sexta-feira, 22 de junho de 2012

Lorotas ministeriais

Parece que o Ministro do Esporte, o comunista (coisa mais velha) Aldo Rebelo, não tem nada a fazer no seu Ministério. Veio a Florianópolis para dizer o que todos sabemos desde que o mundo é mundo. Foi à Assembléia em evento esvaziado pelo próprio governador, representado pelo presidente da Fesporte, Adalir Pecos Adalir Borsatti. Essa anunciada Frente Parlamentar para uma sub sede da Copa em Santa Catarina está mais pra fundos, tal a sua inutilidade e cuja formação, aliás, é meio Conceição, ninguém sabe, ninguém viu. Tivesse alguma influência na eleição municipal, a passagem de Aldo Rebelo por Florianópolis seria um tiro no pé para a candidatura da deputada do PC do B, Ângela Albino. Fizeram muito barulho por nada. E ainda me obrigam a votar

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O imprestável teatro Pedro Ivo


Fui sábado com minha namorada assistir no teatro Pedro Ivo à companhia de dança da Deborah Colker com o espetáculo Tatyana. Belíssimo. Mas voltei para casa com o sentimento do consumidor enganado. Não pelo que conseguimos ver, apesar das péssimas condições daquele teatro. As produções de Eveline Orth não contemplam maus espetáculos.

Minha frustração aconteceu pelos lugares vendidos, a frisa lateral. Em frente à minha poltrona tinha uma coluna. Desprovido da visão raio-x, enxergava menos da metade do palco. Só conseguimos assistir Tatyana porque mudamos para lugares que haviam sobrado na plateia, embora na venda dos ingressos a informação era de lotação esgotada e de que haviam sobrado apenas as frisas. A falta de inclinação adequada nas colocação das poltronas, uma acústica ruim e som de má qualidade completam o quadro.

Primeiro houve uma mentira, misturada com uma informação equivocada. Depois a má fé na venda de bilhetes para lugares onde não se enxerga o palco. Duro é saber que hoje, fora o Centro de Eventos da UFSC, não existe em Florianópolis um equipamento capaz de abrigar atrações de nível. A interminável obra do Centro Integrado de Cultura, por conta de suas misteriosas paralisações, limita a oferta de locais decentes para produções de qualidade.

 O teatro Pedro Ivo é uma farsa e não serve para shows, apresentações teatrais ou coisa que o valha.  É mais um legado maldito dos últimos governos que passaram pelo Centro Administrativo tratando com total desprezo a cultura catarinense.

O Procon deveria apurar responsabilidades da  Fundação Catarinense de Cultura através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte na programação de eventos em local inapropriado.  O Ministério Público é omisso na investigação de custos e o resultado final daquela obra recém construída e já começando a apresentar os primeiro sinais de decrepitude, os mesmos sinais que há mais tempo afetam governantes e condutores da política cultural do estado.


sábado, 2 de junho de 2012

Uma vez Flamengo, nunca mais Flamengo


Os dirigentes do Flamengo acabam de lembrar a era Vampeta, aquela do “eles fingem que me pagam, eu finjo que jogo”. Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis, ao invés de simplesmente repetir a profética frase de efeito, foram à luta e à justiça.

A realidade vivida por Vampeta nos seus tempos e igualmente transformada em processo trabalhista repete a “serial calote” flamenguista com todos os jogadores famosos que passaram pelo clube. Ronaldinho é apenas mais um personagem desta tragicomédia encenada a cada novo contrato no circo mambembe em que se transformou a Gávea, reduto rubronegro outrora glorioso.

Quem tem um centro de treinamento chamado “Ninho do Urubu” e dirigentes da estirpe que tem passado pelo clube não pode esperar outra coisa. A maior torcida do Brasil ainda vai sofrer muito com a indigência mental da cartolagem e a sangria interminável dos parcos recursos no pagamento de dívidas com jogadores contratados a peso de ouro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Politiqueiros e politicagem no esporte


É uma pena, mas a briga política está acirrada e agitando (para o mal) os bastidores do esporte catarinense que não o futebol. Temos aí uma bela pauta para uma boa editoria de esportes interessada não apenas em Avaí e Figueirense.

Trata-se de uma situação conturbada que envolve a Fesporte, o Conselho Estadual do Esporte e também o recém criado, por determinação do governador Colombo,  Comitê Organizador Local (SC) para cidades não sedes da Copa 2014. O ato está publicado no Diário Oficial e o presidente será o Secretário de Turismo, Cultura e Esporte de plantão, o vice o seu adjunto, figuras decorativas apenas. A verdadeira comissão de frente e de trabalho terá no comando um secretário executivo, cujo nome mais forte, (é o dono da ideia) era até poucos dias o de Adalir Pecus Borsatti, deixando a Fesporte.

Isso também pode tomar outro rumo caso Hercílio Paraguassu encontre inesperadas concorrências para o cargo que tanto almeja, a presidência da Fesporte. Esta instituição, responsável pelos mais importantes eventos esportivos de Santa Catarina, atualmente é uma das maiores devedoras da praça, transformada que foi em um grande cabide de emprego a consumir recursos destinados à organização e realização das competições.

