terça-feira, 12 de agosto de 2008

Chatice

Müller comentando futebol e Oscar na equipe que cobre a Olimpíada são os chamados “pé no saco” que desqualificam qualquer cobertura jornalística. A Sport TV deveria poupar seus telespectadores e manter equilibrado o alto nível de sua programação esportiva.

O dinheiro do esporte

Os interesses comerciais estão se sobrepondo em modalidades ainda regidas por legislações quase imutáveis de tão antigas e conservadoras. O dinheiro hoje fala bem mais alto e sepulta tradições, caso do futebol, cujos uniformes agora são verdadeiros outdoors vestindo jogadores. Além de mexer com grades das tevês nas transmissões de jogos, criando autênticas sessões corujas. A natação, quem diria, e até porque não se imaginava como, já tem altos investimentos nos trajes outrora sumários de seus atletas. Basta ver as inovações que estão aparecendo nas Olimpíadas ao longo dos últimos anos, transformando as piscinas em verdadeiros campos de provas e grande vitrine para marcas esportivas famosas, além de ajudar na quebra constante de recordes.

A faca e o queijo

O Avaí tem um returno inteiro pela frente, mas sua boa campanha pode ganhar um selo de garantia e qualidade hoje à noite, dentro da Ressacada. Dois pontos atrás do Corinthians (35 a 33), o surpreendente time do Silas só tem que aproveitar a boa fase e não repetir o Criciúma, que ano passado fechou o turno com 36 pontos, mesmo número que o Avaí pode alcançar e terminar campeão desta primeira etapa. O alerta é que o eufórico Criciúma não só perdeu uma boa chance de subir à série A como despencou na tabela e quase foi rebaixado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Desorganização olímpica

A judoca Erika Miranda e a jogadora de voleibol Juliana viajaram a Pequim com lesões graves de joelho e só na última hora foram mais bem avaliadas e desistiram de competir. A CBV imediatamente substituiu Erika por Ana Paula. No judô o caso foi mais complicado e só depois de alguma pressão de origem ainda não identificada, Andressa Fernandes foi chamada. Ela chegou em cima da hora, foi direto para a Vila Olímpica para descansar, acordando perto da hora da pesagem. Não passou da primeira luta. Evidente, nestes dois casos, a falta de entrosamento entre o Comitê Olímpico Brasileiro e as confederações junto com a irresponsabilidade das atletas que nem deveriam ter carimbado seus passaportes.

sábado, 9 de agosto de 2008

De Confúcio a Lula

"Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo." (Confúcio, filósofo e teórico político chinês, 400 A.C)
A China organizou uma festa impressionante, suntuosa, precisa, cheia de referências históricas, bonita, espetacular, enfim, uma solenidade de abertura de acordo com os gastos que fazem desta a Olimpíada mais cara da história. Foram investidos mais de US$ 40 bilhões na construção de estádios, infra-estrutura e minimização dos efeitos da poluição. É mais que o dobro gasto há quatro anos nos Jogos Olímpicos de Atenas. São cifras estratosféricas, mas que não mereceram debate público porque a falta de liberdade priva os chineses de informação. A China é um país gigantesco, formado por 56 etnias, desenvolvido, modernizado, e que ainda convive com a censura e outros males de um regime fechado. A polêmica criada pela necessidade de altos investimentos foi transferida para Londres, sede da Olimpíada de 2012. Os ingleses olham para Pequim de olho nos seus cofres e com o pensamento voltado para a relação custo-benefício. O mesmo que faremos nós brasileiros com vistas a 2016, longe ainda, mas já ao alcance das nossas autoridades, todas discutindo o assunto unicamente sob a perspectiva política e dos tais dividendos eleitorais. Tratemos, portanto, de costurar nossos bolsos.
“Espero ver o Brasil vencer o direito (aprovação do COI) de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, para fazer uma Olimpíada democrática que será assistida pelos "pobres" da América do Sul.” (Lula, presidente do Brasil, em Pequim. 08/08/2008, às 08hs08min)

Caso de divã e para o STF

Pelo jeito Ronaldinho Gaúcho tem pouco a contribuir com a seleção que nos representa na Olimpíada. A não ser que de repente ele volte a ser o melhor do mundo, como já foi, e como pode ser com o talento que possui e costumava esbanjar em seus melhores momentos de craque. Hoje Ronaldinho dá pena. Da entrevistas de cabeça baixa, como se estivesse envergonhado do que faz em campo, da decepção que causa na contramão da sua potencialidade. Quem sabe o Supremo Tribunal Federal, penalizado com o estado de penúria desta personalidade do esporte, resolva libertá-lo das algemas técnico-táticas que o prendem àquela pequena faixa do gramado, do lado esquerdo, rente à linha lateral. Não cabem mais desculpas nem explicações para as más atuações de Ronaldinho. Talvez fosse melhor poupá-lo em benefício de, quem sabe, um melhor desempenho do time brasileiro, até aqui uma caricatura de seleção. Ronaldinho precisa de uma boa terapia, dentro e fora de campo.

Feitos um para o outro

O Figueirense perdeu ridiculamente em casa para o Botafogo, adversário com dez jogadores (Carlos Alberto, sempre ele) desde os 23 minutos do primeiro tempo. PC Gusmão não é um técnico milagreiro como pretendem que ele seja. Até porque, cá entre nós, o time não ajuda. Sobrevive de lampejos, de atuações fora da ordem e graças às fantásticas atuações do goleiro Wilson, um dos melhores – se não o melhor – deste Brasileiro. O Internacional de hoje é resultado de propaganda enganosa, decepção constante para seus esperançosos e ao mesmo tempo desencantados torcedores. Ganha uma aqui, perde duas lá, sempre dando aos pobres acreditando que esteja emprestando a Deus, de olho em 2009, ano do seu centenário, quando precisará de muitas graças. Por que juntei os dois neste comentário? Simples. O Inter é o próximo adversário do Figueirense, domingo no Beira Rio, no encerramento do turno. Eles se merecem.

