terça-feira, 23 de outubro de 2007

Terça-feira

O choro do Luxa

O Santos e Luxemburgo são fregueses do Figueirense, como ficou comprovado domingo no Orlando Scarpelli, onde o time paulista costuma se dar mal. Se não estou enganado, o Figueira ganhou cinco de seis confrontos pelo campeonato brasileiro. Depois de mais uma derrota, Wanderlei Luxemburgo reclamou muito da arbitragem e da falta de critérios da CBF, que coloca no sorteio gente inexperiente para jogos valendo vaga na Libertadores. O técnico do Santos nisso tem razão. No mais, deve encaminhar suas queixas ao presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, que costuma oferecer sua hospitalidade visitando o vestiário da arbitragem antes dos jogos.

Dor de cabeça

Paulo Baier marcou três gols na vitória por cinco a três sobre o Fluminense. Como venho escrevendo, o Goiás é Paulo Baier mais dez. Ele defende, arma jogadas e ataca marcando muitos gols. Mas Dunga prefere Fernandos e similares. Para o treinador da seleção brasileira, se é Baier, não é bom. Meu espanto é maior ainda quando lembro que a dupla Grenal nunca viu qualidades nesse jogador desde os tempos do vizinho Criciúma.

Baixo nível

Ainda não entendi a utilidade do Gran Prix de futsal disputado em Santa Catarina, com sedes em Joinville e Lages e fase final em Jaraguá do Sul. Sem as principais seleções européias, só dá balaio nos confrontos. O Brasil, por exemplo, fez doze gols em Moçambique e dezoito no Canadá. Garanto que o Fundesporte foi acionado para garantir essa Torre de Babel salonísta.

Baixa costura

Tem coisa mais feia do que uniformes de basquete, com os atletas escondidos sob aquele monte de panos? Para as mulheres, então, um horror. O futebol parece que aderiu a essa moda de extremo mau gosto e de pouca funcionalidade. São camisas de combinações esquisitas, calções largos e compridos, tremulando como bandeiras ou velas ao vento. As baixinhas e baixinhos, coitados, somem em baixo de tanto tecido. A favor do vento, tudo bem.

Força aérea

O narrador da Rádio CBN Florianópolis, o tubaronense Luíz Alano, transmitiu o jogo Paulista x Avaí sábado, em Jundiaí, sob a proteção de uma capa de chuva, com sol brilhando e temperatura acima dos trinta graus. Foi o único jeito de evitar o bombardeio pesado dos pombos que sobrevoavam a parte interna da cabine (?) destinada à sua emissora, embora existissem outras, disponíveis e limpas. “Foi ultrajante”, resumiu Alano após resistir heroicamente à artilharia columbófila.

Culpa da imprensa

A queda de rendimento do Criciúma e o conseqüente afastamento do grupo de quatro classificados para a série A do ano que vem já provocou as primeiras baixas e enfrentamentos com a mídia. Sexta-feira à noite, depois da derrota para a Ponte Preta o estádio Heriberto Hulse virou praça de guerra. No estacionamento uma torcedora ensandecida, armada com um bastão que serve de suporte para bandeiras, amassou vários carros, tendo como alvo preferido os identificados como da imprensa. Enquanto isso a cabine da Rádio Difusora, de Içara, era invadida por José Sérgio Búrigo, dirigente do Criciúma. Ele jogou uma lata de lixo no rosto do comentarista Dante Bragato Neto, ferindo seu rosto. A nossa Acesc vai fazer o quê?

Ascensão e queda

A tabela da série B do campeonato brasileiro tem, entre os cinco últimos colocados, quatro paulistas lutando contra o rebaixamento: São Caetano, Santo André, Paulista e Ituano. Chato para o poderoso futebol do interior de São Paulo com títulos regionais e nacionais conquistados por São Caetano e Paulista.

No mapa do Brasil

O futebol do norte e nordeste sofre com a precariedade de recursos e coronelismo esportivo, atraindo para si a visão preconceituosa da grande mídia que normalmente só tem olhar e espaço para o seu próprio umbigo. Como não enxergar, por exemplo, os estádios cheios em Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará? Em Salvador, para ficar apenas nessa capital nordestina, as médias de público na Fonte Nova são iguais ou superiores aos jogos do Brasileirão série A, com o Vitória na segunda divisão e o Bahia na terceira.




sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Sábado/domingo

Uma coisa é uma coisa

Bastou meia hora para a seleção brasileira fazer o serviço no Equador. Foi quando a goleada se estabeleceu com o gol bonito do Kaká e o lance espetacular do Robinho. Os trogloditas de plantão justificariam uma jogada violenta do equatoriano De Lacruz, como aconteceu no episódio do Kerlon no Mineirão com o “drible da foca”. Felizmente nossos adversários da quarta-feira jogaram com lealdade apesar de terem saído do Maracanã com o saco cheio de gols.

Oura coisa é outra coisa

Claro que tem o outro lado desta moeda, ou seja, os exageros da mídia esportiva, como se Robinho tenha sido o protagonista da primeira jogada talentosa no Maracanã. Isso se chama carência. Estamos tão necessitados de jogadores talentosos por causa da revoada para a Europa e outros continentes, que um limão está garantindo várias limonadas. O mais preocupante nisso tudo é que a partida contra o Equador, filtradas a euforia e o ufanismo, deixou a desconfiança de que somos reféns de lampejos como os de Robinho e Kaká. Caso não ocorram as tais jogadas de exceção, aguentemos o sofrimento.

Parêntesis

Por falar em beleza e talento, estou com vontade de virar do avesso as locadoras catarinenses na esperança de encontrar filmes como “A Um Passo da Eternidade” (Burt Lancaster), “O Rei e Eu” (Yul Bryner), “Mercador de Ilusões” (Clark Gable), “Tarde Demais Para Esquecer” (Gary Grant). Nada a ver com os machões (ou mais ou menos) acima. Quero lembrar a atriz maravilhosa que com eles contracenou, morta na quinta-feira. Deborah Kerr, aquela beleza nascida escocesa que Rita Lee imortalizou na frase musical “Se a Déborah Kerr que o Gregory Peck”... Déborah nunca ganhou um “Oscar” por suas interpretações, apenas aquela consolação pelo conjunto da obra. No “A um Passo”...) a cena do beijo na praia com o mar lambendo Déborah, apesar do Burt Lancaster, é inesquecível. Fecha.

No popular

Como os brutos também amam, voltemos a eles. O que tem de seca pimenteira em cima do Dunga, é uma grandeza. Alguns estão infiltrados na chamada crônica esportiva, semeando a cizânia e nomes de seus preferidos, entre eles o de Wanderlei Luxemburgo. O Luxa, como o tratam seus íntimos, não deixa o bonde da história passar e vai tirando proveito do seu prestígio, principalmente junto a alguns jornalistas do eixo. Para consumo externo, Luxemburgo se faz de morto. Quem não te conhece que te compre, diriam as vovós.

Reino animal

Pois não é que o bicho preguiça chegou do Rio justificando que infiltrações em sua casa de praia o impediram de voltar mais cedo a Florianópolis? O técnico do Avaí reuniu a imprensa em uma entrevista coletiva para este importante comunicado. Do outro lado das pontes – ou seria da cerca – o Gallo arruma o Figueirense para enfrentar o Peixe domingo. Uma vitória sobre o Santos no Scarpelli e o poleiro da Sul-Americana começa a virar realidade.

Quem Escala

Romário, 41 anos, há mais de três meses sem jogar, e com aquela pachorra que Deus lhe deu, apareceu no banco do Vasco. Não tem treinador que aguente o QE vascaíno. Só podia dar Flamengo.

Zorra total

As decisões de arbitragem estão sendo reformuladas em penca pelo STJD. Graças ao seu procurador, Paulo Schmitdt, que tem solicitado imagens dos jogos para indiciar jogadores e treinadores, se sobrepondo ao que ficou decidido no campo de jogo. Caso, por exemplo, do gremista Sandro Goiano, punido com cartão amarelo por jogada violenta sobre o palmeirense Valdívia. Schmidt quer aumentar a punição do jogador. Do jeito que vai é melhor os árbitros deixarem o apito os cartões para os tribunais esportivos.

Critérios

Valesse para o jogador de futebol o mesmo critério adotado para retirar alimentos das gôndolas de supermercados, o time do Dunga ficaria desfalcado. Tem gente com prazo de validade vencida ou de qualidade duvidosa e necessitando de substituição. Caso do volante Gilberto Silva, cuja vaga poderia ser ocupada, por exemplo, pelo catarinense Eduardo Costa, atualmente no Grêmio. Gilberto e outros já deram sua valiosa contribuição e poderiam sair pela porta da frente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Quinta-feira

Promessa é dívida
A seleção brasileira depois de sete anos voltou ao Maracanã, um tempo absurdo em se tratando de uma relação tão íntima, de cumplicidade tão forte como só o Rio de Janeiro e o torcedor carioca conseguem estabelecer. Agora a CBF cogita participar da licitação para administrar o maior estádio brasileiro, totalmente reformado para os Jogos Pan-Americanos. Está um luxo o novo Maraca, é o que dizem e, por isso, Ricardo Teixeira et caterva pretendem tirar proveito para fazer ali a casa da nossa seleção. O que seria ótimo, não fosse imensa, quase intransponível a distância que separa a realidade do que é prometido pela cartolagem brasileira.

Mídia e justiça

O jornalista esportivo Jorge Kajuru foi condenado por difamação a 18 meses de detenção em regime aberto, na casa do Albergado de Goiás, resultado de processo movido pela filial da rede Globo de Goiânia. Kajuru nunca teve medo de enfrentar a bandidagem que vive do futebol e em torno dele e foi perdendo, denúncia após denúncia, crítica após crítica, todos os seus empregos. O assunto é cabeludo e merece várias abordagens, uma delas publicada – e explicada - na coluna do César Valente no Diarinho. (...) é o segmento de empresas e profissionais que usam o jornalismo para fazer negócios: suprimem ou dão notí­cias em troca de dinheiro, publicidade ou favores. É esse setor que contamina a imagem de toda a imprensa, contribuindo para a multiplicação de processos e condenações (...) São poucos, contadinhos nos dedos, os profissionais e as empresas que sobrevivem na mídia esportiva sem atropelar a ética ou se submeter às leis do jornalismo beija-mão. A maioria perde o emprego, fica marginalizada e passa o resto dos dias respondendo processos e a mercê de um judiciário sem nenhum apreço pelo jornalismo feito com seriedade.
Nossa (deles)
Teliana Pereira, 19 anos, é hoje a tenista número um do Brasil. Treina no Itamirim, em Itajaí, e faz parte do projeto Instituto Tênis. Mas é pernambucana e vai jogar por são José dos Campos os Jogos Abertos do Interior de São Paulo. Jogos Abertos de Santa Catarina, nem pensar.
Continente

O Figueirense vai ampliar suas ações sociais e aumentar sua aproximação com o torcedor da Grande Florianópolis através da criação do Instituto de Assistência Social – Ifas -. Foi a maneira encontrada por seus dirigentes para manter o atendimento a diferentes comunidades com a doação de alimentos, material escolar, agasalhos, cestas básicas e brinquedos.
Ilha

Enquanto isso, do outro lado das pontes, a Ressacada vive tempos de completo amadorismo, com um treinador preguiçoso, que pede folga de quase uma semana para passar o feriadão no Rio de Janeiro. E com um time lutando para fugir do rebaixamento no Brasileirão e outro disputando a Copa Santa Catarina.
Contradições
Dunga não convocou Alexandre Pato argumentando, entre outras coisas, que ele não está jogando. Além de ser uma meia verdade, porque o Milan o tem lançado em amistosos, Riquelme, um dos melhores jogadores da seleção Argentina, está sem clube e sem jogar. Tem outros esquecidos como Luís Fabiano e Rafael Sobis. Mas Vagner Love e Afonso são os preferidos, junto com Doni e Fernando. Enquanto a mídia de São Paulo e Rio aguentar.
Explicações
Alguns defensores de Love e Afonso alegam que não existem jogadas para eles concluírem. Sem comparações, mas Careca e Ronaldo Nazário, criavam suas próprias jogadas, além de marcar gols.
Questão interessante
Qual será a razão para tanto mau humor nas entrevistas concedidas pelos treinadores brasileiros? Independente das bobagens – e são muitas – ditas por jornalistas nestas ocasiões, não se entende as reações agressivas e mal educadas. Comecemos pelo Judas de plantão, o Dunga, e chegaremos ao Abel Braga, no Inter, Mano Menezes, do Grêmio e Muricy Ramalho, do São Paulo. São dois gaúchos, um carioca e um paulista, imbatíveis no quesito rabugice. A lista é maior, mas estes são os mais notórios rabugentos do futebol brasileiro.





terça-feira, 16 de outubro de 2007

Terça-feira

Jeitinho brasileiro

Críticas ao time, ao técnico e aos principais jogadores. E um futebol de peladeiros Foi o rotineiro começo da seleção brasileira em mais uma eliminatória de Copa do Mundo. O filme é velho e a torcida não agüenta mais tanto repeteco. Nem e veneração colombiana ao nosso futebol ajudou Dunga e seus comandados. Três adversários em campo tinham o nome de ex-craques brasileiros: Falcão, Leão e Pelé. Some-se a isso o fato de que a Colômbia parece que anda mais ocupada em festejar a diminuição de seus índices de violência do que formar um time capaz de ir à Copa. Mesmo assim o Brasil pagou o mico de sempre nas estréias e ainda arrumou um monte de desculpas esfarrapadas na tentativa de justificar a má apresentação. A pior delas saiu da boca do Dunga ao lembrar que a delegação chegou ao hotel em Bogotá às 3 horas da madrugada de sexta para sábado. E o planejamento foi de quem, cara pálida?

