quinta-feira, 31 de maio de 2007

Quinta-feira

DOPAGEM


O novo caso positivo para o exame antidoping é do lateral Adams, hoje no Criciúma. O flagra aconteceu no material colhido após um jogo do campeonato gaúcho, quando ele atuava pelo Veranópolis. Subtramina é o nome da substância encontrada na urina do jogador, caso parecido com o de Alex Alves e Júlio César, ambos do Juventude, que alegaram consumo de um suplemento alimentar. O chato nesses e outros casos é que a legislação não faz diferença entre o que foi digerido pelo atleta e substâncias consideradas dopantes, colocando tudo na mesma panela.

GOL CONTRA

“Dormir com a notícia ruim para não tumultuar o ambiente”. Ou seja, saber de fatos e não divulgá-los. Este é um vírus inoculado em certo tipo de jornalismo esportivo que encobre acontecimentos ruins dourando a pílula do noticiário para ajudar determinado clube. Seria o lado, digamos, mais inofensivo do mau jornalismo. Mas, há também os pilantras, comprometidos até o pescoço com a cartolagem e que se vendem por qualquer mordomia. O noticiário que vem do Joinville sobre as mazelas do clube contempla as duas vertentes e custo a crer no que leio e ouço.

CABEÇA A PRÊMIO

Passei por Criciúma outro dia, rumo a Porto Alegre, e senti o clima pesado para o técnico Gelson Silva. A bronca começa pelo presidente do clube, Moacir Fernandes, alcança alguns jogadores e chega aos jornalistas da cidade, todos inconformados com a postura vacilante do treinador. As divergências começaram, na verdade, nas finais do estadual, estendendo-se pelas primeiras rodadas do brasileiro. A guilhotina talvez já tenha transformado esta nota em notícia vencida, tamanho é o descontentamento com Gelson.

SOFRIMENTO

Time que não deu certo em uma competição de baixo nível técnico como o campeonato catarinense, certamente vai fracassar no Brasileiro. Os dirigentes do Avaí não aprendem a lição repetida a cada temporada, para desespero da torcida, cansada de tanta decepção. O jogo de terça-feira contra o Barueri apenas confirmou a inquietante questão: haverá tempo para montagem de um grupo mais qualificado, evitando a temida série C?

NAS ALTURAS

Como dizem os “nativos”, a FIFA “empombou” com os jogos de futebol acima de 2.500 metros, arma mortal dos países andinos para fragilizar adversários. A proibição está suspensa até o dia 14 de junho, esperando pela defesa dos atingidos pela medida. A Bolívia já ameaça com boicote à Copa América. Pago pra ver.

FRENTE E VERSO

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, depois de nomear Romário como embaixador da cidade para o Pan-Americano, quer o jogador na seleção brasileira que disputará a competição. E já ganhou o apoio de Carlos Nuzmann, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Enquanto isso o Figueirense manda, para essa equipe, o zagueiro Michel Schmoller, titular da seleção sub-17, base da equipe que, segundo planos ainda não bem definido pela CBF, será completada com três jogadores acima de 23 anos. Não está dito que pode ser tão acima.

DAQUI NÃO SAIO

Josef Blatter, presidente da FIFA, vai para o seu terceiro mandato. Só três poderoso Blatter? Dê uma chegadinha em Santa Catarina e passe uns dias gozando as delícias de Balneário Camboriú. Aproveite, faça um cursinho intensivo FCF com o doutor Delfim e saia com o diploma das malandrices que mantém dirigentes em seus cargos por décadas.

GRENAL

Torcedores do Grêmio, por cima da carne seca com a má fase do Inter, não param de provocar os rivais. Oferecem aulas gratuitas, com direito a apostilas, sobre como se comportar na segunda divisão. Os gremistas estão apostando que os colorados serão um dos rebaixados em 2007.

ANIMAL

Edmundo custou, mas mostrou as garras domingo ao ser substituído no jogo contra o São Paulo. Deixou Caio Júnior de mão estendida ao sair de campo, escancarando sua insatisfação com a atitude do treinador. Rapazinho de maus bofes.






terça-feira, 29 de maio de 2007

Terça-feira

BONS VENTOS

Como tudo tem dado certo para o Figueirense nessa caminhada rumo às finais da Copa do Brasil, é difícil acreditar que o título fuja do Orlando Scarpelli. Afinal de contas, até derrota serviu para o time do Mário Sérgio comemorar classificação. Então, deduz-se que o pior já passou, incluindo um adversário forte como o Botafogo. O Fluminense, se quiser continuar sonhando com um caneco, deve tratar de conquistar um bom resultado amanhã à noite no Maracanã. Caso a decisão fique para o jogo de volta, em Florianópolis, Renato Gaúcho e seus jogadores terão que se conformar com o vice-campeonato, enquanto o Figueira entra para a história da competição.

MISTO QUENTE

Nesta terceira rodada, poupando seus principais jogadores por causa do envolvimento em competições simultâneas – Libertadores ou Copa do Brasil – o Figueirense ganhou do América, em Natal, o Santos do Atlético, em Curitiba, o Fluminense do Inter, no Rio de Janeiro, e o Grêmio do Sport, em Porto Alegre.

B DE BURRO

O Criciúma está comendo o pão que o diabo amassou desde o campeonato catarinense por causa do time mal escalado, esquema tático ruim e substituições equivocadas. Como o grupo tem qualidade para resultados melhores, talvez o técnico Gelson Silva precise ser apresentado a alguns jogadores do seu elenco. O presidente Moacir Fernandes já começou a resmungar publicamente.

CINTA LIGA

Roberto Carlos, na Copa do ano passado, lançou aquela moda de arrumar o meião enquanto a França arrumava pra nossa cabeça marcando um gol e mandando o Brasil pra casa. Lembram? Desde então jogador brasileiro, seja em que posição ou momento do jogo, dá um jeito e acha tempo pra uma ajeitadinha na meia. Parece que esta peça do uniforme está sempre frouxa e despencando perna abaixo. A solução pode estar naquele elástico feminino que prende a meia a uma peça íntima. É só uma sugestão para as fábricas de material esportivo.

PLANEJAMENTO

Claro que o Iroman é um evento esportivo importante e deve ser realizado em Florianópolis. Disso ninguém duvida. A questão é achar uma maneira de organizar melhor o trânsito evitando que o cidadão ande pela cidade feito barata tonta porque não há boa sinalização nem alguém que oriente adequadamente o motorista. Nossas autoridades são informadas, com a devida antecedência, sobre todos os detalhes da competição como data, horários e percurso. Mas, não tem jeito, todo ano é a mesma encrenca.

LÍNGUA DE FORA

O torcedor do Botafogo já sabe que no segundo tempo a tragédia será consumada. Foi assim no campeonato carioca, na Copa do Brasil e na rodada de domingo do Brasileiro. E pela quarta vez este ano contra o Flamengo. A vantagem, por maior que seja, desaparece na parte final do jogo, com índicos muito fortes de má preparação física.

VAI OU RACHA

A desculpa para as derrotas é que o trabalho e o campeonato estão começando. Por enquanto serve, mas daqui a pouco o torcedor do Avaí vai perder a paciência com a instabilidade do time. A reação tem que começar hoje na Ressacada, diante do Barueri, cujo time não é uma Brastemp. Outro mau resultado e o técnico Zé Teodoro e parceiros sentirão o bafo do Leão na nuca.

ERROS & ERROS

O pay per view permite uma boa visão das duas séries do campeonato brasileiro. Tem jogo a semana inteira com mancada de arbitragem para todos os gostos, as principais nas marcações de faltas com critérios diferenciados. Tem gente sendo expulsa injustamente, enquanto alguns “xerifões” ficam em campo distribuindo pancada e advertidos, no máximo, com cartão amarelo.

PAVONICES

As fundações de esporte da Capital e do Estado estão abandonadas e ninguém toma providência. O prefeito Dário Berger e o Secretário Gilmar Knaesel arrumaram brinquedinho novo e não sobra tempo para assunto mais sérios. A distração da hora é o projeto para viabilizar Florianópolis como uma das sub sedes da Copa de 2014.

sábado, 26 de maio de 2007

Sábado

VIL METAL

Quem hoje dirige o Marcílio Dias fala em indenização para sair, receber de volta o que tirou do bolso até agora. O popular “devolve o meu”. Quem pretende assumir promete criar uma empresa para administrar o clube, tratar do seu saneamento financeiro, vender o estádio Hercílio Luz, construir outro, enfim, elevar o Marinheiro a um posto mais alto. Não precisa ser o de Almirante, este já tem dono. Do outro lado do rio o empresário Cídio Sandri disse não aos mensageiros do Navegantes. A singeleza do convite trazia embutida a sugestão de uma contribuição espontânea. “No momento estou desprevenido”, desculpou-se o Comendador, saindo de fininho.

BOM PRA QUEM?

Cimed informa modificação no comando técnico da equipe masculina de vôlei: sai Renan Dal Zotto, entra Radamés Lattari. Um vai para a Itália, outro volta para o Brasil. Enquanto isso as meninas da Brasil Telecom anunciam mudança de Brasília para Florianópolis, que passa a ter representação na Superliga Feminina.

BALAIO DE SIRI

O Botafogo reclama que perdeu o título estadual para o Flamengo por erro de arbitragem na anulação de um gol de Dodô. O Flamengo quer o couro de um árbitro argentino, responsabilizando-o por sua eliminação da Libertadores em pleno Maracanã para o uruguaio Defensor. O Atlético Mineiro não se conforma com o erro de Carlos Simon, um pênalti não marcado no finzinho do jogo, favorecendo o Botafogo e eliminando os mineiros da Copa do Brasil. O mesmo Botafogo agora às lágrimas por causa de dois gols marcados no Figueirense, mal anulados pela auxiliar Ana Paula.

MÁGICA?