Ufa!!!

Caso o Brasil repita neste domingo contra a perigosa Nova Zelândia a apresentação pífia que fez contra a não menos poderosa Bélgica na estréia, ouviremos as desculpas de sempre, cavoucadas pelos protagonistas da ocasião. Haja ouvido, haja paciência. Mas não há ufanismo que resista.

Aposta

Quantos treinadores perderão o emprego na rodada deste final de semana pelas duas séries do Campeonato Brasileiro? O Tite reservou seu lugar na fila.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quinta-feira

Qual é a deles?

O Brasil olímpico começou muito mal, fora da quadra e do tatame, com um atleta do handebol eliminado por doping, uma judoca e uma jogadora do vôlei de praia afastadas por lesão de joelho. Maconha, uma primeira avaliação médica equivocada e decisões de última hora acabaram com a Olimpíada para o catarinense de Descanso, Jaqson Kojoroski, a mineira Erika Miranda e a carioca Juliana. É difícil entender tanta irresponsabilidade de atletas olímpicos e diagnósticos tardios, resultado de exames mais detalhados feitos só agora na China e de decisão de uma jogadora com lesão grave, tudo com a delegação brasileira já instalada na Vila Olímpica. Mais difícil ainda é aceitar outra decisão, a de não convocar a reserva da equipe de judô, a paranaense Andressa Fernandes, como foi chamada Ana Paula para o vôlei.

Boicote

Mesmo antes de a Olimpíada começar a repressão mostrou suas várias facetas. Já houve agressão violenta a jornalistas japoneses que faziam cobertura no local do atentado que matou 16 policiais, e prisão de quatro manifestantes, dois britânicos e dois norte-americanos, em protesto a favor da independência do Tibete. Os primeiros indícios da intolerância do regime chinês surgiram na censura à internet, com a proibição de acesso a determinados sites. Os ciclistas americanos chegaram provocando os anfitriões ao desembarcarem usando mascaras contra a poluição, problema sério em Pequim e que o Comitê Olímpico Internacional ignorou. O COI não ouve, não vê e não fala.

Missão China é prioridade

O muro de lamentações continua crescendo. A diretoria do Vasco enviou documento à Comissão de Arbitragem da CBF reclamando do árbitro Sérgio Carvalho que trabalhou no jogo contra o São Paulo no Morumbi. O Juventude se queixa muito da arbitragem (no primeiro gol houve toque de mão) no jogo em que perdeu para o Corinthians. O árbitro alagoano que trabalhou em Criciúma terça-feira, de tão fraco, foi responsável por tudo de ruim que aconteceu no Heriberto Hulse. São os episódios de sempre e comuns às três séries do Campeonato Brasileiro. A CBF age como se nada estivesse acontecendo. Seus dirigentes devem andar muito atarefados com a expedição à China para se ocupar com problemas domésticos.

Bombas

O torcedor do Flamengo extrapolou nos protestos e foi à Gávea jogar bomba nos jogadores durante o treino. Enquanto isso a diretoria tentou contratar o atacante uruguaio Morales, 33 anos, que já anunciara sua aposentadoria. Morales sentiu a fria em que estava se metendo e preferiu ficar no Uruguai.



Aos mestres com carinho


As meninas da seleção olímpica brasileira deram uma pequena aula de organização tática e dedicação na estréia contra a Alemanha. No empate de 0 a 0 o time mostrou jogadas ensaiadas, mérito para o técnico Jorge Barcelos, e nenhum medo das adversárias, dominadas durante todo o segundo tempo. Foi um belo início, assistido pelo mestre Dunga e seus assessores da seleção masculina, que deveria ter inspirado os meninos contra a Bélgica.

Qual é a da FIFA?


O futebol masculino entrou em campo sob a desconfiança de sempre por causa dos eternos problemas de preparação, agravados com a falta de entendimento entre o COI e a FIFA. Só na China saiu o esboço de um time para a Olimpíada já que os dois amistosos disputados no Brasil não serviram para nada e a convocação acabou retardada por conta da indefinição das instituições que organizam o esporte no planeta. Dunga juntou o grupo definitivo a apenas 15 dias da Olimpíada. É um time individualmente muito forte, mas coletivamente indefinido. E com um questionamento sobre o aproveitamento de Diego, que até hoje não deu resposta positiva na seleção principal, apesar de todas as chances que teve. Sem contar a encrenca não resolvida com o Schalk 04 e o Werder Bremen, que recorreram – e tiveram sucesso - à Corte Arbitral do Esporte exigindo a volta de Diego e Rafinha para a Alemanha. Como a FIFA não está nem aí para a Olimpíada porque não ganha dinheiro com este evento, azar da seleção brasileira e outras envolvidas nessa bagunça. Está aberto o caminho para inviabilização do futebol olímpico masculino. O resultado de tudo isso foi visto em campo na estréia e uma vitória esquálida sobre a Bélgica

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Terça-feira

Brasileiro A

Faltam duas rodadas para o complemento da primeira metade do Campeonato Brasileiro que começa a ter sua cara mais verdadeira na pontuação dos quatro primeiros colocados. O Grêmio saiu arrasado do Gauchão e, sob desconfiança geral e irrestrita, construiu uma bela campanha e a liderança com 35 pontos. Celso Roth passou das vaias à consagração como o técnico do turno junto com Vagner Mancini do surpreendente Vitória. O Cruzeiro de Adilson Batista é uma confirmação apenas dois pontos atrás do Grêmio. O Palmeiras de Luxemburgo subiu muito e encostou nos líderes. Está em terceiro lugar com 31 pontos com Valdívia e o técnico abraçados fraternalmente. Coladinho, um ponto a menos, está o São Paulo, outro que avançou, e graças à perseverança de Muricy com seus conceitos sobre futebol. O Flamengo caiu para o sexto lugar, não vence há seis rodadas e Caio Júnior deve estar bem arrependido de não ter aceitado os dólares do Catar. O Internacional é a grande decepção entre os grandes da parte superior da tabela porque lá em baixo estão Fluminense e Santos. Os seis pontos perdidos para Ipatinga e Santos e a falta de vitórias fora de casa estão custando caro aos colorados.

