segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O pior e o melhor nos Jogos Abertos

Pódio para Florianópolis, Criciúma e Joinville (foto Fesporte)

Passei nove dias em Criciúma acompanhando por dentro e por fora a 51ª edição dos Jogos Abertos de Santa Cataria, encerrada sábado. Por dentro como um dos 21 integrantes do Conselho Estadual de Desportos, onde se legisla sobre o sistema esportivo catarinense, mas também se pratica muito puxa-saquismo com autoridades, distribuindo condecorações a torto e a direito. Uma para o Governador aqui, outra para o Secretário ali, mais uma para outro Secretário acolá. Ao ponto de homenagear gente já homenageada, provocando constrangimento naqueles que ousam discordar das proposições despropositadas. Sobra pouco para os atletas.

Infelizmente é dominante a condução chapa branca do esporte. Por fora fiquei agradavelmente envolvido com um projeto do curso de jornalismo da Satc, coordenado pela ex-televisiva Lize Búrigo. O professor na cadeira de jornalismo esportivo, Paulo Scarduelli, sugeriu a minha colaboração e eu aceitei de pronto. Também longe das entranhas da organização esportiva participei de programas da FM Som Maior, do amigo Adelor Lessa, emissora líder disparada de audiência no segmento.

Valeram as experiências, aprendi mais um pouco e as decepções ficaram concentradas apenas no lado oficial. Criciúma fez bonito com o segundo lugar e levantou mais uma vez a velha discussão sobre a contratação de atletas “estrangeiros”. Blumenau decepcionou na quarta colocação e Florianópolis garantiu o tri campeonato surpreendendo pela facilidade da conquista. Ano que vem tem Jogos Abertos na pequena Caçador, no meio oeste, onde as dificuldades de organização serão bem maiores. Boa sorte aos anfitriões de 2012.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Guloseimas que divertem e não engordam



O café da manhã no hotel onde estou nestes Jogos Abertos em Criciúma é uma delícia. Não só pelas guloseimas que nos fazem ganhar mais algumas gramas em apenas uma semana. A mesa farta a que me refiro é a da fofoca. Desde que me conheço por gente aquele estado de sonolência matinal passa em minutos graças à agitação provocada pelo disse-me-disse ao nascer do sol.

Eu e o colunista Maceió, de A Notícia, somos os únicos jornalistas no hotel onde os organizaores hospedaram alguns dirigentes, membros do Tribunal de Justiça, do Conselho Estadual do Esporte (do qual faço parte) e ex-atletas que viraram cartolas em instituições do estado ou de municípios. Os atletas mesmo, aqueles que competem e dão o sangue por medalhas e troféus, estão junto com suas delegações nas escolas da cidade transformadas em alojamentos. Ali sim, haja comida para sustentar tantas tropas desgastadas pelo combate esportivo.

É a prioridade invertida. Sai caro acomodar na rede hoteleira estes verdadeiros heróis travestidos de guerreiros. Só que a guerra deles é outra, pelo esporte e contra a falta de estrutura , em muitos casos, em outros pela ausência de recursos, de planejamento e do simples incentivo por parte dos dirigentes municipais.

Voltando ao café, isso também é discutido quase todas as manhãs em conversas longas e quase sempre repetidas nos anos seguintes. É pesado, e o que diverte mesmo é a fofocalhada. Quem fez o quê, quem está pendurado no cargo e pode cair a qualquer momento (o que geralmente nunca se concretiza e fica mesmo no terreno da fofoca), quem são os reis da noite, qual a mancada esportiva dos dias anteriores, quem perdeu o que deveria ganhar, e vice e versa, e qual o político ligado à área que menos contribui para o esporte catarinense. Para esse último item da lista não faltam candidatos, mas sobram medalhas e condecorações. Afinal, os puxa sacos de plantão estão aí pra isso e o café da manhã é deles e com eles também.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Corromperam São Pedro, mas a "Marcha" saiu

foto by Medaglia


Criciúma amanheceu com o tempo enfarruscado e sob uma chuva fina que poderia comprometer a “Marcha Contra a Corrupção”, organizada através das mídias sociais com o reforço da mídia local que ajudou na divulgação. Pouco antes das 9 horas os participantes começaram a chegar na rodoviária,centro da cidade e ponto de partida para a manifestação.Ali, protegidos pelas marquises, reforçaram o apelo através do carro de som, apitaço e muita gritaria.