O Figueirense é finalista da Copa do Brasil por conta de uma campanha que não deixa dúvidas. Se vai conquistar o título é outra história. O fato é que seus dirigentes e torcedores estão próximos da realização de um sonho acalentado desde a virada administrativa a partir da primeira gestão de Paulo Prisco Paraíso. É fato, também, que o clube profissionalizou toda a sua estrutura e virou exemplo no país. Para desespero de um torcedor e ex-conselheiro avaiano, Aloysio Gentil Costa, que não cansa de perguntar: “por que do outro lado da ponte dá tudo certo, e do lado de cá dá tudo errado? Por que, do lado de lá o dinheiro aparece e do lado de cá desaparece”?

PRIMEIRO O MEU

A parceria estabelecida no Avaí começa a criar celeuma, interna e externamente, por causa dos procedimentos da comissão técnica e representantes das instituições envolvida hoje com o clube. Jogadores da casa estão sendo preteridos, enquanto contratações não param de acontecer. Revelações domésticas e atletas identificados com a torcida estão perdendo a vez no time ou negociados repentinamente. A suspeita recai sobre a necessidade de colocar na vitrine para futuros negócios os novos contratados que chegam às dúzias na Ressacada como reforços para o Brasileiro da série B.

XEROX

O Coríntians também começa a aparecer na mídia com negociações polêmicas, a última delas envolvendo o atacante Clodoaldo, do Criciúma. Os jornalistas de São Paulo não entendem como o clube descobriu, de repente, um jogador revelado pelo futebol catarinense somente aos 28 anos. É reforço mesmo para o time ou o clube servirá de ponte para lucro rápido em transferência para mercados fora do país?

JOGO DE CENA

Por isso é que soa cada vez mais ridículo qualquer manifestação contendo juras de amor ao clube combinada com o rito beija escudo e fotos com a nova camisa. Torcedores pedem encarecidamente para que sejam poupados da encenação, mais tarde transferida para dentro do campo.

NA TELINHA

Depois do milésimo gol do Romário a nova praga está nos cinemas catarinenses. Atende pelos nomes de “Homem Aranha 3” e “Piratas do Caribe 3”. Só em Florianópolis e São José - 23 cinemas - são 16 salas exibindo os dois filmes.






quinta-feira, 24 de maio de 2007

Quinta-feira

OPERAÇÃO ESPORTE

Está mais que na hora de o Ministério Público e Polícia Federal estenderem seus tentáculos ao segmento esportivo, envolvendo principalmente federações que mexem com futebol. Sem esquecer entidades que administram outras modalidades e cujos abnegados presidentes não largam o osso, Fundações ligadas a estados e municípios também merecem atenção especial, no mínimo por ineficiência e desperdício. Vai faltar camburão.

A FONTE SECOU

O excessivo controle das assessorias de imprensa de alguns clubes está matando o glamour e o trabalho dos repórteres. Sob pretexto de organizar a movimentação da mídia os assessores jornalistas limitam acesso a treinamentos e número de entrevistas. Em alguns casos é permitida a escolha de entrevistados, ainda assim desde que atenda critérios pré-estabelecidos. Sempre fui favorável ao estabelecimento de algumas regras que organizassem um pouco a bagunça dentro e fora do campo. Mas, acabar com a criatividade (que já não é muita) no dia a dia do futebol é pasteurizar o noticiário, transformando páginas de jornal e programas de rádio e tevê, em extensões das assessorias dos clubes.

PRIVILÉGIOS

Cabelos esbranquiçados, início de calvície, uma certa limitação física aos 41 anos e a marcação do milésimo gol, transformaram Romário em um jogador pra lá de especial. Treina pouco, não concentra e não viaja. Um desafio para o técnico Celso Roth e seus companheiros da comissão técnica vascaína, incluindo o catarinense e preparador físico Beto Ferreira. Até que Romário anuncie sua aposentadoria definitiva.

DIFERENÇAS

A UEFA, entidade que administra o futebol europeu, separa parte do seu bolo financeiro para ser dividido entre os clubes. Grosso modo é assim que funciona. Isso depois que a turma ameaçou cuidar da própria vida com a criação de uma liga. Hoje temos uma entidade rica gerando recursos para seus filiados. No Brasil, ao contrário, existem uma confederação e federações ricas, tirando o que podem e o que não devem dos seus cada vez mais empobrecidos filiados.

INTERNACIONAL

Triatletas de 37 países - 18 brasileiros no pelotão de elite - estão em Florianópolis para mais uma edição do Iroman, evento dos primos ricos do esporte no Jurerê. A programação marca para amanhã farto consumo de carboidrato no jantar das massas, a partir de 19 horas no Clube Doze da praia. A competição de natação, atletismo e ciclismo, domingo, começa às 7 horas, e a premiação, com mais comilança, será no almoço de segunda-feira, também no Doze.

TALENTOS NA ESCOLA

Os altos escalões do governo estadual deveriam olhar com mais carinho para os resultados alcançados pela Fesporte na sua gerência de esporte escolar. Os números impressionam: são 380 mil alunos de 11 a 14 anos, envolvendo 1.507 escolas de 284 municípios, com participação no campeonato catarinense escolar de futebol – Moleque Bom de Bola -, Jogos Escolares de Santa Catarina (oito modalidades), Festival de Dança Mário de Andrade, e Prêmio Recriar, fabricação de brinquedos a partir de material reciclável.

SURREAL

Os clubes mexicanos podem participar da Libertadores mas não disputam a Copa Toyota no Japão, caso um deles seja campeão. Vai o vice. Dois clubes de um mesmo país agora não podem mais se enfrentar na final da competição sul-americana, devem cruzar antes. Quem inventou esse regulamento bebeu ou surtou.

HOMENS AO MAR

Deu a louca na região. Vem aí “Projeto Espinafre II, A Missão”, com nova eleição no Marcílio Dias. Do outro lado anunciam a volta de Cídio Sandri para ressurreição e fortalecimento do Navegantes. A Comboriuense continua na área, prometendo não abandonar o barco. A conferir.

FUTURO

O sucesso do Figueirense na Copa do Brasil está provocando um questionamento: o time vai agüentar o tranco no campeonato brasileiro por pontos corridos com a mesma força de um torneio mata-mata?

terça-feira, 22 de maio de 2007

Terça-feira

CHOCADEIRAS

É muito difícil convencer dirigente de clube que a grande sustentação de um departamento de futebol profissional passa por um bom investimento nas divisões de base. Entre os grandes do país e alguns médios, a estrutura para trabalhar com os garotos é cada vez melhor. Mas, ainda existem resistências, por desconhecimento ou má gestão, com desvio de recursos para gastos improdutivos com bananeiras que já deram cacho. O campeonato brasileiro tem um belo mostruário dos dois lados desta moeda. Fiquemos apenas nos exemplos domésticos, com um clube da série A e outro da B, envolvendo a maior rivalidade catarinense: entre os 18 jogadores relacionados pelo Figueirense para a primeira partida contra o Botafogo, oito eram crias da casa. No time reserva que perdeu domingo para o Palmeiras, cinco saíram da base. O Avaí gasta o que não tem para fazer até três times na temporada, enquanto Edílson, Rodrigo Galo, Fábio Fidélis e Marquinhos Júnior, nascidos na Ressacada, é que dão conta do recado. Somados aos que já foram embora ou tiveram, por falta de estímulo e mau aproveitamento a carreira interrompida, dá um timaço com banco de luxo.

VÍTIMA

O conflito com o doutor Delfim provocou uma baixa na família Bozzano quando Giuliano, árbitro tão bom quanto o pai, foi se refugiar na Federação Brasiliense, interrompendo sua corrida rumo à FIFA, resultado de uma perseguição vingativa e rancorosa. Em todo o caso, no currículo do Giuliano Bozzano vai constar um lance de repercussão mundial e que inscreveu seu nome na história do futebol, por causa do pênalti que marcou contra o Sport, determinando o milésimo gol de Romário. Imagino a secada em Itajaí para que tudo desse errado para o baixinho em São Januário.

MATEMÁTICA

A revista Placar continua contestando a contabilidade do Romário, argumentando que faltam 106 gols para o milésimo festejado pelo jogador domingo, na vitória de 3 a 1 sobre o Sport.

FIASCO

Dois grandes sem pontuação no Brasileiro. O Santos tem a desculpa da Libertadores, utilização de time reserva, coisa e tal. Mas, e o Inter, derrotado pelo Botafogo no Beira Rio em circunstâncias vexatórias (adversário desfalcado de três titulares e com um a menos todo o segundo tempo), perdendo de novo na segunda rodada? O time gaúcho contabiliza ainda um sétimo lugar no campeonato estadual e eliminação precoce na Libertadores.

OUTROS TEMPOS

O Próspera corre atrás de possíveis irregularidades de três jogadores do Joinville no quadrangular que tem mais Videira e Camboriuense, e cujo campeão vai para a divisão especial. Confirmada essa trapalhada joinvilense, apaguem tudo e fundem outro clube. José Elias Giuliari não é mais o presidente da Federação Catarinense de Futebol e um clube profissional não pode cometer esse tipo de erro. O que também não quer dizer que nosso TJD fará com que a lei seja cumprida.

DESAFIO

Revirando a Internet descobri um questionamento interessante feito pelo jornalista Juca Kfouri ao técnico Wanderlei Luxemburgo. O Luxa andou dizendo que, se alguém tivesse provas sobre algumas acusações que pesam sobre sua cabeça, abandonaria o futebol. Pois o Juca descobriu que, em 2004 o atual técnico do Santos foi condenado pela oitava vara criminal do Rio de Janeiro a cinco anos e três meses de prisão por sonegação fiscal e utilização de laranjas para o recebimento de comissões sobre venda de jogadores. Pelo jeito o jornalista não recebeu nenhuma contestação à sua resposta a Luxemburgo.

NOSSA PISTA

O Comitê Olímpico Brasileiro, organizador dos Jogos Universitários Brasileiros, no começo de Junho, em Blumenau, aceitou realizar as competições de atletismo na pista sintética de Itajaí. É um evento de peso, classificatório para a Universíade (Jogos Universitários Mundiais), programada para agosto em Bangkok, na Tailândia.





sábado, 19 de maio de 2007

Sábado

QUE AFONSO ?