Pior não pode

Quarta tem Equador no Maracanã, adversário cujo nome serviu para Dunga encerrar entrevista coletiva irritado com o trocadilho embutido em uma pergunta da turma do Casseta & Planeta. Pois os equatorianos chegam ao Rio de Janeiro desmoralizados por uma derrota em casa para a Venezuela. Nada entusiasmante para quem no ataque depende de Wagner Love e, como última alternativa, do Afonso. Contra a Colômbia ele entrou aos 38 minutos do segundo tempo como carta na manga do nosso treinador para melhorar o rendimento ofensivo.

Da casa

Empates de 0 a 0 com Inter e Sport mantém invicto o técnico Alexandre Gallo diante dos times por onde passou. O próximo ex, adversário do Figueirense, é o Santos, no Orlando Scarpelli.

E nosso rádio, hein?

Informações de Bogotá dão conta que apenas três emissoras de rádio brasileiras mandaram narradores para o jogo de estréia do Brasil: Gaúcha, de Porto Alegre, Paiquerê, de Londrina, e Itatiaia, de Belo Horizonte. As demais se limitaram a um repórter e transmissões na frente da tevê. Incluam-se aí as grandes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Nem artilheiro dá jeito

Ora, vejam só. Os principais goleadores do momento nas duas séries do campeonato brasileiro pertencem a clubes rebaixados ou próximos disso. Na série A Josiel, do Paraná, tem 18 gols, seguido de Acosta, do Náutico, com 17. Na B o maior goleador é Val Baiano, do Gama, com 22 gols. Pertinho dele está o nosso conhecido Fábio Oliveira, do Remo, com 19 gols.

Memória fraca

Começaram as manchetes argentinas em cima do futebol brasileiro. “Que fiasco esse Brasil”, lascou uma primeira página deles sobre o empate nosso diante da Colômbia. Despeito e ressentimento estão afetando a memória dos futebolistas da Argentina.

O São Paulo agradece

Enquanto Muricy Ramalho amontoa desculpas para a seqüência de quatro jogos sem vitória do São Paulo – três no Brasileirão e uma na Sul-Americana -, seus adversários tratam de entregar a rapadura e o título do campeonato brasileiro. Principalmente o Cruzeiro do Dorival Júnior que nas últimas três partidas em casa perdeu oito pontos, derrotas para Figueirense e Santos, empate com o Náutico.

De novo?

Depois de passar por turbulência criada pela ameaça de agressão a um jogador sérvio, Felipão voltou às boas com os torcedores portugueses, principalmente porque recuperou sua seleção e está prestes a classificá-la para a fase final da Eurocopa. Os agourentos de plantão não param de lembrar dele e de Wanderlei Luxemburgo para a seleção brasileira. Dunga enfrentará adversários mais poderosos do que equipes sul-americanas na sua tentativa de colocar o Brasil na Copa de 2010. Talvez o técnico brasileiro não tenha sossego nem classificado e passando de novo pela Argentina. Situação, aliás, vivida pelo próprio Felipão quando treinou o Brasil e acabou campeão do mundo.

Sofredores

Além da agonia com a classificação do time, entre a Sul-Americana e ameaça de rebaixamento, a torcida do Inter tem que agüentar do Grêmio a gozação pela repetição da entrega de resultados no fim dos jogos. Segundo os gremistas, a direção colorada vai pedir a FIFA que no próximo Brasileirão o segundo tempo tenha apenas 40 minutos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sábado/domingo

Tropa de elite

Já que São Paulo e Vasco não deram no couro nos jogos do meio de semana pela Sul-Americana, quem sabe a seleção brasileira mostra nosso bom futebol contra a Colômbia neste domingo, na estréia das eliminatórias para a Copa. O São Paulo fechou, diante do Milionários, seu terceiro jogo consecutivo com derrota. Celso Roth só não foi demitido do Vasco porque o poderoso Eurico pensa diferente em relação a treinadores. Vai dando corda até o cara se enforcar. O Vasco, derrotado pelos mexicanos do América, não vence há quatro partidas. Então é tudo com o Dunga e seus selecionados, o melhor que temos para o momento, na sua concepção.

Profetas do acontecido

Estão sendo classificados de preconceituosos e apressados em suas análises os que não gostam de Afonso e Wagner Love na seleção brasileira. A turma do beija-mão está sempre a postos. Aqui do meu cantinho da província me incluo entre os críticos destas duas convocações. E falo antes, corro o risco. É mais honesto assim. Depois da porta arrombada é bem mais fácil.

É Baier, é bom

O Goiás tem em Paulo Baier um dos melhores alas e meio campistas do futebol brasileiro na atualidade. Arma, desarma, marca gols, corre pelo campo todo como um garoto do começo ao fim da partida. Claro que falar neste excelente jogador para a seleção brasileira soa como uma heresia para aqueles que só têm olhos para o eixo. Uma pena que a fé na qualidade do futebol brasileiro ainda se mova pelo badalar dos sinos das catedrais cariocas e paulistas.

Causas e efeitos

O Avaí suou sangue para ganhar do Gama na sua luta contra o rebaixamento. Vitória que está sendo contestada pela turma de Brasília sob alegação que Jéferson Feijão, autor do único gol da partida, jogara no meio de semana pelo time B em Chapecó, na Copa Santa Catarina. A contestação até pode não ter fundamento, mas desnuda a desorganização e imprevidência do departamento de futebol avaiano e seus parceiros. Para completar, o técnico Alfredo Sampaio queria uma folga de seis dias no Rio de Janeiro, justo com o Avaí à beira do precipício e o time B entrando em campo no sábado contra o Figueirense pela Copa Santa Catarina.

Mulheres

Se depender das promessas que estão sendo feitas pela CBF e empresas de marketing esportivo, o futuro próximo do futebol feminino está garantido, ou pelo menos encaminhado. Tem Copa Brasil a partir do fim de outubro e campeonato brasileiro ano que vem. A conferir.

Homens

A Playboy tem vivido – e bem - nos últimos meses de Anas e Mônicas, dos campos de futebol e dos bastidores de Brasília. A primeira continua firme no seu propósito de voltar aos gramados como auxiliar de arbitragem. A segunda deixou o jornalismo pela rendosa profissão de pensionista de senador da República.

Anos dourados

Desde o final da década de 80, tempos gloriosos e de muitos títulos, o Joinville Esporte Clube nunca mais acertou o pé no futebol profissional. Pelo contrário, acumula fracassos de temporada em temporada, um mistério insondável para quem tem um estádio como a Arena e como sede uma cidade com o potencial de Joinville, a maior do estado e economicamente muito forte. O que pensará hoje Waldomiro Schutzler, o presidente da boa safra? José Elias Giuliari, se vivo fosse, assistiria passivamente a vertiginosa decadência do seu protegido?

CPIs

O Ministério do Esporte está arrolado entre os de maior volume de liberação de recursos para organizações não governamentais. Santa Catarina está no circuito da CPI das ONGs instalada recentemente. A senadora e bombeira do mal, Ideli Salvatti, se já não foi, será acionada para livrar a cara dos beneficiados por um considerável aporte de investimentos, cuja destinação não tem sido aquela proposta originalmente pelos projetos sob tutela do Ministério em questão.

Onda da imprensa

Os gaúchos ficaram ouriçados com a notícia de que o jogo contra a Argentina pela eliminatória da Copa seria em Porto Alegre. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já desmentiu, dizendo que foi fofoca de jornalista. A capital gaúcha pode receber Brasil x Peru, em 2009, ano em que o Inter comemora seu centenário.










quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Quinta-feira

O maior e melhor

Os jogadores convocados por Dunga para os primeiros jogos da eliminatória da Copa começavam a fazer as malas para a apresentação em Teresópolis e o Afonso já mandava seu recado. Marcou domingo sete gols em um jogo só pelo seu time, o Herewen, que ganhou de nove a zero de um adversário que não vale nem lembrar o nome. Quer dizer, Afonso chega ao Brasil com pinta de titular para começar o jogo contra a Colômbia. Se bem que o Dunga, muito compenetrado, disse que não é bem assim. A performance de um jogo só não significa muito, o que vale mesmo é a campanha de um campeonato inteiro, ou seja, os 34 gols marcados pelo atacante durante a temporada passada, quando se consagrou como um dos maiores artilheiros da Europa.

Goela abaixo

Pelo jeito só uma lesão séria afastará o grandalhão Afonso da seleção de Dunga. A mídia esportiva tem tratado o assunto como fato consumado, admitindo apenas a dúvida: titular ou reserva do Wagner Love. Nunca imaginei essa discussão com tais personagens pontuando programas e colunas de esporte nos principais centros futebolísticos do país.

Paletó na cadeira

Tenho lido no noticiário convencional do nosso dia a dia que Florianópolis terá cortes de energia na temporada, uma punição aos seus moradores e turistas, graças à imprevidência e omissão das autoridades do setor. Nossos principais veículos de comunicação têm reservado espaços minúsculos para o tamanho do despropósito, como se fosse coisa de pouca importância passar o verão no escuro, dia sim dia não. Melhor, desde já, é programar jogos do campeonato catarinense, que começa em janeiro, somente para as tardes de domingo. A não ser que a Federação Catarinense entenda que jogar em dias úteis à tarde tem lá o seu charme.

Feijão salvador

O agonizante time do Avaí continua respirando na série B sustentado pelo imponderável do futebol. Até esta sexta-feira a zona do rebaixamento fica ameaçadoramente no retrovisor, graças ao gol de Jéferson Feijão no finzinho do jogo contra o Gama. A pequena vantagem sobre São Caetano e Santo André, adversários na rodada, pode terminar e levar os avaianos de volta à rabeta da tabela.

Aridez doméstica

A FIFA acaba de divulgar a lista de pré-candidatos ao título de melhor jogador do mundo da temporada, incluindo Kaka, Ronaldinho e Juninho Pernambucano. A cada ano o torcedor brasileiro se enche de orgulho com a repetida presença de nossos craques nas indicações, sentimento oposto ao que toma conta das arquibancadas nos nossos campeonatos, graças à escassez cada vez maior de qualidade nos gramados do país.

Papo furado

Saiu Cuca, entrou Mário Sérgio, que pediu demissão para a volta do Cuca. Parece que a psicologia de boteco aplicada em Florianópolis, fracassou no vestiário botafoguense. Bebeto de Freitas e Carlos Montenegro parafrasearam Fernando Henrique Cardoso na base do “esqueçam o que dissemos”.