Do jeito que dá

O Figueirense até que vai indo bem como representante catarinense. Os problemas do início da competição refletem na campanha que poderia ser melhor, caso tivesse também um time mais qualificado. Mas está na média como 11º colocado, 24 pontos, um só atrás de Inter e Botafogo, dois abaixo do Coritiba. As duas últimas rodadas ainda podem mexer bastante com os classificados do quinto lugar para baixo.

Brasileiro B

Com o Corinthians cinco pontos a frente de Avaí e Barueri que têm 27, e favoritíssimo para o título, sobram três vagas para o acesso à série A. Na seqüencia estão Ponte Preta com 26, Juventude 25 e Vila Nova 23, os mais próximos. Mas, a não ser a torcida corintiana, as demais estão longe do sono tranqüilo

Podia ser melhor

O Avaí, por exemplo, goleia hoje, perde pontos preciosos amanhã, rotina que impediu uma posição mais segura na tabela. Vandinho saiu para o Flamengo e fez gol na estréia, mexendo com a imaginação dos que podem seguir seus passos, casos de Válber e Marquinho. A torcida conta com a palavra do presidente Zunino, que prometeu trancar os portões da Ressacada. Quem está fora entra, quem está dentro não sai. O Criciúma melhorou com a quinta aparição do Edson Gaúcho e hoje estréia Jardel contra o Marília, depois do empate em São Paulo com o Corinthians, mais um bom motivo para ânimo e confiança de sua impaciente torcida. E daqui em diante podem começar as definições abaixo do Corinthians. Não tem haverá tempo para descanso, é uma rodada atrás da outra. Quem não tiver fôlego e elenco vai ficar pelo caminho.

Brasileiro C

Mesmo time, mesmo banco, mesmo local e horário para Toledo x Marcílio Dias, Inter SM x Engenheiro Beltrão. Essa pode ser a decisão da semana no STJD para o imbróglio provocado pela marmelada de Toledo, um produto daquela região paranaense que ninguém conhecia e que se revelou de péssima qualidade.

Números olímpicos

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzmann, está orgulhoso da grande delegação brasileira em Pequim. É a maior de todos os tempos, com 277 atletas: 132 mulheres e 145 homens. O importante é somar números com qualidade, transformando essa operação em bons resultados e medalhas.

Gato escaldado

Os clubes brasileiros estão por começar suas participações na Copa Sul-Americana. Ninguém quer passar perto do drama vivido pelo Fluminense que priorizou a Libertadores, jogou o início do Brasileiro com reservas e se deu mal. O comportamento deve se inverter. Grêmio e Inter, por exemplo, prometem um Grenal de reservas na estréia dos gaúchos na competição.

Cada vez pior

Erros graves e a falta de homogeneidade na arbitragem brasileira estão transformando as rodadas do Campeonato Brasileiro em suas três series em um muro de lamentações. Sem contar o critério perdulário de fazer um auxiliar atravessar o país, quando a solução para uma boa escala está ali do lado.




sábado, 2 de agosto de 2008

Sábado/domingo

É a lei

Dirigentes do Marcílio Dias e Toledo não têm do que se queixar. A maracutaia, ao contrário do que pensei, pode mesmo ser punida pelo STJD, com respingos para o técnico Sérgio Ramirez e o jogador Rafinha. A repetição da rodada deve ser a decisão, sem choro nem vela para os envolvidos. A ética e as leis do esporte precisam ser respeitadas em benefício do espetáculo e do torcedor. Quem hoje faz acerto para empatar, amanhã pode achar normal o arranjo para perder. Como aconteceu anos atrás com o Grêmio por causa de um regulamento maluco do Campeonato Gaúcho.

Gangorra

O Flamengo, que já foi líder do Brasileiro com cinco pontos a frente do segundo colocado, hoje está em quarto lugar, quatro atrás do Grêmio. O Atlético Mineiro despenca na tabela e não tem mais o Gallo como técnico. É o roteiro do perde-ganha de uma competição muito equilibrada e que pode ter alguma definição nos dois extremos da tabela só a partir da metade do returno. Até lá a fila de treinador a procura de emprego vai aumentar muito e andar rápido.

Omissão perigosa

O favorecido de hoje é o prejudicado de amanhã. É a máxima recorrente no Campeonato Brasileiro, tantas são as arbitragens ruins. Com raríssimas exceções, rodada a rodada nosso futebol sofre com erros colossais, aqueles em que não é preciso conferir na tevê. O Figueirense penou no Scarpelli contra o São Paulo por causa de dois pênaltis, o mesmo São Paulo que teve um gol mal anulado contra o Inter, o mesmo Inter que perdeu para o Santos por causa de um pênalti não marcado e de um gol onde seu autor carregou a bola com os dois braços. São os exemplos mais fresquinhos, completando uma imensa lista de falhas que têm alterado o resultado de jogos. A Comissão de Arbitragem segue sem fazer nada. E mais, premiando os maus árbitros com escalas seguidas. Talvez os responsáveis estejam esperando por uma grande encrenca para, aí sim, tomarem providências. Por enquanto punição só para aquela auxiliar representante do inexpressivo futebol de Rondônia e que teve a infelicidade de anular um gol legítimo do Flamengo no Maracanã.