Convocação para a seleção brasileira sempre rende muita polêmica, isso todo mundo sabe e é inevitável. Só que o Dunga exagerou na dose aumentando a controvérsia ao chamar o praticamente desconhecido Afonso. Sabe-se que é brasileiro, tem 26 anos e joga no Hennerven, da Holanda, onde é artilheiro. Sinal de que a safra, aqui e na Europa, está ruim, principalmente porque Adriano, Ronaldo, Fred, Rafael Sobis e Newmar estão fora de ação machucados.

ESTRELAS DE WEMBLEY

Ronaldinho e Kaká também foram relacionados. Justo eles que haviam pedido dispensa da Copa América, compromisso brasileiro logo após os amistosos contra Inglaterra e Turquia. Aqui é fácil de entender a contradição, apesar dos despistes do Dunga. São obrigações contidas em contratos escondidos em alguma gaveta da CBF, onde os promotores destes jogos exigem que a seleção brasileira entre em campo com seu time principal.

MESTRE CUCA

O resultado de Florianópolis pode ser revertido no Maracanã se o Botafogo conseguir superar o Figueirense por dois gols (decisão nos pênaltis) ou mais. Cuca tem que mexer muito na cartola para descobrir um coelho mais inteligente do que o apresentado por Mário Sérgio na última quarta-feira.

HISTÓRIA

Tanto mexe-mexe nesse “Projeto Espinafre” enfraquece ao invés de revitalizar o Marinheiro. É um filme antigo e triste, projetado para muitas torcidas catarinenses, com final infeliz. O Marcílio Dias, um dos últimos sobreviventes com tradição e história no futebol de Santa Catarina, não pode repetir Paysandu, Carlos Renaux, Palmeiras, Olímpico, Hercílio Luz, Ferroviário, Caxias, América, entre outros.

BOM PRA QUEM?

O voleibol da Unisul sai de São José e vai para Joinville. A cidade já abriga projetos para o basquete e futsal que consomem boa parte do orçamento da Fundação Municipal e desagradam desportistas locais. Florianópolis vive o mesmo dilema com o foco em cima de uma equipe profissional de voleibol com a marca de uma empresa privada, mas com sustentação nos cofres públicos e equipamentos esportivos da comunidade. Contabilizados custo e benefício sobra quase nada para os segmentos esportivos das cidades que abrigam e pagam caro por esses projetos.

BOA PERGUNTA

Quem vai encarar a missão mais difícil na próxima quarta-feira? O Grêmio, diante do Defensor pela Libertadores, ou o Botafogo contra o Figueirense na Copa do Brasil? Gaúchos e cariocas jogam em casa, mas precisam enfrentar uma desvantagem de dois gols, mais a qualidade e a motivação de seus adversários. Não esquecendo que no meio do caminho tem uma rodada do Brasileiro com a bronca (fantasma do Simon) do Atlético Mineiro para cima do Botafogo, no Maracanã, e o Fluminense do Renato Gaúcho contra o Grêmio em Porto Alegre.

PARÊNTESIS

Aqui do meu cantinho esportivo não posso deixar de expressar meu desencanto e indignação com tudo o que anda acontecendo nesta mal tratada Capital. Depois que vi comprovada, através de foto, a desfaçatez pública de um Governador, na mesa de honra de uma palestra – ironicamente com o tema “Pensando a cidade” – ao lado de dois suspeitos de envolvimento no escândalo Moeda Verde, não temos mais o que esperar a não ser o pior. Só faltou chamar para a mesa o vereador Juarez Silveira e o quase santificado Marcílio Ávila.

COMPENSAÇÃO

O Avaí, mal das pernas na temporada e sem um time definido, vai para a segunda rodada da série B provocando calafrios na torcida. Sorte sua é que o Brasiliense, adversário deste sábado na Ressacada, está com as atenções voltadas para a semifinal da Copa do Brasil e entrará em campo sem os seus principais jogadores.

DANÇA DOS TÉCNICOS

Zetti saiu do Paraná para o Atlético MG. O Paraná já contratou Pintado, o Juventude chamou o ex-zagueiro Flávio Campos, isso tudo antes da segunda rodada do Brasileirão série A. Galo, do Inter, pode ser o próximo a entrar nesse baile.




quinta-feira, 17 de maio de 2007

Quinta-feira

TIRO NA CORUJA

Noticiários de canto de página revelam que a Record esta oferecendo R$ 1 bilhão (isso mesmo, um bilhão) ao ano pelos direitos de transmissão da série A do Campeonato Brasileiro. É o triplo do que hoje a Globo paga ao Clube dos 13, segundo o presidente Fábio Koff. Uma vantagem: com grade de programação mais flexível na tevê do Bispo, acabariam os jogos invadindo a madrugada por causa da novela das nove, os famosos corujões. Desvantagem: cairia a qualidade das transmissões, como aconteceu nos jogos do Catarinão.

CAUSAS E EFEITOS

O Próspera está investigando denúncia de que três jogadores do Joinville estariam em situação irregular na partida de domingo na Arena. Mal começou e a seletiva criada pela FCF para driblar o rebaixamento já tem lambança. Enquanto isso a Chapecoense, campeã estadual, continua parada e perdendo seus principais jogadores. A segunda divisão, que nem saiu do papel, já tem desistências e a inscrição de novos e desconhecidos participantes. É no que dá projeto eleitoreiro viciado e com eleitores incapacitados espalhados pelo Estado.

INHO FC

Rodriguinho, Netinho e Vandinho são os novos reforços do Avaí. Se não for para fazer um timinho, tudo bem.

SANTOS DE CASA

Figueirense e Criciúma contrataram reforços para a campanha do Campeonato Brasileiro junto, respectivamente, à Chapecoense e ao Atlético de Ibirama. O Avaí, também participante e observador do Campeonato Estadual, não viu nada interessante. Prefere trazer jogadores de fora, desconhecidos, caros e com resultados invariavelmente decepcionantes.

AUSÊNCIAS

O único árbitro catarinense a chegar à FIFA, Dalmo Bozzano, lança um livro em uma das principais livrarias de Florianópolis, a Capital do Estado. Ele conta sua trajetória profissional – só clássicos foram 44 – pelos quatro cantos do mundo e, de lambuja, faz denúncias documentadas sobre os porões federacianos. Não apareceu nenhum jornalista de radio, televisão, jornal, professores ou alunos de jornalismo. Falta curiosidade, sobram medo e preguiça. Vale o mesmo para dirigentes de clubes. Gito Daux e José Newton Spoganicz foram os únicos presentes ao lançamento de “Árbitro ou Arbitrário”, com primeira edição já esgotada e a segunda no prelo.

QUEM SOIS?

A primeira coisa que desperta o crédito do torcedor a partir do anúncio de projetos que alterem profundamente a vida de um clube é a transparência. A credibilidade das medidas ditas salvadoras ou impulsionadoras depende basicamente de como ela chega à torcida e aos jornalistas. Esse tal “Projeto Espinafre” visando revitalizar o Marinheiro ainda não preencheu nenhum dos pré-requisitos acima citados. Vagamente se imagina o que pretendem esses misteriosos investidores, repentinamente interessados na franciscana pobreza marcilista.

PAPO PRO AR

Kaká pediu dispensa da seleção para a Copa América. Alega cansaço pela falta de férias há três temporadas, atitude imitada por Ronaldinho Gaúcho. Surpresos, Rei Ricardo e sua corte, incluindo o treinador Dunga, parece que cochilaram no planejamento para esta primeira competição oficial. Era previsível a ausência de alguns nobres “europeus”.

OPORTUNIDADE

As ausências e Kaká e Ronaldinho na Copa América rendem horas de discussão nos programas esportivos de rádio e televisão, e metros de coluna em jornais. O bate-boca acaba deixando de lado uma evidência: a chance que caiu no colo da Comissão Técnica – convocação sai hoje - para testes com jogadores da posição e que podem ser aproveitados logo em seguida, quando começarem as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

MAU GOSTO

Clodoaldo marcou quatro gols pelo Criciúma em dois jogos e lidera a artilharia da série B. Começaram a chamá-lo, por ser negro e parecido com o atacante do Barcelona, de Clodoaldo-Etô. Bobagem com falta de criatividade.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Terça-feira

SACOLÃO I

Acendeu a luz amarela na Ressacada já na estréia do Brasileiro. A derrota em Salvador diante do Vitória era previsível e a goleada de 5 a 1 acabou sublinhando as deficiências de uma equipe que não deu conta de um campeonato regional, prometendo desempenho pior numa competição com um nível de exigência bem maior. Com os reforços que estão chegando e ainda nem entraram em campo não tem luz no fim do túnel, mas uma emblemática e apavorante letra C.

SACOLÃO II

Passando por Madureira, Noroeste, Gama e Náutico o Figueirense chegou às semifinais da Copa do Brasil. Na estréia do Brasileiro em casa, o time do até então invicto Mário Sérgio levou meia dúzia do Atlético Paranaense. Esse resultado diante de um adversário mais qualificado confirmaria a tese do “eixo” e dos avaianos? Aquela que lança suspeita sobre os méritos da caminhada do Figueira. Respostas amanhã, no Orlando Scarpelli, contra o Botafogo, que chegará a Florianópolis cheio de razão depois da boa estréia em Porto Alegre contra o Inter.

TÔ FORA

Oberdan Villain, muito próximo da direção avaiana, disse em alto e bom som que, se o clube investisse em um projeto sério, daria parte do seu tempo para colaborar com o presidente João Nilson Zunino. Ninguém até agora entendeu o desaparecimento do Oberdan tão logo foram anunciados os parceiros do Avaí para o campeonato brasileiro.

QUERO O MEU

A Time Mania deveria ser simplesmente uma loteria funcionando como um bálsamo, uma tábua de salvação para os endividados clubes brasileiros. Problema é que, ao invés de incentivo à correção de rumo na administração do nosso futebol, o que está aparecendo é uma grande injustiça com o cidadão brasileiro, pagador dos seus (muitos) impostos. Perdão de 50% de multas nas dívidas com a Receita Federal e prorrogação dos prazos para pagamento, de 180 para 240 meses, são algumas das benesses que podem ser aprovadas no Congresso. Quando eu crescer quero ser dirigente de clube.

