sábado, 31 de maio de 2008

Sábado/domingo

Animais

Edmundo gosta de perder pênaltis, especialmente em jogos decisivos como aconteceu quarta-feira em São Januário diante do Sport. Mas o animal vascaíno não vive sozinho nesse zôo, pelo contrário, está muito bem acompanhado por outros bichinhos. Os cracões Sócrates e Zico não escaparam do mico em Copa do Mundo, o italiano Baggio nos deu a Copa de 94 chutando nas nuvens, o argentino Palermo perdeu três pênaltis num jogo só da Copa América no Paraguai. Recentemente na disputa por pênaltis na final das Ligas dos Campeões da Europa o hoje melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, quase enterrou o Manchester ao desperdiçar sua cobrança. Seu time foi salvo por outro erro, o de Terry, o experiente capitão do Chelsea que, com o título na mão, chutou quase na bandeirinha de escanteio. Neném Prancha, o fílósofo botafoguense, tinha razão: pênalti tem que ser cobrado pelo presidente do clube. Que tal o Eurico Miranda com essa responsabilidade?

Pra lá e pra cá

Na série A do Brasileiro seis técnicos já bailaram, por demissão ou simples troca de clube: Leão, Cuca, Geninho, já no Botafogo, Alexandre Gallo, Roberto Fernandes e Ney Franco. Como estamos apenas na quarta rodada, a lista deve bater recorde este ano. O próximo candidato é Abel Braga, ameaçado por três derrotas, uma delas com eliminação da Copa do Brasil. Murici Ramalho também entrou na fila. O destino colocou o Sport de novo diante do Inter, no final da tarde deste sábado no Beira Rio. E os pernambucanos podem jogar com time misto caso Nelsinho Batista decida poupar titulares para a decisão da Copa do Brasil contra o Corinthians. Já Murici talvez não escape se não conseguir se safar do Santos na Vila.

Esporte sem base

O Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro pelo jeito pretendem acabar com as duas etapas de 2008 da Olimpíada Estudantil Brasileira, uma para atletas de 12 a 14 anos, em Poços de Caldas, a outra na faixa dos 16 a 18 anos, em João Pessoa. O motivo é a exigência para que os Estados participantes arquem com todas as despesas, incluindo transporte, alimentação e hospedagem. Em Santa Catarina a responsabilidade por competições nessa faixa etária é da Fesporte, com os Jogos Escolares e a Olesc. A entidade catarinense ameaça não participar das etapas nacionais, alegando não ter caixa para sustentar a nova determinação que vem de Brasília e Rio de Janeiro. Certamente é o reflexo dos gastos perdulários com os Jogos Panamericanos ameaçando a base do esporte brasileiro.

Errei feio

Apostei em final carioca para a Copa do Brasil, imaginando que Botafogo e Vasco tivessem forças para superar, entre outras coisas, a pressão de torcidas como as do Corinthians e Sport. Paulistas e pernambucanos estarão em campo decidindo o título enquanto jogo no lixo minha bola de cristal.

Gol anão

Marcelinho fez festa em Florianópolis contra o Avaí. Com apenas 1m67cm de altura o hoje meia do Santo André conseguiu superar os zagueirões adversários e marcar de cabeça seu gol de número 500. E sem precisar sair do chão. É caso de demissão por justa causa.

Surpresas

Fora o Cruzeiro, alguns dos grandes times do futebol brasileiro estão com astral lá em baixo na série A. Em compensação o Corinthians, rebaixado em 2007, vive grande fase neste meio de temporada, liderando 100% a série B e finalista da Copa do Brasil.

O patinho feio

Direção, comissão técnica e parceiros desprezaram o futebol do lateral direito Galo, cria da casa que, se não era o melhor, também nunca foi o pior entre os eleitos. Rejeitado e obrigado a treinar separado do grupo principal, ele pode acabar virando titular. Arlindo Maracanã, investimento caro, de futebol muito distante do nome pomposo, machucou contra o Santo André e não volta tão cedo abrindo vaga, quem sabe, para um santo de casa acabar fazendo milagre.

Guilhotina armada

É apenas o segundo jogo mas, com o nível de exigência da torcida do Figueirense uma derrota em casa para o Goiás pode colocar o técnico Guilherme Macuglia próximo à porta de saída do vestiário do Orlando Scarpelli.










quinta-feira, 29 de maio de 2008

Quinta-feira

Fatos & versões

A participação do Marcílio Dias na série C virou um folhetim de extremo mau gosto. Quem fala a verdade? O prefeito de Joinville, Marco Tebaldi, presidente do Conselho Deliberativo do Joinville, está sendo acusado de tentar comprar a vaga do Marcílio Dias. O presidente do Joinville desmente e publica carta pedindo desculpas ao coirmão. Os dirigentes do Marcílio se mostram ofendidos com as investidas joinvilenses, mas ao mesmo tempo passam o chapéu para garantir a vaga pretendida pelo adversário. O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, prometeu ajuda, dizem, de R$ 1 milhão. Até agora nem um tostão foi repassado ao zerado cofre marcilista. Promessa de político em ano eleitoral? Marlon Bendini, presidente do Marcílio, entra no roteiro confirmando a quebradeira. No meio disso tudo apareceu o presidente da nossa (dele) Federação, Delfim Peixoto, para passar cinicamente um pito na turma do Joinville e dizer que vaga não se compra. Ainda faltava um personagem, de preferência alguém da CBF. Ele veio incorporado na pessoa do diretor de futebol da entidade, Vergílio Elísio, desmentindo Delfim. Em caso de desistência há que se ter algum critério para substituição, disse Elísio, deixando em aberto a possibilidade de negociação. Não fosse assim, encerraria o assunto com a questão do mérito. Entra na vaga o classificado imediato na competição que teve essa finalidade. Simples, não?

Badalação faz mal

Tudo o que é dito e escrito sobre a qualidade de alguns times não tem sido confirmado dentro do campo. O futebol não aceita a palavra fácil e o elogio apressado na maioria das vezes acaba desmentido pelos fatos. Dou três exemplos fresquinhos: o São Paulo fracassou no Estadual e vai aos trancos no Brasileiro; o Inter já perdeu duas partidas e novamente não confirma tudo o que se diz sobre o grupo na mão do Abel Braga. Na série B um caso doméstico com o Avaí, cantado em prosa e verso como o melhor time dos últimos tempos montado na Ressacada. Cadê os resultados? Perdeu o Catarinense em casa e empacou no Brasileiro com três empates, dois deles diante da sua torcida.

Divã

Aliás, recomendo aos avaianos uma boa terapia de grupo. A Ressacada está se transformando no cemitério das esperanças de melhores dias para um clube que pode completar a décima primeira temporada sem ganhar um título. E haja culpados. Quando não é a diretoria são os parceiros, ou então o treinador e, por último, o time. A relação termina aí. A não ser que o Sobrenatural de Almeida, criação do Nelson Rodrigues, tenha se associado ao Avaí sem que ninguém saiba.

Demorou

José Carlos Bezerra pediu demissão da Comissão de Arbitragem da Federação Catarinense. Pelo que foi como árbitro e pelo que é como cidadão, Bezerra há muito deveria estar fora daquele pomar dadivoso. Levou tempo demais e acabou sendo conivente com um cultivo misterioso, cujas fórmulas não vêm a público por serem empregadas no fundo do quintal, sob a proteção das sombras de árvores bastante frondosas e que produzem muitos frutos.

Pérolas aos porcos

O estádio da Ressacada terá um elevador cuja finalidade, entre tantas, é a de evitar que algumas “personas no gratas” sejam obrigadas a transitar no meio da torcida do Avaí. Coisa pra proteger figurões que, quando aparecem, são alvo de vaias e caneladas. Sem contar que tem mais camarote do que ocupantes. Enquanto isso as cabines de imprensa continuam daquele jeito, um péssimo cartão de apresentação para um clube que disputa campeonato brasileiro e que toda semana recebe jornalistas de outros estados.

Se a moda pega

Como jogador de futebol gosta de inventar e copiar moda, o pênalti em dois toques pode virar mais uma dor de cabeça para as arbitragens. A novidade mostrada por Euller e Douglas do América Mineiro, em jogo da segunda divisão, está na regra nem sempre muito clara. O lance é legal, desde que o primeiro toque seja dado para frente, e que não haja invasão de área. É muito controle para quem de vez em quando não dá conta de duas tartarugas porque uma acaba fugindo.



terça-feira, 27 de maio de 2008

Terça-feira

Mais ou menos

Nenhum dos três representantes catarinenses mostrou serviço suficiente neste início de Brasileiro para transmitir confiança e expectativa de uma boa campanha na busca de seus objetivos. O Figueirense quer vaga na Libertadores, Avaí e Criciúma participação na série A de 2009. Por enquanto nada entusiasmante. O Avaí arrancou bem com vitória fora de casa diante do Paraná. Na seqüência decepcionou com o tropeço em casa diante de um frágil ABC para depois entregar um jogo ganho em Barueri, vítima do mal do segundo tempo. O Criciúma vive de altos e baixos, por enquanto mais baixos. O Figueirense levou 10 gols em três jogos, vitória sofrida em casa sobre um mistão do Coritiba, aquele empate quase vexame com a Portuguesa em São Paulo e, “gran finale”, a goleada para o modesto Vitória em Salvador. É cedo, claro, para avaliações mais contundentes, mas os bastidores e as arquibancadas estão fervilhando com a preocupação de dirigentes e torcedores.

Gallo já sabia

Em casos como o do Figueirense a primeira vítima é sempre o treinador. Como foi a estréia de Guilherme Macuglia, não há como responsabilizá-lo isoladamente nem exigir sua saída, reação normal do torcedor. O perigo é sobrar para alguma cria da casa, como o zagueiro Michel Schmöller. Seja qual for a desculpa o certo é que, por enquanto, o time do Figueirense está dando razão a Alexandre Gallo. Reforços, urgente.

Propaganda enganosa

Outro clube na berlinda é o Internacional, eliminado da Copa do Brasil pelo Sport e derrotado por Palmeiras e Flamengo no Brasileiro. O time e o técnico Abel não têm confirmado o diagnóstico sobre a excelência do grupo. A cada mau resultado lá vem a justificativa sobre a ausência de titulares machucados ou suspensos. Para quem alardeia qualidade na composição do grupo de jogadores a desculpa soa como esfarrapada, tanto mais quando a própria diretoria anuncia a necessidade da contratação de reforços.