Uma historinha medieval

Quem não conhece aquele herói que roubava dos ricos para dar aos pobres, personagem da literatura, do cinema e dos quadrinhos? No Rio Grande do Sul ele ressurge na campanha do Internacional, maior recuperador de times desvalidos e em má posição na tabela. Só no Brasileiro deste ano o Inter já ajudou o lanterna Ipatinga, o vice lanterna Santos, a Portuguesa, o Náutico, e agora se prepara para dar uma mãozinha ao antepenúltimo colocado, o Fluminense e, ironia das ironias, quem sabe livrando a cara do gremista Renato Gaúcho. Os torcedores colorados não agüentam mais a gozação que vem do outro lado com o Grêmio, na liderança do campeonato e cujos torcedores já apelidaram o maior rival de o Robin Hood dos Pampas.

Os chineses daqui

As autoridades chinesas só falam para a imprensa sobre a Olimpíada depois de um cão de guarda selecionar as perguntas. Nos vestiários de Avaí e Figueirense o quadro é semelhante. Indagações não politicamente corretas são recebidas de nariz torcido e muitas vezes resultam em grosseiras e constrangedoras interpelações aos repórteres que ousam desobedecer a cartilha.

Frases

“Acho que com certeza...”. É a nova criação da boleirada nas entrevistas. Deve ser o nervosismo à frente de câmeras e microfones.

Cocoricó!!!

Com o Atlético Mineiro sem Gallo, em que terreiro o César Prates vai cantar agora?

Humilhação

O Atlético imita em Minas Gerais de forma mais patética e dolorosa para sua torcida, a situação atual do Rio Grande do Sul. Enquanto o Cruzeiro brilha e se garante no G-4, o grande rival desce a ladeira.

Lenha na fogueira das vaidades

O técnico Antônio Lopes e os jogadores Leandro Bonfim e Jean são as novas vítimas da língua ferina do Edmundo. Reclamou de substituição e acusou companheiros de “corpo mole”. Nem ganhando de goleada o Vasco sossega.

Que venha a Olimpíada

Depois da brilhante vitória sobre os anões da fortíssima equipe do Vietnã a seleção olímpica brasileira está preparada para o que der e vier, a começar pela Bélgica na estréia dia 7.



quinta-feira, 31 de julho de 2008

Quinta-feira

A Copa da enganação

Os catarinenses já foram enganados por Fernando Henrique e Lula na duplicação da BR-101 com datas sempre prorrogadas. As obras continuam se arrastando e serão entregues incompletas com mais palanque e muitos discursos. Em Florianópolis a enganação é diária com obras que não acontecem, como a ampliação do aeroporto Hercílio Luz, internacionalizado na marra. A complementação do acesso ao aeroporto não saiu do papel, o novo aterro já virou mato, as passarelas foram depredadas e o prefeito Dário quer construir ali mais um monstrengo chamado de Centro Administrativo, cheio de edifícios, como convém a empreiteiras e construtoras. Enquanto isso a cidade continua sem parques e cada vez mais de costas para o mar. A Operação Moeda Verde mostrou décadas de mentira e corrupção. Estão todos soltos e muito ricos, graças a empreendimentos que atropelaram a legislação, machucaram a cidade e macularam suas belezas. Agora a encenação é a Copa do Mundo de 2014 com mais uma lista de enganações. O sistema de transporte coletivo deixará de ser caótico, o aeroporto será ampliado, seu acesso concluído, teremos transporte marítimo, reabertura da ponte Hercílio Luz, trânsito desafogado, metrô de superfície, melhoria da rede hoteleira e da infra-estrutura para o turismo, etc, etc. Ah, ia esquecendo o principal, um novo estádio. Afinal, sem isso não tem futebol. Diante de um quadro tão positivo, o Ministro do Esporte, Orlando Silva, não poderia voltar a Brasília sem dizer que Florianópolis tem todas as condições para ganhar uma sede da Copa. Como essa visita relâmpago foi feita às vésperas de uma eleição municipal, organizada por uma candidata do mesmo partido do Ministro, e teve a participação de vários pavões nem tão misteriosos da política local, parece que a turma concluiu que gostamos mesmo de ser enganados.

A CBF já sabia

Os jornalistas que desembarcaram em Hanói no rastro da seleção brasileira descobriram que os vietnamitas adoram futebol. Bando de ignorantes e desinformados. Ricardo Teixeira e sua troupe sabiam, faz tempo, que esse é o esporte do Vietnam, tanto que marcaram um amistoso contra a poderosa seleção local, nosso último teste antes da estréia na Olimpíada.

Perigo à vista

O Avaí tem perdido muitos pontos em jogos fora e dentro de casa por situações que não poderiam acontecer e muito menos serem repetidas. Caso, por exemplo, da derrota para a Ponte Preta aos 49 minutos do segundo tempo graças a um pênalti maluco cometido pelo novato Jandson. Esse e outros tipos de cochilos permitem, por baixo, contabilizar oito pontos desperdiçados em 14 rodadas. Seguindo nessa trilha o Avaí corre o risco de ser ultrapassado por adversários que pouco a pouco estão subindo na tabela. O fantasma de Fortaleza começa a se aproximar da Ressacada.