CENSOR

Tomara que o Dalmo Bozzano seja prestigiado no lançamento do seu livro hoje no final da tarde em Florianópolis, no Beira Mar Shopping. Aos medrosos cabe alertar que “Árbitro ou Arbitrário” não tem nada de mais, são relatos de sua vivência como árbitro da FIFA e uma juntada de documentos contendo denúncias contra o irremovível presidente da Federação. A propósito, alguns livros colocados à venda em um restaurante de Gaspar foram retirados do balcão pelo proprietário. A pedido de quem? Adivinhem.

ALELUIA

Só o Papa e a concorrência com a tevê do Bispo para nos livrar dele. A missa rezada em Aparecida na mesma hora em que terminava o GP de Fórmula I, tirou de Galvão Bueno a chance da domingueira aporrinhação a milhões de brasileiros. Azar dos fãs do Felipe Massa que não puderam ver, ao vivo e a cores, sua segunda vitória na temporada, sorte dos telespectadores não fanáticos, livres daquele berreiro ufanista e da musiqueta da vitória.

DOIS PESOS

Torcedor que joga um simples copo de plástico para dentro do gramado pode determinar até interdição de estádio. Se o julgamento não acontecer no TJD catarinense, claro. Jogador indisciplinado ou violento é expulso e suspenso. Idem dirigentes, treinadores, preparadores físicos e assemelhados. Árbitro que influi no resultado de uma partida, casos de Simon e Beltrami semana passada, sofre punições inversamente proporcionais à gravidade de seus erros. Decisões emanadas dos gabinetes da CBF costumam empurrar os problemas para baixo dos ricos tapetes da entidade.

GUILHOTINA

Fora a goleada sofrida pelo Figueirense a primeira rodada do Brasileiro transitou dentro da lógica. Mas, como o imediatismo é fato no futebol tupiniquim, já rolou a cabeça do técnico do Juventude, Ivo Wortmann. Aguardem a próxima rodada.


sábado, 12 de maio de 2007

Sábado

BOLA DE CRISTAL

Jornalistas esportivos do chamado “eixo” estão contando com uma final carioca para a Copa do Brasil. Desconsideram as chances de Figueirense e Brasiliense, semifinalistas junto com Botafogo e Fluminense. O noticiário de Rio e São Paulo sustenta a tese de que o representante de Brasília não tem cacife para chegar a uma decisão e o Figueira ainda não enfrentou nenhum grande em sua campanha.

ERRINHOS

Djalma Beltrami e Carlos Simon pipocaram e cometeram os erros mais graves da semana na arbitragem brasileira. O primeiro anulou gol legítimo do Botafogo e deu o título ao Flamengo. Simon deixou de apitar pênalti escandaloso em favor do Atlético. O lance, na frente do árbitro, tirou os mineiros da Copa do Brasil, encaminhando o Botafogo para a semifinal contra o Figueirense. Beltrami, para quem não lembra, trabalhou naquela partida inesquecível, que ficou marcada como “A Batalha dos Aflitos”, quando o Grêmio voltou à primeira divisão.

VITRINE

O futebol catarinense entra em campo neste final de semana no campeonato brasileiro, mercadoria de primeira. O Figueirense, em jogo para casa cheia contra o Atlético Paranaense, carrega a motivação da Copa do Brasil. O Avaí estréia na Bahia diante do Vitória, campeão do ano, com o mesmo time do estadual e sem o zagueiro Rafael, um de seus principais jogadores. O Criciúma, ainda sofrendo com as turbulências da derrota para a Chapecoense, recebe outro derrotado em decisão, o São Caetano.

BALAIO DE OFERTAS

Em segundo plano está o ex-campeoníssimo Joinville, encarando competição sui generis, criada pelo inventivo departamento técnico da Federação. Camboriuense, Videira (clubes bissextos) e Próspera serão os adversários. O campeão permanece na divisão especial, driblando o rebaixamento, um arranjo político bem ao estilo dos administradores (?) do futebol catarinense.

NAS ALTURAS

O desafio das serras, competição de ciclismo realizada em duas etapas, na serra Dona Francisca e nos caminhos do Rio do Rastro, aconteceu apenas uma vez, promoção da Fesporte na gestão Pedro Bastos, e da Federação da modalidade.Uma boa idéia perdida no tempo. João Carlos Andrade, o operoso homem do ciclismo, faz a prova neste final de semana, apenas na Dona Francisca e sem o alcance de proposta inicial. Pena. Esporte e turismo poderiam pedalar juntos.

APELO

Anderson Varejão faz sucesso no basquete americano jogando na NBA pelo Cleveland. De lá manda recado aos dirigentes brasileiros em socorro da modalidade tão desprestigiada no país. “Precisamos salvar nosso basquete”, disse ele em entrevista ao jornal O Globo. Varejão quer unir os dirigentes em torno de um projeto que acabe com as divergências. Missão impossível. A cartolagem não dá trégua.

HAJA DINHEIRO

O presidente da CBF, rei Ricardo Teixeira, repete em todas as entrevistas que no país, atualmente, não existe estádio para uma Copa do Mundo. Gastamos um caminhão de recursos com obras para o Pan, incluindo um estádio de futebol, o João Havelange, já apelidado de “Engenhão”. Investimento de altíssimo risco, em se tratando de Brasil, e logo teremos que arrumar mais um troco para o Mundial de 2014. Educação, saúde, segurança e todas as obras e infra-estrutura que o país exige continuarão no fim da fila.

HAJA SACO

Aturar transmissão da Globo pilotada pelo Galvão Bueno só com saco de filó. No jogo Grêmio e São Paulo o homem passou noventa minutos mais os tais de acréscimos enchendo a paciência falando sobre o nervosismo em uma partida pela Libertadores. Como se um enfrentamento entre os dois clubes em questão só fosse importante e nervoso neste torneio. Aproveitem a presença do Papa e canonizem o telespectador obrigado a aturar esse chato de plantão.

BANDA PODRE

Rincon está preso, acusado de tráfico de drogas e ligação a uma rede panamenha. Eurico Miranda foi condenado a dez aos de prisão em regime fechado por crime contra a ordem tributária. Tem muita gente nessa fila, e de plagas não tão distantes.


quinta-feira, 10 de maio de 2007

Quinta-feira

ARENAS

Está pronta e inaugurada a Arena de Jaraguá do Sul, Brusque e São José já têm as suas e Florianópolis também quer uma. É um grande equipamento esportivo que, bem utilizado, pode render bons frutos sem virar mais um elefante branco como outras tantas “arenas”, limitadas a apresentações de duplas caipiras.

DESCASO

Estamos no quinto mês do ano e a Fesporte ainda não tem um diretor de desportos, a mais importante diretoria da casa na área técnica. A demora se deve às amarrações políticas que acabam demonstrando o apreço do governo pelo esporte catarinense. Os eventos sob responsabilidade da instituição estão por começar, alguns deles ainda sem sedes definidas. Os transtornos acompanhados de críticas e lamúrias se espalham por toda Santa Catarina.

LÁ COMO AQUI

Está na coluna do Cláudio Humberto, Diarinho de terça-feira. Wadson Ribeiro, assessor mais próximo do Ministro Orlando Silva, estuda medicina em Juiz de Fora (MG), tem residência em São Paulo e nunca teve nada a ver com o esporte. O PC do B repete Santa Catarina em Brasília.

FALTOU DIZER

O Dalmo Bozzano falou pelos cotovelos no entrevistão do Diarinho e não disse o mais importante: porque diabos doutor Delfim está há 23 anos (recorde brasileiro) na presidência da Federação e só sai de lá quando quiser. Os motivos parecem óbvios. Mas, se é medo de alguma represália o que impede eventuais opositores de tomarem uma atitude firme contra esse descalabro, gostaria de saber que tipo de intimidação os clubes podem sofrer. Ou qual a “compensação” para seus fiéis escudeiros há tantos anos?

CARONAS

O Figueirense corre atrás de seus objetivos, mostrando a Deus e ao mundo seu projeto de construção de um novo Orlando Scarpelli. O documento já passou pelo presidente Lula, governador, prefeito, secretário Knaesel, presidentes da CBF e da Federação. Como político bem intencionado hoje só se acha em antiquários, recomenda o bem senso muita cautela com os oportunistas e papagaios de pirata. Já detectei uma porção deles sobrevoando o projeto do Figueira ou aparecendo nas fotografias.

POPEYE

Os atuais homens fortes do Marcílio Dias, Bendini e Crispim, estavam na bronca com um grupo de empresários. Sentem-se traídos porque não foram convidados para reuniões onde um grupo de empresários estuda um jeito de tirar o clube da inhaca. Essa turma garante que os assuntos vão muito além da simples cornetagem. O plano tem por objetivo final injetar algum espinafre no Marinheiro, tão mal das pernas que nem da Olívia consegue dar conta.

TE QUEROVERDE

Pois meu amigo César Valente, sempre de olho na capital e adjacências, matou a cobra e mostrou o pau. E nem por isso foi levado à Polícia Federal por crime ambiental ou atentado violento ao pudor. Escreveu em sua coluna no Diarinho que essa barulheira verdolenga – não confundam com a alegria da torcida da Chapecoense – está com seus dias contados. Os peixes graúdos voltaram pra água e, mais que isso, contando com a solidariedade até do governador Luiz Henrique. Azar nosso que verde mesmo daqui a pouco só veremos os gramados dos campos de futebol. Ainda assim correndo o risco de a grama ser artificial.

SOCIAL

Tem festerê hoje à noite, no El Divino Lounge, em Floripa, para a premiação dos melhores do Catarinão de 2007. Entre os eleitos, observados pelos jornalistas esportivos durante a competição, está o árbitro carioca emprestado à FCF, Wagner Tardelli. Curioso é que o “te best” Tardelli não trabalhou em nenhum dos dois jogos finais.