Confete e serpentina

Espalha-se como uma praga por todo o Brasil o silêncio ou a resposta desaforada às perguntas julgadas impertinentes por dirigentes e treinadores. Alguns chegam ao requinte de acusar repórteres de não conhecerem a intimidade do clube, desqualificando com isso qualquer tentativa de esclarecimento das questões do campo ou fora dele. Claro, com treinamentos e vestiários cada vez mais fechados, a curiosidade e a desconfiança só tendem a aumentar na mesma proporção em que os fatos mais corriqueiros são transformados em segredo de Estado. Aqui vale a surrada máxima: para merecer elogios é necessidade imperiosa saber conviver com a crítica.

Praga (ou idéia) do Juarez

Escreveu o companheiro César Valente em sua coluna do Diarinho que está a caminho de Florianópolis uma arena multiuso. É moda. Ficará ali no aterro da baía sul, entre o merdódromo, aquela coisa mal cheirosa, genial obra de engenharia na entrada da cidade, e o mausoléu chamado de Centrosul. Tudo com mudança de zoneamento, tal e cosa, sem nenhuma preocupação com o verde. Parece mandinga daquele sujeito chamado Juarez Silveira, ex-vereador que um dia praguejou contra a construção de parques em nossa cidade.







terça-feira, 9 de outubro de 2007

Terça-feira


Confraternização avaiana

Os torcedores do Avaí estão preparando uma grande festa para, no final do ano, homenagear o atual presidente do clube, João Nilson Zunino. Querem comemorar a perda de todos os títulos estaduais na sua gestão, o afastamento de qualquer competição nacional – fora do campeonato brasileiro - ou internacional e, sua grande conquista, uma vaga entre os rebaixados para a terceira divisão de 2008. A faixa de saudação está pronta e um busto – ou será uma lápide – já foi encomendado. Entre os convidados especiais estarão os gestores da parceria e o treinador Alfredo Sampaio merecedor, inclusive, de uma placa no estádio da Ressacada. Como prova irrefutável do espírito de esportividade do presidente e seus pares de diretoria – com aprovação dos sempre atentos conselheiros, claro – serão enviados convites ao co-irmão Figueirense.

Colesterol alto

O São Paulo começa a queimar gordura acumulada ao longo de 29 rodadas do campeonato brasileiro, uma garantia de tranqüilidade para sua torcida e promessa de título antecipado. As derrotas em seqüência para Flamengo e Corinthians foram normais, um dia o time tinha que perder. Campeão invicto, por enquanto, só o Inter de 1979. Anormal é a reação do técnico Muricy Ramalho após cada resultado negativo. Vira um poço de mau humor e falta de educação com respostas desaforadas nas entrevistas e mostra cara de “serial killer” pego em flagrante. Menos mal para os torcedores que o São Paulo ainda pode perder mais algumas gordurinhas até a consagração com o título de 2007, tempo para o Muricy assimilar a “filosofia” do ex-técnico Dino Sani: “em futebol se perde, se empata, se ganha”.

Má gestão

Um passarinho me contou que a forma perdulária como vem sendo tratado o Fundesporte está fazendo estragos e que já é visível o fundo do cofre. Tem gente que conseguiu captação junto às empresas e ainda não recebeu os valores correspondentes. Mesmo problema do voleibol masculino da Cimed, a espera dos repasses contratados através de convênio com a Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis.

Nível técnico

Apesar do equilíbrio na parte de baixo da tabela, agora são apenas duas as vagas para o rebaixamento na série A do campeonato brasileiro. América e Juventude garantiram honrosamente participação na série B do ano que vem. Sobram dois lugares para muitos candidatos: Paraná, Goiás, Corinthians, Atlético Mineiro e Náutico são os mais próximos das vagas restantes. Figueirense, Atlético PR, Vasco – quem diria – Inter e Flamengo estão na zona de risco. Faltando nove rodadas para o final, os números deste nivelamento rasteiro são impressionantes: dois rebaixamentos confirmados e dez entre os dezoito que sobraram nesta série A com as barbas de molho.

Big Brother

Os jogadores brasileiros ainda não se deram conta de que hoje são vigiados durante 90 minutos mais os acréscimos nas partidas de futebol. Têm câmeras de televisão por todos os cantos dos estádios flagrando as agressões cometidas fora do lance de bola. Como aconteceu com Gavilán, do Grêmio que, dentro da área, deu um soco nas costas do meia Valdívia, do Palmeiras, no jogo de sábado. Ou com o goleiro Dida, que na partida entre Celtic e Milan, pela Copa dos Campeões, simulou agressão de um torcedor que invadira o campo. Os clubes devem acrescentar um especialista em televisão às suas comissões técnicas para palestras regulares no vestiário. Os bandeirinhas também precisam ficar mais atentos. Afinal, eles/elas são auxiliares da arbitragem e não podem deixar passar lances como o do jogador gremista.

Impedimento

Ana Paula Oliveira, a bela, não tem sido escalada para jogos do campeonato brasileiro, em nenhuma de suas três divisões. Nada que preocupe a moça que hoje tem grana da Playboy na sua conta bancária e um contrato de tevê para comentar arbitragem. Quanto à primeira nova fonte de renda, tudo a favor. Agora, como bandeira em atividade, afastada apenas temporariamente está, por razões éticas, impedida de falar bem ou mal de seus companheiros de profissão.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sábado/domingo

Bênção do LHS

Vem aí o Gran Prix de futsal, competição internacional que reunirá as principais seleções do mundo em Joinville, Jaraguá do Sul e Lages. Pelo que se vê, até os lageanos estão contemplados com evento internacional, graças ao ginásio Jones Minosso, aquela praça esportiva modernosa que foi reconstruída após o desabamento em seguida aos Jogos Abertos de 2002. O governador Luiz Henrique recebeu com pompa e circunstância a turma do futsal na Casa D’Agronômica, quando saudou o Fundesporte, a mais nova galinha dos ovos de ouro do esporte catarinense. A utilização de recursos deste fundo depende de carta de captação liberada através da Secretaria de Cultura Turismo e Esporte, uma generosidade que tem se repetido a rodo, beneficiando figurinhas carimbadas e cidades satélites do Palácio. Os dirigentes esportivos de Florianópolis continuam vendo a banda passar, comandados por um ex-atleta olímpico, que até agora não disse a que veio.

Exemplo

Enquanto os administradores da Capital entregam o novo aterro da baía sul ao mato, ao lixo e à bandidagem, em Blumenau se faz diferente. A comunidade vai ganhar mais um espaço para lazer e esporte, no terreno onde funcionava a fábrica das gaitas Hering. É resultado da parceria entre o município e empresários locais.

Bênção papal

O catarinense Anderson, volante que andou pelo Inter, Juventude e Santos, está no Ancona, da terceira divisão italiana. Como o clube acaba de ser comprado pela Conferência Episcopal, Anderson virou empregado do Vaticano.

À moda Rojas

Dida, goleiro do Milan, imitou o chileno Rojas na encenação de quarta-feira, após levar o segundo gol do Celtic, no finalzinho do jogo pela Liga dos Campeões. Um torcedor invadiu o campo e, ao passar pelo brasileiro, tocou levemente em seu rosto. Dida deu alguns passos atrás do agressor e caiu no gramado pedindo substituição. O invasor foi identificado e punido com afastamento dos campos de futebol para o resto da vida, enquanto os jornais italianos desancavam a lenha no brasileiro, que também será penalizado (simulação) pela União Européia, junto com o Celtic, dono da casa. No Brasil acontecimentos como esses renderiam muita polêmica e pouco resultado prático, a julgar pelas ações da nossa justiça esportiva.

Shakspeare

O pleno do STJD alterou mais uma decisão de câmara e amenizou a pena do Coelho, aquele lateral atleticano que quase matou o cruzeirense Kerlon, autor do “drible da foca”. A suspensão de 120 dias foi transformada em cinco jogos, três já cumpridos. Tem sido assim no órgão máximo da justiça desportiva, amenizando decisões de primeira instância, um incentivo à violência nos gramados e desmoralização dos critérios mais rígidos utilizados por alguns árbitros para conter o anti-jogo. Coisas que a nossa vã filosofia não alcançará jamais.




Plim plim Dunga

O Jornal Nacional, aquela lacrimosa revistinha eletrônica de variedades, acaba de descobrir mais um craque para o time de Dunga. Trata-se de Luciano Emílio, atacante brasileiro que joga nos Estados Unidos pelo DC United. Luciano, ex-vendedor de picolé nos estádios do interior paulista tem 28 anos, é o artilheiro da liga local com 20 gols em 26 jogos pronto, portanto, para disputar uma posição na seleção brasileira com Afonso e Wagner Love. Aguardem a próxima convocação.

Pão e água

Os jogadores do Santa Cruz, líder do returno na segundona catarinense, estão passando o chapéu em São Francisco do Sul para continuar disputando a competição que classificará seu campeão para a elite do futebol catarinense. O alojamento é paupérrimo, com colchões espalhados pelo chão, de dia falta água, de noite falta luz e, alimento na mesa, só através de contribuições. Nas viagens, atletas e comissão técnica dividem pão com mortadela e pacotes de salgadinhos. Depois de tantas falências, desistências e manifestações explícitas de desorganização, a segunda divisão de Santa Catarina pode reivindicar inscrição no livro dos recordes, como o campeonato mais miserável e apatifado do planeta. Para orgulho da Federação Catarinense e seus dirigentes, um deles o vice da CBF para a região sul.




quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Quinta-feira

Puxa-sacos I

Cada vez que, por dever de ofício vejo pelo menos parte do “Bem Amigos”, programa da Sportv comandado pelo Galvão Bueno – e que melhora duzentos por cento quando ele está fora acompanhando a Fórmula I -, aumento minha irritação com o bando de beija-mãos que envergonham a classe jornalística. E olha que tem gente de renome nesse grupo de bajuladores. E não se trata de manter a classe diante de certos entrevistados, é puxa-saquismo mesmo. Falo da última segunda-feira, quando Dunga foi ao programa para defender algumas teses estapafúrdias e para explicar o inexplicável.

Puxa-sacos II

A questão do Alexandre Pato, por exemplo, é de um primarismo bárbaro. O menino, como gosta de salientar o técnico da seleção brasileira para dizer que ele não está “pronto”, apesar da pouca idade já disputou Mundial de Clubes, Recopa, Mundial Sub-20 e, no total, por inteiro, 14 dos 28 jogos em que começou como titular pelo Inter. Não está sendo aproveitado em partidas oficiais pelo Milan porque, quando contratado, não tinha 18 anos. Mas, tem jogado amistosos e já mostrou o que vale, inclusive marcando gol, como grande atacante que é. E lembram das embaixadinhas com o ombro no Mundial no Japão, uma variação interessante do “drible da foca”? Dunga não deve ter visto. Fiquemos com o Afonso.

Puxa-sacos III

Se for verdade que Deus limitou a inteligência, mas não limitou a burrice, então estamos contestando a pessoa certa, no momento adequado. Seleção, segundo até os piores dicionários disponíveis nas boas casas do ramo, quer dizer escolha dos melhores. No caso presente, estamos falando dos melhores atletas. Rogério Ceni, hoje um dos grandes goleiros do mundo, é outro que não tem vez na seleção do Dunga, que prefere o inseguro Doni. No entanto, o tapete vermelho estendido para o técnico por jornalistas amarelões, segrega qualquer possibilidade de argumentações inteligentes. Na verdade são todos bem amigos.

Sem teto

Escrevi na coluna anterior sobre a segundona gaúcha e a falta de condições dos estádios dos classificados para a primeira divisão em 2008. As observações estavam corretas, tanto que Inter de Santa Maria e Sapucaiense terão que arrumar casa para morar. Ao primeiro estão sendo exigidas reformas no alambrado, nas arquibancadas, com ampliação de capacidade e troca de gramado, hoje careca e cheio de buracos. Parece mentira, mas esse é o estádio de um clube de clube profissional. O representante de Sapucaia terá que alugar um estádio para jogar o campeonato gaúcho, optando entre duas universidades, PUC ou Unisinos. E o campeão da nossa segunda divisão? Será que também vai virar inquilino?

Ibope

Inconformado com os últimos resultados, principalmente a eliminação da Copa Sul-Americana, o homem do futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, chamou os jogadores do seu time de covardes. Está explicada a demissão de Cuca. Dormia com o inimigo, junto com o presidente Bebeto de Freitas.