Apesar de

Está confirmada a nona edição do Ironman Brasil para Florianópolis, em 31 de maio do ano que vem. É um evento consagrado e que poderia divulgar mais o Estado e a cidade para o mundo inteiro. Este ano houve a participação recorde de 43 países, mas parece que tudo isso não sensibiliza nossas autoridades do turismo e esporte, a não ser pela cômoda tarefa de liberar recursos e aparecer como apoiadores. Além de não darem o ar da graça no local de competição, não criam nenhuma atividade paralela para mostrar Santa Catarina aos visitantes. A turma chega aqui, aprecia as belezas naturais, treina, compete, dorme e vai embora praticamente sem saber onde esteve.

Cartolices

Não é de hoje que Murici Ramalho sofre grande pressão de parte da diretoria do São Paulo que clama por sua saída. Mesmo com todas as conquistas e a qualidade do seu trabalho, Murici nunca angariou a simpatia de alguns eternos descontentes. Só o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, sustenta a permanência do treinador. Talvez porque ele não faça o tipo lambe-botas, tão ao gosto de certos tipos de dirigentes que conhecemos bem e são tão próximos de nós. Acostumada a derrubar técnicos ao menor sinal de desobediência, essa turma não aceita os que não dobram a espinha.

Façam suas apostas

Para quem gosta de palpites e projeções as semifinais da Libertadores estão aí com América do México x LDU Equador hoje à noite e Boca Juniors x Fluminense amanhã. Os entendidos de plantão sugerem que quem passar pelo confronto entre Brasil e Argentina será o campeão este ano.

O que nos espera

O Marcílio Dias não tem dinheiro, não tem time e seu estádio não resiste uma vistoria, por mais superficial que seja. O Metropolitano, dizem as más línguas, está reforçando o time através da vídeo-contratação, método criado pela esperteza dos empresários e bem sucedido graças à tolice e ingenuidade dos dirigentes.

Genis

Escrevi outro dia que temos facilidade para jogar pedras na arbitragem. Tentei amenizar a situação do árbitro e assistentes, mas o final de semana deu razão aos críticos. Foi erro demais.

sábado, 24 de maio de 2008

Sábado/domingo

A regra é clara

Nosso futebol está cheio de jogador manhoso e reclamão, não interessa o tipo ou a importância do jogo. Hoje basta o vento soprar mais forte que o sujeito já vai caindo com a mão levantada, olhando para o árbitro e pedindo cartão para o adversário. Ou então é jornalista fazendo comparações tipo, “em tal lugar essa falta não é falta”. Por essas e outras é que os árbitros viram as “genis” dos nossos campos. Todo mundo – inclusive eu - sempre tem um bom argumento para jogar pedra na arbitragem, como se a regra fosse flexível ao ponto de atender conceitos inventados a cada dia, a cada partida.

Palanque

Leitor que sou da coluna Linha de Fogo, do meu parceiro Zélio Prado, não posso deixar passar seu comentário sobre o que ele chama de aventureiros e picaretas que povoam nosso futebol É uma crítica procedente à intenção de Delfim Peixoto de criar uma terceira divisão no futebol catarinense com clubes sem a mínima estrutura. Concordo e acrescento e explico: o doutor Delfim precisa atender um eleitorado que o mantém por 26 anos – se não me engano - na presidência da Federação.

Bairrismo exacerbado

Está até engraçado acompanhar o que dizem jornalistas cariocas e paulistas sobre a classificação do Fluminense e as eliminações de São Paulo e Santos na Libertadores. Renato Gaúcho virou o melhor técnico do continente na atualidade, e o Flu um timão. Muricy Ramalho precisa deixar o Morumbi e o Santos é muito superior ao América do México e, por tanto, merecia passar às semifinais. Quem tiver como, dê uma lida em jornais do Rio e São Paulo, ou então veja algum programa de televisão gerado nessas cidades. A boa e velha isenção certamente não faz mais parte dos manuais de redação.

Luxa ataca outra vez

Wanderlei Luxemburgo, cujo peso na folha de salários do Palmeiras é de apenas R$ 500 mil mensais, tem propostas do exterior. Uma delas, segundo plantou na imprensa, vem do México. Por conta disso pleiteia um merecido reajuste em seus parcos rendimentos, carcomidos pela terrível inflação brasileira.

Cosa nostra

O Criciúma sofreu, mas passou com vitória em casa sobre o São Caetano na abertura da terceira rodada da série B. A vez do Avaí é neste sábado à noite em Barueri, contra o Grêmio local. A vacilada contra o ABC coloca Silas e seus jogadores na berlinda, ou seja, nova derrota vai mexer com os vestiários. O Figueirense no calor de Salvador quer mostrar ao seu novo técnico, Guilherme Macuglia, com quantos paus se faz uma canoa no Orlando Scarpelli. O Vitória só tem um ponto, está lá em baixo na tabela e não pode perder de novo. Muitas dúvidas no ar quanto às chances dos catarinenses no fim de semana.

Morte e vida

Morreu o meu senador, o amazonense Jefferson Peres. Meu e, acredito, de todos os brasileiros que ainda têm estômago para votar e acompanhar a estripulias de seus eleitos vivos no parlamento.

O lado B

Os times ingleses e espanhóis são verdadeiras seleções. Há jogadores de todo o planeta valorizando suas competições e levando multidões aos estádios graças ao encantamento provocado em suas torcidas. A decisão da Copa da Uefa entre Manchester e Chelsea é o maior exemplo desta situação. Em compensação as seleções da Inglaterra e Espanha faz tempo não ganham um título europeu ou mundial. No Brasil, ao contrário, a seleção continua valorizada e os clubes cada vez mais empobrecidos tecnicamente. O maior prejuízo é nosso, claro, grandes formadores de craques que somos. A meninada hoje sonha em jogar na Europa antes de pensar na seleção.

Ver para crer

Depois de uma entrevista com o advogado Luciano Hostins, optei por uma trégua ao Tribunal de Justiça Desportiva. Recém empossado presidente, Luciano promete arrumar a casa antes do final deste seu primeiro mandato. E por isso estou dando meu voto de confiança, esperando ainda que se confirme outra promessa, a de distanciamento e independência, apesar de o TJD viver sob o mesmo teto da Federação. Ah meu São Tomé.



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quinta-feira

O ovo de Colombo

Aos poucos, com o passar dos anos e dos acontecimentos, vai-se descobrindo o rumo traçado no Figueirense para o cumprimento dos compromissos do seu calendário. A dispensa de Alexandre Gallo, que aparentemente tinha o domínio da situação, revelou em detalhes o que era mantido em segredo atrás dos muros, sempre protegidos pela rotulagem da estratégia de campo e táticas de jogo. A chegada de Guilherme Macuglia, um treinador que ainda busca o seu espaço, segue a trilha já percorrida pelos hoje amadurecidos e consagrados Muricy Ramalho, Dorival Júnior e Adilson Batista. Gallo foi um engano, confirmado a partir de suas exigências e cobranças para a contratação de reforços mais experientes, contrariando uma política do clube que contempla muito investimento na base, com aproveitamento máximo de jogadores que mais adiante renderão altos dividendos para os cofres alvinegros. Os profissionais mais rodados e mais velhos que passaram pelo Orlando Scarpelli tiveram seus prazos de validade vencidos antecipadamente porque não entenderam ou contrariaram a cartilha que estabelece procedimentos de alto risco em meio às competições. Simples, não?

O adeus

Guga estabeleceu um roteiro sentimental para sua despedida do tênis profissional. É assim que deve ser entendida sua participação em Roland Garros e nos torneios que antecederam esta sua última entrada em quadra. Com anuência de organizadores, em respeito ao que o catarinense representou para o tênis brasileiro e mundial, Guga tem apenas participado dos grandes torneios que ajudaram a consagrá-lo como o maior tenista do país em todos os tempos. O resultado é o que menos interessa. Ele tem esse direito.

O acaso

Sem essa de sorte e azar em futebol. Vale a competência. Mas é claro que uma ajudinha, digamos, de elementos estranhos, será sempre bem vinda. Como aconteceu com o Criciúma terça-feira, quando virou o jogo nos acréscimos em cima do São Caetano graças a um gol contra e de cabeça do zagueiro adversário, o mesmo que a um minuto de jogo fizera um a zero para os visitantes.

A tragicomédia

Uma briguinha de egos colocou o Joinville como personagem principal de um roteiro medíocre, tudo por conta de uma pretensa compra de vaga para a série C. De olho na falta de estrutura do Marcílio Dias, os dirigentes joinvilenses pensaram em herdar o lugar conquistado no campo pelo Marinheiro. Ainda mais porque a partir de 2009 a configuração desta terceira divisão vai mudar. Serão apenas 20 clubes, nos moldes das séries A e B. Entrarão os 16 primeiros classificados este ano na série C, mais os quatro rebaixados da B. Foi onde bateu o desespero do Joinville, que está fora da disputa em 2008. Assim sendo, o jeito era substituir o Marcílio Dias, através da compra da vaga ou desistência “voluntária” do dono da mesma. Marco Tebaldi, prefeito de Joinville e presidente do Conselho Deliberativo do clube, veio a público para desmentir com veemência a versão do negócio. No dia seguinte, outro desmentido, contrariando o alcaide: Adelir Alves, presidente do Joinville, em carta à mídia esportiva, pediu desculpas ao torcedor catarinense, especialmente aos do Marcílio.

Os atores

Quem gosta de cenas chorosas e melodramáticas, acompanhe com atenção as declarações do Cuca, técnico do Botafogo, em qualquer circunstância. Quem se impressiona ou se irrita com cinismo e sarcasmo, não ouça o que tem a dizer após os jogos Mano Menezes, treinador do Corinthians. Na derrota ou vitória ele sempre tem um recado a passar, para a arbitragem ou para o adversário.