FILME ANTIGO

Os recém chegados novos integrantes da comissão técnica do Avaí já começam a provocar desconfiança de torcedores e jornalistas. O pé atrás é por conta dos reforços contratados para o Brasileiro da Série B. Tudo indica serem jogadores de uma das empresas da parceria, quatro desconhecidos – um deles parado há cinco meses – mais outro que já passou pela Ressacada sem deixar saudade.

















terça-feira, 8 de maio de 2007

Terça-feira

O MELHOR

O time tem a cara do treinador. É um dos jargões do futebol e define perfeitamente o time da Chapecoense. Com técnica e aplicação os jogadores dirigidos pelo Agenor Piccinin deram um banho de competência nas duas partidas finais. Sem os mesmos recursos técnicos e de estrutura do adversário, os estradeiros – mais de 15 mil quilômetros rodados – confirmaram a grande recuperação que valeu a título do returno e de campeonato.

MISTÉRIO

Já se falou muito sobre tudo que envolveu o confronto entre Criciúma e Chapecoense, incluindo a boa arbitragem do novato de Itajaí, Célio Amorim. Seus auxiliares, Alcides Pazetto e Carlos Berkenbrock trabalharam no mesmo nível do Célio. O que ninguém falou e precisa explicação\; o sumiço do “melhor, o mais experiente, árbitro FIFA”, e não sei mais o quê, Wagner Tardelli. Foi visto e ouvido em São Paulo, assistindo jogo da Libertadores entre São Paulo e Grêmio, onde disse à Rádio Gaúcha que tinha se licenciado da Federação Catarinense. Justo na decisão, meu brother? Diz aí, Bezerra pai.

O PIOR

O grande derrotado, de quem dirigentes e torcida deveriam cobrar o fiasco na decisão do campeonato, é o técnico Gelson Silva. Em dois jogos diante de um adversário com um jogador a menos não soube mexer no time para chegar à vitória. Em Chapecó armou um esquema covarde e em Criciúma de novo fez tudo errado. Entre tantas bobagens, deixou Odair no banco. Nas duas partidas e em pouco tempo, quando entrou fez mais do que os consagrados Athos & companhia. Acrescentando ainda alguns jogadores do Criciúma não honraram a camisa.

BALAIO DE SIRI

Não é implicância. Está no site da Federação Catarinense de Futebol o texto com direito a foto de capa e duas internas, relatando e documentando as mordomias desfrutadas na véspera da decisão do Catarinão em Criciúma. A turma foi recepcionada nas vizinhanças, no Laguna Tourist Hotel “com um suculento churrasco” oferecido por um presidente de liga. A lista da comitiva é liderada pelo doutor Delfim: presidente da FCF, tem mais um dos vices, o presidente da comissão de arbitragem, assessor de imprensa, assessor técnico, assessor de arbitragem e um segurança. Fora os penduricalhos que não couberam nas fotos ou não mereceram citação.

VISITINHA

Outra alegre comitiva liderada pelo prefeito da Capital, Dário Berger e diretoria do Figueirense, incluindo o doutor Delfim Peixoto, está no Rio de Janeiro para mostrar o que o clube pretende fazer com o seu estádio visando uma possível sede da Copa do Mundo de 2014. O grupo vai mostrar ao presidente da CBF, Rei Ricardo, que a mudança na legislação que permitirá reformas e ampliação do estádio Orlando Scarpelli foi feita dentro dos conformes, sem interferências indevidas. Ricardo, o ínclito, não perdoaria cochilos desta natureza. No futuro qualquer semelhança com acontecimentos recentes será mera coincidência.

NA ÁGUA

O nadador cataúcho e do Clube Doze, Eduardo Deboni, garantiu sua participação no Pan-americano. Respondeu na piscina, durante o troféu Maria Lenk no último final de semana, às manobras da Confederação, que durante o Mundial tentou desqualifica-lo.



sábado, 5 de maio de 2007

Sábado


EXTRA-CAMPO

O Criciúma conseguiu, mesmo sem entrar em campo, empatar a decisão do Catarinão, graças a mais um gol contra da cartolagem. A Chapecoense venceu no seu estádio e, na volta para casa, passando por Balneário Camboriú, onde ficam a Federação Catarinense e agregados, os criciumenses empataram o confronto. Todo mundo raciocinava como manda o regulamento, que a Chapecoense precisava perder duas vezes o jogo decisivo, na Arena de Joinville ou Ressacada, até então ninguém sabia. Tinha que ser derrotada no tempo normal e na prorrogação, para não conquistar o título de 2007. Esquecemos geral do TJD, onde o Criciúma empatou levando a final para o estádio Heriberto Hulse.

FAVORITISMO

Ficou difícil. A Chapecoense tem um bom time, está motivada pela vitória no primeiro jogo, mas o adversário ganhou ânimo com o resultado no quintal do doutor Delfim. Sem esquecer que o Criciúma tem uma equipe com mais recursos, embora seu treinador não tenha levado isso em conta na partida em Chapecó. Com o fato novo acrescentado pelo TJD às mumunhas de uma final, estou apostando na vitória do Tigre.

JURIDIQUÊS MALANDRO

A decisão dos honrados senhores que compõem o pleno do Tribunal de Justiça Desportiva, devolvendo ao Criciúma o direito de fazer a decisão com a Chapecoense em casa, jogou na lata de lixo a legislação esportiva. Aceitaram a pantomima montada pelo advogado de defesa e concluíram a heresia jurídica da pena seletiva. De hoje em diante punição só para jogos sem importância, tipo início de campeonato ou aqueles que não influam de nenhuma maneira no andamento da competição. E a Chapecoense não pode nem pensar em chutar o pau da barraca já que fora beneficiada anteriormente pela mesma excrescência jurídica.

MEDIEVAIS

Diante do ocorrido manda o bom senso que a nossa zelosa Federação encaminhe à Fifa sugestão propondo a mudança dos uniformes para a arbitragem. Ao invés da tradicional composição com meias compridas, bermudas e camisas, árbitros e auxiliares devem adotar alguma coisa parecida com as armaduras utilizadas na Idade Média pelos Cruzados. Devidamente acompanhadas de um bom escudo, claro. Como reforço um colete à prova de bala

FEIRA DE UTILIDADES

Os clubes também devem tirar algum proveito desta decisão do TJD em favor da baderna e das agressões. Como em tempos bicudos um troquinho a mais sempre é bom, a idéia é montar barraquinhas para a venda de pedras e tijolos dos mais variados tamanhos, cada peça com sua devida especificação. Assim teríamos artefatos cuidadosamente produzidos e de preços acessíveis porque bolso de torcedor sabe como é. Teremos diferenças de pesos, tamanhos e finalidades, tudo devidamente fiscalizado pelo Imetro. Vale criatividade, imitando rádio de pilha, almofadas, saco de pipoca, bonés, por aí. Sem esquecer da diferença principal levando em conta peso e distância do alvo: uns para atingir a arbitragem, outros para jogadores e torcida adversária e, quem sabe algum especial para o policiamento. Ai cabe uma reflexão: vale a pena continuar mantendo policiamento nos estádios?

SUPÉRFLUOS

Para encerrar, caso contrário a turma não dá conta: eliminem a figura do delegado, aquela pessoa encarregada pela Federação de faturar algum fingindo que fiscaliza o bom andamento do jogo. Representará economia de grana e daquele esforço para lembrar quem ainda não foi contemplado com este favorzinho. Dá pra pensar na supressão do quarto árbitro, mas aí o buraco é mais em baixo, ou em cima, dependendo do ponto de vista. Aos árbitros, uma orientação curta e grossa: não percam tempo com aqueles relatórios caprichados no português e na descrição dos incidentes. O TJD joga tudo fora. Só mais uma dica aos clubes: parem de gastar com bobagens na melhoria das suas praças esportivas. Mirem-se nos exemplos de porcarias que estão por aí com a tolerância dos tribunais e o selo de qualidade fornecido pela Federação.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

LARANJADA 1

Convite para hoje à tarde na Assembléia Legislativa anuncia a presença do Ministro do Esporte, Orlando Silva, e do seu fiel escudeiro e ex-diretor geral da Fesporte, agora Secretário Nacional do Esporte Escolar, João Ghizoni. Os dois, na ilustre companhia da vereadora comunista Ângela Albino, vão anunciar a implantação em Santa Catarina, através do Instituto Contato, uma ONG do PC do B, de 100 núcleos do projeto Segundo Tempo, criado pelo Governo Federal através do Ministério do Esporte para o atendimento de crianças carentes de 7 a 17 anos com o lazer e a prática esportiva no contra-turno da escola. Segundo diz a cartilha, é a inclusão social através do esporte.

LARANJADA 2

Como o discurso é bonito e a grana repassada é altíssima (supera os cinco milhões de reais) cabe colocar o seguinte. O projeto já existia em Santa Catarina (como é que vão implantá-lo?), sob responsabilidade da Fesporte na gestão Ghizoni. Ao deixarem a instituição por causa das eleições em meados de 2006, Ghizoni e seus companheiros de diretoria (e do PC do B), com maior ou menor poder de decisão, levaram junto o projeto. Antes tiveram números e resultados contestados pelo diretor geral que assumira a Fesporte, Edmar de Oliveira Pinto, e que não podia renovar o convênio sem fechar a conta com o Ministério do Esporte. Interessados em manter o controle do Segundo Tempo o jeito foi transferir o convênio para uma ONG, coincidentemente dirigida pelos mesmos assessores de Ghizoni na Fesporte. E aí está o projeto, são e salvo, nas mãos do partido (o mesmo do Ministro) e do Instituto Contato, que ainda conseguiu a parceria do Besc e da Eletrosul. Por último vale dizer que o site do Contato não informa valores deste convênio, das parcerias, muito menos os nomes de quem dirige esta ONG.