Em resumo, nada atrapalhou a “Marcha”, que saiu um pouco depois do horário previsto e com a adesão de outros grupos foi ganhando corpo ao longo da Avenida Centenário, principal via da cidade. Não vou arriscar número porque não sou bom nisso e não gosto do chutômetro. Só posso garantir que o suborno a um funcionário do São Pedro não adiantou. Como de praxe, o chefe disse não saber de nada e prometeu investigar, doa a quem doer.


O fato é que a “Marcha Contra a Corrupção” atingiu seus objetivos, envolvendo gente de todas as idades que caminhou cerca de dois quilômetros sob chuvisqueiro intermitente até o Parque das Nações, local do encontro. Quem sabe até os milhares de atletas de outras regiões que estão em Criciúma disputando os Jogos Abertos tenham acordado nesta terça-feira chuvosa para a triste realidade brasileira e acabem engajados neste movimento apartidário e nascido do povo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Menos, presidente, menos

O apelo do presidente do Figueirense, Nestor Lodetti, para que todos ajudem o Avaí na tentativa de escapar do rebaixamento, é maldade extrema, é chutar cachorro morto, é bater em bêbado, é sacanagem no pior estilo. Os jogos do sábado mostraram a dura realidade vivida pelo time avaiano que, além de rebaixado, vai terminar o Brasileirão em último lugar.

Só um bobo mangolão que ainda acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, e que um dia o sargento Garcia vai prender o Zorro, vai entender como solidariedade a irônica manifestação do presidente Lodetti.

Vejo aí também um pouco de soberba, antes de significar uma chacota deselegante com o “inimigo” moribundo. Não cabe na cabeça de ninguém que dirigentes do maior rival estejam mesmo preocupados com o Avaí na segunda divisão. Isso deve ter batido muito forte no ego do torcedor que está sendo humilhado pela brincadeira inoportuna de um dirigente “do outro lado”.

Uma pena que as relações no esporte estejam se transformando dessa forma. O inacreditável é que a mídia que acompanha o dia a dia dos dois clubes tenha levado a sério uma cutucada tão maldosa e levada a público com requintes de crueldade. O clássico vem aí, reforcem o policiamento na Ressacada.

sábado, 12 de novembro de 2011

Para se morrer de inveja


O local onde está instalada a Comissão Organizadora dos Jogos Abertos no Centro de Eventos de Criciúma é muito bom, com amplo estacionamento, de acesso fácil, em prédio amplo e arejado. É um privilégio para uma cidade contar com este equipamento e poder sempre disponibilizá-lo para eventos importantes.

Não adianta só ter um bom lugar, é preciso agregar soluções criativas para torná-lo mais prático para todos. Em Brusque, no cinqüentenário dos Jogos Abertos, o pavilhão da Fenarreco recebeu a mesma demanda, mas não funcionou tão bem como está acontecendo em Criciúma onde, nos três períodos do dia, circulam jornalistas, atletas, dirigentes, técnicos, toda a equipe da Fesporte e visitantes.

A diferença está exatamente no aproveitamento do espaço. Na atual Arena dos Jogos Abertos existe uma área extensa com painéis interativos contando a história do esporte neste que é o maior evento do gênero de Santa Catarina e que por isso mesmo exige atenção especial de todos os setores para a sua execução.

Além do espaço destinado ao centro de imprensa, lanchonete, restaurante e estandes promocionais de várias instituições, foi criado um pequeno anfiteatro para palestras e entrevistas, inaugurado neste sábado pela ginasta Daiane dos Santos. O som é que pode ser melhorado, o que talvez aconteça no restante da programação que inclui Tande e Hortência, além de especialistas em outras áreas do desporto. Há espaço ainda para as disputas do judoô e karatê graças à mobilidade dos tatamis e arquibancadas.

Ao lado deste complexo está o ginásio municipal totalmente recuperado, com capacidade para quatro mil espectadores. Perderá, depois dos Jogos Abertos, cerca de 200 lugares com a colocação das cadeiras, projeto da Prefeitura ligado às condições de segurança e que só não foi concluído por causa dos Jogos. Uma verdadeira arena esportiva de dar inveja aos cada vez mais carentes desportistas de Florianópolis e região.