O preconceito

Viram o que aconteceu com os três travestis que aceitaram fazer um programa com Ronaldo? Depois do escândalo o jogador alegou ter apenas “conversado” durante duas horas com os garotos(as) de programa. E, em nome da moral e bons costumes, um dos travestis está sedo indiciado por extorsão. E Ronaldo? Ora, ele voltou à sua vidinha normal, posando para a revista Caras de pazes feitas com a noiva grávida de um filho seu. Pensão à vista.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Terça-feira

Mestre Gallo

Depois de 40 partidas com 23 vitórias e um título estadual, o professor Alexandre Gallo deixou o Figueirense. Será substituído por Gulherme Macuglia. Normal em futebol, não fossem as circunstâncias que envolveram a passagem deste profissional por Santa Catarina. Vai embora sem dizer pra onde – presume-se para o Atlético MG -, sai sem dizer por que, quando surge uma informação divulgada pela própria diretoria sobre incompatibilidades e acordo rompido, nada bem explicado. Palavras ao vento, mistérios e muito segredo pontearam o trabalho de Gallo no Figueirense, tudo sempre recheado com uma boa dose de mau humor e má vontade para com o trabalho dos jornalistas. Nunca se pôde detectar a origem destas orientações, se resultado da truculência do aparentemente bem educado gerente de futebol, se determinações vindas de cima, dos dirigentes do clube ou da Figueirense Participações. O desmanche promovido na assessoria de imprensa foi fundamental para o processo de incomunicabilidade que se instalou no Figueirense nesse período. Tenho a impressão que a prática de um jornalismo menos oba-oba há muito teria absolvido Gallo e responsabilizado os verdadeiros obreiros deste muro construído no Orlando Scarpelli e adjacências. Foi muito emblemática a manifestação dos jogadores ao final do jogo contra o Coritiba na base do “ao mestre com carinho”.

Juca Peixoto

Há muita indignação com o estado do seu Ivo, a vítima da bomba no estádio Heriberto Hulse. Recebeu uma indenização miserável e nada mais além do que caridade, esmolas. Li e ouvi sugestões sobre a necessidade de a Federação Catarinense contribuir com alguma quantia para minimizar o sofrimento e o abalo financeiro do torcedor. Imaginem se alguém na casa do futebol, vai abrir mão, como diria Juca Chaves, “do wiskinho e o caviar nosso de cada dia”.

Quando a casa não ajuda

Parece ser o caso do Avaí que não sabe mais ganhar em casa. E, pior que isso, o time desde o estadual fez da Ressacada o cemitério das esperanças de uma torcida que vai para o 11º ano sem conquistar nada. Sábado à noite, diante do ABC de Natal, praticamente os mesmos jogadores repetiram as jornadas negativas contra o Figueirense, Chapecoense e Criciúma, quando desperdiçaram, uma a uma, as oportunidades de chegar à final do Campeonato Catarinense. Uma decepção atrás da outra para os fiéis torcedores, na mesma proporção do seu comparecimento e apoio.

A Copa deles

Cartel de construtoras para superfaturar preços, dinheiro público escorrendo pelo ralo, obras super dimensionadas e atrasadas. Transcrevo o que li em reportagem na Folha de São Paulo neste domingo sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, país que tem o rúgbi como primeiro esporte. Não quero nem pensar quando chegar a nossa vez com os antecedentes que temos, com a importância do futebol para o brasileiro, e lembrando da recente experiência com os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro.

Já sabia?

Imediatamente após a divulgação da notícia sobre a convocação de Adriano para a seleção brasileira a Nike passou a divulgar comercial do jogador, seu patrocinado.

Mau passo

Que estrago provocou no departamento de futebol do Criciúma a contratação para gerente do tal de Santarelli!!! Depois da briga com o técnico Leandro Machado caíram os dois para a volta do Gelson Silva.

Síndrome de Estocolmo

(...) aquela que faz o seqüestrado se apaixonar pelo seqüestrador. Teixeira, aos poucos, adota as opiniões de seus críticos mais ácidos, até porque sabe, e em seu íntimo sempre soube, que são as idéias corretas, aliás, óbvias (...) Do jornalista Juca Kfouri sobre a nova fase de bom moço de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Ioiô mineiro

Chama-se Ipatinga a grande decepção em duas rodadas da série A do Brasileiro. Duas derrotas, a primeira em casa, a segunda por goleada em Santos, já carimbaram os mineiros como candidatos sérios ao rebaixamento, no caso volta à série B. É a unanimidade na mídia esportiva brasileira, às vezes muito apressada.




sábado, 17 de maio de 2008

Sábado/domingo

A nossa justiça

Os três envolvidos no episódio da bomba que mutilou o seu Ivo estão soltos. Até agora ninguém foi punido a não ser o torcedor que perdeu a mão e acaba de receber a ridícula quantia de R$ 5 mil como indenização. Os entendidos em juridiquês encontrarão uma montanha de justificativas para explicar o inexplicável. A seguradora que indenizou (?)seu Ivo, as autoridades que liberaram os três torcedores do presídio Santa Augusta, os magistrados, dentro e fora da justiça desportiva, todos se utilizam de uma legislação caduca, dos verdadeiros labirintos formados por ritos processuais e ignoram o bom senso, acabando por avalizar a barbárie que toma conta de nossos estádios. Cumprir a lei no Brasil significa, em todas as instâncias, sacramentar a violência e a impunidade.

Palpites

Estou apostando em uma final carioca para a Copa do Brasil. Acredito que o Vasco passará pelo Sport e o Botafogo´, em missão mais difícil, derrubará o Corínthians. Surgirá, então, a grande chance para Cuca ganhar seu primeiro título como treinador. Caso nada disso aconteça, acho que o Botafogo terá outro técnico para o restante do Campeonato Brasileiro.

Inferno astral

No futebol os maus resultados não perdoam ninguém, incluindo o bom treinador Geninho, que acaba de perder o emprego no Atlético MG. No ano do seu centenário o clube mineiro fracassou no Estadual com uma goleada de 5 a 0 na decisão com o Cruzeiro e foi eliminado da Copa do Brasil pelo Botafogo. Não há quem resista a tanto insucesso em uma temporada tão importante como essa para os atleticanos.

Na cara e no corpo

A suspensão de dois anos imposta pela Federação Internacional de Natação à Rebeca Gusmão detona o coro do “eu já sabia”. Basta olhar para a nadadora brasiliense para entender a extensão do estrago das porcarias ingeridas por ela. É preciso muita coragem para continuar insistindo na pregação da inocência, diante de inúmeros processos e evidências dos ilícitos praticados pela atleta.

Galinheiro

Os goleiros que atuam no Brasil devem fazer parte de um bando de “frangueiros”. Só esse raciocínio explica a preferência de Dunga por Diego, do Almeria, e Doni, da Roma. Fora Júlio César, titular da Inter e da seleção tem por aqui uma turma boa de concorrentes para os dois reservas. A começar por Rogério Ceni, o melhor e mais experiente de todos.

Mais um

O zagueiro Felipe Santana é outra cria da casa que vai embora. O argumento é o de sempre, negócios, negócios & negócios. Em troca o Figueirense deve contratar um jogador mais rodado e mais caro. E, como sempre, fica a pergunta: quanto dos supostos dois milhões de euros pagos pelo Borussia Dortmund caberão ao clube formador do jogador?

Barbas de molho

Para quem esteve envolvido com licitações, obras e compras de equipamentos para os Jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro. O Tribunal de Contas da União prepara relatório que será divulgado em breve. Há sinais evidentes de superfaturamento em alguns contratos com percentuais beirando o absurdo.

Urubu no poleiro

O Metropolitano anuncia contratações em penca para a série C do Campeonato Brasileiro. Jogará em que cidade o representante de Blumenau? Pergunta que vale para o Marcílio Dias, cujo estádio continua sem iluminação e com interdição de parte das suas arquibancadas. O Joinville continua na espreita e com intensa movimentação política.

Carrasco

Dois gols para eliminar o Flamengo, dois no Santos no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores, fazem de Cabañas o grande carrasco até aqui do futebol brasileiro. A esperança agora é que o Santos repita na Vila Belmiro o próprio América do Maracanã.

Diferenças

Adriano está voltando à seleção brasileira não por generosidade de Dunga, mas como resultado do esforço do próprio atleta na sua recuperação. Ajudado, segundo as colunas sociais, por uma paixão chamada Joana. Já Ronaldo Nazário carrega o peso da idade, de uma terceira lesão séria e conflitos sentimentais agravados pelas confusões extra-campo aparentemente abandonadas por Adriano.







quinta-feira, 15 de maio de 2008

Quinta-feira

Queda de braço

O Ministério do Esporte finalmente resolveu agir na tentativa de evitar o êxodo de jogadores brasileiros para o exterior, Europa principalmente. O Ministro Orlando Silva enviou documento à FIFA sugerindo mudanças na lei de transferência, aumentando para 21 anos a idade mínima para a saída de jogadores do país. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sem muito entusiasmo, prometeu apoio ao Ministro Orlando. O Ricardão sabe o peso dos dólares ou dos euros, como queiram, nesse procedimento que todo ano fragiliza cada vez mais o futebol brasileiro. Além disso, o poder de persuasão de nossas autoridades e dirigentes esportivos em confronto com os europeus fica bem distante do necessário para que alcancemos sucesso nessa empreitada.

Decepção

Tinha eu razão quando colunas atrás duvidei que alguma coisa pudesse mudar no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), apesar da posse do experiente Luciano Hostins na presidência e sua nova composição. A primeira câmara disciplinar disse que eu estava certo ao punir com brandura todos os envolvidos no episódio do último clássico no Orlando Scarpelli. Pelo andar da carruagem Luciano e seus pares terão uma relação conflituosa o que pode inclusive determinar a saída de algum auditor ou até mesmo do próprio presidente. Ou desta vez estarei enganado? Sim, porque do jeito que a coisa vai, liberou geral no futebol catarinense. Pobre dos árbitros e do policiamento. Torcida, dirigentes, técnicos e jogadores estão podendo tudo.

Não acredito

A grande mãe FCF acaba de permitir uma aventura de conseqüências previsíveis ao aceitar a participação do Navegantes na divisão especial. As más línguas dizem que o clube não tem a mínima estrutura para se fazer presente na competição, a começar pela falta de um estádio. O mais incrível é que o Navega ficará abrigado em Caçador, com patrocínio da prefeitura local. Ou será que tem um Kindermann nessa parada? Não acredito nem numa coisa nem em outra. Deve ser coisa de fofoqueiros que pretendem desestabilizar o grande trabalho do presidente Delfim e arrefecer sua dedicação ao nosso futebol.