Mais uma vez a política estende seus tentáculos com gente demais para poucos cargos. São os maus políticos trabalhando contra o esporte.  Um dos artífices de toda essa lambança é o ex-secretário e atual deputado estadual, Gilmar Kanaesel. Para piorar o que já está péssimo José Natal, o substituto de César Souza Junior e secretário tampão da Sol, sai daqui a pouco para fazer parte  como vice de uma chapa para a prefeitura de São José. Em outro arranjo político estão prometendo esta importante Secretaria que abriga cultura, turismo e esporte, para um político de Imbituba que, fácil deduzir, não tem a mínima intimidade com a área.  

Até algum administrador público criar coragem e optar por uma ação não politiqueira o esporte catarinense segue à deriva. Paraguassu até prova em contrário está na presidência do Conselho substituindo Sérgio Galdino sem ter sido até hoje oficialmente nomeado. Fica no sai não sai de olho na presidência da Fesporte, ainda sob o comando do Pecus que, por sua vez, aguarda nomeação para a secretaria executiva do COL SC. Enquanto isso políticos de vários partidos mandam ver numa queda de braço lutando por cargos e instituições pelas quais não têm o menor apreço.

Fesporte e Conselho mudam presidências

Ainda não está oficializado, mas o presidente atual do Conselho Estadual do Esporte, Hercílio Paraguassu, deve assumir a presidência da Fesporte, no lugar de Adalir Pecos Borsatti. Para a presidência do Conselho há dois nomes entre os atuais conselheiros. Como a política continua influindo muito no esporte catarinense, ainda não existe definição sobre o indicado para o cargo.

domingo, 20 de maio de 2012

Enfim, chegamos à semana da grande festa


A
A festa do dia 26 ganhou mais força com o apoio da Unisul e da Vinícula Salton, uma tranquilidade para a Comissão Orgnizadora dos Dinos O Estado. Agora só falta a adesão total dos companheiros de todas as gerações que passaram pelo Mais Antigo. Compareçam, vamos confraternizar e nos divertir no salão Cristal do Lira Tênis Clube, a partir das 19 horas. Bebidinhas, comidinhas, docinhos e o som da Banda Get Back. Convites e camiseta a módicos R$ 50. Querem mais?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Não percam

A uma semana do grande encontro dos Dinossauros de O Estado, estamos bem próximos da marca dos cem convites vendidos. Não nos interessa quebrar recordes, mas sim a presença dos companheiros de todas as gerações que passaram pelo Mais Antigo. Por isso, quem ainda não garantiu o seu convite pra essa grande festa ao som da banda Getc Back, crie juízo e compareça aos locais de venda. Ajudem a Comissão Organizadora (foto), não deixem pra última hora. Garantimos a qualidade do produto que estamos oferecendo. A festa vai ser muito boa, com som de qualidade, para os jurássicos ou não, comida de primeira, bebida a vontade e sobremesa suficiente pra adoçar o bico da galera e saciar aquela larica da madrugada.

Onde e como comprar convites

*Rua Felipe Schmidt, nº 51, Sala 501 – Prédio do antigo Senadinho

*Rua Conselheiro Mafra, 758, Sala 102 – Edifício Kosmos

Quem mora fora de Florianópolis e precisa fazer pagamento via depósito bancário, favor ligar para (48) 3324-0191 ou (48) 3222-0100.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O que acontece com a nossa justiça desportiva?

Primeiro apareceram os desentendimentos no TJD do Futebol e que culminaram com a saída do auditor Hans Werner. Agora a encrenca é no TJD do Sistema Desportivo Catarinense, mais ligado às competições da Fesporte. Hans Werner, um dos pivôs do primeiro episódio, aparece também no segundo. Seu documento de renúncia foi encaminhado ao Conselho Estadual de Desportos na segunda-feira à tarde.

Hans justifica sua atitude com a discordância pelo modo como foi encaminhada a eleição para substituição do auditor Kiko Ranzolim no tribunal da Feporte. "Fizeram tudo na surdina e o candidato ao cargo, Fábio Roussenq, ficou de fora graças à intervenção, segundo Werner, do presidente Robson Vieira.

Está tudo registrado em ata, estranhamente confeccionada somente após a eleição, como registrou o auditor Jorge Alberto Lima em seu protesto. Ele estranhou que a ata da reunião fosse enviada somente no dia 30/03, principalmente, quando descobriu que a eleição ocorreu no dia 28/03, sendo que este auditor não foi informado que iria acontecer. 

"Era natural o processo ser deflagrado, desde que fossemos comunicados da data que ocorreria a eleição. Deixando bem claro que nada tem contra ser eleito o Felipe Bodgan, que é bem vindo ao Tribunal, é competente, estudioso, sendo merecido fazer parte deste Tribunal.

O procurador Mário Bertoncini informou que a Procuradoria entendeu que o
pleito, segundo os ditâmes jurídicos, transcorreu na legalidade. Hans
Werner  concordou com o posicionamento de Bertoncini, afirmando que o problema não era a legalidade jurídica mas sim, o comportamento interno do Tribunal.

Questionou a demora na publicação da ata, a ausência de informação dos Auditores sobre a publicação do edital da data da eleição para o preenchimento do cargo na vaga do ex-auditor Kiko Ranzolin. Uma encrenca que não começou hoje e que terá desdobramentos.

O papelão do Figueirense

Sei que é terrível perder um título em apenas dois jogos e justamente para o maior rival, depois de ter vencido dois turnos. Mas nada justifica as reações destemperadas da direção do Figueirense logo após o clássico de domingo. O treinador Branco foi demitido em tempo recorde e também muito rapidamente Argel, empregado no Joinville, foi anunciado como novo treinador. Estranho, muito estranho, para dizer o mínimo.