Day after

Abel Braga voltou ao Inter como salvador. Está virando vilão – cinco pontos em 18 disputados - por ter um bom grupo e não conseguir montar um time. Se perder para o Figueirense de Gallo hoje à noite, fecha o ciclo da tragicomédia colorada promovida pelo Abelão. E Alexandre Gallo, que saiu do Beira Rio escorraçado, dormirá o sono dos anjos no berço da vingança.

Pinóquios

As meninas da seleção brasileira de futebol voltaram ao Brasil e foram recepcionadas no aeroporto de São Paulo apenas por amigos, alguns parentes e passageiros em trânsito. Não demorou muito para que as promessas de apoio virassem uma grossa mentira. Apenas o tempo necessário para que as vice-campeãs mundiais pisassem o chão pátrio.

Parabéns

Com muito esforço e dedicação de seus dirigentes, Conselho Deliberativo, comissão técnica e alguns jogadores, o Avaí está próximo de alcançar seu objetivo, o rebaixamento para a terceira divisão do campeonato brasileiro. A torcida penhorada agradece principalmente ao presidente João Nilson Zunino, o mais vencedor de todos os presidentes avaianos. Merece ficar no cargo por mais alguns anos, até apagar definitivamente o Avaí do mapa do futebol brasileiro.







terça-feira, 2 de outubro de 2007

Terça-feira

Acredite, se quiser

A derrota da seleção brasileira para a Alemanha na final do Mundial de futebol feminino vai se repetir sempre que estas duas seleções se enfrentarem Ou pelo menos enquanto não passar de promessa o apoio que as meninas necessitam, e não só em períodos de competições internacionais. Minutos antes da partida decisiva o Ministro do Esporte, Orlando Silva, aproveitou o momento para, pela enésima vez, garantir no futuro mais apoio ao futebol feminino, acenando com estrutura compatível com o status alcançado pelo esporte no cenário mundial, além da organização de campeonatos por todo o país. Anotem: o Ministro Orlando fez a promessa em 30 de setembro de 2007.

Não vejo, não ouço...

Estava em Porto Alegre no último final de semana e pude acompanhar a decisão da segundona gaúcha que classificou Sapucaiense e Inter de Santa Maria para a primeira divisão em 2008. Não entendo com a Federação Gaúcha libera certos estádios para o futebol, como os que serviram de palco para os jogos decisivos, em Santa Maria e Sapucaia. Lá como aqui, não há o mínimo respeito pelas leis que regem a organização de competições, como o Estatuto doTorcedor, por exemplo. Houve invasão de campo, briga de torcidas, interrupção de jogo e tudo o mais que coloca em risco a segurança de público, atletas e arbitragem. Culpa da mídia que privilegia o noticiário oba-oba e ignora o interesse comunitário, no caso o torcedor e espetáculos organizados.

Vingança

Tivesse a diretoria do Figueirense planejado um troco ao técnico Dorival Júnior, que saiu brigado do Scarpelli, não teria dado tão certo. O Cruzeiro não só perdeu o jogo aos 47 do segundo tempo, de virada, como viu o São Paulo ficar 12 pontos a frente, praticamente sacramentando o título de 2007. Foi tudo de improviso, ao sabor do imponderável sempre presente em jogos de futebol, combinado com a vitória do São Paulo sobre o Inter no Beira-Rio. Agora a bronca é com Alexandre Gallo, que na quinta-feira tenta em Florianópolis uma vitória sobre o time gaúcho cujo técnico, Abel Braga, tirou o emprego do atual treinador do Figueirense. Sm falar nas vaias que tomou no Beira-Rio.

Engarrafamento

São muitas as candidaturas a sedes para a Copa de 2014 e bastante diversificadas as rivalidades e interesses em jogo. Caso de Florianópolis, com o projeto do novo estádio do Figueirense, ameaçado por uma ONG que vê problemas com a mudança de zoneamento. O Avaí já se apresentou como alternativa e garantindo que entregou o caderno de encargos à CBF. A Ressacada até pode sofrer alterações para se enquadrar nas exigências da FIFA. Mas, e o trânsito? Como será que assunto tão grave como esse – particularmente para o sul da Ilha, onde se localizam o estádio e o aeroporto – está sendo tratado?

Carro anfíbio

Normal a vitória do inglês Lewis Hamilton no GP de Fórmula I do Japão, virtual campeão da temporada. Anormal é a cabeça dos homens que dirigem esta categoria do automobilismo, rigorosos no cumprimento de regulamentos, absolutamente frouxos no respeito à vida humana. Compromissos comerciais estão acima de qualquer risco que ameaçam pilotos obrigados a correr sob temporal e pista alagada, com acidentes a cada volta.

Tigre domesticado

A torcida do Criciúma enlouqueceu sábado, após o empate com o Remo no Heriberto Hulse. Um grupo insano perseguiu jogadores fora do estádio e quase provocou uma tragédia. Moacir Fernandes, o presidente do clube, teve que intervir, pedindo calma e paciência, diante do inconformismo generalizado que tomou conta de torcedores e da imprensa local. Desde a demissão do técnico Gelson Silva, quando os criciumenses festejavam a liderança, o Tigre perdeu a força e a ferocidade com que enfrentava seus adversários, dentro e fora de casa.

Matemática

O jornalismo esportivo brasileiro fez as contas na rodada do final de semana para chegar à segunda-feira comentando a diminuição da vantagem de nove para seis pontos do líder São Paulo. Ou seja, os paulistas perderiam em Porto Alegre e o Cruzeiro passaria pelo Figueirense. Deu tudo ao contrário, para infelicidade de gaúchos e mineiros.








sábado, 29 de setembro de 2007

Sábado/domingo

A foca e a vaca

As páginas esportivas de jornais e programas de televisão continuam discutindo o embate, dentro e fora do campo, entre o talento para jogadas bonitas e a grossura de alguns brucutus que infestam o futebol brasileiro. A origem desta interminável polêmica – já ocupou espaços em outras oportunidades com personagens diferentes – é o drible da foca Kerlon, atacante do Cruzeiro. Até o Dunga vociferou contra a habilidade, opinião levada para a sua lista de convocados. A mais nova contribuição para alimentar este tititi saiu dos pés de Marta, atacante da seleção brasileira feminina, que aplicou o drible da vaca na sua marcadora e fez um golaço contra os Estados Unidos. O que, na verdade, soa como provocação no gramado? Um lance de habilidade, uma jogada desconcertante, ou o que fez o troglodita Aloísio, do São Paulo, contra o Boca Júniors no Morumbi, ao levar a bola para junto da bandeira de escanteio buscando matar o tempo?

Surpresa, sim

A maioria de jornalistas esportivos de todo o país classificou como coerente e sem surpresas a convocação “estrangeira” de Dunga para as eliminatórias. Coerente até pode ser, já que o treinador manteve suas convicções confirmando Fernando para o meio campo e Afonso para o ataque, pasmem, como reserva de Wagner Love, outra convocação injustificável.. O espanto vem justamente no chamado destes jogadores. Ou alguém duvida da existência de, no mínimo meia dúzia de nomes melhores dos que estas opções do técnico? Estão lá mesmo na Europa, pois os times daqui não podem ser desfalcados na reta final do campeonato brasileiro.

Brasileiros

O Figueirense está com água pelo pescoço e precisa de um bom resultado neste domingo contra o Cruzeiro em BH. A projeção, em caso até mesmo de um empate, é ameaçadora para as pretensões de quem pretende fugir da zona de rebaixamento. Tereemos o embalo e a qualidade do time dirigido por Dorival Júnior, vice-líder incontestável, contra a irregularidade de rendimento do grupo agora nas mãos de Gallo. É raposa no galinheiro. O Avaí segue esperneando para ficar na série B, missão que será posta à prova em Fortaleza diante do Ceará. Diferente do Criciúma, ex-líder, hoje quinto colocado, jogando contra o Remo, vice-lanterna. Sustos e aflições para torcidas catarinenses, com o pé atrás por razões distintas, mas apavoradas com os efeitos de eventuais derrotas na rodada do final de semana.

Morte anunciada

Torcedores blumenauenses choram a derrubada do estádio Aderbal Ramos da Silva, último resquício de futebol profissional na cidade. Falta pouco para desaparecer e, o que resta, está nas mãos do combalido Metropolitano. É batalha perdida. Blumenau, seu povo, empresários e autoridades, fizeram uma opção clara por outros esportes. O futebol aos poucos e, irreversivelmente, vai desaparecer dos corações e mentes da população que prefere lotar ginásios para assistir modalidades campeãs.

Hora e a vez do Mário

Cuca e o Botafogo seguem amaldiçoados pela síndrome das decisões. O time é bom, joga bonito, mas amarela na hora do vamos ver, como aconteceu quinta-feira contra o River em Buenos Aires. Copa do Brasil, Estadual, Copa Sul-Americana, o Botafogo não escolhe mais competição para perder. Agora quero ver o Mário Sérgio no lugar do Cuca fazer no Rio o que fazia em Florianópolis com a imprensa e a torcida do Figueirense.

Caranguejo

Dirigentes de fundações estão reclamando dos novos critérios estabelecidos pela Fesporte para apontar os campeões de Olesc, Joguinhos e Jogos Abertos. Número de medalhas, ao invés da pontuação, foi a escolha da instituição aprovada no Conselho Estadual de Desportos. Até hoje não entendo a intromissão do Conselho em regulamentos de competição, mas como a Fesporte sempre se submeteu às opiniões distantes da realidade dos eventos que promove, volta e meia dá pra trás e continua sem ouvir quem realmente tem a ver com o assunto.

Filme antigo

E triste. É a discussão em torno do projeto para o novo estádio do Figueirense e seu impacto para a cidade. O clube tratou rápido de alguns esclarecimentos. A Operação Moeda Verde, desencadeada recentemente pela Polícia Federal, serviu de alerta ao escancarar como funcionam mecanismos cujos interesses raramente coincidem com os da população de Florianópolis.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Quinta-feira

Dito pelo não dito

A CBF, promotora de um dos campeonatos mais importantes do mundo, até hoje não se pronunciou sobre os acontecimentos do Brasileirão 2005. O Clube dos 13 mantém-se à distância e também não se manifesta sobre as suspeitas que envolvem o Corinthians e sua mafiosa administração. Fica mais fácil para as autoridades competentes e assemelhados, simplesmente chamar de gagá o ex-presidente corintiano, Alberto Dualib, que disse em alto e bom som que o seu clube ganhou roubado o campeonato em questão. Mesmo porque, garantem os que preferem empurrar tudo para baixo do tapete, como vem sendo feito desde aquela época, não há comprovação de dolo. E, ainda que houvesse, completa este humilde escriba, não aconteceria nada. Estamos no Brasil. Na Itália, França e Espanha grandes clubes perderam títulos e foram parar na segunda divisão. Aqui, de concreto ficamos com a estapafúrdia e arbitrária decisão do´então presidente do STJD, Luís Zveiter, que optou pela repetição de onze jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho.

Errei

A propósito, quero corrigir informação que passei na coluna anterior, debitando na já deficitária conta do Edílson, o erro no jogo entre Corinthians e Internacional. Na verdade o autor da mancada foi o mineiro Márcio Rezende de Freitas, um dos que passou pela Federação Catarinense sem acrescentar nada, a não ser a marca de sua aposentadoria, generosidade do doutor Delfim, repetida mais tarde com o carioca Wagner Tardelli.

Administração séria

O Campeão da Copa Santa Catarina, que começa daqui a dez dias, disputará a Copa Sul-Brasileira com os vencedores do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Ao campeão desta caberão R$ 30 mil, e ao vice, R$ 20 mil. E o primeiro colocado da nossa copinha, vai ganhar o que? No máximo um troféu e congratulações, pois o doutor Delfim, zeloso que é com os recursos da Federação que preside, não vai jogar dinheiro fora com um campeãozinho qualquer. Afinal, há investimentos mais sérios pela frente, como a conclusão da majestosa sede da FCF, no quintal da sua casa.

Peixe pequeno

Li, nas páginas do Diarinho, notícia sobre CPI na Fundação Municipal de Esportes de Bombinhas e superfaturamento nas contas da sonorização de um evento. Ora, meus amigos, isso é realmente uma bombinha, um traque. Uma verdadeira CPI do Esporte, abrangendo Estado e municípios, deixaria muita gente com os calções na mão.