Prós e contras

Ao mesmo tempo em que exulto por receber um bem elaborado release contabilizando a boa participação do Figueirense desde que o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos – está em nono lugar -, fico estarrecido com o grau de antipatia do técnico Alexandre Gallo. A notícia sobre a eficiência do time tem a assinatura do J.B Telles que, espero eu, esteja voltando à assessoria de imprensa do clube. Os desentendimentos com o departamento de futebol foram superados? O comportamento de Gallo frente aos jornalistas que cobrem o dia-a-dia do Figueirense vai na contramão do que seria uma boa nova para a relação entre jornalistas, dirigentes, funcionários e treinador.

Injustiça

O lateral direito Rodrigo Galo não interessa mais ao Avaí e treina separado do grupo que disputa a série B. É outro caso de jogador de base mal tratado na sua própria casa, em favor de jogadores mais velhos, caros e cujos resultados na maioria das vezes são pífios, técnica e financeiramente falando. E mais: Galo sempre mostrou cacoetes de jogador de meio de campo, e não de defensor, daqueles que se limitam a uma faixa lateral de campo, detalhe jamais observado pelas comissões técnicas que passaram pela Ressacada.

Peregrinação

Ronaldo Nazário tem se dedicado nos últimos dias a uma longa e constrangedora peregrinação pelos programas da TV Globo na tentativa de refazer sua imagem, abalada depois do episódio com os travestis. O jogador usa de todos os meios para se recuperar perante a opinião pública, sempre muito rigorosa em se tratando de ídolos. Está no seu direito, como está a emissora em alimentar manifestações piegas em busca de Ibope. No meio disso tudo a única coisa que interessa é a confirmação de Ronaldo de que está oito quilos acima do peso. Gorducho ele até pode voltar a uma vida normal fora dos gramados. Mas, como atleta continuará execrado pelo torcedor e pela mídia.







terça-feira, 13 de maio de 2008

Terça-feira

Bom começo

Duas vitórias, uma delas fora de casa com o Avaí, e um empate maluco do Figueirense em São Paulo, é um resultado positivo de estréia catarinense nas duas séries do Brasileiro. Claro que uma rodada só não firma conceitos, apenas registra fatos, sinaliza problemas, oferece caminhos para correções. O Avaí derrotou um adversário forte como sabe ser o Paraná, principalmente em casa. O Criciúma no seu estádio com uma vitória magrinha garantiu os primeiros três pontos. Já o Figueirense assustou e por pouco não protagonizou um grande vexame, daqueles que desestabilizam o mais experiente e competitivo dos times, o que não é bem o caso do grupo sob o comando de Alexandre Gallo. Não fossem a estupidez do lateral direito Patrício e os cochilos de Benazzi, a tragédia estaria consumada. O jogador da Portuguesa fez falta violenta no meio do campo e foi expulso. O técnico não tapou o buraco aberto naquele lado e ainda deixou Rodrigo Fabri a vontade para armar as principais jogadas do adversário. Jogo tenso e placar em 5 a 4 houve um pênalti para o Figueirense não marcado, talvez compensação por um lance anterior quando Asprila não foi expulso depois de uma falta violenta.. No fim, passado o susto e apenas com ferimentos leves, salvaram-se todos entre os catarinenses. Pelo jeito Benazzi e sua turma é que sentirão por mais tempo os efeitos do acidente já que na próxima rodada enfrentarão o clássico do bacalhau em São Januário.

Próxima rodada

O Coritiba de Dorival Júnior passou bem pelo Palmeiras, perigo a vista para o Figueirense domingo que vem no Scarpelli. É bom que Gallo tome jeito e arrume aquela zaga cujo ponto fraco é Asrpila e não Felipe Santana, o garoto da casa, a vítima de plantão. O Avaí tem tudo para comer mingau enfrentando em casa o ABC de Natal. A missão do Criciúma é mais difícil, pois terá que enfrentar o frio da serra gaúcha e a necessidade de recuperação do combalido Juventude.

Lero lero

Pelo que vi na primeira rodada do Brasileiro 2008 a recomendação da Comissão de Arbitragem foi solenemente ignorada por alguns árbitros. O carrinho e o pega-pega dentro da área não foram punidos com o rigor exigido e segue tudo como dantes. Só o jogo do Figueirense com a Portuguesa forma um bom painel para conclusões de que as orientações para o simples cumprimento das regras são conversa mole pra boi dormir.

Futuro

A vitória de 1 a 0 dos reservas do Internacional sobre o Vasco no Beira Rio foi mais importante do que a simples conquista dos três pontos e a quebra de um tabu de 10 anos sem ganhar na estréia do Brasileiro. O time que Abel botou em campo tinha sete jogadores formados na base. Se vingar a metade esse trabalho já está consagrado.

Cala-te boca

O que estarão dizendo aqueles jornalistas italianos que demitiram Felipe Massa após as duas primeiras corridas da temporada de Fórmula 1? Inclusive até haviam indicado possíveis substitutos para o piloto brasileiro na Ferrari.

QI

Célio Amorim está entre os nomes apontados para a lista de árbitros aspirantes à FIFA elaborada pela CBF. Competência do cidadão em questão ou força política de Quem Indica? Assim sendo se explica a marginalização de Paulo Henrique Bezerra. Parece que a dedicação do Bezerra pai não foi reconhecida.

Currículo

Alex Ferguson, que domingo sagrou-se mais uma vez campeão com o Manchester United, tem uma folha corrida para matar de inveja companheiros de profissão como Cuca e Celso Roth, por exemplo. O botafoguense nunca ganhou um título e o gremista jamais viu a cor e a forma de um caneco nacional. Ferguson, no Manchester desde 1986, outro recorde, já conquistou 10 campeonatos ingleses, cinco Copas da Inglaterra, duas da Liga Inglesa, seis Supercopas da Inglaterra e um Mundial de Clubes.

Lama

Agora minha turma anda preocupada com a possível gravidez da ex-namorada do Ronaldo Nazário. Às vezes tenho vergonha da profissão que abracei com tanto orgulho no início da década de 70.

sábado, 10 de maio de 2008

Sábado/domingo

ABC

Na estréia dos representantes catarinenses no Campeonato Brasileiro a tarefa mais fácil aparentemente é a do Criciúma, na série B. Além de ser o único a jogar em casa, vai enfrentar um adversário de qualidade duvidosa, o América de Natal. A Portugesa, adversária do Figueirense, não mete medo, mas em São Paulo e com Benazzi, que conhece bem a aldeia catarinense e seus caboclos, pode ser a primeira pedra no caminho de Santa Catarina na série A. Do Avaí, também aparentemente em suas melhores condições desde que ganhou a série C em 1998, não posso dizer nada. A coluna fecha cedo, o Avaí jogou ontem. A série C, para Marcílio e Metropolitano, começa só em 16 de julho. Como em futebol as aparências muitas vezes enganam – alô Flamengo - tudo o que está escrito aí em cima segunda-feira pode representar uma grande bola fora.

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Foi apenas um resultado circunstancial ou o fracasso do Flamengo na Libertadores é um alerta para seus dirigentes e torcedores? Como um time de recuperação fantástica no Brasileiro de 2007 e recém consagrado campeão bi-campeão carioca pode aprontar uma decepção tão grande em um Maracanã festivo como o de quarta-feira? O que aconteceu ao time que derrotou com folga o América em seus domínios? Como explicar um 3 a 0 contra, em casa, e para um adversário que é o último colocado no campeonato mexicano? Será que Joel Santana, justo na sua festa de despedida, perdeu a prancheta a caminho do Maracanã? Ou foi o Caio, seu substituto, quem escondeu? ´

Meu time

O torcedor vive perguntando sobre o time preferido dos jornalistas esportivos. Basta estar ao alcance e lá vem a pergunta ou insinuação, às vezes até em tom acusatório. Decidi satisfazer essa curiosidade mórbida, mas perfeitamente compreensível, revelando o meu “onze” entre aqueles indicados como os melhores do campeonato catarinense. E que acabou quase empatando com a escolhida por radialistas do Estado na promoção do Instituto Mapa, de Florianópolis. Wilson (Fig); Nequinha (Metrop), Felipe Santana (Fig), Cláudio Luís (Cric) e Uendel (Cric); Diogo (Fig), Luís André (Cric), Cleiton Xavier (Fig) e Marquinhos Santos (Avaí); Jean Coral (Cric) e Vandinho (Avaí).

Cuidado com o cupim

Os radialistas fizeram justiça ao árbitro Luiz Orlando de Souza, indicado como o melhor no campeonato de 2008, desmoralizando e desmentindo quem cuida da arbitragem catarinense, inclua-se aí o “grande chefe”. Como explicar a ausência de Luiz Orlando nos sorteios para os jogos finais? Nem precisa. É muita mentira. Vou emprestar um lustra móveis para limpar e proteger a cara de pau e o nariz de Pinóquio daqueles que insistem em mentir para o torcedor garantindo que a Comissão de Arbitragem e a Federação não aceitam vetos.

Mais um

O atacante Kadu, destaque da Chapecoense e um dos poucos salvados do incêndio que destruiu o campeão catarinense de 2007, vai jogar fora de Santa Catarina. O Coritiba de Dorival Júnior levou o jogador que, no entendimento dos dirigentes da casa, não serve para nenhum dos nossos clubes para o Brasileiro.

De novo

Com a eliminação do River Plate pelo San Lorenzo, sobrou para o grande e quase imbatível Boca Juniors a chance de ganhar pela sétima vez a Copa Libertadores. Ou alguém acredita em Fluminense, Santos ou São Paulo, brasileiros que sobraram na competição?