Além disso ninguém do Figueirense foi ao gramado para receber as medalhas de vice campeão.  Ficou muito feio também o boicote à festa Top da Bola, solenidade realizada segunda-feira à noite no teatro Pedro Ivo, promoção do Instituto Mapa. O clube receberia seis troféus incluíndo, por ironia, o do time mais disciplinado. O Figueirense inclusive foi o mais premiado, somando seis troféus contra cinco do Avaí.

Só o goleiro Wilson apareceu, tudo indica por iniciativa própria. O fato mereceu manifestação irônica do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, numa crítica nada velada à postura do seu filiado. Nos bastidores já circulava a informação da fogueira de vaidades que ardia no Scarpelli e que motivou a contratação do jornalista JB Telles para assumir imediatamente a gerência de comunicação. É o bombeiro da hora para debelar o incêndio que assumiu proporçõe inimagináveis até bem pouco tempo, mais exatamente na semana que antecedeu ao primeiro confronto com o Avaí na decisão do campeonato.

Quais as razões para o descontentamento do Figueirense, registrado antes mesmo do jogo de domingo nas palavras do presidente Nestor Lodetti. Problemas com a arbitragem, com o regulamento? Tudo foi feito conforme o acordado entre os clubes. Reclamar então, do quê? A briga é com a RBS (críticas) e com a Federação Catarinense (arbitragem), isso é o que se sabe. Faltou competência na reta final, essa é que é a verdade.

domingo, 13 de maio de 2012

Recado do Valente

"Já comprei meu convite pra grande festa dançante do dia 26. Se eu fosse vocês não perderia tempo e aproveitaria o desconto no preço.

Acho que essa festa já ultrapassou aquela etapa de "reunir velhos colegas de O Estado" e se transformou numa reunião animada de gente que tem, em comum, o apreço pelo jornalismo e pela cidade.

Mais do que rever colegas de épocas remotas, a festa permite que a gente encontre amigos e conhecidos com todo tipo de história de vida e que não compartilham apenas lembranças saudosas, mas a experiência profissional e pessoal que fez, de O Estado, um grande jornal. E, como o Osmar Schlindwein gosta de dizer, também uma grande escola."
MEU RECADO
Dinos e assemelhados: convites a 50 reais com direito à camiseta para a festa do dia 26 no Lira Tênis Clube até dia 15. Depois a conversa é outra e o preço também. Mexam-se e garantam logo presença nesta bela confraternização entre companheiros e companheiras de redação do grande O Estado que ajudaram a escrever parte importante da história da imprensa catarinense.

Onde e como comprar convites

*Rua Felipe Schmidt, nº 51, Sala 501 – Prédio do antigo Senadinho
*Rua Conselheiro Mafra, 758, Sala 102 – Edifício Kosmos
Quem mora fora de Florianópolis e precisa fazer pagamento via depósito bancário, favor ligar para (48) 3324-0191 ou (48) 3222-0100.
 
 
 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os melhores do campeonato


Segunda-feira, no Teatro Pedro Ivo, 19 horas, tem a festa de encerramento do Campeonato Catarinense 2012, com a faixa já entregue a quem de direito. Avaí ou Figueirense? Esta promoção do Instituto Mapa, Federação Catarinense e Associação de Clubes vai premiar os melhores do ano que sairão desta lista montada com o voto de jornalistas esportivos que acompanharam toda a competição. Para o meu gosto faltou aí a Associação dos Cronistas Esportivos, rotineiramente desconsiderada pelas entidades que fazem o esporte de Santa Catarina.

A minha seleção teria Ivan; Eduardo, Renato Santos, Anderson Conceição e Esquerdinha; Ygor, Túlio, Athos e Cleber Santana; Lima e Aloísio. Joinville e Figueirense (3), Avaí e Chapecoense (2), Criciúma (1).

Melhor treinador: Branco, com menção honrosa para Hemerson Maria, que conseguiu tirar o Avaí do buraco e levá-lo à final;

Melhor árbitro: Paulo Henrique Bezzerra;

Melhores bandeiras: Kleber Lúcio Gil e Rosnei Hoffman Scherer;

Melhor preparador físico: José Rodrigues. A condição física ajudou muito o Avaí na recuperação espantosa na fase final do campeonato;

Jogador revelação: Lucca, Criciúma;

Craque do campeonato: Cleber Santana, Avaí

Dirigente: Márcio Vogelsanger, Joinville

Escolha a sua seleção:

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quem é que gosta de salada de chuchu?


“Habemus” clássico na decisão do campeonato catarinense, o que não acontecia há 13 anos, segundo os numerólogos. Este confronto entre um participante da série A do Brasileirão e outro da série B, com a tradição e rivalidade que cercam os dois clubes, é um presente para o futebol de Florianópolis. Afinal, aqui não temos só Grenal, Atletiba ou Bavi resolvendo os embates no estado, pois Chapecoense (campeã do ano passado), Criciúma e Joinville não dão sossego à dupla da Capital.

Os dois times e suas respectivas torcidas hoje respiram ares diferentes. No Orlando Scarpelli o clima é de favoritismo, não consentido, é claro, e na Ressacada o sentimento é de ressurreição e renovada esperança em uma competição praticamente perdida.