ALGO DE PODRE

Por essas e muitas outras, e com o governo paralisado há quatro meses, embora todos esperassem a simples continuidade administrativa (um desastre por si só), o futuro para o esporte em Santa Catarina é cada vez mais nebuloso. De concreto se sabe que nada de bom foi feito até aqui na gestão esportiva, dividida entre uma secretaria de estado politiqueira e ineficiente, e uma fundação abandonada à própria sorte. Um bando de abnegados vai empurrando com a barriga para não ter que apagar a luz e passar a tranca. É triste ver instituições esportivas entregues aos negócios da política, a governantes que se intitulam “homens do desporto”, enquanto gente verdadeiramente comprometida com os interesses do esporte segue imobilizada, de braços cruzados a espera de soluções que não virão nunca. O tempo passa, o tempo voa, os recursos humanos e financeiros escorrem pelo ralo, e a farsa continua, premiando oportunistas sempre de caneta em punho, assinando convênios, distribuindo cheques, favores e muitos, muitos ginásios de esporte

À ROMANA

O futebol, todo mundo sabe, não escapa a esse furdunço. Ontem foi um dia cheio para o nosso esporte preferido, com Copa do Brasil, Libertadores, decisões estaduais e pelo mundo. Certamente a quarta-feira não passou em branco da lama no futebol. Para ficar somente nos assuntos domésticos, e sem saber o que aconteceu no TJD à noite, com a tentativa do Criciúma em anular a punição que tirou o mando de campo da partida decisiva, é mais coisa ruim pra se mexer. Apareceram defensores de uma espécie de pena seletiva, ou seja, pode punir desde que não alcance a final de campeonato como agora, empurrando a perda do mando de campo para o início do Catarinão de 2008. Então rasguem a legislação esportiva, o Estatuto do Torcedor e todos os códigos e leis que existirem por aí e que ameacem baderneiros de punição. Vamos fazer um circo à romana, com a torcida virando o dedão para baixo, determinando que o adversário seja abatido. Vale soco, pontapé, tiro, punhalada, o que for. E salve-se quem puder nas arquibancadas.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Terça-feira

COVARDIA

O Criciúma não entrou em campo para decidir o campeonato. O técnico Gelson Silva parece que não entendeu o regulamento, optando por um esquema totalmente defensivo, esquecendo que não há saldo de gols nesta final. Ainda assim a Chapecoense só não encheu o balaio graças ao goleiro Zé Carlos que, por ironia, apesar das grandes defesas falhou no lance que definiu o jogo em favor do adversário. O Criciúma jogou acuado o tempo inteiro, ameaçando um pouco só no final. Clodoaldo, artilheiro do time, morreu isolado na frente graças ao medo da comissão técnica nesta primeira partida.

OUTRO JOGO

Por causa do resultado em Chapecó a diretoria e o jurídico do Criciúma terão que trabalhar em dobro esta semana, enfrentando outra decisão fora de campo para reverter a punição amanhã no TJD e garantir a final no estádio Heriberto Hulse. Como o empate dá o caneco para a Chapecoense, se tiver que jogar fora de casa a missão será muito mais difícil, principalmente porque o treinador do Criciúma não se deu conta que tem uma equipe superior.

NA MUDA

Estou estranhando o silêncio e a passividade do Moacir Fernandes, presidente do Criciúma. Em se tratando de assuntos que envolvam possíveis conflitos com a Federação ele sempre se mostra muito explosivo e contundente. Pode ser uma estratégia para alcançar seu principal objetivo que é jogar a partida decisiva no Heriberto Hulse. Até onde vai essa aparente tranqüilidade eu não sei. A resposta virá com a manifestação das instâncias superiores da justiça desportiva, segundo dizem até esta quarta-feira.

O CRIADOR

Cabeça pensante, o número dez, o meia armador, o cara da criação, são definições do jargão futebolístico para conceituar o “homem habilidoso que cria as jogadas” para o lance mortal, o gol. Para o lateral Roni, que aproveitou a falha do goleiro do Criciúma e garantiu a vitória da Chapecoense foi tudo muito simples: bastou empurrar a bola para a rede. Mais simples ainda foi explicar o “passe” que recebeu Dele: “Deus preparou aquele momento para que eu estivesse ali e marcasse o gol”.

DESGRAÇA POUCA

Depois de ver o time fracassar em duas competições e acompanhar o maior rival avançar na Copa do Brasil, com boas possibilidades de chegar à semifinal e, quem sabe, à final, o torcedor do Avaí não pára de sofrer. O Figueirense acaba de incorporar mais um troféu à galeria do Orlando Scarpelli, ao receber semana passada o “Top of Mind”, promoção do Instituto Mapa, prêmio em vários segmentos para as marcas mais lembradas pela população.

PAIS & FILHOS

Como o patrão Delfim liberou o Wagner Tardelli para um jogo da final cearense, sobrou para o Bezerra Filho apitar em Chapecó. O “sorteio”, claro, para o bem de todos e felicidade geral, vai colocar o Tardelli no jogo decisivo. Carne de pescoço para uns, filé para outros. O que um pai tem que agüentar para ver o filhão subir na vida. E na arbitragem.

FEIRA DA ESPERANÇA

A direção do Marcílio Dias está prometendo o saneamento financeiro do clube e uma equipe competitiva para o distante 2008. O Joinville quer se dar bem na série C, subindo para a segunda divisão do brasileiro, mesma expectativa da Chapecoense depois do bom desempenho no Catarinão. Atlético de Ibirama, Brusque, Juventus e outros menos votados acenam com grandes reformulações em seus grupos. O Avaí, ah, o Avaí: Parceria, nova comissão técnica, grandes contratações e um time capaz de chegar à primeira divisão.

NANA NENEM

Pêsames aos santistas, juventudinos e alvinegros pelo infausto domingão. Quem à tarde sonhou estar com a mão na faixa, dormiu mal uma noite carregada de pesadelos com São Caetano, Grêmio e Flamengo.

AFLITOS

Com medo dos apagões nos aeroportos o Figueirense madrugou em Recife, onde está desde domingo para o jogo com o Náutico na quarta. Longe das confusões aéreas e da imprensa de Florianópolis que não costuma acompanhar em cima nossos clubes.








sábado, 28 de abril de 2007

Sábado

OESTE CONTRA O SUL

Quem conhece um pouco Chapecó tem noção do que representa a possibilidade de um título no futebol. Chegando à cidade por estes dias que antecedem a final com o Criciúma dá para imaginar o sentimento que tomou conta da população. Nos altos da avenida Getúlio Vargas, lá está o monumento ao Desbravador, maculado em sua autenticidade pela bandeira da Chapecoense, fincada aos seus pés por iniciativa da Fundação Municipal de Esportes e da Prefeitura, com auxílio do Corpo de Bombeiros. São os preparativos finais para o primeiro combate do Oeste contra o inimigo que vem do Sul, vestido de amarelo e preto com um Tigre no seu estandarte.

VANTAGEM

Com a absolvição no TJD, conseguindo mandar em casa a primeira partida, a Chapecoense já fez um a zero. O envolvimento da torcida é muito grande e jogar fora do Índio Condá, caso vingasse a punição, representaria praticamente entregar a faixa de campeão para o Criciúma. Pena que os veículos de comunicação ainda não tenham conseguido passar ao ouvinte, telespectador, leitor, o clima que tomou conta daquela região.

DOIS PESOS
Enquanto isso o Criciúma esperneia como pode para anular a decisão do TJD, diferente da que foi aplicada à Chapecoense. Dizer que o jurídico de um trabalhou melhor que o do outro é uma explicação muito simplista. E, cá entre nós, bastante suspeita.
ZONA
Prefeito de Florianópolis, Dário Berger, e comitiva, entregaram quinta-feira ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, uma cópia da legislação que permite a mudança de zoneamento para construção do novo estádio do Figueirense. Presentes à solenidade o alto clero do clube e, naturalmente, o presidente da FCF.

CADÊ O DINHEIRO?

O gato comeu, cantaria a Gal Gosta. A Fundação Municipal de Esportes de Blumenau ainda não recebeu os mais de 1 milhão de reais captados junto a 16 empresas para obras finais no Parque Ramiro Ruediger e reformas no Galegão. São recursos do Fundesporte que já deveriam estar nos cofres blumenauenses desde o final do ano passado.

FILME ANTIGO

E muito chato. O Avaí anuncia sua enésima reformulação, a apenas 15 dias da estréia no campeonato brasileiro, sem que se conheça um projeto consistente e inovador. Vem por aí aquela arenga de sempre com muita promessa que o torcedor já sabe de trás pra frente. Anúncio de parceria, nova comissão técnica, novo treinador, mais jogadores e o risco iminente de outro fracasso. Só que desta vez uma decepção no campeonato brasileiro pode custar muito caro para os avaianos.

QUE FEIO

Tenho acompanhado nas páginas do Diarinho um noticiário absolutamente maluco sobre o Marcílio Dias. Outro dia o atual presidente do clube, Marlon Bendini, correu para a imprensa e desmentiu o estado de insolvência do Marinheiro que estaria inclusive devendo salários para os jogadores. Mais recentemente li que o ex-presidente, Carlos Crispim, alheio a tantos problemas do clube que dirigiu, reuniu companheiros em Navegantes para uma galinhada, comemorando uma possível candidatura na eleição municipal do ano que vem. A notícia mais recente confirma tudo o que fora desmentido por dirigentes com um agravante: o atual presidente não atende telefonemas dos credores, entre eles do Tonho Gil e seu filho, que formaram uma das comissões técnicas. E ano que vem, tudo como dantes.

CÉU DE BRIGADEIRO

Tudo azul pelos lados do Orlando Scarpelli em se tratando de Copa do Brasil. A eliminação do Coríntians pelo Náutico está agitando os bastidores do Figueirense. O raciocínio baseia-se na hipótese de que o clube pernambucano é mais fácil de ser derrotado, ainda mais levando em conta o fato de o jogo decisivo ser em casa. Daí para as semifinais é um pulo. O otimismo não é fora de propósito pois o Figueirense já superou situações bem piores.

ESPERANÇA
Em Blumenau garantem que não é simples promessa. A pista sintética para o atletismo sai no complexo esportivo do Sesi. E este ano ainda.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Quinta-feira


QUEREMOS PISTA 1

O governador Luiz Henrique recebeu esta semana uma carta do presidente da Federação Catarinense de Atletismo, Walmor Battistotti Filho, com relatos das mazelas deste esporte no Estado. Entre vários assuntos o documento trata das conseqüências nefastas para o nosso atletismo causadas pela a falta de uma pista sintética, o que impede, por exemplo, a realização em Santa Catarina de qualquer grande evento nacional ou internacional, a não ser em provas de rua. A única pista existente foi construída em Itajaí e, abandonada, atualmente serve apenas para treinamentos. Quando interessou aos políticos do PFL, à Prefeitura do município e à Univali, o dinheiro apareceu. Com pompa, circunstância e muita pressa os convênios foram assinados e, na ansiedade oportunista de sua inauguração, os problemas graves não demoraram muito a aparecer.