Rotina da impunidade

Estão soltos os três envolvidos no caso da bomba que mutilou o seu Ivo no estádio Heriberto Hulse. Está certo, ora bolas. A justiça desportiva já tinha livrado Avaí e Criciúma de qualquer punição. Só faltava livrar a cara dos autores do atentado, o que a justiça comum vai se encarregar de fazer no seu devido tempo. Mais uma vez, seu Ivo, sou obrigado a dizer que o senhor não tinha nada que aparecer desarmado e desprotegido em um estádio de futebol. Na próxima – se é que o senhor ainda tem disposição e coragem – vista uma armadura medieval. Esse é o traje adequado para torcedores entusiasmados e impertinentes como o senhor.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Quinta-feira

Teixeira News

Ricardo Teixeira, “matou” a turma favorável à volta do mata-mata. Na solenidade de lançamento do Campeonato Brasileiro de 2008, o presidente da CBF lembrou aos saudosistas que a fórmula de pontos corridos está consolidada, acrescentando que agora nosso calendário chega a ser divulgado com seis meses de antecedência, superando inclusive alguns dos principais campeonatos europeus. As declarações de Teixeira, até prova em contrário – no futebol brasileiro nunca se sabe –, sepultam as pretensões da Rede Globo, claramente favoráveis a um Brasileirão com mata-mata nas fases finais. E atenção: a partir deste ano o campeão brasileiro não terá mais vaga na Copa Sul-Americana, competição destinada somente aos classificados entre o 5º e 12º lugares. Caso o campeão da Copa do Brasil esteja entre eles, cederá sua vaga para o 13º.

Exclusividade

A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) publicou semana passada nota sobre o processo administrativo que corre desde 1997 e que analisa a existência de práticas anti-competitivas na comercialização de direitos esportivos no Brasil. A nota recomenda ao Cade que, ao julgar o caso, proíba cláusulas de exclusividade, venda conjunta e direito de preferência na aquisição de direitos esportivos no Brasil. A SDE está de olho na relação comercial existente entre o grupo Globo e o Clube dos Treze na negociação dos direitos sobre o Campeonato Brasileiro. Quem sabe chegará o dia em que não teremos que assistir jogos só depois da novela, com o torcedor saindo de madrugada dos estádios. Complementando o pacote de felicidade do telespectador, quem sabe também chegará o dia em que poderemos escolher a transmissão, nossos locutores e comentaristas preferidos, ao invés de termos que engolir aqueles de sempre. Tenho certeza que o fim da exclusividade revelaria as verdadeiras preferências do torcedor brasileiro. Na parte que me toca, futebolisticamente trocarei de canal imediatamente.

Tapiocaria

Na mesma solenidade de lançamento do Brasileirão foi comunicado aos presentes que o Ministro do Esporte, Orlando Silva, viajará em breve à África do Sul para conhecer os projetos para a Copa de 2010 naquele país. Como lá não tem tapioca o Ministro Orlando pode deixar em casa os seus cartões corporativos.

Microfones

“Nós repórteres viramos pedestais de microfone.” Wanderlei Nogueira, repórter da Rádio Jovem Pan – São Paulo, comentando a atualidade do rádio esportivo brasileiro. Com as exceções de praxe, é uma grande verdade e vale também para a televisão. Recomendo o artigo sobre o assunto do catarinense Edemar Annusek publicado no boletim eletrônico Caros Ouvintes.

Domésticas

Por aqui terminamos a Divisão Especial para começar depois a Divisão Principal e, bem mais tarde, a Divisão de Acesso. Para o leitor menos enfronhado em nomenclaturas futebolísticas, esclareço: na primeira estão os principais clubes de Santa Catarina, na segunda os mais ou menos e, na terceira, as inventivas criações da cartolagem que geralmente morrem no nascedouro.

Polêmica

O Zélio Prado, meu sócio neste espaço no DIARINHO, publicou na sua coluna da quarta-feira contundente opinião sobre a boa qualidade da arbitragem catarinense em 2008. Caríssimo, respeitosamente permita-me discordar com veemência. Primeiro porque José Acácio da Rocha não trabalhou bem no jogo decisivo em Criciúma; segundo porque ele e Célio Amorim certamente não estão entre os melhores do quadro; terceiro porque, se existe um “bom trabalho” na Comissão de Arbitragem, não se deve ao Pedro Ferreira, que recém assumiu no lugar do José Carlos Bezerra. Por último, com um ou com outro, não acho que o trabalho da Comissão tenha esta excelência apregoada. Fosse assim, Paulo Henrique Bezerra e Luis Orlando de Souza no mínimo teriam participado do sorteio para os jogos finais e Giuliano Bozzano não estaria apitando em Brasília. É sempre perigoso misturar relações familiares, preferências pessoais, inimizades e vendetas com os interesses da boa administração no futebol.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Terça-feira

O ano da graça

Os ventos voltaram a soprar a favor do Figueirense no último jogo do campeonato e o título estadual acabou ficando no Orlando Scarpelli. Sem essa de justiça, como proclamam os alvinegros, ou de injustiça, como se queixam os criciumenses. Vingou a competência de um time e seus jogadores, apesar da insegurança do técnico Alexandre Gallo e destempero de alguns membros do seu departamento de futebol. A vitória na primeira partida deu tranqüilidade a uma equipe que já ganhara invicta o primeiro turno – contando com inacreditáveis tropeços de Avaí e Criciúma, únicos adversários de fato – e foi para o segundo jogo podendo perder no tempo normal para recuperar-se na prorrogação. Por tudo o que aconteceu em vários momentos do campeonato só o Figueirense podia ser campeão, acrescentando à galeria mais um troféu neste prodigioso ano de 2008 que começou com a conquista da Taça São Paulo de Futebol Júnior.

A política do mal

Ao invés de comemorar o título com alegria, direção e comissão técnica optaram pelo azedume, impingindo aos jogadores do Figueirense uma camisa com a inexplicável frase “Contra tudo e contra todos”. Essa postura amarga, ressentida e equivocada, foi assumida desde o primeiro turno pelo gerente de futebol, Anderson Barros e seus seguidores, incluindo o treinador. Os muitos erros de arbitragem não prejudicaram apenas o Figueirense. Foram várias as vítimas da incompetência e do autoritarismo que vicejam na Federação. E a frase cunhada nos bastidores do clube acabou desmoralizada pela conquista confirmada em Criciúma domingo no campo e na bola, sem nenhuma interferência dos gênios do mal, a não ser os da própria casa.

Os heróis do bem

Felizmente para o clube, o time teve muita raça, foi competente e contou sempre com a participação entusiasmada e decisiva de sua torcida, um antídoto para o veneno da incomunicabilidade. O goleiro Wilson, garotos como Felipe Santana, Michel Schmoller, Marquinho Júnior e Diogo, aliados à experiência de Asprilla, César Prates, Fernandes – que não jogou domingo - e o capitão Cleiton Xavier, fizeram a diferença em campo e garantiram o 15º título para o Figueira.

A prova da desorganização

Foi muito desagradável, mais uma vez, constatar o despreparo de uma instituição que deveria zelar pelo brilho da festa de encerramento do campeonato. O cerimonial para entrega de medalhas e troféus não pertence nem a Criciúma, dono da casa, muito menos ao visitante Figueirense, mas sim à Federação, “prima dona” da gabolice. Nem um mísero microfone foi providenciado para que pudéssemos pelo menos ouvir as ditas homenagens aos vencedores e as baboseiras que são “cometidas” nessas ocasiões.

A festa da vizinhança

Enquanto Avaí e Grêmio disputavam no sábado à tarde um sonolento amistoso em Florianópolis, nas vizinhas Criciúma e Porto Alegre o clima era de decisão para os grandes rivais Figueirense e Internacional. Com os resultados que todos sabem e que certamente transformaram a noite e a madrugada de domingo em um grande martírio para avaianos e gremistas.

A desgraça dos derrotados

Coitado do Cuca. Nada, nada...e nada. Mais uma vez o Botafogo morreu na praia, sucumbindo diante de Obina, o grande amuleto de Joel Santana e do Flamengo. Adilson Batista, com o Cruzeiro, colocou na berlinda o atleticano Geninho, em maus lençóis depois de duas derrotas consecutivas, a primeira com um desmoralizante chocolate, a segunda com um mineiríssimo e discreto café com leite. Ney Franco do outro Atlético, o do Paraná, bem que tentou. Ganhou do Coritiba do Dorival Junior, mas não levou o título.

O verde e o amarelo

Os verdolengos palmeirenses com Luxemburgo & Cia não deram a mínima chance para a Ponte Preta, pretensa zebra, e carimbaram o título com duas vitórias, a de domingo com uma goleada humilhante. O outro verde, o do Juventude, amarelou no Beira Rio e pagou caro pela ousadia de ter vencido o Internacional nas três partidas anteriores. Placar de 8 a 1 não se explica, desemprega do presidente ao porteiro do clube.

sábado, 3 de maio de 2008

Sábado/domingo

Paranóia

O técnico do Criciúma, Leandro Machado, participou de programas de rádio e tevê durante a semana, um deles da CBN Florianópolis, cidade do seu adversário deste domingo na decisão do campeonato catarinense. No Figueirense, ao contrário, ninguém fala, o time se esconde e Gallo, seu treinador, tem dia e hora marcada para falar. Imaginem se tivessem perdido a primeira partida. Um treininho secreto aqui, uma reunião escondida ali, uma dissimulação acolá, tudo bem. Mas, parece que a teoria da conspiração é que norteia o departamento de futebol do clube.

Favoritismo alvinegro

O Figueirense precisa perder duas vezes – tempo normal e prorrogação - para o Criciúma ser campeão catarinense de 2008. Acho muito difícil a empreitada dos donos da casa, apesar da confiança demonstrada pelo grupo. O regulamento inteligente da Federação, aprovado pelas vaquinhas de presépio que compõem o Conselho Arbitral, não prevê decisão por saldo simples de gols em caso de empate por pontos. O Figueirense tem time para impedir o desastre e viaja favorito para o jogo decisivo.

Anos 70

O Figueirense de hoje lembra muito o início da década de 70, quando o major Ortiga, então presidente do clube e assessor da Secretaria Estadual de Segurança, tempos da ditadura, ameaçava repórteres de dedo em riste. O preparador físico Antônio Clemente, apelido Antônio Cavalo, pelo porte e pela agressividade (uma injustiça com os eqüinos), enquadrado no script da época prometia bater nos jornalistas. A diferença está na utilização de outro tipo de violência, a censura aos meios de comunicação.

Conveniências

A fórmula é simples: quando interessa, como no caso agora da apresentação dos novos uniformes do Figueirense, servimos todos, jornalistas, radialistas e o povo da televisão. Basta montar a boca livre que aparece todo mundo. Minha turma não se respeita mesmo. Eu, tô fora. Não estou em Florianópolis no momento e, se estivesse, não apareceria. Se não sirvo para acompanhar o dia-a-dia do clube, não vou me prestar para atender apenas aos seus interesses.