Aberta a temporada de caça aos votos do Conselho

O Conselho Estadual do Esporte vai se reunir durante os Jogos Abertos, em Criciúma, nos dias l6,17,18 para escolher as sedes dos próximos eventos da Fesporte. A única certeza é para Caçador, já referendada como sede dos Jasc do ano que vem. Para 2013 só Joinville, por enquanto, manifestou intenção de receber este evento.

Não existe nada definido para as demais competições, a não ser as candidaturas de alguns municípios que vão apresentar ao Conselho suas propostas e condições oferecidas para atender as exigências do Caderno de Encargos da Fesporte.

Mas, as primeiras abordagens aos conselheiros que já estão em Criciúma começaram, através de telefonemas, conversas ao pé do ouvido ou pedidos explícitos de votos. Até a semana que vem o assédio deve aumentar, espero eu sem violação do interesse maior que é o do esporte. Claro que o jogo será pesado envolvendo até, e infelizmente, questões político/partidárias, sem contar os apelos de fundo sentimental.

É o caso de Curitibanos, local onde foram realizados os primeiros Joginhos Abertos por iniciativa do falecido desportista Felipe Abraão Neto, o Feio, natural do município. Por essas razões Curitibanos aparece como candidata séria e por enquanto isolada à sede em 2012 da 25ª edição. Os Parajasc tem apenas Brusque como pretendente. A Olesc interessa a Blumenau, São Miguel do Oeste e Criciúma. Os Jogos da Terceira Idade têm cinco candidaturas: Itá, Piratuba, Gravatal, Jaraguá do Sul e Nova Trento. Levam vantagem, creio eu, as cidades de águas termais, embora algumas não reúnam as condições técnicas ideais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jornalismo e Jogos Abertos



A partir desta sexta-feira e até o dia 20 estarei em Criciúma para uma convivência muito especial com alunos do curso de jornalismo da Satc, coordenados pela professora Lize Búrigo com assistência do professor Paulo Scarduelli. Aceitei muito feliz o convite – na verdade eu praticamente me convidei - para fazer parte do projeto de um site que vai colocar a meninada pela primeira vez frente a frente com os Jogos Abertos de Santa Catarina, um belo desafio pra todos.

Tenho muitas histórias na cobertura dos chamados Jasc, nos dois lados do balcão, com razoável experiência para passar adiante. Espero ajudar os focas de hoje nos preparativos para a luta em busca amanhã de uma oportunidade cada vez mais difícil em um mercado fragilizado pelo monopólio das mídias.

Entre os que resistem bravamente e lutam contra os efeitos danosos desta dominação está o jornalista Adelor Lessa, meu ex-companheiro de redação nos tempos gloriosos de “O Estado”. Adelor é o cara da “FM Som Maior”, emissora de rádio com programação diferenciada, misturando boa música com jornalismo. Em alguns momentos do dia estarei junto com ele e a equipe da “Som Maior” conversando sobre as competições e a periferia dos Jogos Abertos e seus acontecimentos interessantes.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quero porte para armas de guerra

Vou de carona no post dominical do César Valente no seu blog deolhonacapital. Aqui em Jurerê, onde somos vizinhos, tem um semáforo no final da Rodovia Maurício Sirotsky Sobrinho, cruzamento com a avenida Búzios. É o ponto ideal para observação e audição destes exibicionistas do som. Não sei como a Polícia Militar, sempre tão zelosa na tarefa de aplicar multas ou aporrinhar o cidadão em dia com suas obrigações tributárias, não dá um jeito nesse povo que circula pela cidade exibindo seu altíssimo grau de estupidez. Cadê a PM, cadê a guarda municipal? Onde está o respeito à lei?

Os infratores são de fácil identificação. Começa pelo modelo dos carros e termina no som insuportável em altíssimo volume. Alguns ouvem “aquilo” contaminando a região numa distância considerável. Essa zoeira poderia ser utilizada como arma de guerra, combate a traficantes, coisas do gênero. As vítimas não agüentam. Sem contar o perigo que representa dirigir com aquela poluição sonora por dentro e por fora. Sim, porque alguns idiotas trafegam com os vidros fechados.

