segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ainda há quem tenha esperança

Tenho lido aqui e ali que o Ministério do Esporte está sendo cobiçado por alguns partidos importantes, além do PC do B que desastrosamente já o comanda por algum tempo, primeiro com Agnelo Queiroz, agora com Orlando Silva.

O motivo de tanto interesse e disputa por um Ministério que há vários mandatos presidenciais não disse a que veio é bem simples: ali se ganha fácil muito dinheiro. Agora com a Copa e a Olimpíada, então, a grana vai rolar frouxa, direto para os bolsos dos maus políticos e dos péssimos dirigentes esportivos. Parece que a presidenta Dilma, que até aqui não se coçou em relação a esse ministério, está esperando que caiam denúncias no seu colo para só assim tomar providências que higienizem também o esporte.

Para interromper essa sangria e botar a casa esportiva em ordem o blogueiro José Cruz, sempre atento fiscalizando há mais de vinte anos a roubalheira e as maracutaias, sugere a criação de uma Agência Nacional do Desporto. Pulei na cadeira lembrando das outras que já existem, para saúde, telefonia, transportes, etc. O Cruz alerta que, no caso do esporte, a tal agência reguladora teria que ser desvinculada da política e dos políticos, para evitar o que aconteceu com as já existentes depois que o ex-presidente Lula interferiu para trocar as decisões técnicas por políticas.

O Zé, a quem conheço desde meus tempos de Brasília é um dos jornalistas mais sérios e competentes desse país. Sempre acompanhei seu trabalho na coluna que assinava no Correio Braziliense. Batia tão forte que o Agnelo, vejam só que beleza de político, uma vez pediu sua cabeça à direção do jornal. Continuo na esteira do Zé, hoje no http://blogdocruz.blog.uol.com Mas não compartilho das esperanças de soluções que possam surgir a partir da criação de uma agência do desporto distante da política e dos políticos. O Zé que me desculpe, mas é como acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

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