Tapetão

O departamento jurídico do Cruzeiro tenta reverter junto a Conmebol o resultado de 2 a 1 para o Boca Juniors na rodada da Libertadores. O jogo na Bombonera terminou um minuto antes do seu final no tempo de acréscimo por causa de uma pedra jogada em um dos auxiliares do árbitro uruguaio Jorge Larrionda. Fosse eu dirigente do Cruzeiro recomendaria ao técnico Adilson Batista preocupação única e exclusiva com o jogo de volta no Mineirão. Ou alguém acredita que o regulamento da Libertadores será levado ao pé da letra, revertendo o resultado de Buenos Aires em favor do Cruzeiro?

A maldição da nove

As confusões patrocinadas por Ronaldo Nazário, a última por causa de uma noitada com travestis em um motel do Rio, levantam uma questão curiosa, a sina que pesa sobre os atacantes brasileiros, aqueles que a fama determina o fim da privacidade. Drogas e bebidas são problemas comuns a uma série de nossos jogadores, para ficar apenas no divã tupiniquim. Além de Ronaldo a lista contempla vários outros encrenqueiros famosos e de várias épocas como Reinaldo, ex-Atlético MG, o brigão Almir, o pernambuquinho, César, ex-palmeiras, Edmundo, animal em todos os sentidos e times por onde passa, Adriano, imperando hoje no São Paulo, Albeneir, um exemplo caseiro, Jardel, ex- Grêmio, consumidor confesso de cocaína e, encerrando a lista, se a memória não me trair, o ex-corintiano e comentarista da Globo, Valter Casagrande, em tratamento por causa da dependência de drogas.

Zebras nordestinas

A eliminação de Palmeiras e Juventude da Copa do Brasil diante de adversários teoricamente inferiores (Sport Recife e Corinthians de Alagoas), façanha de duas enormes zebras nordestinas, passa muito peso às decisões regionais do domingo. Tarefa mais fácil creio eu, para o palmeirense Vanderlei Luxemburgo em casa diante da Ponte Preta. Zetti, com o Juventude, terá que mexer muito na cartola para conter o ímpeto do Inter e sua torcida no Beira Rio.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quinta-feira

Novos (ou velhos?) tempos

Os primeiros passos do “novo” Tribunal de Justiça Desportiva me deixaram com a pulga atrás da orelha. A presidência do experiente – e espero, descompromissado Luciano Hostins – era um indicativo de que as mudanças para melhor começariam já na seqüência da solenidade de posse. Nada disso. Toda aquela lambança do clássico, envolvendo o árbitro Luís Orlando de Souza, jogadores do Figueirense e Avaí, será apreciada somente após o final do campeonato. Esse tipo de postura é que torna inócuo qualquer tipo de punição. Prazos e a nova composição do TJD, tenho certeza, serão as desculpas para a postergação do julgamento.

Três em um

Em pleno processo de recuperação de sua terceira cirurgia, Ronaldo Nazário encontrou tempo e fôlego para participar de uma orgia com três travestis em um motel no Rio de Janeiro, depois de iniciar a noite em uma boate. Preferências sexuais a parte, o Ronaldão é mesmo um fenômeno.

Queimada

O Figueirense desmente com todas as suas forças e vozes a saída de um de seus principais jogadores, o meia Cleiton Xavier. Seu passe pertence ao Internacional e a reação forte dos dirigentes, diante de um boato apenas, lança a velha suspeita de que onde há fumaça há fogo.

Quem sois?

O Avaí está reforçando seu ataque para a série B do Brasileiro com Carlinhos, 24 anos. O jogador chega à Ressacada credenciado por 13 gols marcados no Catarinense pelo quase rebaixado Cidade Azul. Isso deve significar alguma coisa em termos de qualidade para um reforço que chega para um dos setores mais eficientes do seu novo time.

Chamem o Ricardão

O Governo Lula tem sérias dificuldades para lidar com problemas criados pelos companheiros Chavez, Morales e Fernando Lugo, presidentes, respectivamente, da Venezuela, Bolívia e Paraguai. Um é ditatorial, o outro defende o futebol nas alturas e o último, recém eleito, quer elevar o preço da energia vendida ao Brasil, modificando o acordo de Itaipu. Ouso sugerir a Lula a convocação, ou nomeação para uma assessoria internacional qualquer, do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ele está acostumado, diplomaticamente ou não, a bater nos três países em questão, dentro e fora de campo.

O que vem por aí

O torcedor de Itajaí, exceção talvez aos barrosistas, vive a expectativa de uma boa representação da cidade no campeonato brasileiro da série C. Ainda mais porque, quem for muito mal este ano, vai despencar para uma quarta divisão, a série D, em estudos pela CBF. A torcida marcilista sabe que, quanto mais lá em baixo, mais difícil ficarão as chances de convívio com os principais clubes do futebol brasileiro. E só o homem da arquibancada sente onde o sapato aperta, o sofrimento a que é submetido por más administrações. O dirigente, que às vezes assume apenas por interesse pessoal, consumado o fracasso vira as costas e vai embora, sem ao menos prestar contas dos seus atos e do rombo financeiro. Os torcedores precisam reagir, cobrar até do executivo municipal, se for o caso. Portas fechadas, solução defendida por dirigentes atuais loucos para se livrar dos problemas, é o passo derradeiro para deixar a cidade e a região sem futebol.

Segredo bobo

Ninguém fala nada na Comissão de Arbitragem. O presidente Delfim Peixoto, muito menos, além de trancar tudo a sete chaves, transformando um simples sorteio do árbitro para uma final de campeonato em segredo de Estado, uma questão de segurança nacional. Acho tudo isso, além de desnecessário, muito suspeito. Ou simplesmente a demonstração clara de insegurança de quem não confia no próprio comando, nos seus assessores, próprio dos quem não admitem a alternância no poder. E, pior de tudo, é assumir a fragilidade do material humano que tem à disposição, única razão para tanta blindagem. Em finais de outros estados, casos de Rio Grande do Sul e São Paulo, por exemplo, a arbitragem é conhecida uma semana antes.

Ta na moda

Contratações, dispensas, treinos, reuniões, escalações, arbitragens, tudo hoje vira um grande mistério, uma chatice.



terça-feira, 29 de abril de 2008

Terça-feira

Ah, esses professores 1

Alexandre Gallo só faz treino secreto para colocar em campo, no primeiro jogo da decisão, um time que nunca jogou junto. Escala mal, substitui pior ainda e vê um jogo que ninguém viu. Domingo contou com a incompetência do Criciúma e se deu bem. Como aconteceu no turno, quando os adversários – leia-se Avaí e Criciúma– entregaram a rapadura. O Figueirense está a um passo do título, basta enpatar. A vantagem é muito boa porque precisa perder duas vezes, no tempo normal e na prorrogação, para não chegar ao título. Mesmo em casa, a missão do Criciúma é difícil. A exemplo de Gallo, Leandro Machado também não tem muita bala na agulha. E diante de um adversário com tanto vento a favor nos momentos decisivos do campeonato, é difícil mesmo acreditar que o Criciúma consiga a façanha de reverter esse quadro. A não ser que o treinador do Figueirense ignore os avisos de apertar cintos e não fumar e acabe provocando um acidente de conseqüências trágicas.

Ah, esses professores 2

Outro dia, assistindo o documentário sobre o título mundial do Inter em 2006, revi o Adriano Gabiru, autor do gol que deu a vitória sobre o Barcelona. Detestado pela torcida. foi uma surpreendente solução para aquela partida tão importante. Depois saiu escorraçado do Beira Rio, foi emprestado ao Figueirense, em seguida ao Sport, e desapareceu. Com Gabiru como salvação e Fernandão limitado à marcação de um meia de criação do Barça, o técnico Abel Braga mesmo assim se consagrou. Os sortilégios futebolísticos continuam ajudando o Abelão, sempre muito criticado por essas invenções nas escalações e substituições. Sortilégios que não o tem livrado de vestir a touca verde representada por três derrotas para o Juventude só este ano em três jogos, com cinco gols contra, nenhum a favor. O treinador do Internacional, além de não descobrir um jeito de vencer o Ju, do ex-goleiro Zetti, já começa a se desgastar com a torcida e alguns jogadores, caso de Nilmar. Os gremistas estão adorando e pedindo a permanência de Abel.

Ah, esses professores 3

Em compensação Adilson Batista e Dorival Júnior, cujos primeiros passos foram dados no Figueirense, estão em paz com suas torcidas. O Cruzeiro do Adilson não tem como perder o título depois da goleada de 5 a 0 que aplicou domingo justamente em cima do Atlético, situação que pode custar o emprego de um bom treinador como é o Geninho. Na vizinhança temos a vantagem do Coritiba do Dorival, que fez 2 a 0 sobre o Atlético na primeira partida da decisão paranaense. Ney Franco, também profissional de respeito, está igualmente ameaçado e já começa a sofrer pressão muito grande da torcida atleticana.

Ah, esses professores 4

Cuca é reconhecido como bom técnico, mas não conseguiu até hoje ganhar um título que avalise seu trabalho. Morre frequentemente na praia, situação que pode se repetir após a derrota do Botafogo para o Flamengo por 1 a 0. Domingo que vem tem mais no Maracanã, na despedida de Joel Santana e, quem sabe do próprio Cuca, caso o Botafogo repita a dose. Finalmente um dedinho de prosa sobre um conhecido da torcida avaiana, o Paulo Comelli, de meteórica passagem pela Ressacada. Comelli é o técnico do Bahia e está na marca do pênalti depois que seu time levou 3 a 0 do Vitória, embolando o quadrangular final do campeonato baiano. Tranqüilão está o Vanderlei Luxemburgo com o seu Palmeiras. Ganhou a primeira fora de casa, ainda que por 1 a 0 apenas, e tornou quase impossível a tarefa da Ponte Preta de se transformar na grande zebra dos campeonatos regionais.