QUEREMOS PISTA 2

Hoje a pista tem um defeito grave à altura dos 200 metros, onde o terreno cedeu, os suportes de alumínio foram roubados duas vezes e as benfeitorias – salas e arquibancadas - se encontram totalmente depredadas. O que custou na época cerca de R$ 3 milhões agora precisa de no mínimo R$ 800 mil para reformas; O Governo do Estado não dará jeito nisso porque não tem interesse e certamente vamos penar mais algum tempo sem esse investimento obrigatório. A não ser que Blumenau com ajuda da iniciativa privada apareça com o paliativo, graças ao envolvimento da cidade com o esporte. Mas, e os outros municípios que trabalham forte na modalidade? E o que já foi investido em Itajaí?

IMPUNIDADE

Absolvida pelo TJD a reincidente Chapecoense poderá jogar domingo em seu estádio o primeiro confronto da decisão catarinense. O Criciúma ainda luta na justiça para conseguir um efeito suspensivo da perda do mando de campo. Tem gente, inclusive jornalistas protestando contra o que chamam de punição fora de tempo. Dirigentes dos dois clubes chegaram a ameaçar com decisões extremas, tipo "melar o campeonato". Ora, a lei existe, as penas estão previstas nos códigos, não há motivo para postergações. O contrário é incentivo à desordem e desrespeito à legislação esportiva. Caso, por sinal, da Chapecoense, que não pode reclamar de nada, tantos foram os incidentes no Índio Condá sem que até hoje o clube tenha sido punido.

NA BOLA

A Chapecoense montou um bom time, fez um returno brilhante e pode ganhar o título obedecendo as leis do jogo. Não entendo, por isso, tantas ações extra-campo que podem inclusive tirar o brilho de uma eventual e merecida conquista.

DESVIO

É Fundesporte pra cá, Fundesporte pra lá. Esse mecanismo criado pelo governo estadual para financiar grandes projetos esportivos está virando "pão de ló de festa". Aparece como apoiador em tudo que é cartaz de evento esportivo. Só falta torneio de cuspe à distância.

PALMAS PRA ELES

O site da Confederação Brasileira de Futebol ostenta na capa cinco fotos do seu presidente, Ricardo Teixeira, em eventos diferentes, claro. Natural, o homem acaba de ter sua gestão administrativa e financeira aprovada por aclamação, em Assembléia Geral semana passada no Rio de Janeiro. Tanto trabalho e abnegação merecem mesmo aplausos dos presidentes de clubes e federações.

PALMAS PRA ELE

O doutor Delfim Peixoto Filho não passou em branco por mais esse alegre convescote da cartolagem brasileira. Saiu de lá eleito (ou reeleito?) como membro do Conselho Consultivo da CBF para a região sul. E com mais força para em 2008 manipular os otários que votarão pela sua permanência na Federação Catarinense.

SUSPEITO

Flávio Saretta, Thiago Alves e Ricardo Mello abandonaram, na segunda rodada, o torneio da série Challenger (50 mil dólares em prêmios) que está sendo disputado no Costão do Santinho, em Florianópolis. Os três são os melhores tenistas brasileiros na atualidade e alegaram problemas físicos para deixar a competição. Estavam em quadra e perdendo seus jogos.


terça-feira, 24 de abril de 2007

Terça-feira

NÚMEROS

Impressionante a recuperação da Chapecoense depois de um início medíocre no Catarinão. Os números não permitem qualquer tipo de contestação à campanha do time dirigido por Agenor Piccinin, campeão invicto do returno e classificado para a final contra o Criciúma. Fora de casa foram quatro vitórias e um empate. No Índio Condá a Chapecoense venceu cinco jogos e empatou um.

E AGORA?

Os dois finalistas correm o risco de jogar fora de casa a decisão. O Criciúma já está punido pelo TJD com a perda do mando de campo em uma partida por causa dos incidentes no jogo contra o Avaí. A Chapecoense pode ter a mesma sentença no julgamento desta terça-feira, igualmente por incidentes em seu estádio. Mesmo que aconteça punição idêntica à Chapecoense, aposto que manobras jurídicas reverterão o quadro. Aposta que não gostaria de ganhar, mas em se tratando de futebol catarinense acho que sou favorito.


AMADORISMO

Lamentável técnica e jornalisticamente a transmissão da TV Record domingo, do jogo entre Chapecoense e Atlético, em Ibirama. Não é possível encarar uma decisão de campeonato, com jogos em duas praças, utilizando profissionais que desconhecem totalmente o assunto que estão tratando. Pior ainda, narrando e comentando de São Paulo, “via tubo”. Desse jeito é melhor devolver os direitos de transmissão do campeonato à RBS. Sem falar nos precários recursos técnicos que impediam, em determinados momentos do jogo, que o telespectador visse a bola. Ora, a bola. Mero detalhe, como pensava o filósofo Parreira em relação ao gol.

SOBERBA

Caxias do Edson Gaúcho e São Paulo do Muricy Ramalho acabam de confirmar a máxima de que no futebol é preciso saber ganhar, às vezes mais do que saber perder. O primeiro não segurou uma vantagem de três gols e acabou eliminado do campeonato gaúcho, derrubando a perspectiva de uma final inédita com o Juventude. O segundo subestimou a força e a qualidade do São Caetano, perdendo também de goleada o jogo decisivo da semifinal. Abel Braga, campeão recente da Libertadores e do Mundo, está fora do Inter.

NA TANGENTE

O Santos do Luxemburgo escapou por pouco diante do Bragantino, adversário que eliminou sem marcar um golzinho em duas partidas graças critérios de desempate, no caso melhor campanha ao longo do Paulistão. O Juventude do Ivo Wortman comemorou sua classificação para a decisão com o Grêmio com uma derrota em seu estádio para o Veranópolis, a quem derrotara no primeiro jogo por 2 a 0.

ERRO GRAVE

Peter, atacante da Chapecoense, com um minuto de jogo acertou uma cotovelada no rosto do meia Sérgio, do Atlético de Ibirama. Sérgio saiu de campo com a boca sangrando para ser medicado à beira do gramado, sob os olhares do árbitro Wagner Tardelli e da auxiliar Cleidy Nunes Ribeiro. A agressão aconteceu na frente dos dois e é impossível que nenhum deles tenha visto. Tivesse a arbitragem encaminhado como manda a regra o desfecho deste lance, a história do jogo poderia ser outra.

INSEGURANÇA

Leio estarrecido nas colunas políticas que o Secretário a Segurança Pública de Santa Catarina, Ronaldo Benedet, já começou pela Grande Florianópolis articulações políticas visando eleições municipais de 2008. Enquanto isso, assassinatos, assaltos, polícia ausente das ruas, farra do boi comendo solta e outros delitos menores e maiores continuam enchendo os boletins de ocorrência do nosso dia a dia. Algum mala pode perguntar o que isso tem a ver com o esporte. Experimente estacionar seu carro próximo a um estádio ou ginásio, esperando no retorno encontra-lo intacto. Tente, com esse calor, assistir futebol na televisão deixando janelas ou portas abertas de sua casa. Arrisque voltar para casa tarde da noite, parando nos semáforos, ou caminhando por ruas desertas.

ESCOLA

Cuca e Dorival Júnior são as estrelas da vez. Os dois começaram suas carreiras passando por Figueirense, Avaí e Criciúma.





sábado, 21 de abril de 2007

Sábado

BALANÇO

O campeonato catarinense chega ao fim com um saldo miserável para a dupla da Capital e desastroso para o Joinville, um ex-grande campeão esperneando na última rodada para fugir do rebaixamento. O Criciúma está perto do título, idem a Chapecoense. O Avaí lambe as feridas de um fracasso estrondoso no Estadual, humilhação nos dois clássicos, mais a iminente eliminação da Copa do Brasil, enquanto o maior rival segue adiante, projetando ainda a construção de uma praça esportiva agregada a um centro comercial. Os torcedores avaianos, além de tudo, estão preocupadíssimos com o campeonato brasileiro da série B, temerosos de que a administração mais derrotada da história do clube mantenha sua rotina de equívocos e falta de planejamento.

SEM FUTURO

Marcílio Dias, Atlético de Ibirama, Juventus, Metropolitano, Brusque e Próspera formam o sexteto dos que começaram pobres e terminaram miseráveis. De todos os piores foram o Próspera, fiasco dentro e fora do campo, e o velho Marinheiro, de tanta tradição, transformado em saco de pancada e candidato sério a uma vaga na divisão que a cartolagem, cheia de dedos, evita chamar de “segundona”. Atlético, Juventus e Metropolitano (hóspede do Sesi) ainda têm praças esportivas que podem ser chamadas de estádios. Fazer o que até 2008?

ROBIN HOOD

Noves fora tem o Guarani de Palhoça. Termina sua temporada franciscana e de relativo sucesso comemorando o estrago que fez com os grandes e lamentando os tropeços diante dos pequenos. Tirou de poucos para dar a muitos sem que sobrasse quase nada para si. No máximo o mérito de ter se mantido na divisão principal do futebol catarinense, bem longe do rebaixamento, e ainda com a promessa de recursos para reformar seu estádio.

BETO ROTH

O que é pior? Trabalhar no Avaí, segurando as pontas em um clube com estrutura precária entre dirigentes que não se entendem, e vendo um time medíocre dirigido por um treinador cujo único feito até hoje foi ter corrido atrás do Rivelino no Maracanã? E ainda perder tudo que disputou inclusive dois jogos para o maior rival, no único clássico catarinense? Que tal atender um convite do técnico Celso Roth, parceiro em outras equipes, para trabalhar no Vasco da Gama com o presidente Eurico Miranda e o primeiro ministro Romário, com tudo que essas companhias significam? E como será sair da razoavelmente tranqüila Floripa para viver no Rio de Janeiro entre assaltos e balas perdidas, com medo de botar o pé pra fora de casa? O preparador físico Humberto Ferreira optou pelas emoções da Bagdá brasileira. Só esperou sair o cortejo fúnebre para se transformar no novo auxiliar técnico de Celso Roth.