Ronaldo$

Enquanto o vaiado Ronaldinho do Barcelona namora um salário de R$ 3,6 milhões mês no inglês Chelsea, o Ronaldo do Milan vive o reverso. O ex-Fenômeno passa pelo drama de mais uma lesão séria e de diagnóstico indefinido. Ronaldo já esteve no Brasil, com o médico da seleção, retornou à Itália e continua sem saber quando volta aos gramados.

Para homens

Por mais ufanista que pretenda ser, não consigo me entusiasmar com o futebol das meninas da seleção brasileira. Hoje pela manhã elas entram em campo na semifinal da Copa do Mundo contra os Estados Unidos. Torço pelo sucesso do time onde joga a catarinense Maicon, mas continuo achando que a praia das mulheres deve ser outra, não o futebol. Embora até os ranhetas velhinhos da FIFA já tenham se rendido aos encantos do “ludopédio” feminino.

Sobre mulheres

Tem livro novo na praça, escrito pelo companheiro e editor de esportes de Zero Hora, David Coimbra. Na tentativa de entender o universo feminino e explicar para seus companheiros de bancada, se meteu em uma longa pesquisa. Seu alvo: mulheres famosas e poderosas de todos os tempos, tais como Mata Hari, Ródope, Teodora, Salomé, Frinéia, Cleópatra, Dama das Camélias, Catarina de Médici, entre outras. O resultado (ele se rende à supremacia feminina e jura que devemos a elas o desenvolvimento da civilização) está em “Jogo de Damas”, edição caprichada da L&PM, com ilustrações do Edgar Vasquez. Há capítulos como “A Maior Devassa da Civilização” ou “O Maior Corno da História”. Já li outras coisas do David, o cara é bom de bola. Em tempo: David Coimbra, antes da editoria e colunas em ZH, exercitou seu talento como repórter da sucursal da RBS em Criciúma.




terça-feira, 25 de setembro de 2007

Terça-feira

O que faz a diferença

O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, assinou domingo a ordem de serviço para as obras de recuperação do ginásio “Galegão”. Trata-se de um investimento de R$ 5 milhões que capacitará aquela antiga praça esportiva para voltar a receber cerca de três mil espectadores, em shows ou competições. É mais um equipamento integrado ao Parque Vila Germânica, para dar suporte ao desenvolvimento das atividades culturais e esportivas da região, com parte dos recursos repassada pelo Fundesporte, com captação entre mais de 20 empresas. Tem sido essa a resposta à comunidade também em cidades de pequeno e médio porte por toda Santa Catarina. Menos na capital do Estado, entregue a especulação imobiliária, ao descaso do governo estadual e à incompetência de seus administradores do esporte e do município.

É o fim

A derrota brasileira para a Áustria por 4 a 1, em Insbruck, mantém nosso tênis no zonal americano da Copa Davis, enquanto os austríacos voltam ao grupo de elite. Está acabando um período de ouro para o Brasil e, com ele, o interesse no país por uma modalidade que vive de ciclos e de raros talentos. Teve Thomaz Koch junto com Maria Éster Bueno, depois Marcos Hocevar, Luís Mattar e, por último, o brilho catarinense com Guga Kuerten.

Brasileiros

O Figueirense perdeu naturalmente para o São Paulo e ficou, junto com Goiás e Flamengo, a um ponto do rebaixamento: 34 a 33 pontos do Corinthians, que empata com Atlético MG e Náutico, mas perde no critério técnico. É crítico para quem na próxima rodada precisa enfrentar o Cruzeiro em Belo Horizonte. Ganhando do CRB em Florianópolis o Avaí botou a cabeça fora da água na série B e subiu duas posições. Com 34 pontos, dois acima do Paulista, primeiro rebaixado, os avaianos continuam alertas, pois agora jogarão fora contra Ceará, inimigo direto, e o vice-líder Ipatinga. O Criciúma perdeu de novo, mas segue em quarto lugar classificado para a série A, empatado em 41 pontos com o Vitória e Portuguesa, e um ponto apenas a frente do Brasiliense. O técnico Roberto Cavalo espera reagir em casa na seqüência contra Remo e o próprio Brasiliense. Como queimou as gorduras que acumulara liderando 18 rodadas, tropeço em um destes dois jogos reduz chances de classificação a quase zero.

Na cabeça

A semana correu com discussões envolvendo galo, coelho, raposa e foca, como se o noticiário tratasse daquela loteria não oficial cujos resultados todo mundo toma conhecimento e sabe onde apostar. A polêmica em questão, provocada pelo “drible da foca”, aplicado pelo cruzeirense Kerlon em cima do atleticano Coelho, acabou revelando dados interessantes sobre o campeonato brasileiro. Levantamento feito por jornal paulista denuncia que somos os mais violentos, com média altíssima de 44 faltas por jogo, contra 39 na Espanha, 38 da Itália e 24 na Inglaterra. A conclusão básica é que os jogadores não se respeitam e há treinadores orientando para o jogo violento. Ninguém esquece Joel Santana, à beira do gramado, mandando seus comandados no Flamengo responderem com “porrada” às gracinhas adversárias. Foi absolvido no STJD.

Na lama

O ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, em uma de suas declarações gravadas pela Polícia Federal, afirma que o seu clube ganhou o título brasileiro de 2005 roubado. Foi, realmente, uma competição cercada de suspeitas, com participação direta do árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que acabou preso e banido do futebol. Onze jogos apitados por Edílson foram repetidos e Márcio Rezende de Freitas, o mineiro que se aposentou na Federação Catarinense sob os auspícios do doutor Delfim, deixou de marcar um pênalti (jogo em 1 a 1) a favor do Internacional e expulsou Tinga. Márcio alegou que o jogador colorado teria simulado uma falta em lance envolvendo o goleiro Fábio Costa, na época no Corinthians. Erro mais tarde assumido publicamente pelo árbitro.

Na contramão

Os clubes com melhor estrutura dão muita sustentação às divisões de base, revelam talentos e fazem bons negócios. Em alguns casos e somando essa a outras medidas administrativas, o resultado é compensador, garantindo inclusive lastro para montagem de boas equipes. Quem não age assim, preferindo abrir as portas a jogadores de empresários ou parcerias mal explicadas, termina por dilapidar o patrimônio do clube e fica décadas sem uma única conquista. Avaí, Marcílio Dias e Joinville estão nessa turma.

sábado, 22 de setembro de 2007

Sábado/domingo

Argentina 3 x 1 Brasil

Só o Botafogo conseguiu passar pelos argentinos no confronto da quarta-feira, e assim mesmo com uma vitória magrinha sobre o River Plate por 1 a 0. Tomara consiga segurar o time de Daniel Passarela em Buenos Aires, no Monumental de Nuñez. O incensado São Paulo parou no Boca Juniors, na Bombonera, e mesmo que tenha perdido somente por 2 a 1, terá que jogar muito mais no Morumbi para seguir adiante na Sul-americana.. Para o Vasco a missão é mais difícil, embora o Lanus não seja lá essas coisas. Mas, perdeu de 2 a 0, e reverter isso diante de uma equipe argentina, ainda que no Rio, é missão quase impossível. Pior fez o Goiás no Serra Dourada, diante do inexpressivo e desconhecido Arsenal, de Sarandi. Depois de virar o jogo para 2 a 1 com dois gols do eficientíssimo Paulo Baier, permitiu a reação do adversário em dois minutos, no finalzinho, e agora tem que reagir fora de casa. O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, se vivo fosse, veria sacramentada hoje sua máxima: diante de times argentinos assumimos nosso complexo de vira-latas.

Brasileiros

O Figueirense começa a série de dois jogos fora do Scarpelli enfrentando o São Paulo, mordido pela derrota em Buenos Aires. Imagino o humor do Muricy Ramalho. Vai querer descontar no Figueirense que joga sem o zagueiro Chicão, impulsionador do time. Ruy não tem feito falta, mas André Santos, na outra lateral, será ausência sentida, valendo o mesmo para o atacante Jean Carlos. Nesse jogo são mínimas as chances do representante catarinense na série A, que depois vai a Minas enfrentar o Cruzeiro. Na volta pode ter que encarar a ameaça do rebaixamento. Por incrível que pareça, o favorito nesta rodada é o Avaí, que joga na Ressacada contra o CRB. Se perder pode enrolar a bandeira a juntar todos os santos disponíveis para tentar permanecer na série B. O decadente Criciúma busca recuperação pelas mãos do caseiro Roberto Cavalo. Mas o jogo é fora, contra o Fortaleza, que precisa ganhar de qualquer jeito. Um sábado para aflição de três torcidas.

Bandeira branca

Caso a Malwee derrube os paulistas do Intelli neste sábado, em Jaraguá do Sul, teremos uma final catarinense na Liga de futsal. O Joinville, classificado depois de vencer o Orlândia, aguarda por esta decisão. Pelos antecedentes do confronto entre os representantes de Jaraguá e Joinville, a segurança terá trabalho nas duas arenas. Para evitar o pior será preciso hastear a bandeira da paz entre atletas e torcidas.

Sina

O goleiro Andrey, xodó do técnico Adilson Fernandes na sua passagem pelo Figueirense, come o pão amassado pelo diabo no Steua Bucarest, clube do futebol romeno e de propriedade do milionário dos imóveis, Gigi Becali. Com salários atrasados e sem receber 50% do valor da negociação feita pelo Grêmio, clube de onde saiu, Andrey vive aos 23 anos outra grande decepção de sua ainda incipiente carreira. Antes o jovem goleiro, na sua passagem pelo Figueirense, custou a ser aceito pela torcida que o vaiava em todos os jogos. Só ficou no Scarpelli e ganhou a confiança da arquibancada graças ao aval do treinador. Agora não admite deixar o Steua sem receber o que tem direito e já foi ameaçado, junto com a mulher, pelo dono do clube, de expulsão do apartamento onde moram.

Os melhores na pior

A assistente Ana Paula Oliveira e o árbitro gaúcho Leonardo Gaciba, caíram no teste com critérios estabelecidos pela FIFA e aplicado esta semana pela CBF. Rodaram na avaliação física. Gaciba, por dois anos consecutivos apontado como o melhor da arbitragem brasileira, foi reprovado pela segunda vez e justifica seu mau desempenho com um “bloqueio psicológico”. Ana Paula promete dar um tempo até o próximo teste. Não volta tão cedo.

Desastre

O Internacional tem bons jogadores, mas não tem time. É o que dizem os principais jornalistas gaúchos sobre o momento do grupo dirigido por Abel Braga, considerado um dos principais responsáveis por esta indefinição, junto com o antecessor Alexandre Gallo. Fracassos no campeonato gaúcho, Libertadores e a péssima campanha no Brasileirão, já apagaram a euforia pelas conquistas de 2006.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Quinta-feira

Obscurantismo

Futebol tem regras que, se obedecidas e respeitadas como se faz com a Constituição de um país, assistiríamos a espetáculos limpos e sem violência, dentro e fora dos gramados. Mas, estamos no Brasil, onde os jogadores habilidosos são caçados em campo em nome de um código criado pelos próprios profissionais da bola e que funciona na contramão das legislações esportivas e da ética. E pior: ganha guarida em alguns importantes segmentos da mídia esportiva brasileira. O “drible da foca”, inventado pelo atacante Kerlon, do Cruzeiro, de apenas 19 anos, é o exemplo pronto e acabado da intolerância e desobediência às leis do jogo. Domingo, no clássico mineiro, ao levantar a bola na cabeça e fazer embaixadas em direção à área do adversário, Kerlon foi agredido com falta violenta pelo lateral Coelho, além de ser ameaçado com mais agressões ao cair no gramado. Ouvi de vários jogadores, inclusive de Kleber, titular da seleção brasileira, o argumento de que houve falta de respeito por parte do atacante do Cruzeiro. Alguns jornalistas acompanharam esse raciocínio na polêmica criada em vários programas esportivos. Está liberada a temporada de caça aos jogadores talentosos e criativos. Pancada neles.