Estranhos no ninho

Na sua rápida e eleitoreira passagem por Florianópolis o Ministro Orlando Silva ganhou uma camisa da turma do futsal da Malwee, entregue pelo seu pavão mor. Quero saber onde entram a Malwee de Jaraguá e o futsal em uma provável sede da Copa do Mundo de futebol na capital catarinense?

Quem, eu?

A lambança na final do Campeonato Catarinense de futebol feminino, entre Avaí e Kindermann, não tem pai nem mãe. O regulamento foi alterado sem consulta aos clubes, mas ninguém assume. A Federação Catarinense, por exemplo, prefere sair pela tangente. Parece que nem é com ela. O problema passa a ser do TJD, obrigado a entrar em campo para consertar – ou remediar – o estrago. Toma que o filho é teu.

Qual é a lógica?

Jael é o terceiro jogador revelado pelo Criciúma vendido este ano. É atacante, tem apenas 19 anos e foi para o Atlético Mineiro. Como ele saíram outros, substituídos por jogadores muito caros e em fim de carreira. É a rotina dos nossos principais clubes. A base revela e a pressa atropela a necessária seqüência de trabalho entre os profissionais. É mais fácil mandá-los embora ao menor sinal de negociação porque são poucos os treinadores que sabem lidar atletas de futuro.








terça-feira, 29 de julho de 2008

Terça-feira

Batom na cueca

Pago pra ver o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) eliminar Marcílio Dias e Toledo da série C do Campeonato Brasileiro. O jogador Rafinha, do clube paranaense, ao final do empate em zero a zero, resultado que classificou os dois times para a próxima fase, confessou o acerto feito nos vestiários. Ouvi a entrevista concedida às emissoras do Paraná e a confissão do atleta, quando ele não só explicou como foi feito o arranjo como justificou: “se a gente não fizesse isso, outros fariam.” Inter de Santa Maria e Engenheiro Beltrão, os outros dois clubes do Grupo 15, estão entrando com ação no STJD reivindicando as vagas conquistadas por Marcílio e Toledo. O artigo 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê a anulação da partida e a eliminação de clubes “por atitude atentatória à dignidade do desporto com o fim de alterar o resultado da competição”. As declarações de Rafinha estão gravadas e disponíveis em sites esportivos, mas duvido que a justiça aceite isso como prova capaz de mudar os resultados de campo.

Controle de qualidade

O baixo nível do Brasileiro da série A, sem um grande time e sem grandes jogadores, está refletido na tabela de classificação após a disputa de 15 rodadas. A distância entre o líder Grêmio, com 29 pontos, e o São Paulo, quinto colocado, é de apenas três pontos. O Palmeiras está em sexto com 25, quatro pontos à frente do Sport em nono lugar. Daí pra baixo vem o Figueirense em décimo lugar com 20 pontos, somente quatro a mais que a Portuguesa, primeira entre os quatro clubes da zona do rebaixamento.

Fiasco

A mídia esportiva gaúcha está quebrando o pau em cima do técnico Tite e dos jogadores do Internacional por causa da derrota de sábado para o Ipatinga. Três dias após uma importante vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo, no Beira Rio, o Inter foi a Minas Gerais para ser derrotado pelo lanterna do campeonato. A torcida está inconformada, como registram os emails a rádios e jornais, porque o time segue sem vencer fora de casa. E justo na semana em que o Grêmio assumiu a liderança do Brasileiro.

Alerta

O empate sem gols diante do Atlético PR, ao contrário de muitas interpretações, não quer dizer que o Figueirense tenha recuperado seu futebol após a derrota com goleada para o Grêmio. O jogo em Curitiba foi paupérrimo, o time paranaense é ruim de dar dó e o próximo adversário do Figueirense é o São Paulo. Não esquecendo que a zona do rebaixamento está logo ali, desafiando discursos de vestiário, triunfalistas e enganadores.

O perigo do oba-oba

Nosso voleibol repetiu na Liga Mundial o basquete do Pré-Olímpico, ainda bem que com conseqüências menos danosas. O otimismo exagerado transmitido pela cobertura ufanista, além de encher o saco e torrar a paciência de quem assiste com isenção treinos, jogos, pré-jogos e não sei mais o quê, nunca acaba bem. Esse mau hábito começou com o futebol na Copa do Mundo de 1950, passou por outras Copas, e está se enraizando em modalidades recém absorvidas pelo torcedor e pela mídia brasileira. Plantão 24 horas em cima de uma equipe distorce a realidade, desgasta as coberturas, esgota o interesse e, pior de tudo, usando o chavão do momento, tira completamente o foco dos envolvidos na competição. Não há quem agüente comentários, entrevistas, avaliações, projeções, babações e tudo o mais, durante tanto tempo. Bernardinho e seus atletas que o digam. E que tomem providências antes que alguns questionamentos idiotas atrapalhem a caminhada do bom voleibol brasileiro.

Eficiência

O Giuliano Bozzano, que a nossa Federação não quer por aqui (prefere importar mineiros e cariocas em fim de carreira), deu aula na partida entre Santos e Vasco. Em placar de 5 a 2 para os donos da casa ninguém teve espaço para reclamações, mesmo com três pênaltis marcados contra o time do Roberto Dinamite. Isso não quer dizer que o catarinense tenha feito uma arbitragem caseira, maior defeito de grande parte dos que apitam nas três séries do Campeonato Brasileiro. O Bozzano filho apenas cumpriu a regra para os dois lados.