É curioso como isso reflete no modo de agir das comissões técnicas. A do Figueirense, comandada por Branco, segue dançando no mesmo ritmo orquestrado pela confiança de dois turnos conquistados, uma aberração do regulamento elaborado pelas próprias vítimas, a maior delas o próprio Figueirense. Declarações despidas de originalidade e carregadas de lugares comuns formam o quadro no time que já poderia ter vestido a faixa de campeão.

No Avaí a grande novidade, além da recuperação espantosa, é a mudança de comportamento do treinador interino Hemerson Maria. Depois do inicio promissor, quando a sinceridade pincelava frases inteligentes, ele aderiu aos chavões e, horror dos horrores, aos treinos secretos. Uma chatice, tirando o pouco de tempero que poderíamos degustar em dois clássicos que tinham tudo para ser bem mais apetitosos. As duas torcidas é que poderão botar um pouco de sabor nessa autêntica salada de chuchu.

Eles sabem com quem estão falando


Deixei passar uns dias da tentativa de assalto ao Miguel Livramento para sentir os desdobramentos.  Fora as naturais e merecidas manifestações de solidariedade de amigos e companheiros de profissão, fiquei decepcionado com o que vi e ouvi.

Que bom que o Miguel escapou praticamente ileso, bem como sua família, que não chegou a ser atingida a não ser pelo susto de ver um marido e pai ameaçado pela bandidagem.

Nessa hora a solidariedade é reconfortante e as providências dos responsáveis pela segurança da população são dignas de registro. As polícias civis e militar foram ágeis e prestativas, apesar de até agora não terem prendido ninguém, o que é normal. O que desagrada é ter a certeza de que nós, simples mortais, jamais mereceremos o mesmo tratamento com chefias das duas organizações batendo à nossa porta.

Já tive essa experiência e, ao invés do atendimento solícito diante de um questionamento sobre nossa insegurança, depois de sofrer uma tentativa de assalto quando morava no Campeche, ouvi como resposta de um PM a seguinte frase: “vá se queixar ao governador”, na época o bolshoi Luiz Henrique. Infelizmente eu não podia retrucar com a clássica pergunta “você sabe com quem está falando?” Os que atenderam o Miguel sabiam.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dinossauros na pista. Imperdível



Dia 26 de maio vamos à grande festa dos Dinossauros de O Estado a partir de 19 horas no Lira Tênis Clube, salão Cristal, muito chique. Dançaremos sim, porque ainda não extamos nem extintos, nem paralisados. E ao som da grande banda Get Back. Quem foi à Ressacada dia 25 assistir o clone Paul McCartney sabe do que estou falando. Comeremos e beberemos também, para repor as energias e deixar os pés de valsa tinindo. Então meninos, meninas e assemelhados, todos ao salão. Não percam


CONVITES/CAMISETAS


 De 2 a 15 de maio custam apenas R$ 50,00 e quem comprar ainda leva, de brinde, uma camiseta.

A partir de 16 de maio, custam R$ 60,00. E quem quiser a camiseta paga mais R$ 10,00.

Locais de vendas dos convites Rua Felipe Schmidt nº 51, Sala 501 – Prédio do antigo Senadinho e rua Conselheiro Mafra 758, Sala 102 – Edifício Kosmos


Quem mora fora de Florianópolis e precisa fazer pagamento via depósito bancário, favor ligar para (48) 3324-0191 ou (48) 3222-0100 no horário comercial.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Jornalismo esportivo - Verdades inconvenientes

Por Rafael Casé

Reproduzido do Observatório da Imprensa



O atacante do Botafogo Loco Abreu foi o convidado do programa Redação Sportv nesta segunda-feira (9/4). Conhecido por não ter papas na língua, o uruguaio disparou contra a imprensa esportiva. Perguntado pelo apresentador André Rizek sobre a declaração de um jogador do Cruzeiro, de que ainda perderia muitos gols além dos que já perdeu, Loco respondeu “na lata”. “Eu acho o seguinte: O garoto fez dois gols na partida e o repórter vai lá pra falar justamente do gol que ele perdeu. [...] Mas é isso que acontece aqui no Brasil. Já aprendi que aqui não se faz um jornalismo sério, mas um jornalismo de confusão. Ficam explorando a negatividade pra ver se vai render. [...]Por exemplo, tem três jornalistas do Globo Esporte com quem não falo mais; eles vão ao treino do Botafogo e eu não falo mais com eles, pois já sei no que vai dar.”


E deu um exemplo: “O jogo acaba o repórter vem perguntar o que eu achei; eu falo que o time jogou num 4-3-2-1 mais avançado e tal [...] e aí o cara vai lá e escreve depois que eu tô querendo questionar o treinador. [...] Aí agora, sabe o que eu faço? Não falo mais nada.”


Se no gramado Loco não tem rendido o que a torcida alvinegra espera, à frente de um microfone só tenho elogios a ele. O uruguaio, até por sua experiência profissional, foge do lugar comum da maioria dos jogadores que, por morrerem de medo da repercussão de suas declarações, preferem seguir a cartilha do bla-bla-blá. O problema é que os jornalistas se contentam com tais respostas. Ou seja, um finge que falou algo relevante e o outro finge que acredita. Sobra para os leitores/ouvintes/telespectadores/internautas que têm que se contentar com o “teatrinho”.