Há uma fixação com axé, sambão, música eletrônica e todas essas porcarias modernas e insuportáveis. Quando há coincidência na espera da troca de sinal destes carros de som dirigidos por imbecís, com aquelas motos cujo ruído aumenta a cada acelerada, aí vira instrumento de tortura. Quem como eu mora próximo a um cruzamento, onde a poluição sonora tem diversos estágios enlouquecedores, deveria possuir porte de arma, de preferência para aquelas bazucas que estraçalham o alvo, sem chance para o inimigo nada oculto.


É preconceito? Então estou inscrito. Quero ser o primeiro da lista.

A tirania dos "professores"

Tem que haver um jeito de acabar com essa tirania dos treinadores. Assinam contratos milionários, exigem o pacote que inclui auxiliar técnico, preparador físico e o escambau. Alguns carregam junto irmão, sobrinho, primo, o que tiver na família precisando de emprego.

Quando demitidos levam a multa contratual e toda a sua turma para um novo clube. Os dirigentes, como administradores de uma empresa, deveriam exigir mais dos seus empregados. Passou um tempo, não houve resposta em campo, chama na salinha e faz a perguntinha clássica. O que está acontecendo que o rendimento não melhora? É assim em qualquer empresa privada. É normal, o patrão cobra, o empregado tem que se explicar. Ou então, pé na bunda

No futebol não é assim. A maioria dos dirigentes espera o desastre acontecer pra mandar o técnico embora e trazer outro nas mesmas bases. Às vezes dá certo, esse é o problema. Quando não exageram na dose, não dando tempo para o processo surtir efeito. Trabalham com a exceção, não com a regra e fazem dela uma cartilha equivocada do gestor esportivo. Deixam as águas rolarem e em geral a opção errada é pelo mais fácil, com a troca de treinador a cada tropeço.


Vejamos dois exemplinhos bem no nosso nariz. O Toninho Cecílio pinta e borda no Avaí com a complacência da direção e vejam no que deu. Se bem que ele pegou o time com a corda no pescoço. Mas também não fez nada de diferente. O Dorival Júnior não tem justificado a fama de bom treinador. Repete no Internacional o trabalho ruim de outros clubes este ano e mostra a faceta de grande parte dos seus colegas com suas preferências injustificáveis por alguns jogadores.

São todos assim. Até que um belo dia algum dirigente bata na mesa e acabe com esta mania de transformar os clubes na casa da mãe Joana e fazer dos times a universidade do Professor Pardal.

domingo, 6 de novembro de 2011

Quando o repórter briga feio com a notícia

Manhã de domingo, Autódromo Velo Park em Nova Santa Rita (RS), cenário da última prova do ano na categoria Stock Car:

Narrador da Globo: “ele foi meio imprudente”, disse o locutor referindo-se ao piloto Marco Gomes, que numa tentativa de ultrapassagem bateu seu carro contra o de Cacá Bueno na última volta da corrida.

Repórter Reginaldo Leme: “não houve nada, foi um acidente de corrida”.

Cacá foi campeão da temporada, apesar da “barbeiragem” do companheiro que o tirou da prova, mas não o afastou do título.

“Mas o Marco deu uma forçadinha de barra”, insistiu o locutor, confiando nas imagens claríssimas que acabara de ver com os telespectadores, inclusive este que vos escreve.

Resposta impaciente do Reginaldo: nada, nada, isso é coisa de corrida.

Depois de desmentir ao vivo, por duas vezes, a observação correta do seu parceiro de cobertura Reginaldo Leme, macaco velhíssimo em corridas de automóvel, teve que ouvir do próprio Cacá Bueno a verdadeira versão sobre o acidente: “Estou feliz com o título, mas isso não podia terminar assim” – falou Cacá sobre o acidente, acrescentando. “Ele – Marco - foi irresponsável com aquela manobra”.

Não dá pra brigar com a notícia, ainda mais em uma transmissão ao vivo e em se tratando de um repórter experiente como Reginaldo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O que temos para receber o turista

Ainda não consegui entender o conceito das nossas autoridades sobre cidade turística. Só as belezas naturais não sustentam os slogans que gostam de inventar para mostrar Florianópolis como um dos endereços mais cobiçados para o turismo de temporada.