sábado, 26 de julho de 2008

Sábado/domingo

Diagnósticos apressados

Assim como a recuperação do Figueirense no campeonato mereceu uma leitura apressada de grande parte dos analistas, principalmente daqueles que ficam apenas em cima de resultados, a goleada diante do Grêmio pode ter o mesmo e inadequado tratamento. Um 7 a 1 em Campeonato Brasileiro é acidente de percurso, provocado por eventuais equívocos, normais em uma partida de futebol mas que, dependendo do tamanho e da quantidade, aí sim, determinam fiascos como o da quinta-feira em Florianópolis. Agora que assumiu a liderança, o Grêmio é mais um candidato ao título, assim como já aconteceu com Flamengo até perder suas gordurinhas, com o São Paulo por causa do time e do Muricy, o mesmo com o Palmeiras do Wanderlei Luxemburgo, com o Inter de elenco forte e que tropeçou, com o Cruzeiro do revelação Adilson Batista, enfim, muita conclusão afoita para um início de competição. O Brasileiro é longo e difícil. Por isso Caio Júnior já começa a ser contestado e talvez ele próprio esteja arrependido de não ter ido para o futebol árabe. Os demais supra citados seguem na gangorra de um campeonato que mal começou, mas que no açodamento das análises, já tem vários campeões e muitos rebaixados. E recém vamos para a 15ª rodada.

Repercussão

O que estariam escrevendo os jornalistas gaúchos logo após o resultado do Orlando Scarpelli? Fui atrás, curioso, já que conheço bem a mistura de euforia com exagero dos colegas gaúchos e pincei a melhor definição que encontrei sobre a goleada do Grêmio, estampada no jornal Zero Hora, coluna do Paulo Sant’Anna, tricolor juramentado: “Crime hediondo”.

A fila é grande mas anda rápido

Depois de Wagner Benazzi quem será o próximo treinador desempregado? A fila está aumentando e vai andar. Façam suas apostas. O Vasco tem o seu candidato com Antônio Lopes, Alexandre Gallo é o do Atlético Mineiro, Renato Gaúcho do Fluminense e o cai-não-cai santista é com o Cuca. O fim de semana de semana na série A pode apresentar novos candidatos ou confirmar alguma degola. Por enquanto são 13 demitidos, um a cada rodada. Na série B, 21 técnicos já perderam o emprego, quase dois por rodada. Roberto Cavalo, do Gama, será o 22º, pois acertou com os dirigentes que vai dirigir o time pela última vez neste sábado, contra o Vila Nova em Brasília.

Barrigas e trancinhas

Ronaldinho Gaúcho mudou o visual superior, optando por tranças ao invés daquele cabelo comprido sustentado por uma bandana. Mais em baixo ainda não deu para notar os efeitos do trabalho com o preparador físico Paulo Paixão, isto é, se a barriga deu lugar à cinturinha fina, própria de um atleta. Pés e pernas completam o conjunto que precisa ser recuperado junto com o futebol que fará um bem danado à nossa seleção olímpica. Já o outro Ronaldo, o Nazário, desapareceu da mídia, escondendo sua protuberância abdominal e sua falta de vontade de voltar ao futebol.

Custo-benefício

O Brasil levou 277 atletas para disputar 32 modalidades na Olimpíada de Pequim. É a maior delegação brasileira em olimpíadas – 30 atletas a mais que na anterior – e que precisa transformar quantidade em qualidade, batendo recordes também em número de medalhas.

Mapa da arbitragem brasileira

As más arbitragens estão mudando resultados no Campeonato Brasileiro. E por várias razões. Uma delas é o critério adotado pela Comissão de Arbitragem da CBF, que semana a semana dá aulas de geografia ao torcedor escalando árbitros de estados absolutamente inexpressivos em matéria de futebol ou, em alguns casos, mesclando árbitros com auxiliares de federações distintas, mistura que tem se revelado improdutiva e perigosa porque o trio acaba se conhecendo no vestiário. A falta de qualidade em uma situação, e de entrosamento na outra, tem criado grandes dificuldades para a arbitragem que se atrapalha e gera muitas confusões e decisões equivocadas em jogos importantes. Um exemplo da próxima rodada: o catarinense Giuliano Bozzano, hoje filiado à Federação do Distrito Federal, vai apitar Santos x Vasco na Vila Belmiro com um auxiliar do Rio Grande do Norte e outro de Sergipe.



quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quinta-feira

Olímpicos

A delegação brasileira segue para Pequim com o otimismo da hora e as incertezas de sempre. A esperança de bons resultados viaja na bagagem das modalidades coletivas com os dois naipes do voleibol, futebol e basquete femininos. Os homens do basquete tiveram seus passaportes confiscados momentos antes do embarque graças ao previsível fracasso no Pré-Olímpico. Nas individuais vamos torcer pelo atletismo masculino. No feminino ainda não temos medalha na Olimpíada. Quem sabe agora. Acreditamos na natação, no judô e na vela. Em quem mais? É pouco para um país com as dimensões e o potencial do Brasil. O dinheiro investido é que é muito, mas apenas na véspera das competições porque até hoje não temos um projeto olímpico.

Peladeiros

O futebol sofre do mesmo mal, agravado com a falta de comando da FIFA e o desinteresse do Comitê Olímpico Internacional pela modalidade. Basta dizer que nossa seleção na sala de embarque ainda não sabia com quais jogadores poderia contar em Pequim. A relação de Dunga sofreu alterações de última hora, não treinou a não ser em dois amistosos, inúteis pela improvisação. A seleção brasileira seria a grande esperança de medalha, mas viajou como grande incógnita da nossa delegação. A FIFA acenou com uma determinação obrigando os clubes a liberarem os convocados até 23 anos. Só que a má vontade européia e o enfrentamento continuam porque hoje a UEFA pode mais do que a entidade que diz mandar no futebol do planeta. O COI lava as mãos, é do seu interesse o incêndio no circo que faz tempo pretende desmontar. Os dirigentes da FIFA até que gostam da confusão porque não lhes agrada a concorrência com a sua Copa do Mundo em outra grande competição internacional como a Olimpíada.