NAS PÁGINAS

Está confirmado para 15 de maio, 19 horas no Shopping Beira Mar, em Florianópolis, o lançamento do livro “Árbitro ou Arbitrário”, do Dalmo Bozzano. Terá comes e bebes e bate-papo com a jornalistada que também não tiver barbas pra botar de molho. O homem voltou afiado das férias em Buenos Aires e promete sacudir os alicerces de uma certa obra recém iniciada em Balneário Camboriú.
LITERATURA

Frases, citações, trechos de poemas e textos de grandes, escritores do mundo todo, filósofos, treinadores e quejandos garantem leitura deliciosa no pocket book da LGE Editora “Humor no Mundo do Futebol”. Presente do amigo jornalista e também escritor, Lourenço Cazarré, hoje em Brasília, cujos primeiros “ollivettaços” profissionais foram dados em redações de Florianópolis.

DO CASSETA

Um tira gosto do livro com brincadeira do falecido Bussunda, flamenguista insuportável: “Já se sabe por que o Romário jogou bem na excursão ao Japão: porque lá o fuso horário é invertido, então ele dorme de noite e faz exercício de dia”.

VISÃO ALIENÍGENA

Os paulistas que comandam a Record e cuidam da programação estão prometendo o televisionamento do jogo entre Atlético e Chapecoense, em Ibirama. E se o Criciúma ganhar o título em Blumenau, contra o Metropolitano, evitando uma decisão com a Chapecoense em dois jogos?




quinta-feira, 19 de abril de 2007

Quinta-feira

SOU DO TEMPO...

A Chapecoense em alta, próxima do título, traz boas e más lembranças. Jornalisticamente são ao gosto deste velho escriba, que em 1972 já ajudava a desbravar o novo oeste por conta de missões para o saudoso jornal O Estado. O primeiro episódio, “ruim de viver, mas bom de contar” (Ariano Suassuna), aconteceu nos Jogos Abertos de 1975 e irritou a organização. Uma matéria transcreveu as queixas da delegação de São Joaquim por causa do alojamento em um pavilhão para feira de gado e foi preciso pedir garantia de vida para a equipe do jornal ao comando local da Polícia Militar. Em 1977 veio o título estadual, na decisão contra o Avaí. O repórter Luiz Lanzetta, hoje jornalista de fraque e cartola em Brasília, saiu do estádio escondido no banco de trás de um fusquinha, enquanto no gramado misturavam-se festa e briga com os visitantes.

SOU DO TEMPO... 2

No ano seguinte, em paz com Chapecó e seus habitantes, morei quatro meses na cidade para acompanhar a Chapecoense no campeonato brasileiro. O técnico, em início de carreira, era Lori Sandri. Antes disso fizera reportagem com a Chapecoense em duas páginas da revista Placar. A matéria, editada em São Paulo sob o título “A lingüiça paga” – referindo-se ao patrocínio da indústria Chapecó, do Maninho de Nez – não foi bem entendida por alguns torcedores e me rendeu uma ameaça com revólver na cara em frente ao bar Santa Terezinha, na avenida principal da cidade. Nei Boto Guimarães, na época narrador da Guarujá, foi quem desarmou no papo o maluco de plantão. Coincidiu que, quando saiu a revista, eu estava na região para cobrir outro confronto do Avaí com o time local, que, por falta de estádio, jogava em Xaxim. Lá eles puxavam o cabelo do repórter, por falta de espaço obrigado a ficar pelo lado de dentro, encostado ao alambrado. Atrás de uma das goleiras tinha uma árvore de onde, um encarapitado torcedor, munido de um bodoque, apedrejou o goleiro avaiano todo o segundo tempo.

SOU DO TEMPO... 3

Nos Jogos Abertos de 1991 o então prefeito Milton Sander amarrava a cara para o jornalista que ousasse fazer alguma crítica à organização do evento. Resmungava pelos cantos atrás dos “caluniosos”. O ex-árbitro Dalmo Bozzano, uma vez – e essa não está no seu livro - foi convidado a confeccionar a súmula do jogo sobre uma mesa colocada no meio do gramado do estádio Índio Condá. “Só sais daqui depois de lermos o teu relatório”, era o que mais ou menos esse convite dos dirigentes sugeria. São muitos os episódios envolvendo os apaixonados chapecoenses, retratos de um tempo que já vai longe, cuja leitura certamente vai incomodar principalmente aqueles que, sob o manto da paixão, ainda hoje teimam em lembrar na prática as estripulias daquela época.

TAPETÃO

O Próspera perdeu 12 pontos no Tribunal de Justiça pela utilização irregular de um jogador em duas partidas e está rebaixado. Vai disputar um quadrangular com Marcílio Dias ou Joinville, Camboriuense e Videira com o campeão subindo para divisão principal.

PRESENTINHO CARO

O Criciúma, vítima da generosidade de um torcedor, acabou nessa mesma sessão punido com a perda de um mando de campo. A encrenca aconteceu no jogo do returno contra o Avaí, quando um rádio portátil foi atirado no árbitro Wagner Tardelli. Identificado e preso, como manda o Estatuto do Torcedor, ou como simulam os clubes às vezes, o bofe argumentou que queria oferecer um mimo ao Tardelli. Muito afoito, jogou o presente por cima do alambrado, ao invés de entregá-lo em mãos.

APOSTAS ABERTAS

Claro que haverá recurso do Criciúma para que uma possível decisão de título seja no Heriberto Hulse. Enquanto isso torcedores de Avaí e Figueirense apostam que o jogo decisivo, se houver, será em Florianópolis. Ressacada ou Orlando Scarpelli? Não percam tempo fazendo esse jogo, senhores. É melhor apostar que a pena será cumprida no estadual de 2008. Dependendo dos resultados da última rodada a decisão terá a primeira partida em Chapecó, mas a segunda só a magistratura esportiva catarinense sabe.






terça-feira, 17 de abril de 2007

Terça-feira

PACOTÃO

Os acontecimentos que começaram semana passada e culminaram com o afastamento matemático do Avaí do título do returno não podem ser examinados isoladamente. A direção do Avaí, acredito eu, por ingenuidade, cedeu às pressões da Federação e caiu no engodo do Figueirense, assinando o recurso que caçou a liminar que impedia a realização do clássico na sexta-feira. No domingo Mauro de Lima se encarregou do resto. Uma arbitragem desastrosa – dois pênaltis não apitados em favor do Marcílio Dias, um decisivo e inexistente contra o Avaí – completou o quadro desta tragicomédia em que se transformou o Catarinão. O Avaí, o único que tinha tudo a perder, perdeu tudo. O eleitorado do Oeste está satisfeito, o presidente do Criciúma arrefeceu seu discurso contra a Federação e o Figueirense ganhou mais um clássico, enquanto a torcida avaiana range os dentes e teme pelo futuro no Brasileiro da série B.

BAD BOY

Tem gente perguntando. É campanha contra? Não é. Simplesmente não dá para ignorar imagens da tevê mostrando o presidente da Federação, sentado à beira do gramado do estádio Hercílio Luz e batendo boca com o treinador do Avaí. Isso lá é postura para um dirigente com a responsabilidade do cargo que ocupa há 23 anos? E o que fazia no local, misturado com gente que estava ali trabalhando?

MALANDRAGEM

Na podre vai o Micalis, auxiliar técnico. Como aconteceu domingo, diante do Atlético de Ibirama no Scarpelli. E assim o Mário Sérgio continua invicto. Sob seu comando o Figueirense não perde há nove jogos.

ELES & ELAS

A Federação Paulista está utilizando mulheres como gandulas nos jogos do seu campeonato. As meninas são estudantes de educação física e começaram a trabalhar com eficiência sábado, nas semifinais. Os homens estavam mais para torcedores e aprontaram muito.

TERROR

Rebaixamento para a divisão especial é o fantasma da semana a assombrar Itajaí, Joinville e Criciúma. O Marcílio Dias escapa com um empate na Arena, o Joinville precisa vencer garantindo bom saldo e o Próspera em casa poderia escapar derrotando o Brusque. Depende do que o TJD decidir nesta terça-feira no processo de utilização irregular de um jogador por parte dos criciumenses.

BARRADOS NO BAILE

Figueirense e Avaí deixam o campeonato amargando grandes prejuízos graças às contratações mal sucedidas e equívocos de planejamento. A insistência no discurso ufanista só agravou os problemas, determinando o fracasso no Estadual. O prejuízo futuro é a ausência na Copa do Brasil de 2008, vagas conquistadas por Chapecoense e Criciúma. O imediato, por enquanto, é a bronca das duas torcidas com a festa do interior.

PAPO SÉRIO

Não existe exame antidoping no futebol catarinense. Muito caro, é a desculpa. Papo furado. Basta empregar melhor o dinheiro tomado dos clubes a cada rodada. A previsão desse tipo de exame por algumas das principais federações do país é marca de organização e sinaliza boas intenções na condução do esporte, seja ele qual for.

CAJU

Lembram do Edson Gaúcho? Pois ele é o técnico do Caxias, time que humilhou o Grêmio domingo com um 3 a 0 no estádio Centenário, em Caxias. No jogo de volta os gremistas precisam fazer diferença de quatro gols para não serem eliminados do campeonato gaúcho. Na outra semifinal parece que vai dar Juventude, vencedor da primeira partida por 2 a 0 no campo do Veranópolis. Perspectiva de uma final inédita no Gauchão.

BARBAS DE MOLHO

Dalmo Bozzano está de férias em Buenos Aires. Na volta prepara o lançamento do seu livro “Árbitro ou Arbitrário”, previsto para o início de maio em um shopping de Florianópolis.

90 MINUTOS

Jogos apitados pelo Dalmo tinham justo o tempo previsto pela regra, nem um minuto a mais. “Não ganho hora extra para apitar”, justificava ao ser contestado. Na sua época não havia a determinação que hoje obriga a arbitragem a conceder acréscimos e ele punia com rigor a tentativa de “cera”.