Inevitável

Dona Alice Kuerten, mãe do Guga, deu entrevista à TV Barriga Verde, em Florianópolis, lamentando que no Brasil os ídolos sejam rapidamente esquecidos. Ela reclamou por um tratamento mais respeitoso a Guga, principalmente por parte dos jornalistas. É possível que Dona Alice não esteja conseguindo conviver bem com o irreversível processo de aposentadoria do filho, fora até da disputa de duplas da Copa Davis. A registrar, isto sim, a omissão e inércia de autoridades e dirigentes esportivos que não souberam aproveitar o “momento Guga” para realizar um trabalho de crescimento do tênis brasileiro. Guga sai de cena sem deixar substituto à altura, o que deve deixar triste não só a sua mãe, mas todos os que gostam deste esporte ou dele tomaram conhecimento por causa dos feitos do manezinho de Floripa.

Ah, essa cartolagem

Tiago Camilo, campeão pan-americano e mundial de judô, eleito o melhor judoca do Mundial (ganhou suas sete lutas por ippon, golpe máximo) encerrado domingo no Rio, não tem vaga garantida para a Olimpíada de Pequim. Terá que passar por uma seletiva no Brasil.
Caso de polícia

Alberto Dualib e Nesi Curi, presidente e vice do Corinthians, foram afastados do clube por uma comissão processante do Conselho Deliberativo. Lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, no período em que durou a parceria com a MSI, estão entre os crimes praticados pela dupla que ainda pode tentar reverter a situação defendendo-se em reunião do Conselho. A cara de pau dos dois não deve chegar a tanto. Renúncia será o caminho e depois a justiça comum tomará conta deles.
Na tampa

O jornalista Juca Kfouri, corintiano assumido e um dos primeiros a duvidar da honestidade da parceria com a MSI, classificou como oportuníssimo o nome de Perestroika (reestruturação em russo) utilizado pela Polícia Federal para a operação que desvendou as maracutaias de Dualib e seus asseclas. É disso que o futebol brasileiro está precisando, diz Juca. Complemento acrescentando que a PF poderia estender esse tipo de operação a outros clubes e algumas federações estaduais. Deixaria muita gente com as barbas de molho.
Final catarinense

Como o futebol não dá no couro, o futsal do Joinville se encarrega de salvar a moral da pensão, garantindo vaga na final da Liga, graças ao empate de 1 a 1 com a Ulbra, em Canoas. Uma decisão catarina depende da Malwee, que sábado enfrenta o Orlândia em Jaraguá do Sul.
Lusitanas

Até a tentativa de agressão a Dragutinovic, jogador da Sérvia, Felipão era chamado pelos portugueses de bestial (gênio). Agora o brasileiro virou besta (estúpido).
A propósito

A nadadora brasileira que está sendo investigada pela Federação Internacional de Natação (Fina) por causa do excesso de hormônio masculino (testosterona) detectado em um exame de 2006, mede 1,85 metros e pesa 82 quilos. No braço direito tem tatuada a frase do nosso hino “Gigante pela própria natureza”.







terça-feira, 18 de setembro de 2007

Terça-feirs

Nova ordem

Os principais clubes europeus pertencentes ao chamado G-14 lideram movimento contra a União Européia de Futebol Associado (Uefa). A maior reivindicação é por voz e voto em assuntos decididos unilateralmente pela entidade. Os clubes brasileiros deveriam fazer o mesmo, mas preferem continuar comendo pela mão da CBF e federações estaduais.

Estrangeirice

Dunga disse em Porto Alegre que o grupo para começar as eliminatórias da Copa está praticamente fechado. Os goleiros devem ser Doni e Júlio César, com possibilidade ainda para Elton ou Gomes, todos na Europa. Tudo indica que bom pra seleção é quem atua no exterior. Exemplo: Rogério Ceni, do São Paulo, e Paulo Baier, em excelente fase no Goiás, jogadores modernos e destaques hoje no futebol brasileiro, jamais terão chance com o atual técnico da seleção brasileira.

Troféu nepotismo

O campeonato estadual feminino, anunciado para começar em outubro, terá um troféu com o nome de Ilka Peixoto, mulher do presidente da Federação, o doutor Delfim. Deve ser por relevantes serviços prestados ao futebol catarinense.

Promessas vãs I

O novo diretor da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, deitou falação ao assumir prometendo afastar por um período os maus árbitros, incluindo aqueles reprovados em testes aplicados recentemente. Wagner Tardelli, um dos piores na prova, apitou domingo Atlético Paranaense x Palmeiras.

Promessas vãs II

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, está mesmo entusiasmado com a prometida grande obra do estádio Hercílio Luz. Já fala em sede para a Copa de 2014, segundo informou o Aldinho em sua coluna de ontem no Diarinho. É aí que mora o perigo. Parem de enganar o povo, as sedes da Copa no Brasil já estão definidas. E a obra do Marcílio Dias, para consumo doméstico, ainda nem começou.

Faixa enlameada

Recomendo leitura da revista Veja desta semana com reportagem sobe as falcatruas dos dirigentes do Corinthians na parceria com a MSI. Há um episódio envolvendo o então palaciano petista José Dirceu. E novas gravações liberadas pela Polícia Federal, divulgadas ontem, incriminam o deputado paulista pelo PT, Vicente Cândido. Lembrando dos acontecimentos de 2005 no futebol brasileiro o quebra-cabeça começa a ser montado. Agora se sabe como o Corinthians ganhou o título brasileiro daquele ano.

Brasileiros

O Figueirense passou pelo Juventude na estréia do técnico Alexandre Gallo com uma pequena mãozinha do clube gaúcho que teve um jogador expulso aos 30 minutos do primeiro tempo. Melhorou um pouco na tabela, mas ainda segue próximo do rebaixamento, com dois jogos fora na seqüência: São Paulo e Cruzeiro. Na série B o Avaí outra vez, remou, remou, e perdeu dois pontos ao empatar em Belém com o vice-lanterna. Criciúma torce por uma boa estréia de Cavalo e sua equipe em Fortaleza. Nova derrota tira, pela primeira vez, o representante catarinense da zona de classificação para a série A.

Aposentadoria

Guga deixa as quadras até o final do ano. Deu para sentir isso na sua entrevista no Rio de Janeiro à Rádio CBN, quando reconheceu não ter mais a mobilidade dos bons tempos. O tênis brasileiro ficará sem um herdeiro à altura, pela falta de um trabalho consistente para descoberta e sustentação de talentos.

Desinformação

A volta de Nilmar ao Internacional gerou reações curiosas – para não dizer outra coisa – em alguns segmentos da mídia esportiva paulista. Acham pequena a vitrine proporcionada pelo futebol gaúcho, esquecendo os críticos de alguns detalhes importantes: estão no Rio Grande do Sul, com Inter e Grêmio o último título do Mundial de Clubes, da Libertadores e um vice desta competição sul-americana. E ninguém vendeu mais jogadores para o exterior nos últimos anos: Daniel Carvalho, Rafael Sobis, Luís Adriano, Alexandre Pato e o próprio Nilmar saíram das divisões de base do Beira Rio, Lucas e Carlos Eduardo do Olímpico.

Descrédito

O jornal londrino “The Times” elaborou relação com os 50 melhores treinadores das últimas décadas. O holandês Rinus Michels é o primeiro da lista e o futebol brasileiro, cinco vezes campeão mundial, aparece somente em 14º com Zagalo, 18º com Felipão e 25º com Telê Santana.

sábado, 15 de setembro de 2007

Sábado/domingo

Crônica policial

Lavagem de dinheiro, evasão de divisas, suborno a fiscal da Receita Federal, pagamentos a jogadores com contas no exterior, transações obscuras e outros crimes menores, são denúncias que hoje envolvem o Corinthians e correm paralelamente às notícias de corrupção no parlamento brasileiro. São fatos, não versões, com encaixe perfeito na maioria das instituições esportivas brasileiras ligadas ou não ao futebol profissional. Nada disso acontece por acaso. Basta lembrar da CPI do Futebol, cujo relator foi o ex-senador catarinense, ali de Tubarão, o médico pediatra Geraldo Althoff. Investigações colocaram sob suspeita os presidentes das federações do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina – para ficar apenas aqui no sul -, entre outros cartolas, incluindo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A Bancada da Bola, atuando coordenadamente na Câmara e Senado, orientada nos bastidores por Eurico Miranda, defendeu com sucesso interesses escusos da cartolagem e de parlamentares, garantindo um desonroso zero a zero e o conseqüente sumiço da CPI.

Daqui não saio

Li na coluna do meu amigo Maceió, em A Notícia, que o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, reservou espaço na nova sede da entidade para colocar uma urna com suas cinzas. Quer dizer que nem morto o homem deixará a FCF onde está há 23 anos.

Haras

O presidente do Criciúma, Moacir Fernandes, não deixa passar o cavalo encilhado. Mandou embora Gelson Silva, treinador que levou o time à liderança da série B, mas começou a perder a mão. Trouxe René Weber, que não resistiu a duas derrotas e foi dispensado. Agora Moacir acredita ter colocado ordem na casa com a contratação de Roberto Cavalo e o irmão Cavalinho, seu inseparável auxiliar técnico.

Vagas em aberto

Depois de implantar a lei do silêncio na Ressacada, empatar com o Barueri fora de casa e derrubar o Criciúma da liderança, o técnico Alfredo Sampaio acha que o Avaí encontrou o caminho para fugir da terceira divisão. O adversário deste sábado foi o Remo, penúltimo colocado e com jogadores em greve por causa de salários atrasados. Depois do jogo, empate garantido e falando bastante, jogadores e comissão técnica foram unânimes: o Avaí perdeu dois pontos em Belém. Do jeito que ficou a tabela, Remo e Ituano são donos de duas das quatro vagas do rebaixamento. Faltam 14 rodadas e basta ganhar em casa para escapar.

Mar de Almirante

O Marcílio Dias parece navegar em águas tranqüilas, com técnico novo, contratação de muitos reforços e promessa de boa campanha na Copa Santa Catarina. Sem falar na animação com o apoio do governador Luiz Henrique para a anunciada reforma do estádio Hercílio Luz e sua transformação em arena moderna.

Homem ao mar

O governador Luiz Henrique acaba de ser agraciado com um troféu por seu apoio ao esporte. Leia-se torneio internacional de surfe disputado em São Francisco do Sul. Que bom que uma autoridade da importância do nosso governador tenha apreço por esportes marítimos. Falta agora o homem botar os pés em terra, onde tem muita gente esperando por ações do Estado na área esportiva, especialmente na Capital.

SOS Ideli

Quem sabe a nossa ativa e politicamente correta senadora Ideli Salvatti possa dar uma mãozinha. Afinal, ela já demonstrou vontade em ajudar na pretensão de Florianópolis como uma das sedes para a Copa de 2014. E olha que até essa semana andava ocupada até o pescoço na tentativa de salvar a pele do seu ínclito colega Renan Calheiros. Missão cumprida e, oportunista como ninguém, talvez nossa (deles) senadora encontre espaço em sua agenda para alguma atividade, digamos, mais altruísta. Aí, pensando bem (ou mal), de olhos e nariz tapados, e fazendo uma releitura de meus conceitos sobre democracia, votaria nela outra vez.

Benção, padrinho

Célio Amorim, árbitro de Itajaí, é candidato ao escudo da FIFA. Previsão do doutor Delfim, apostando muito nas qualidades do seu mais novo afilhado, por enquanto novidade para quem acompanha o desempenho do rapaz em gramados catarinenses.

Pianço proibido

O meia Luís André, do Criciúma, foi pego no antidoping realizado após o jogo contra o Barueri. Ele usa bombinha contra asma, explica o clube.




quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Quinta-feira

Queda livre

O Criciúma pode terminar a 25ª rodada da série B em quarto lugar, atrás de Coritiba, Ipatinga e Brasiliense. Sem contar a perigosa aproximação de outras equipes, uma séria ameaça às pretensões do representante catarinense de chegar à série A do Brasileirão. São as conseqüências para uma equipe que nos últimos 27 pontos disputados conquistou apenas cinco. Isso depois de liderar a competição por 18 rodadas. Com a derrota para o Ipatinga na terça-feira, dentro do Heriberto Hulse, o técnico René Weber, além de vaias ouviu constrangido o coro das arquibancadas pedindo a volta de Gelson Silva. René dirigiu o time em apenas dois jogos, perdeu os dois e já foi substituído por Roberto Cavalo.