O jornalismo esportivo, como já afirmei outras vezes, a meu ver está cada vez mais burocrático e igual. É só pegar os jornais ou sites de notícias para ver que as matérias são praticamente as mesmas. A televisão ainda consegue variar um pouco mais, mas no hard news dos clubes, tudo é igual. Em relação à rotulação dos jogadores, como o Abreu falou, a situação fica bem clara. Quando a imprensa decide marcar alguém sob pressão, o ataque é coletivo. Há aquele que perde gols, o gordo, o baladeiro, o bad boy, o fanfarrão, o contestador... E os treinadores: o supersticioso, o retranqueiro, o professoral, o prepotente, o “filósofo”...


Puxões de orelha

Quantos jovens jogadores já não foram queimados por não corresponderem às expectativas propaladas pela mídia? Brincadeiras à parte, o que se fez com o Deivid depois dele perder aquele gol incrível, beirou o massacre. Entende-se que nas mídias sociais a gozação corra solta, mas parte da mídia entrou na pilha. E, nesses casos, se o cara não estiver com sua cota de amor próprio muito em dia, pira.


O “Inacreditável futebol clube” é um exemplo. É engraçado para quem assiste, mas e para quem perde o gol? Uma vez, questionado se merecia o título depois de perder um gol feito, o próprio Loco Abreu teve coragem de dar sua opinião sobre o quadro, que rotulou de palhaçada. A desculpa é de que o futebol não precisa ser levado tão a sério, mas se o deslize parte de dentro das quatro linhas, o discurso é outro, o da cobrança de profissionalismo.


Acho que nosso jornalismo esportivo tem muito a melhorar. É preciso mais ousadia para se livrar de velhos modelos e de soturnas velhas práticas, como a do chamado “jabá” (publicação de material jornalístico favorável em troca de benefícios financeiros ou vantagens pessoais). Por isso mesmo, puxões de orelha como o do uruguaio são bem-vindos e necessários.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os segredos do bruxo revelados pelo Brito



É hoje, 19 horas, na Assembléia Legislativa, o lançamento do livro LAURO BÚRIGO – SEGREDOS DO BRUXO, autoria do jornalista Paulo Brito. É o segundo livro dele, que estreou contando a vida do Roberto Alves.

Faz tempo convivo com os três. Com o Brito, desde o curso de jornalismo da PUC em Porto Alegre. Polêmico já naquele conturbado período universitário, fim dos anos 60, comecinho da década de 70, meu espalhafatoso colega não deixava em paz o mulherio do curso e adjacências. Em Florianópolis virou meu repórter na editoria de esportes de O Estado.Conheci o Lauro aqui, primeiro como treinador, polêmico como o Brito. Repórter com ele não tinha vida fácil. Alternava boas conversas com mau humor e intolerância em grau máximo às críticas. A convivência com o Roberto se deu aos poucos nas lidas diárias do jornalismo esportivo. Brito e eu só brigamos com ele. Com o Lauro as “peleias” eram freqüentes. Dois bicudos não se beijam, três, então...

Não sei o que está no livro. Espero por relatos saborosos de todo esse tempo de gramados e microfones com o treinador e hoje comentarista de rádio e tevê. São mais ou menos 40 anos de pedra pra todo o lado.

sábado, 7 de abril de 2012

Fatos e versões em torno de uma perna quebrada

Carta aberta ao TJD publicada por Mário Nascimento no site Meu Joinville e avalizada por aqueles que acham que a perna quebrada de um atleta em dois lugares é resultado apenas de um acidente do futebol.


Embora concorde com muitas das colocações do texto, lamento que seu autor tenha descambado para a velha arenga de que Avaí e Figueirense são sempre beneficiados, em detrimento dos clubes do “interior”, como gostam de se classificar os pretensos prejudicados. É uma visão altamente nociva ao esporte e serve somente para alimentar uma rivalidade que só leva à violência dentro e fora dos gramados



Caros Senhores membros do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina.


Eu poderia criticar o fato de a comunicação da suspensão preventiva do atleta FABIANO DE OLIVEIRA SOUSA não ter sido feita a ele ou ao seu clube, mas antes a determinado órgão de imprensa que, numa atitude desleal e antiética, fez a comunicação ao atleta ao vivo sem informar-lhe previamente da notícia, expondo-o ao ridículo inaceitável para os padrões do bom jornalismo, para não dizer da boa convivência social.


Eu poderia criticar o fato de que sequer uma prova ou argumentação dos julgadores tenha sido citada que não fosse material deste mesmo órgão de imprensa, dando a impressão de ter sido ele o responsável pela montagem do processo, tarefa que cabe ao Procurador denunciante e aos Relatores.


Eu poderia criticar, até porque assim admitiu um dos julgadores do pleno do Tribunal, o fato de que o caso só ter ido a julgamento pela repercussão que teve na imprensa, por o atleta lesionado pertencer a clube da capital.


Eu poderia criticar a ausência do voto de um dos auditores no julgamento na Primeira Câmara Disciplinar. Trata-se do auditor de cabelos louros, que pareceu fazer muitas anotações em um papel à sua frente, mas não manifestou seu voto.
Eu poderia criticar a não aplicação de punição ao árbitro que nada marcou, embora a jogada tenha se constituído, nas palavras do denunciante, no “mais contundente exemplo do tipo jogada violenta”.