Cadê o regulamento?

Lá como cá a bagunça é geral. Nossa segunda divisão, chamada pomposamente de divisão especial, não tem mais o Guarani de Palhoça, primeiro desistente. Podem acontecer outras desistências. A Federação vai fazer o quê com clubes que deixam a competição depois de iniciada? Manda a lei que os infratores sejam suspensos por até dois anos. Veremos, diria o sempre desconfiado Honório Lemos. Na mesma linha recebi denúncia sobre o regulamento do Campeonato Catarinense de futebol feminino que tem final entre Avaí e Kindermann. Um jogo em Florianópolis, outro em Caçador, certo? Mais ou menos porque, segundo informação que recebi, o regulamento aprovado em Congresso Técnico desapareceu do site da FCF antes de a decisão começar. Reapareceu agora com nova redação, beneficiando a Kindermann que fará o jogo final em casa, ao contrário do que estabeleciam os critérios do regulamento que sumiu.

Só quero entender

Robinho não vai para a Olimpíada, barrado pelo Real Madrid. Dunga chamou Ramirez, do Cruzeiro, que é volante, para substituir um atacante. Entenda-se a cabeça de treinador diante de mudanças tão radicais. De positivo vale o registro de que Ramirez saiu do Joinville para Belo Horizonte. Sorte do jogador que achou seu rumo no time mineiro porque nosso ex-campeão não emplaca mais nada.

Trapalhão

Aqui todo mundo conhece o Edmundo Alves do Nascimento, considerado árbitro de primeira linha pela Federação Catarinense. Pois agora ele é conhecido nacionalmente, não pelas qualidades que a FCF lhe confere, mas por uma trapalhada em jogo da série C do Campeonato Brasileiro. Quando foi mostrar o cartão amarelo para um jogador do América Mineiro, cadê. Tinha esquecido os cartões no vestiário. Procura daqui, mexe dali, o Edmundo, um rapaz descuidado demais, acabou socorrido pelo árbitro reserva à beira do gramado.

Dois pesos

Um gol mal anulado – Diego Tardelli, do Flamengo, no Vitória – custou 30 dias de suspensão à auxilar de Rondônia, Márcia Bezerra. Fosse outro o clube envolvido haveria algum tipo de punição? A resposta é fácil, tantos são os erros de arbitragem repetidos a cada rodada das três séries do Campeonato Brasileiro. Até agora só a tadinha da Márcia mereceu olhares rigorosos da Comissão de Arbitragem da CBF. Quem mandou errar logo contra o Flamengo?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Terça-feira

Equilíbrio

Chegamos a um terço do Campeonato Brasileiro com os clubes amontoados na tabela de classificação sem um distanciamento muito grande entre os seus dois extremos. O Flamengo parou na liderança com 26 pontos, seguido pelo Grêmio com 25, Cruzeiro 24, Vitória e São Paulo 23. Ou seja, apenas três pontos separam o quinto colocado do primeiro. O Palmeiras, sexto colocado, tem 21 pontos, seis apenas acima do Atlético Mineiro, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Entre eles têm cinco clubes com 15 pontos.

Gritos e sussurros

Sérgio Ramirez e Edson Gaúcho têm estilos parecidos. Revivem a imagem dos velhos sargentões do exército, durões e inflexíveis. Parece que dá certo. Mas só no início, depois vem o desgaste, os jogadores cansam de tanto puxão de orelha, de tanta gritaria. As torcidas do Marcílio Dias e do Criciúma assistem à sessão nostalgia protagonizada por estes dois profissionais. Ramirez está classificando o Marcílio para a segunda fase na série C do Brasileiro e Gaúcho dá sinais de que o Criciúma pode reagir na série B a partir da vitória fora de casa sobre o Bragantino. Tomara os dois técnicos passem dos gritos aos sussurros para que esta primeira impressão vá bem mais longe.

Tem lógica

Aliás, foi do treinador do Marcílio Dias que ouvi a melhor explicação sobre a diminuição do número de entrevistas durante os períodos de treinamento. Ramirez alega que assim não se tornará repetitivo e não dará dicas aos adversários.

De novo o apito

Figueirense e Internacional estão empatados em 19 pontos e nas reclamações contra as arbitragens. No Maracanã o time do PC Gusmão perdeu aos 41 do segundo tempo alegando falta no goleiro Wilson no gol do Fluminense. Em Recife o Inter saiu de campo reclamando do lance do pênalti em favor do Náutico. Os pernambucanos retrucam alegando que Nilmar estava impedido quando marcou o gol do empate. O líder Flamengo chora um gol mal anulado pela auxiliar Márcia Bezerra. E assim segue o Brasileirão, rodada a rodada, cheio de reclamações. Independente de quem tenha razão, da justeza das críticas, se a televisão esclarece ou confunde, a Comissão de Arbitragem da CBF segue impávida no seu silêncio e na sua omissão.

Intimidação

A chegada de Paulo César Gusmão trouxe mudanças na relação técnico-jornalistas, conturbada a partir do desmanche na assessoria de imprensa e do comportamento de algumas figuras do departamento de futebol do Figueirense, que na época incluía o treinador Alexandre Gallo. Mas, como uma andorinha só não faz o verão, o vestiário não mudou. Depois do jogo com o Fluminense, o homem da Figueirense Participações, José Carlos Lages, interpelou um repórter da Sport TV por causa de um a pergunta feita ao treinador.