Contradições

O técnico Alexandre Gallo chegou a Florianópolis para substituir Mário Sérgio no Figueirense com bico muito comprido para um tucano tão novo, iniciante que é na profissão. Gallo trouxe com ele três auxiliares técnicos. Como o clube tem alegado escassez de recursos para a contratação de reforços, uma comissão técnica de luxo deve custar barato.

Rebecão

A Federação Internacional de Natação (Fina) quer investigar a nadadora Rebeca Gusmão, campeã dos 50 e 100 metros livres e primeira brasileira a conquistar medalha de ouro no Pan. Rebeca, que semana passada se sentiu mal após uma prova no Troféu José Finkel, em Florianópolis, teve índices anormais de testosterona – hormônio masculino – no exame antidoping realizado em maio de 2006. Além disso, a atleta apresenta desenvolvimento físico acima do normal para sua idade.

Primeira impressão

Sérgio Corrêa, o novo presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol (Conaf), mostrou a cara pela primeira vez segunda-feira à noite, no programa “Bem Amigos” da Sportv. Sem Galvão Bueno, os convidados puderam falar e perguntar bastante em cima de lances polêmicos editados especialmente para explorar a presença de Sérgio, que também falou a vontade, sem omitir nomes ou situações constrangedoras para alguns árbitros. Somando e dividindo parece que o homem é exibido e falastrão, comportamento inadequado para o cargo que exerce.

Esporte franciscano

Várias cidades do interior do Estado, especialmente Brusque, Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville, têm abrigado competições importantes para o esporte amador. Handebol, vôlei e futsal são as mais contempladas, com aproveitamento de equipamentos esportivos adequados. Em Florianópolis, fora a natação no Complexo Aquático da Unisul, continuamos abaixo do rabo do cachorro, graças à inércia total das fundações do Estado e Município. Um dos poucos eventos destinados à Capital, a Maratona Internacional, acaba de ser esvaziada pela Fesporte e jogada para novembro, quase final de temporada para os principais atletas da modalidade. Acabaram com a Maratoninha, alijando as crianças da competição, sendo que a premiação em dinheiro vale apenas para a Maratona. Os corredores da rústica receberão somente troféus e medalhas. E o Fundesporte?

Mídia da conveniência

Parte da mídia esportiva brasileira acaba de assistir a uma boa lição de jornalismo com as matérias publicadas pela Folha de São Paulo e assinadas pelo comentarista Juca Kfouri sobre a sujeirada da parceria Corinthians/MSI. Evasão de divisas e lavagem de dinheiro estão entre os crimes denunciados através de investigações da Polícia Federal e reveladas pelo jornal. Por muito menos, quase nada, aqui se proíbe a entrada de jornalistas em estádios, nega-se entrevistas e acesso de repórteres a atividades corriqueiras do dia a dia dos clubes.

Pesadelo leonino

O técnico Leão certamente não se encaixa entre os muitos brasileiros que enxergam Florianópolis e seus encantos como objeto de consumo. Simplesmente porque toda vez que vem aqui no campeonato brasileiro leva uma sapatada, tendo como algoz o Figueirense. Foi assim com o Santos, com o Palmeiras, quando sofreu uma goleada e perdeu o cargo e com o Atlético Mineiro, seu time da hora.

Raposas no galinheiro

O Ministério do Esporte formou comissões para investigar possíveis irregularidades nos contratos firmados para os Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro.


terça-feira, 11 de setembro de 2007

Terça-feira

Definições

O São Paulo já garantiu o título da série A do Brasileirão, deixando o restante da competição para a disputa por vagas na Libertadores e Sul-Americana. No pé da tabela o América de Natal é o primeiro rebaixado. Tirando o time do Muricy Ramalho o resto é farinha do mesmo saco. Apesar de alguns elencos mais fortes, o resultado em campo é de equilíbrio. Caso do Inter, por exemplo, que perdeu tempo com Gallo, agora no Figueira. O Botafogo, com futebol cantado em prosa e verso, começa a descer a ladeira, empurrado pelos maus resultados e indisciplina de seus principais jogadores. Fluminense, Vasco e Grêmio alternam altos e baixos, Cruzeiro e Palmeiras conseguem inesperada regularidade nas mãos de Dorival Júnior e Caio, duas revelações entre a safra de novos treinadores. O Santos voltou ao G-4. Quem perde hoje de goleada amanhã alcança resultado reabilitador. O vencedor espetacular de uma rodada, na outra toma um tranco do quase lanterna. É o diagrama de uma competição equilibrada do segundo até o décimo nono colocado.

Os nossos

Livre das invencionices e do mau humor de Mário Sérgio, o Figueirense mais uma vez derrubou Leão no Orlando Scarpelli. O Atlético Mineiro encontrou pela frente um time à base do feijão com arroz e despojado do preciosismo e arrogância do técnico anterior que vivia arrotando caviar. Na série B o Avaí isolou a imprensa, mas não melhorou a qualidade do seu futebol. Segue aos trancos e barrancos tentando se livrar do rebaixamento. O Criciúma queimou toda a gordura acumulada ao longo do primeiro turno e já deixou a liderança para o Coritiba. Acaba de trazer como reforço um atacante com nome de sanfoneiro, o Zé Raimundo, do conhecidíssimo Santa Quitéria, Maranhão.

Os deles

O Avaí viaja a Belém para enfrentar o Remo, um dos últimos colocados e em crise profunda. Depende das promessas de um patrocinador para salvar o clube da falência ou da venda de parte da sua sede social. O outro paraense, o Paysandu, não passou da primeira fase da série C. Agora faz viagens de até 14 horas de barco, aqueles onde o povo dorme em redes. Vai aos cafundós da região para jogar amistosos por uma cota de 13 mil reais com o angu garantido.

Várzea

Está certo que a seleção brasileira precisa fazer amistosos e faturar um troco. Daí a sujeitar o time de estrelas a um gramado de futebol americano adaptado para o futebol brasileiro vai uma distância grande. Do tamanho exato da ganância e despreparo dos administradores da CBF. Não são eles que torcem o pé, erram passes ou chutam de canela por causa dos buracos e outras irregularidades do campo. Agora vem o México, em Boston, amanhã, adversário mais difícil e que exige um palco melhor.

Perestroika

Os principais dirigentes corintianos da época da parceria com a MSI, Alberto Dualib e Renato Duprat, estão enrolados até o pescoço, acusados de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Aos poucos se descobrem os descaminhos traçados para a conquista do título brasileiro em 2005. Reportagem domingo, na Folha de São Paulo, assinada pelo jornalista Juca Kfouri revela, entre tantas operações fraudulentas, as participações no Corinthians do investidor russo Boris Berezovski e do laranja iraniano Kia Joorabichian.

Senatriz

Elegemos representantes na Câmara e Senado para defender nossos interesses, os interesses da sociedade. A realidade mostra que a grande maioria dos parlamentares não pensa assim. A Senadora Ideli Salvatti, atualmente ocupadíssima em safar Renan Calheiros agora decidiu, com seu conhecido oportunismo, abraçar a causa de uma sede da Copa de 2014 em Florianópolis.

Feriadão

A largada, quinta-feira à noite, foi na décima edição do Festival de Música de Itajaí, no Teatro Municipal, com o show do pianista João Donatto e banda. Depois, com amigos, segui o feriadão em uma maratona pelas cervejarias do Vale, experimentando o chope artesanal de Blumenau, Timbó, e Pomerode. Faltou Brusque, faltou fôlego, fica pra outra. Voltei domingo a Florianópolis entregue à sua medíocre e quase inexistente programação de lazer e cultura. Felizmente, para os turistas, teve sol, muita praia e a Parada da Diversidade.



sábado, 8 de setembro de 2007

Sábado

Morte anunciada

Não foi só a goleada sofrida diante dos reservas do Flamengo que derrubou o técnico Mário Sérgio. Suas estripulias com a escalação do time, entrevistas carregadas de arrogância, deboche e desprezo pelos jornalistas e pela torcida de Florianópolis, há muito vinham incomodando geral. Penso que a direção do Figueirense aturou demais e a gota d’água aconteceu no Maracanã após o jogo, quando Mário disse, em alto e bom som, que um eventual rebaixamento do time que dirigia não seria problema dele. De nariz empinado, como sempre, resumiu: “Eu vou embora e o clube fica”.

Papel carbono

O Avaí trilha caminhos parecidos, mais difíceis porque não consegue sair da zona de rebaixamento e o time é fraco. E tem como líderes um treinador incoerente, sem convicção, atrapalhado, e um jogador que hoje é banco do banco. Os dois não aceitaram as críticas feitas por um radialista e impuseram ao grupo a lei do silêncio. Terão que se arranjar agora com a torcida que vai cobrar resultados e a fuga do rebaixamento. Reclamações dirijam-se, por favor, ao estádio da Ressacada. Falar com Alfredo Sampaio e Paulo Turra.

Espaços públicos

São Paulo tem 32 parques municipais e 15 estaduais, todos com opções diversificadas para seus freqüentadores, misturando áreas verdes com locais para a prática de esportes. Florianópolis, na versão daquele vereador moeda verde, não precisa disso. A Prefeitura Municipal prefere hoje concentrar recursos na ampliação do Sambódromo, para transformá-lo na “Cidade da Criança”. Utilização plena durante o ano inteiro, prometem os defensores da idéia de revitalização daquele monstrengo à beira mar. De parques, ciclovias, quadras de esporte, ninguém fala. O belíssimo espaço do novo aterro na baía sul continua à disposição da bandidagem e tomado pelo mato.

O bom pastor

O técnico Mauro Ovelha deixou o Atlético e a bucólica Ibirama para assumir o Marcílio Dias. Com fama de disciplinador, Ovelha terá muito trabalho para manter seus companheiros longe das tentações de Itajaí e vizinhanças.

Baladeiros

Adriano, o brasileiro atacante da Inter de Milão deve ter conquistado o apelido de Imperador graças ao festerê que costuma patrocinar nas suas folgas. O bambino chega a gastar cerca de 40 mil euros a cada encontro da turma. Enquanto isso Maradona foge de um mandado de prisão por causa de um acidente de trânsito em Buenos Aires quando derrubou uma cabine telefônica e feriu duas pessoas. Ele foi visto em uma boate na Colômbia.

Vento Sul

Tomara a divisão de acesso tenha um final diferente do que aconteceu em suas primeiras etapas com desistências de clubes de proveta e outros incidentes causados por puro amadorismo de organizadores e participantes. Cidade Azul, que as dívidas transformaram em Tubarão Atlético Clube, e Imbituba, empataram em 1 a 1 a primeira decisão do turno. É a força do sul tentando voltar à divisão principal.

A melhor

Paulo César Oliveira foi o único árbitro nota 10 no teste aplicado pela CBF sobre o qual escrevi na coluna anterior. E a melhor entre os auxiliares foi ela, a Ana Paula Oliveira, com um arrasador 9,5. Ricardo Teixeira ficou danado da vida e prometeu profissionalizar arbitragem brasileira.

Sinceramente

O técnico da seleção brasileira de ginástica, o romeno Oleg Ostapenko, disse esta semana, com todas as letras, que Daiane dos Santos não tem mais condições de conquistar medalhas de ouro em campeonatos mundiais. Daiane convive hoje com lesões sérias de joelho e tornozelo e sua participação em competições internacionais será apenas para ajudar a equipe. Falou com autoridade e crédito de quem revolucionou a ginástica brasileira na última década.
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Dívida e dúvida

Desde que substituiu Alexandre Gallo no Inter com pompa e circunstância, o técnico Abel Braga já levou goleada e não conseguiu ainda montar um time. A esperança dos colorados é com a volta de Fernandão e a chegada dos reforços, os zagueiros Orozco e Sorondo e o atacante Gil. A dúvida é se haverá tempo para o campeão da Libertadores e Mundial recuperar seu prestígio.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Quinta-feira

Pátria quase sem chuteiras

Amanhã tem comemoração pela pátria, feriado, coisa e tal. Chato que o país do futebol tem pouco a festejar com o seu esporte preferido. Estamos praticamente descalços, perdendo nossa independência, tamanho o êxodo de bons jogadores. Entre os 200 países filiados à FIFA, em 180 há gente nossa nos gramados. Perdemos a concorrência até para países como Tailândia e Vietnã, sem nenhuma tradição no futebol e não somos assediados apenas por nações pobres da África. Os dados são do departamento de registros da CBF, revelando que este ano os números superam em 10% a 2006 com a saída de 981 jogadores contra 915 da temporada passada.

