segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A impunidade ameaça o Brasileirão

Venho falando e escrevendo faz tempo sobre a fragilidade da arbitragem brasileira, a omissão da CBF e dos tribunais.. A rodada do final de semana foi pródiga de erros e da falta de critério, como no jogo do Avaí, onde Leandro Vuadem ( FIFA) e seus auxiliares erraram demais contra os dois lados. Favoreceram o visitante ao não marcar impedimento no primeiro gol e, no lance que decidiu o jogo a favor do Corinthians houve falta no goleiro avaiano. Na outra área a decisão para a mesma jogada certamente seria diferente.

É só um exemplo dos muitos erros graves que estão acontecendo tendo como protagonistas árbitros e auxiliares. Eles não contam com o recurso do replay da televisão, é verdade, e suas decisões acontecem na hora, em segundos. Mas, a utilização de critérios diferentes para aplicação de cartões ou marcação de faltas, independe da televisão. O livrinho de regras deveria ser levado a sério pela própria CBF, mas é a sua Comissão de Arbitragem, por inércia, a primeira a desconsiderá-lo. Contribuem também as experiências e as tentativas de renovação com árbitros novatos em partidas importantes.

Toda essa confusão provoca efeitos colaterais. Os jogadores e técnicos igualmente não colaboram. Simulam faltas, lesões, trocam agressões, reclamam acintosamente e na maioria das situações são punidos com brandura. Fora do gramado os bancos de reservas servem como trincheiras para as reações furiosas de alguns treinadores. O fair play está desmoralizado pelas repetidas encenações dos atletas.

Estas irregularidades de campo, combinadas com as avaliações tolerantes nas várias instâncias da justiça desportiva, estabelecem uma perspectiva de impunidade, incentivam a indisciplina, contaminam os gramados e ameaçam seriamente as últimas e decisivas rodadas do Campeonato Brasileiro. Punir somente árbitros e bandeiras e livrar a cara dos jogadores, como acontece na maioria dos casos, só ajuda a aumentar a sensação do "liberou geral", aumentando a violência e sensação de insegurança que toma conta dos nossos estádios.

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