Eu poderia criticar a ausência de justificativa para a desqualificação da súmula da partida, que goza de “presunção relativa de veracidade” e só pode ser desqualificada “quando houver indício de infração praticada pelas pessoas referidas no caput” (no caso, os membros da equipe de arbitragem), uma vez que “as decisões disciplinares tomadas pela equipe de arbitragem durante a disputa de partidas, provas ou equivalentes são definitivas, não sendo passíveis de modificação pelos órgãos judicantes da Justiça Desportiva”.


Eu poderia criticar o enxovalhamento do instituto da jurisprudência, basal no direito, arrogando-se um dos julgadores o direito de desconhecer decisões de outros tribunais, alegando a alta qualidade do direito esportivo catarinense, ocasião em que citou o grande Marcílio Krieger, de saudosa memória.


Eu poderia criticar o fato de a maioria do Tribunal ter utilizado a palavra “continuará” em lugar de “poderá continuar”, ignorando a primariedade do réu para aplicar-lhe pena que, se é compatível com a gravidade da lesão, é incompatível com o histórico do réu, que em quatro anos de disputas do campeonato catarinense não recebeu sequer um cartão vermelho.


Muitos outros motivos para críticas haveria, como também os há para elogios aos paladinos da moralidade e do fair play que apareceram no episódio, notadamente um determinado órgão de imprensa, a exigir punição exemplar, e o próprio Tribunal, que celeremente a aplicou conforme a exigência. Tudo pelo bem do esporte.


Entre a crítica e o elogio, vou ficar com o elogio e esquecer a crítica. E tomarei para mim também a crença, por vezes difícil de ser aceita, de que se está agindo pelo bem do esporte. Vou ficar também com a certeza de que se o fato tivesse ocorrido ao inverso, denúncia de atleta de clube da capital teria ocorrido da mesma forma e a punição teria sido aplicada na mesma medida.


Igualmente me invade também a convicção de que o atleta Tulio Lustosa Seixas Pinheiro só não foi a julgamento pelo mesmo motivo (entrada violenta, embora sem produção de fratura, contra seu colega de profissão Athos dal Asta de Almeida aos 23 minutos do primeiro tempo da mesma partida) porque talvez o citado órgão de imprensa estivesse sobejamente ocupado juntando provas e argumentos contra o atleta que viria a ser punido exemplarmente. Ou porque talvez se concluísse que apenas uma punição exemplar por jogo é o bastante para moralizar o esporte e reprimir os jogadores violentos no futebol catarinense.


O fato de os procuradores do TJD não terem feito denúncia deste outro lance, com certeza decorre do fato de a jogada não ter sido mostrada com a ênfase que se deu ao lance que resultou na punição exemplar. Que culpa poder-lhes-ia caber? Ou talvez do fato de o clamor popular pela equanimidade de tratamento ter vindo de lugares outros, quiçá por suas distâncias, menos importantes ou menos visíveis.
Tudo bastante compreensível, certamente, uma vez que cremos na intenção única dos envolvidos de coibir a violência e tornar o futebol mais seguro para os atletas e mais bonito para os espectadores. E por isto, estão todos de parabéns.


Para que não me acussem de me ater somente a palavras, se pudesse, passaria à ação. Como neste caso não me é possível, procurarei colaborar com quem mostra tanta boa vontade de tomá-las. Tendo este Tribunal mostrado com tanta propriedade sua forma justa de proceder, proponho-me a colaborar com o mesmo, no sentido de alertá-lo para um fato que pode ter passado despercebido aos atentos olhos de seus Procuradores, já que, humanos, somos falíveis.


Em 1º de abril de 2012 jogou no estádio Orlando Scarpelli a equipe do Figueirense contra seu mais tradicional adversário, o Avaí. Quando a pugna encaminhava-se para o seu final, o atleta Anderson Francisco Nunes, do Avaí, atingiu com uma cabeçada seu colega de clube Bruno Cesar Pereira Silva. Este respondeu com uma cusparada e, incontinenti, recebeu uma segunda cabeçada. Além da foto que ilustra este post, o lance pode ser visto no link http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-esporte/v/figueirense-e-avai-ficam-no-2-a-2-em-jogo-marcado-por-agressao-entre-companheiros-de-time/1885258/. Sugiro que seja acessado o quanto antes, para que não se corra o risco de ser retirado do ar.


Como ficou provado no julgamento citado acima, é intenção deste Tribunal que todos os atletas de má conduta sejam exemplarmente punidos. Correndo o risco de ser excessivo, visto que esta providência talvez já tenha sido tomada por algum dos Procuradores, sempre tão céleres em coibir violência ou atitudes anti-desportivas venham elas de atletas de que time forem, proponho que seja feita a denúncia contra ambos os atletas, com base no seguinte:
> Infração grave que escapou à atenção da equipe de arbitragem (Art. 58-B, parágrafo único), o que confere a necessária legitimidade à denúncia, minimizando a possibilidade de argüição de impossibilidade de reforma de decisão do árbitro, ou rechaçando-a com facilidade;
> O atleta Anderson Francisco Nunes poderá ser denunciado com base no artigo 254-A (Praticar agressão física durante a partida, usando o exemplo do § 1º I – desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido) ou no artigo 250 (praticar ato desleal ou hostil durante a partida, usando o exemplo do § 1º II – empurrar acintosamente o companheiro ou adversário, fora da disputa da jogada). Como não sou profissional da área, confio no bom senso dos membros deste Tribunal para o melhor enquadramento. Tivesse eu que optar, seria pelo Art. 254-A, já que este não cita que o alvo da agressão tenha que ser um adversário e uma cabeçada é certamente mais grave do que um empurrão. A pena prevista é de suspensão de quatro a doze partidas.
> O atleta Bruno Cesar Pereira Silva poderá ser denunciado com base no Art. 254-B (Cuspir em outrem). Notando que novamente o alvo (da cusparada) não está explícito e, portanto, é indiferente se o mesmo é de equipe adversária, equipe de arbitragem, repositor de bola, torcedor, pipoqueiro ou qualquer dos demais circunstantes de uma partida de futebol. A pena prevista é de suspensão de seis a doze partidas.


