto e bom som. Tanto que na época provocou comentários azedos de boa parte da crônica esportiva do centro do país. O que será que mudou? Quem assistiu ao jogo contra a Itália e viu Kaká e Ramires em campo não entendeu a mudança radical de comportamento do técnico. André Santos na lateral esquerda foi outra alteração necessária e que acabou acontecendo por causa das más atuações de Kleber. Ainda falta resolver principalmente a falta de efeito positivo das pedaladas de Robinho que não tem acrescentado nada aos contra ataques do Brasil. Essa empreitada é complicada, mas Dunga está lá para isso. E quando ele deixa de ser turrão acerta em cheio.

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