Futuro

Pelo jeito os empresários de treinadores terão muito trabalho pela frente a partir de domingo. Idem para os dirigentes derrotados porque vêm aí as duas mais organizadas e rentáveis divisões do campeonato brasileiro. Quem não ouvir os apelos imediatistas das torcidas descontentes com fracassos nos regionais e não se render às exigências do momento, poderá arrumar encrenca feia logo adiante em uma competição mais importante.


sábado, 26 de abril de 2008

Sábado/domingo

As cores da decisão

Preto, branco e verde serão as cores dominantes deste domingo no estádio Orlando Scarpelli, palco do primeiro jogo decisivo entre Figueirense e Criciúma. Uma semana depois, no estádio Heriberto Hulse, sai o verde e ao branco e preto será acrescentado o amarelo criciumense. Em Florianópolis só os donos da casa poderão ostentar orgulhosamente as cores do clube, situação que será invertida em Criciúma. Parece um estudo sobre os efeitos das cores no comportamento do torcedor. Não é. Trata-se apenas e tão somente do efeito de uma medida anacrônica, de uma resolução calcada na burrice misturada com teimosia da cartolagem. Ou seja, a torcida visitante pode ir ao estádio, desde que disfarçada e sem cores, mas perfeitamente identificável pelo local que ocupar.

É tudo com os professores

Tremei torcedor do Figueirense. Na véspera da decisão o técnico Alexandre Gallo estuda mudanças no esquema tático. Será que haverá tempo para alguma alteração mais radical ser absorvida pelos jogadores? Como no Figueirense hoje tudo é segredo e o fantasma da espionagem assombra os corredores do Scarpelli, pode ser que uma solução mágica e inovadora suba de repente do vestiário na hora do jogo. No outro lado a preocupação do técnico Leandro Machado é impedir que a eliminação da Copa do Brasil em casa, pelo modesto Vasco da Gama, mexa com os brios do Criciúma. Um resultado desastroso em Florianópolis pode balançar a roseira dos jogadores, até então movidos pelo entusiasmo com a campanha no Estadual e a possibilidade de avanço na competição nacional.

Good news, bad news

O Avaí desde que entrou na fila para a conquista de um título, pela primeira vez passa de uma competição para outra sem operação desmanche. Ao contrário prepara a liberação daqueles jogadores considerados dispensáveis pelo técnico Silas (ou pela parceria, nunca se sabe) e ao mesmo tempo trata de reforçar o grupo para a série B do Brasileiro. A má notícia está no desacerto com o lateral Rodrigo Galo, mais outra prata da casa que alça vôo para fora de Santa Catarina. Sua vaga será preenchida por um reforço cearense, não se sabe a que preço. A diretoria (ou a parceria) certamente vai dizer que o custo-benefício trará vantagens para o clube.

É o fim

Não conheço as entranhas do Clube Náutico Marcílio Dias. Fico com as informações do nosso Diarinho e procuro então interpretar os resultados alcançados até aqui. O esforço solitário do presidente do clube, Marlon Bendini é conseqüência do fracasso no Estadual ou simplesmente desinteresse daqueles que poderiam apoiar o companheiro nessa hora ruim? A foto publicada na edição da sexta-feira do Diarinho, com parte dos refletores ainda no chão, é emblemática e ao mesmo tempo reveladora. Somando a isso a falta de recursos para saldar compromissos com os jogadores do elenco atual, não é preciso bola de cristal para prever um futuro sombrio, incluindo a desistência de participação na série C do Brasileiro.

Ficção

Filme: Tudo Legal Com as Nossas Contas. Cenário único: sessão para exame das contas da administração Delfim Peixoto Filho na Federação Catarinense de Futebol, período abril de 2007 a abril de 2008. Direção: do próprio. Trilha musical: árias da ópera composta também pelo e para o próprio: O Barbudo que Se Vira. Atores: presidentes de clubes e ligas. Roteiro manjado: aprovação por aclamação. Continuam todos juntos e felizes até 2015, quando termina a atual gestão. Produzido pela DPF Produções, Arranjos & Acertos. Em cartaz com exibição exclusiva na sede da FCF, a nova casa de espetáculos de Balneário Camboriú. Certificação: proibido para pessoas sérias e inteligentes.

Realidade

O FIFA aposentando, Wagner Tardelli, mostrou em Porto Alegre com quem andam nossos árbitros. A direção do Paraná promete enviar representação à CBF em protesto contra sua arbitragem no jogo em que o Inter ganhou de 5 a 1, eliminando os paranaenses da Copa do Brasil. A lambança de Tardelli desagradou a gregos e troianos. Muito mais aos gregos, claro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Quinta-feira

Contradições

Paulo Henrique Bezerra e Luís Orlando de Souza estão jurados (vetados) pelo Figueirense. Célio Amorim fez besteira no jogo de domingo, José Acácio dos Santos foi um dos piores do ano, aquele gordinho, o Edmundo, continua prestigiado pela Federação, apesar dos pesares. Árbitro de fora não pode, mas Wagner Tardelli, o melhor que temos, mesmo com algumas lambanças e descrédito a partir dos incidentes com o técnico do Criciúma, é do Rio de Janeiro. A Comissão de Arbitragem, agora sob nova direção, continua sem autonomia e vai terminar o ano como começou: fazendo bobagem sob a tutela do presidente Delfim Peixoto. Tivesse a postura mantida quando foi árbitro, o pai Bezerra teria muito que falar. Com os Bozzano a gente sabe o que aconteceu, a família Bezerra prefere o silêncio.

Amargo pesadelo

A população de Brusque e Jaraguá do Sul, duas cidades com tradição no futebol catarinense, acordou na segunda-feira encarando a dura realidade da segunda divisão. Junto está o Guarani de Palhoça, experimentando cedo o pesadelo do rebaixamento e pagando o preço justo pela improvisação e falta de estrutura.

Fica Zunino

“Avaí, paixão para toda a vida”, grita um institucional do clube em busca de novos sócios, divulgado pelas emissoras de rádio de Florianópolis. Tem mesmo que ser paixão para toda a vida porque não deve ser fácil assistir o time do coração morrer na praia outra vez. Já são onze temporadas sem uma faixa no peito. E, desgraça das desgraças, tendo que agora torcer desesperadamente pelo Criciúma. Mais um título no Scarpelli e a galera avaiana bota fogo na Ressacada. Aquela faixinha pedindo a permanência do presidente perdedor faz cada vez mais sucesso pelos lados do Estreito.

Vida alheia

Nas decisões de outros estados, Rio e Minas têm equilíbrio entre os finalistas Flamengo e Botafogo, Atlético e Cruzeiro. Os gaúchos verão novamente uma final entre Inter e sua touca verde, o Juventude. Os colorados estão dizendo que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Só que, no caso em questão, já caiu não duas, mas uma dúzia de vezes. Em São Paulo a Ponte Preta tem as cores da zebra diante do Palmeiras.

Coisas nossas

Para depois não dizerem que é implicância minha, como muitos leitores já escreveram, basta dar uma passada no noticiário do dia a dia do Marcílio Dias. Sem lenço, sem documento, sem planejamento, é assim que o Marinheiro se prepara para representar Santa Catarina em uma competição nacional. Isso que a vaga foi conquistada já em 2007. O Metropolitano parece estar levando mais a sério esse compromisso. Parece.

Questão de gosto

Discordo dos que consideram o Avaí de 2008 o melhor dos últimos tempos. Entendo que a avaliação seja em cima dos times que em onze anos não deram nenhum título ao clube. Assim sendo, prefiro a formação que em 2005 morreu na praia do Fortaleza, desperdiçando a grande chance de colocar o Avaí na série A. Jogava por três resultados, até mesmo derrota por um gol de diferença, mas conseguiu entregar a vaga perdendo por 2 a 0.

Minha colaboração

Errar é humano, persistir no erro é burrice, murmurou o velho pensador filosofando ao ouvido do presidente Delfim Peixoto. Mas, pelo jeito, a nova sede da Federação é blindada contra o bom senso e práticas inteligentes. Caso contrário Delfim, o diretor técnico, ou quem seja o responsável, não insistiria na burrice da resolução que impede a presença de torcida visitante identificada. Passo da crítica à sugestão. Mantendo a insensata medida os homens do presidente – ou o próprio - deveriam pelo menos acrescentar alguma opção de disfarce para o torcedor(a). Que tal Homem Aranha (para escalar os muros dos estádios fugindo do policiamento e da torcida da casa)? Para elas, quem sabe Mulher Maravilha Gostosa (para desviar a atenção dos marmanjos do que acontece em campo)? A gente não critica apenas, senhores da FCF. Também colaboramos com sugestões, para o bem de todos, felicidade geral e paz nos estádios.





terça-feira, 22 de abril de 2008

Terça-feira


E agora Leandro?

O Criciúma, somados os dois turnos, tem a melhor campanha do campeonato e ganhou com méritos fora de casa a condição de finalista. O técnico Leandro Machado, a partir disso, deveria pedir desculpas ao torcedor catarinense por ter declarado que o campeonato estava armado para Avaí e Figueirense, denúncia ignorada completamente pelos generosos auditores do Tribunal de Justiça Desportiva, esta sim, uma instituição que precisa urgentemente recuperar seu rumo para ficar acima de qualquer suspeita.

Doping

Além de garantir presença na decisão do estadual contra o Figueirense, o Criciúma ganhou motivação extra para enfrentar o Vasco no meio de semana pela Copa do Brasil. E, se passar pelos cariocas no Heriberto Hulse – não é missão impossível -, o Tigre chegará aos jogos finais revigorado e com as garras afiadíssimas. Dá para dizer até, favoritíssimo para conquistar o título, embora o Figueirense não tenha um time inferior.

Na moita

Os gaúchos, muito ricos em expressões regionalistas, têm uma que vem muito ao caso: “quieto como guri quando suja a fralda”. Na verdade o termo é outro, meio chulo, mas escrevendo assim, não incomodo o leitor e acho suficiente para identificar a situação do Figueirense depois das trapalhadas da semana passada do time e do seu departamento de futebol. Escondidos em Santo amaro, Grande Florianópolis, Alexandre Gallo e jogadores deverão aumentar a lista de promessas aos santos de plantão nos dois próximos finais de semana e caprichar no planejamento, pois até a oportunidade de fazer a final em casa foi perdida pelo caminho.