Sendo assim, cumprimento novamente o TJD/SC e dou-me por feliz por poder colaborar com este Tribunal, no seu sempre maior objetivo de melhorar a prática do desporto em terras catarinenses, estejam elas cercadas pelo Oceano Atlântico ou nos mais recônditos rincões do interior do estado.

sábado, 31 de março de 2012

Parece que a conversa com Dilma deu sono



Primeiro foi a recomendação de chute no traseiro, por obra e graça de Jerome Valcke, secretário da Fifa e interlocutor do Brasil para a Copa de 2014. Agora é Joseph Blatter, o próprio presidente a Fifa, cansado de papo furado e promessas, quem cutuca o país, na convicção de que aqui nada anda, a não ser pra trás. “Queremos atos, não somente palavras”, disse ele em entrevista na sede da entidade, numa espécie de chancela ao que o secretário havia dito e que ofendera tanto alguns brasileiros chegados a um belo jogo de cena. É curioso que isso aconteça logo após a visita à presidente Dilma, quando se teve a impressão de não havia mais nada de podre no reino da Copa.

Sentindo-se insultados e temerosos quanto à nossa soberania, políticos e autoridades de todos os matizes rejeitam qualquer observação ou cobrança que venham de Valcker e Blatter. Enquanto isso seguimos confiando nas varinhas mágicas utilizadas em Brasília por nossos Midas às avessas. De concreto, e ainda assombrados pelos fantasmas das ilicitudes do Pan no Rio de Janeiro, não temos nada de positivo a mostrar sobre a Copa de 2014. Imagino o que vamos apresentar na Copa das Confederações, evento teste que o Brasil recebe ano que vem.

Os prazos estão cada vez mais apertados e continuamos sem soluções para aeroportos, estradas e mobilidade urbana. Temos, isto sim, a certeza que após a Copa deveremos ostentar verdadeiros elefantes brancos entre alguns dos estádios majestosos erguidos a peso de ouro e dos impostos em terras de ninguém quando se fala de futebol. Que a Fifa nos proteja, ignorado o pior, como já aconteceu na África do Sul, e o povo brasileiro não diga amém nas futuras eleições.

domingo, 25 de março de 2012

A fala equivocada do Ministro do Esporte

Nesses tempos de chantagem explícita dos senhores congressistas para a votação da Lei da Copa, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, com aquele jeito arrastado de se expressar dá sua contribuição negativa ao justificar os atrasos em obras de infra estrutura no país que assumiu a responsabilidade como sede da Copa do Mundo desde 2007.


O texto é de Walter Guimarães, postado no blog do José Cruz. São dois jornalistas atentos às estripulias oficiais ou extra-oficiais que retiram toda a credibilidade necessária a quem prepara(?) o Brasil para um evento que desperta a atenção do planeta. A Copa América, programada para 2015 no Brasil, a CBF já passou adiante, entregando o evento ao Chile. Será que vamos dar conta da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e da Olimpíada? Do jeito que vai, quem sabe? O Ministro Rebelo acha natural a imobilidade brasileira, apesar do tempo que já se passou desde que o governo Lula e autoridades do esporte fizeram aquela grande festa na Suíça.



Escutei vossa entrevista no programa Bom Dia Ministro, da EBC, na sexta-feira, com a participação de radialistas de todo o Brasil.
O Senhor mostrou um grande conhecimento de fatos ocorridos em todas as regiões, passando da Batalha do Jenipapo, no Piauí, à viagem de canoa de Pedro Teixeira pelos rios amazônicos, além do sonho “brasiliense” de José Bonifácio, etc e tal.
Em determinado momento V.Excia. explanou sobre “problemas civilizatórios” do país.
Desculpe-me a ousadia, Caro Ministro, de um desportista apaixonado e torcedor de arquibancadas, mas não concordo com a seguinte colocação, quando se referiu aos atrasos nas obras para a Copa 2012.

Assim:
“ … um deles é o do atraso. A gente atrasa até para sair de casa para o cinema, para o restaurante, é correndo que o menino vai para a aula, está certo? Fica esperando um se aprontando, que não terminou. Então, isso é uma coisa da nossa cultura, mas tudo funciona. Se você comparecer a um galpão preparatório de uma escola de samba no Rio de Janeiro, em São Paulo, você aposta que não vai ter desfile nenhum, mas, quando é no dia do desfile, a escola está lá, bonita, pontual, organizada. Então, essa é uma característica do nosso povo e da nossa civilização”.