Lei áurea.

Juristas e dirigentes esportivos estão trazendo de volta a discussão sobre a Lei Pelé, responsabilizando-a pelas facilidades hoje existentes para ruptura de contratos e saída de nossos principais jogadores para o exterior. O fato é que esta lei tem sido rigorosamente observada somente nesse aspecto. Uma leitura ainda que rápida e superficial leva à constatação de que os clubes profissionais de futebol foram os principais (se não os únicos) atingidos pela legislação em vigor. No dia a dia do esporte outros segmentos estão contemplados por esta lei que permanece ignorada ou interpretada ao bel prazer dos interessados.

Gosto é gosto

As comendas concedidas ano a ano pelo Conselho Estadual de Desportos sempre tiveram fundamentações políticas. Em respeito aos merecedores da homenagem e, na certeza de que os bicões entenderão o recado, omitirei nomes. Até porque, quem é da aldeia conhece os caboclos. O certo é que tem comendadores demais e desportistas de menos.

Bom pra quem?

A seleção brasileira em excursão pela Europa, em 1973 passou por um episódio conhecido como o Manifesto de Glasgow. Liderados pelo capitão Wilson Piazza, os jogadores instituíram a lei do silêncio, negando-se a falar com a imprensa. Consideravam-se injustiçados com críticas feitas por alguns jornalistas que acompanhavam a delegação. Lembro do “Manifesto” a propósito da decisão semelhante tomada por jogadores e comissão técnica do Avaí, irritados com comentários do radialista Miguel Livramento na TV COM. A lei do silêncio avaiana é burra como foi a da seleção. E igualmente covarde porque repete o equívoco da generalização. Os mentores dessa idiotice, o técnico Alfredo Sampaio e zagueiro Paulo Turra (hoje banco do banco), amanhã vão embora. O clube fica, seguindo mal administrado como tem sido pela atual diretoria que, como nosso estimado Presidente da República, não vê, não ouve, não sabe de nada.

Aos seus lugares

No Figueirense também há uma velada disposição para a não aceitação da crítica. Por parte do técnico Mário Sérgio fica mais explícita sua incapacidade de diálogo a cada entrevista que dá após os jogos. Gosta de cutucar os repórteres locais colocando-se no pedestal dos detentores da sabedoria, sem nunca dar respostas convincentes e baseadas em um mínimo de bom senso. Postura que ajudaria a explicar, por exemplo, a queda assustadora de rendimento de jogadores colocados jogo a jogo fora de posição, um rodízio insano que tem prejudicado os zagueiros Felipe Santana e Édson, os experientes Ruy e César Prates. Ou ainda o entra e sai do time dos atacantes Ramon, Otacílio Neto e Frontini, o não aproveitamento de Rafael Coelho. Enfim, tem assunto para muita conversa boa onde a lei do silêncio e os segredos de treinamento não encubram a realidade.

Está explicado

O site da CBF e uma reportagem especial do Estadão SP estão divulgando que foi um desastre o teste de múltipla escolha feito com árbitros e bandeiras de todo o país. As questões versavam sobre regras do futebol e somente 30% deles obtiveram nota acima de sete.

Tapeação

Um mutirão com funcionários da Prefeitura trata de deixar o estádio Hercílio Luz em condições para a disputa da Copa Santa Catarina. Quer dizer que o Marcílio Dias cuida da casa só quando tem festa. O resto do tempo não passa nem por uma vistoria da FCF. E olha que a turma lá é generosa com seus filiados, principalmente os que moram do lado esquerdo do peito.



terça-feira, 4 de setembro de 2007

Terça-feira

Lavanderia

Nossos principais esportes coletivos precisam arrumar a casa e acabar com a balbúrdia das últimas competições. O voleibol masculino começou a confusão com o desentendimento entre o levantador Ricardinho e o técnico Bernardinho. As meninas acabam de sair do Mundial com a quinta colocação, quatro derrotas na fase final e muita reclamação do treinador José Roberto Guimarães. O basquete masculino deu vexame no Pré-Olímpico recém encerrado e depende de uma repescagem em outro torneio para conquistar uma vaga na Olimpíada. Antes precisa acertar as contas do treinador Lula Pereira com as estrelas do time. Sobrou muita roupa suja para ser lavada após o Pan-americano.

Sem volta

Gelson Silva, demitido com o Criciúma na liderança da série B, já foi substituído por Rene Weber. Em Florianópolis, onde a situação é bem pior, são inevitáveis as especulações. Mário Sérgio segue arrogante e desafiando o bom senso com o Figueirense pertinho da zona de rebaixamento. É lobo em pele de cordeiro, tem um comportamento em casa e outro fora. No Avaí os crimes da Ressacada já têm um culpado, a imprensa. O técnico Alfredo Sampaio e jogadores, desafiando dirigentes, não dão mais entrevistas, em protesto contra as críticas. A Capital começou uma semana agitada com o Avaí jogando hoje em Barueri e o Figueirense no Rio para enfrentar o Flamengo amanhã. Pode ser uma viagem só de ida para alguns.

Sem salvação

O Joinville morreu na praia mais uma vez. O pênalti perdido por Guilherme no final da partida contra o Vila Nova, em casa, fez a diferença e tornou inútil a vitória na última rodada. Troca uma competição nacional pela inexpressiva Copa Santa Catarina, deixando a seqüência da série C no seu grupo para mineiros e gaúchos.

No mercado

Adilson Batista, vilão e herói nos dois clubes da Capital, rescindiu seu contrato com os japoneses do Júbilo Iwata. Com o campeonato brasileiro em andamento, Adilson deve voltar para casa empregado.

Ufa!

Imbituba e Cidade Azul, de Tubarão, chegaram à final da divisão de acesso. Está terminando o campeonato do calote. Muitos clubes de proveta ficaram pelo caminho, vitimando profissionais da bola, comerciantes e assemelhados. E-mails de leitores atentos já avisavam que em Itapema faltou dinheiro até para alugar o campo de jogo. De qualquer forma os eleitores estão garantidos e confirmados para a próxima aclamação na FCF.

Bebês Johnson’s

Alex Silva, 22 anos, Breno, 17 e Miranda, 22. São os três zagueiros do São Paulo, titulares da defesa menos vazada do Brasileirão, com apenas sete gols sofridos em 23 jogos.

Floripa zero

Arenas multiuso e pistas sintéticas de atletismo espalham-se por Santa Catarina. Brusque, Blumenau e Jaraguá do Sul ganham equipamentos esportivos modernos. Itajaí não cuida do que tem, mas tem. Bem administrados, estes espaços são capazes de abrigar grandes competições e impulsionar os esportes da região, promovendo inclusão social (o discurso da moda) e desenvolvimento técnico. Enquanto isso Florianópolis vê a banda e a moeda verde passarem, sem parques, ginásios ou pistas. O único consolo é ver a Unisul inaugurar seu complexo aquático. É pouco para uma Capital que abriga tantas universidades e tem uma Fundação Municipal de Esportes dirigida por um ex-atleta olímpico. Ali, como me alertou e-mail de leitor que conhece bem o meio, a prioridade é abrigar os apaniguados políticos e derrotados nas urnas.

Ele merece

Guga foi o maior tenista brasileiro de todos os tempos. Foi herói do esporte nacional. E nunca vai virar vilão, a não ser dele mesmo, se não aceitar o momento de deixar as quadras. Quem teve amigos e profissionais para transformá-lo num grande atleta, dividindo com ele os momentos de glória, deve ter também agora para somar esforços no sentido de encaminhá-lo a um final honroso e feliz.

Maratona

A Maratona de Santa Catarina mudou de data e conteúdo. Será dia 4 de novembro, junto com duas rústicas (5 e 10 mil metros) e com premiação em dinheiro somente para a Maratona. Adeus Maratoninha, adeus crianças de toda Santa Catarina.






sábado, 1 de setembro de 2007

Sábado

Coisa de cinema

Tivesse algum interesse pelos bastidores do futebol brasileiro, o cineasta Francis Ford Coppola, arranjaria fácil muito assunto para mais um filme sobre máfia e seus poderosos chefões. Uma consulta ao botafoguense Carlos Montenegro, mais conhecido por episódios envolvendo o Ibope, seria o suficiente para montar um bom roteiro. O suspeitíssimo episódio da absolvição de Dodô vai para um tribunal internacional, por decisão da FIFA. Antes passou pela invasão na madrugada de uma farmácia em Ipanema, de onde foram tiradas as cápsulas com a substância proibida ingerida pelo jogador do Botafogo. O laboratório da Usp, para onde foi encaminhado o material apreendido, garante que o resultado da análise não serviria para absolver o atleta, a farmácia foi ilegalmente interditada e a polícia tira o seu da reta.

Resultados do ufanismo

Nosso basquete masculino pena no pré-olímpico e joga tudo contra a Argentina, para quem já perdeu. Perdendo de novo adeus vaga em Pequim. No Pan, com uma equipe caseira, foi medalha de ouro, mas na disputa por uma vaga na Olimpíada, reunindo jogadores que estão na NBA e na Europa, já perdeu três partidas. Apenas os dois primeiros classificam e um deles, certamente, será o time norte-americano. As estrelas brasileiras do atletismo, medalhistas no Rio de Janeiro, estão passando longe do pódio no Mundial que se disputa no Japão. O desempenho pós-Pan destes e de outros campeões, em esportes individuais ou coletivos, confirma a tese de que fizemos muito barulho por nada.

Chupeta e bengala

A realidade do futebol brasileiro leva a uma previsão de futuro desastroso, parecido com aquele jejum que começou em 1970 e foi quebrado somente na Copa de 1994. Estamos vendendo os garotos e repatriando os velhinhos quase aposentados. Nossas crianças, projetos de craques, que saíram para fazer o pé de meia mundo afora, não têm mais aquele espírito que em outros tempos vingava nos jogadores convocados para defender a seleção. A impressão é de que a camisa amarela deixou de ser objeto de desejo, uma vez que o futuro com segurança está sendo garantido fora do país.

Vende-se

A janela para o exterior fechou ontem. Segundo levantamento da CBF, até 14 de agosto foram vendidos 694 jogadores brasileiros. Não há como enriquecer tecnicamente nosso futebol concorrendo com euros e dólares, moedas fortes e consumidoras da nossa matéria prima. O dilema está colocado para dirigentes de clubes e federações, partindo do pressuposto de que este processo devastador tem origem na lavagem de dinheiro, como preconiza a mídia de Rio e São Paulo. A opção de aceitar o dinheiro sujo, como já fizeram Corinthians e Grêmio, com desfecho conhecido, determina riscos e danos irreparáveis trazidos pela ilegalidade. A solução é organizar o balcão de negócios, acelerando a produção de “craques” através de bem estruturadas divisões de base.

Questão de honra

Gelson Silva deixou o Criciúma com o time na liderança da série B, mesmo sem vencer há cinco rodadas. Deveria ter saído antes, e de cabeça erguida. Moacir Fernandes faz tempo deu o recado, criticando publicamente as opções do técnico já no segundo resultado negativo. Gelson fingiu que não entendeu, prolongou sua agonia e aceitou o tratamento desrespeitoso. E ainda saiu praticamente escorraçado, sem tempo para desculpas ou alguma explicação convincente.

Tão perto, tão longe

O Joinville viu o cavalo passar encilhado e não soube montar, deixando escapar a classificação para a próxima fase da série C. Foi aos 46 minutos do segundo tempo, no jogo contra o Vila Nova na Arena, com o pênalti perdido e o empate em zero a zero. Agora, na última rodada, precisa ganhar em casa do Águia MS e torcer por uma derrota dos mineiros que também jogam em casa contra os já classificados gaúchos da Ulbra.

Justiça ?

O pleno do STJD puniu Renato Gaúcho com 60 dias de suspensão e manteve a absolvição de Joel Santana. Em uma das câmaras disciplinares a vítima foi Dorival Júnior, com 120 dias de gancho. Lá como cá a credibilidade da justiça esportiva foi embora pelo ralo há muito tempo.