Apesar deles

A alagoana Marili dos Santos conseguiu em Florianópolis, na oitava edição da Maratona de Santa Catarina, a vaga para a Olimpíada de Pequim. A Maratona é coisa nossa, criada pela Fesporte na gestão do ilhéu e desportista Pedro Bastos (tradição familiar) junto com o Fórum Internacional de Esportes. Estes dois eventos que dão projeção ao Estado estiveram ameaçados pela falta de visão de pessoas que nada têm a ver com o esporte e que, por injunções políticas, foram despejadas pelo governo Luís Henrique em um segmento onde o conhecimento e o amor à causa são fundamentais.

Genérico

Gostaria de estar entre aqueles entusiasmados com mais um título conquistado pela Cimed na Super Liga de voleibol. Não dá, não tem nada catarina nessa história a não ser o nome da Capital. Ou alguém acredita que aquele povo que foi ao Maracananzinho era torcida nossa e não um bando de gente apenas fantasiada. O técnico e jogadores formam um valoroso grupo de “estrangeiros” que joga em um ginásio emprestado pelo município. E, pior, quando esse projeto deixar de interessar ao laboratório que lhe empresta o nome, babaus time de voleibol “catarinense”.

Presidente surdo

Os fatos não me deixam mentir. Domingo, enquanto nos bastidores a direção do Criciúma gritava sob a chuva que encharcava a Ressacada que não aceitaria a transferência do jogo para o dia seguinte – como manda o regulamento –, o presidente do Avaí, João Zunino, dava entrevistas garantindo que o gramado estava bom e que não havia razão para a transferência. O próprio técnico do Criciúma falava para quem quisesse ouvir que um campo naquelas condições favoreceria o seu time, mais interessado e defender do que atacar.

Reunião de mentirinha

Maior que a segurança do Criciúma ao insistir com a realização do jogo naquelas condições, só a insegurança (ou seria outra coisa?) do árbitro Célio Amorim e a ingenuidade avaiana. Depois de andar por apenas uma parte do gramado, não quis dar nenhuma informação aos repórteres, um deles da Rádio CBN que lhe emprestara um guarda chuva. “Primeiro vou fazer uma reunião no vestiário para depois decidir”, disse Amorim. Reunião no vestiário? Para quê? E com quem? No Avaí ninguém viu ou ouviu nada disso. Deu no que deu.

sábado, 19 de abril de 2008

Sábado/domingo

Decisão

O Avaí ainda não perdeu nas mãos de Silas e vai a campo neste domingo um ponto atrás do Criciúma, que acaba de passar por uma provação no Rio de Janeiro na derrota por 1 a 0 para o Vasco pela Copa do Brasil. Tantas informações em apenas uma frase mostram as variantes deste jogo que vai definir o adversário do Figueirense na decisão do campeonato catarinense. O fato é que os dois times estão em ascensão, o Avaí sob orientação de um técnico que deu “liga” na Ressacada, o Criciúma de cara nova e excelente aproveitamento no returno, quando foi mais regular e mostrou mais consistência. Últimos resultados podem não significar muito porque a goleada avaiana em Chapecó aconteceu sobre um adversário desmotivado e sem nada mais a fazer na competição. O Criciúma perdeu por apenas 1 a 0 em São Januário jogando quase todo o segundo tempo com um a menos e assim mesmo acabou fulminado só nos últimos minutos e por um pênalti tão idiota quanto desnecessário. Ao Leão será vital fazer valer o fator casa cheia para empurrar o time rumo à uma final histórica do campeonato no único clássico de Santa Catarina.. Sem isso será impossível cortar o embalo do Tigre que tem a significativa vantagem do empate.

Começo, meio e fim

Com as barbas de molho desde que foi humilhado em casa pelo Marcílio Dias, perdendo o jogo e a chance de fazer a final no Orlando Scarpelli, o Figueirense trata de se esconder em Santo Amaro e consertar os estragos do caso Tuta. A truculência da gerência do departamento de futebol, aliada à insegurança do técnico Alexandre Gallo e problemas de comunicação, tem comprometido os resultados de campo. Repito o que já escrevi: o desentendimento com Tuta não é um fato isolado. Gallo já teve esse comportamento na sua chegada ao Internacional, quando afastou do time jogadores importantes como Clemer, Yarlei e o capitão Fernandão, ídolo da torcida colorada. E com Tuta a emenda foi pior que o soneto. Apesar de tantas trapalhadas, os dirigentes prometem manter Gallo até o final da temporada. Duvido que isso seja possível caso o Figueirense perca o campeonato.

Mãe é mãe

Guga nunca se recuperou totalmente da lesão que o afastou das quadras, mesmo após as cirurgias. Isso todo mundo sabia. No entanto, a verdade inteira surgiu pela boca da mãe, dona Alice, em uma entrevista à Rádio CBN no meio da semana. Espontânea e ao seu jeito, Alice Kuerten disse textualmente que não gostaria de ver o filho com a mão nos quadris por causa das dores, como ela vem testemunhando ultimamente. Guga até então nunca revelara em suas entrevistas que perdera não só a facilidade para certos movimentos como também sentia dores jogando.

A culpa é do busto

Na falta de uma explicação melhor para o fracasso no campeonato – a única grande façanha foi derrubar o Figueirense – dirigentes e alguns jogadores lembrando fatos passados mostraram que fora do campo são muito criativos. O azar bateu no clube em 2008, coisa daquele busto do marinheiro colocado no estádio Hercílio Luz. Como brincadeira, para aliviar o clima de decepção, vá lá.

Voleibol

Vanderlei Luxemburgo disse que trabalhou o Palmeiras contra três jogadas do São Paulo: a do Alex Silva, a do Adriano e a manchete.

Desgraça pouca

Quando a fase é ruim não dá nem pra jogar amistoso contra times reservas. Dá até goleada, como aconteceu com o Joinville que foi a Curitiba enfrentar um mistão do Atlético Paranaense e apanhou de 5 a 1.

Folha corrida

Tuta marcou cinco gols em cinco jogos pelo Figueirense. Não serve, mesmo com boas chances de repetir o sucesso dos “velhinhos” Cleber, Sérgio Manoel e Edmundo, o melhor de todos. Jogador problema? Só Cleber não tinha essa fama e o histórico de Tuta é conhecido até pelo poste da esquina.

E agora Metrô?

O Metropolitano encerrou sua participação no estadual com vitória sobre a estropiada Chapecoense. Foi o desfecho de uma boa campanha que conduziu à série C o representante de Blumenau. Mas, como participar de uma competição nacional sem ao menos ter um estádio para sediar seus jogos?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quinta-feira

Plim plim

Um novo acordo entre o Clube dos 13 e a Rede Globo pode sinalizar alterações na fórmula de disputa do campeonato brasileiro. Como o assunto envolve muito dinheiro e os negociadores da Globo faz tempo sugerem a volta do mata-mata, em substituição aos pontos corridos, veremos quanto tempo Ricardo Teixeira conseguirá resistir. Justo agora quando a CBF começa a dar sinais de que pretende mesmo organizar o maior campeonato do mundo interclubes, com a estruturação da competição em quatro séries, moralizando de vez o sobe e desce entre as divisões. Mas não pensem que só a Globo está interessada na volta do mata-mata. O Clube dos 13 pode deixar Ricardo Teixeira falando sozinho nessa arenga.

Importar é preciso

Há consenso sobre o mau ano da arbitragem catarinense. Então deixemos de frescura, de utilizar subterfúgios e de argumentos que não se sustentam para que a Federação não traga árbitros de fora para apitar os jogos decisivos do campeonato catarinense. Sejamos objetivos: em tese teríamos apenas três em condições de participarem do sorteio – Paulo Henrique Bezerra, Wagner Tardelli e Luis Orlando de Souza. O primeiro está vetado pelo Figueirense, um dos finalistas, o segundo tem apitado no nome e o terceiro não consegue ganhar confiança mesmo sendo o mais regular de 2008. Como a Comissão de Arbitragem não passa de pau mandado do presidente da Federação, não tem como dizer nem sim nem não a qualquer opção. A realidade constrangedora é que árbitros de fora seriam os mais indicados para trabalhar na decisão do nosso campeonato. O resto é demagogia e politicagem rasteira.


Acorda Marcílio

Derrota para o lanterna e rebaixado Brusque, jogador com fratura exposta, pênalti perdido, torcia vaiando. Assim foi o melancólico fim de festa no campeonato para um dos mais tradicionais clubes catarinenses. Do jeito que vai o Marcílio Dias corre sério risco de deixar a cidade sem o seu único representante. Lages, Rio do Sul, Tubarão, Brusque, entre outras, já tiveram participação importante no futebol do Estado e hoje vivem de fantasmas assombrando arquibancadas de velhos estádios que já foram palco para muita história.

Alvíssaras

Estava achando estranhas as ausências do auditor Luciano Hostins nas sessões chaves do Tribunal de Justiça Desportiva, sendo ele um dos mais importantes advogados do ramo, experiente e conhecedor como poucos de legislação esportiva. Com sua eleição agora para a presidência do TJD catarinense, parece que surge uma luz no fim no túnel. Duvido que Luciano, com a parceria de Marcílio Krieger e outros companheiros responsáveis, abram espaço para maracutaias e jogo de interesses tão escrachado e vergonhoso como aconteceu em vários momentos no TJD este ano.

Capital na rabeira

O jornal de esportes O Lance publicou pesquisa de TNS Sports sobre hábitos dos torcedores brasileiros, constatando que Florianópolis, entre as 12 capitais analisadas, é a que possui público que menos assiste aos jogos do Brasileiro: 1,4 por semana. Salvador e Rio lideram com 2,4 jogos/semana. A pesquisa ouviu 6.036 torcedores.

Esconderijo

O departamento de futebol do Figueirense decidiu por isolamento total após a última rodada do returno. Vai alojar seus jogadores em um hotel de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. Se treinando no Orlando Scarpelli e no CT do Cambirela o acesso às informações já era difícil, imaginem com o gerente de futebol Anderson Barros, Gallo e sua turma fora da cidade.

Sem graça

Um futebol sem cor, jogos decisivos sem emoção, sem vibração de torcida, sem rivalidade em campo. É esse o resultado da insistência e da burrice na determinação de não reservar espaço nos estádios para o torcedor visitante e impedir a utilização das cores do clube. E o cadastramento de torcidas organizadas, outra grande bobagem, serviu pra quê? É muita incompetência reunida, é muita resolução sem causa nem efeito, é muita perda de tempo. E é esse tipo de dirigente que se perpetua no poder.