Senhor Ministro, com tal afirmação, deixo de lado o devido pronome de tratamento protocolar e hierárquico. Mas eu não me atraso para sair de casa, e conheço muitas pessoas que não se atrasam para cumprir seus compromissos, com os filhos, inclusive.
Desculpe-me discordar, mas isso não é coisa da nossa cultura. Se a organização da Copa e dos Jogos do Rio-2106 atrasarem, como ocorreu no Pan-2007, isto é, sim, da cultura de nossos gestores. Quem sabe, devido o histórico desleixo dos que têm certeza de que, ainda assim, não serão punidos por relaxar em seus compromissos.
Além disso, na mesma entrevista, outra manifestação me deixou indignado. E posso falar assim, pois o Senhor é um representante do povo no exercício da gestão pública. É, antes, um deputado que passou pelo vestibular das urnas, portanto com aval do eleitor.


Por isso, Senhor Ministro, considero total falta de respeito um ministro de Estado afirmar que os céticos em relação ao sucesso na organização da Copa possuem “complexo de vira-latas”. Garanto que a maioria deles também conhece muito bem a história do país na organização de eventos esportivos para assim se posicionarem.
Aí vai uma pequena memória sobre os “desastres” que já abrigamos:


- Mundial de Patinação Artística, em Brasília, com poças de água na área de exibição dos atletas e o evento sendo atrasado á espera que a chuva cessasse.


- Mundial de Futsal, também em Brasília, com estudantes da rede de ensino nas arquibancadas, por total falta de público, devido a péssima organização e divulgação.


Mundial de Handball, com arquibancadas igualmente às moscas, sem atrativo para o torcedor.


Pois é, Senhor Ministro. No lugar da erudição, da verborragia de fatos históricos discorridos na entrevista, gostaria de escutá-lo falando de dados concretos sobre o desporto nacional.


Onde estão os planejamentos dos ciclos da Matriz de Responsabilidade relativos à segurança, tecnologia da informação, saúde, fornecimento de energia, telecomunicações, dentre outros, que o Tribunal de Contas da União cobra há três anos?


Onde está a atualização do portal de transparência da Copa, obrigatória para a liberação de recursos?


Onde estão os projetos executivos dos estádios e obras de mobilidade?


Esse atraso, Senhor Ministro, é próprio da pasta que o Senhor herdou.


Para concluir:
Permita-me a ousadia de sugerir que reflita melhor ao afirmar que os promotores do Ministério Público são limitados e sem conhecimento para compreender “que é preciso combinar a razão da preservação com a razão do desenvolvimento, do crescimento do país, que o crescimento também é um fator importante de democratização”.


Senhor Ministro, por favor, não me agrida dessa forma, como se eu fosse um “vira-lata” ignorante.
Caso contrário, serei obrigado a questioná-lo sobre suas limitações e falta de conhecimento na área de gestão do esporte.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Tem muita gente merecendo chute no traseiro

Orlando Silva e Teixeira já foram

A saída de Ricardo Teixeira da CBF, do Comitê Organizador Local da Copa 2014 e do Comitê Executivo da Fifa é apenas o início de um longo e necessário processo de depuração entre os dirigentes do esporte no Brasil. Só para lembrar, Teixeira foi acusado de evasão de divisas, crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra a ordem econômica, venda irregular de ingressos e favorecimento em negócios. A CBF com Marin & Cia até 2015 continuará sendo um galinheiro controlado por raposas.

Vale o mesmo para diversas confederações, federações e clubes espalhados pelo país que hoje não é mais só do futebol. São entidades sob controle de cartolas eternizados em seus postos e tão ou mais nocivos ao esporte do que estes que estão abandonando o navio. Os ratos da mesma laia continuam à espreita, prontos para assumir o comando de cargos que por ventura fiquem vagos.

Na esteira destes acontecimentos a mídia, esportiva ou não, precisa mudar de comportamento. É inaceitável, pelo mau exemplo que significam, figuras à margem da lei continamente paparicadas porque um dia foram grandes ídolos do esporte. O caso da hora é o do ex-jogador Edmundo, que embriagado, anos atrás, causou um acidente de trânsito e a morte de três pessoas. Além da impunidade, Edmundo ganhou uma nova profissão, a de jornalista, formador de opinião em rádio, jornal, televisão e agora até com um blog em portal de grande prestígio no meio esportivo.

A cartolagem e gente como Edmundo sobrevivem sob o manto protetor de muito jornalista conceituado, aval para suas estripulias, maracutaias e mal feitos de toda a ordem. O serviço público e as Ongs faz tempo foram contaminadas e igualmente exigem uma faxina moralizadora que impeça o desvio de recursos públicos para fins escusos. A roubalheira só é possível graças ao conluio criminoso de segmentos da mídia, de autoridades públicas e do judiciário. Lembram da CPI da Bola, presidida pelo atual Ministro do Esporte,Aldo Rabelo? Sumiu, ninguém sabe ninguém viu. Ministros já foram defenestrados mas nada se apurou e assim a vida segue até que eventos como os que envolveram a CBF caiam no esquecimento.

Em Brasília o escândalo recente é a chantagem de deputados e senadores com a presidente Dilma. Não votam a Lei da Copa enquanto ruralistas e aliados não verem atendidos suas exigências. É o último e mais novo capítulo obscuro nessas relações promíscuas que infelicitam a sociedade e o país. Depois reclamam quando alguém sugere um chute no traseiro.