Mesmice

Coisa mais sem graça essa rotina do futebol brasileiro que faz da vida dos treinadores um inferno. Agora foi a vez de Wagner Benazzi dançar e dar lugar a Valdir Espinosa na Portuguesa. Benazzi subiu duas vezes com a Lusa, no Paulista e no Brasleiro, mas não resistiu a quatro derrotas nos últimos cinco jogos.

Aleluia

Teremos a série D do Campeonato Brasileiro em 2009 com 40 clubes representando todas as regiões do país. Os quatro primeiros subirão para a série C, os quatro últimos desta descerão. Aos trancos e barrancos vamos nos arrastando rumo a um futebol com alguma organização.

Coveiros afoitos

Os apressados de sempre mataram um adversário mexicano e classificaram o Flamengo para as semifinais da Libertadores. Estes mesmos analistas de resultados não esperaram nem o defunto esfriar com a saída de Joel Santana e o recém chegado Caio Júnior já dirigia o melhor time do Brasileiro. Agora começaram a encontrar deficiências no elenco flamenguista e a assumir uma postura crítica capaz de um sepultamento sem velório.

Síndrome de visitante

O Internacional não ganha uma partida fora de casa no Brasileiro desde que derrotou o Vasco dia 4 de novembro em São Januário, ainda pelo returno do campeonato de 2007. São nove meses sem vitória como visitante. O Palmeiras em sete jogos fora este ano ganhou só um, 2 a 0 também sobre o Vasco em São Januário.











sábado, 19 de julho de 2008

Sábado

Lesões de ocasião

Pode ser mera coincidência, mas sempre que surgem os primeiros rumores sobre transferência de jogadores para o exterior, os envolvidos aparecem lesionados. Foi assim com César Prates, machucado na véspera de uma partida importante e que acabou com a goleada histórica de 5 a 0 para o Flamengo no Maracanã. Em seguida Prates, de tantas juras de amor ao Figueirense, foi embora para o Atlético Mineiro. Está sendo assim com o avaiano Válber, já visitando o departamento médico aos primeiros sinais de fumaça sobre uma provável viagem, pelo menos para consumo externo com destino incerto e não sabido.

Prova de fogo

O Figueirense parece ter encontrado o caminho da roça a partir da chegada do técnico Paulo César Gusmão, praticamente com o mesmo grupo de jogadores que passou sem sucesso pelas mãos de Alexandre Gallo e Guilherme Macuglia. O grande teste vai acontecer neste sábado, no Maracanã, quando o time enfrentará o Fluminense sem seu meio campo titular porque Diogo, Magal e Cleiton Xavier estão suspensos. Com todos os titulares o Figueirense derrubou a bolsa de apostas que previa derrotas para Palmeiras e Ipatinga. Agora, com a invencibilidade em jogo, PC Gusmão terá que utilizar a cartola para encontrar uma solução mágica e voltar com um bom resultado do Rio de Janeiro.

“Uno di noi ?”

Acabou com final feliz a novela Ronaldinho Gaúcho. Pelo menos para o Milan e para o jogador, que passou dois dias na maior badalação entre jornalistas e torcedores do clube italiano, felizes com a nova contratação que fará companhia a Kaká e Pato. De Milão a Pequim é que, de agora em diante, a coisa tem que funcionar. Ronaldinho interrompeu o período especial de treinamento – não joga há meses – para viajar, assinar seu novo contrato e tornar-se um deles, como festejaram os milaneses. A seleção olímpica brasileira tem planos para se reunir somente a partir do dia 21 em Genebra, Suíça, mesma cidade da esbórnia nos preparativos para a Copa de 2006. Só a partir daí é que a CBF, Ronaldinho e os demais convocados começarão a levar a Olimpíada a sério.

Sempre o apito

As queixas contra as arbitragens alcançam todos os cantos do país e as duas séries do Campeonato Brasileiro. A maior delas é por causa do excesso de cartões amarelos e jogos muito truncados pela marcação de faltas a qualquer encontrão. Os critérios utilizados para as punições são diferentes de um jogo para outro, às vezes envolvendo o mesmo árbitro. A Comissão de Arbitragem da CBF bem que podia reunir a turma, passar uma carraspana geral e botar ordem na casa para acabar com essa zona que virou o apito brasileiro. Não escapam nem os chamados FIFA.

Inversão

Quem acompanha o telejornalismo brasileiro deve observar um interessante desvio de rota nos principais programas do gênero, hoje transformados em grandes revistas de amenidades. Enquanto isso um programa como o de Ana Maria Braga, por exemplo, além dos frufrus matinais, apresenta abordagens mais aprofundadas em reportagens sobre os grandes assuntos jornalísticos do nosso dia-a-dia. Foi assim com o tratamento dado às vítimas do Palace II, repetiu-se com o acidente da TAM, que completou um ano na última quinta-feira. Sobram para os grandes telejornais, pingüins, baleias e o noticiário policial, incluindo aí corrupção e a lama de Brasília.

Agonia e morte

O Marcílio Dias respira com dificuldade e o Metropolitano agoniza na série C do Brasileiro. A surpresa é a recuperação aparente do Marinheiro, ao mesmo tempo em que o representante de Blumenau derruba, pelo menos até o momento, a expectativa de uma boa participação nesta primeira fase da competição.

Mau jornalismo

Ufanismo e desinformação não podem ser parceiros no jornalismo. Como aconteceu no noticiário sobre o basquete brasileiro no pré-olímpico. Vitória fácil sobre o Líbano e pronto. Viramos os melhores do mundo, praticamente classificados para a Olimpíada. A possibilidade de uma derrota para a Grécia foi deixada de lado. Só ouvi um jornalista dizer que a vitória fácil sobre o Líbano não deveria esconder nossas dificuldades daquele momento em diante.