Os portões de acesso à capital turística do Mercosul, como gostam de arrotar, estão em estado lamentável. O aeroporto é aquilo que todo mundo sabe, em matéria de capacidade, conforto e acesso. Pelo norte a BR-101 vive aos remendos, conserta aqui, conserta ali, para a duplicação aguentar o fluxo sobre um asfalto de quinta. Pelo Sul é muito pior por causa do risco de vida devido às obras incompletas e sinalização com a cara e incompetência do DNIT.

Remexo nessas indecências da administração pública porque fui obrigado a andar pela rodoviária Rita Maria. A manhã estava tranqüila, sem aqueles atropelos do trânsito na região, mas uma estada ainda que rápida por um prédio que nasceu como um cartão postal de Florianópolis tira qualquer um do sério.

A passarela sobre a Avenida Paulo Fontes está podre, com o teto comido pela ferrugem, sem lâmpadas e, acreditem, com mato crescendo em alguns pontos. No piso já dá pra enxergar os buracos e o ferro aparecendo, resultado do desgaste do concreto. A sujeira mistura-se com mais um pouco de mato. Uma imundície vergonhosa. No pátio do estacionamento, pago, a buraqueira não é nada discreta. Tem cratera de todo o tamanho.

Lá dentro, sob a escuridão pela falta de lâmpadas e a penumbra provocada por aquela “cor-de-burro-quando-foge”, são visíveis a falta de manutenção e o desleixo. As cadeiras são velhas e muitas estão quebradas. Há espaços imensos sem aproveitamento e os novos e raros locatários não ajudaram a melhorar em nada o aspecto lúgubre do prédio.

Quem deveria cuidar de tudo isso não tem tempo disponível. É árdua a tarefa do faz de conta. Eles fingem que trabalham e planejam. E ainda tem otário que acredita e vai às urnas para torná-los quase vitalícios em suas funções, especialistas em safadeza e descaso com a coisa pública.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Natação de Florianópolis fora dos Jogos Abertos

Natação feminina da Capital era força dos Jasc


A equipe de natação de Florianópolis era uma forte candidata ao título da modalidade nos Jogos Abertos de Santa Catarina, os Jasc, que serão disputados em Criciúma a partir do próximo dia 11. A pontuação alcançada nesta modalidade poderia ajudar muito na luta pelo título geral da competição.

As projeções otimistas dos dirigentes da Fundação Municipal de Esportes da Capital afundaram na manhã desta sexta-feira com a decisão do Tribunal e Justiça Desportiva do sistema esportivo catarinense que, por 7 votos a 0, negou provimento ao mandado de garantia impetrado por aquela instituição e defendido pelo advogado Luciano Hostins. O TJD entendeu que a FME não respeitou o prazo do dia 10 de outubro, considerado data limite para inscrições determinada pelo regulamento geral da Fesporte para seus eventos.

Em sua argumentação Luciano alegou que a data do dia 10 é para desistências, e não para inscrições. “Está lá no site da Fesporte, esse é o meu entendimento”, justificou o advogado. Votaram os auditores Robson Vieira, presidente do TJD, o auditor relator Aldo Abraão Massih Jr., e os auditores Giovani Mariot, Frederico Pereira, Jorge Lima, Marcelo Silveira e Roberto Pugliese Jr.

A direção da FME não admite, mas houve esquecimento dos técnicos responsáveis pelas inscrições e formação da delegação que vai a Criciúma. Vai sobrar pra alguém na Fundação, se é que já não rolou alguma cabeça.

ATUALIZANDO; Luciano Hostins tentará na justiça comum anulação do julgamento. Não vai discutir o mérito, mas alega que o julgamento é nulo porque Sérgio Galdino, presidente do Conselho Estadual do Esporte, não poderia defender Blumenau como terceira interessada. Galdino é presidente da fundação blumenauense

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um silêncio constrangedor

Deputado Marcelo Freixo

O cidadão vive tranquilo numa cidade dita maravilhosa, cumprindo com suas obrigações, criando os filhos ao lado da mulher, trabalhando pelo país. Até que um dia os milicianos, a nova praga dos morros cariocas, decidiu que ele tem que ir embora, trocar o Brasil por um exílio. Se não quiser morrer ou perder alguém da sua família terá que viver no exterior, em lugar incerto e não sabido. Em tempo de evitar que lhe destinem o mesmo fim daquela juíza assassinada recentemente

Esta é a nova realidade do deputado Marcelo Freixo, do PSOL, que de sua trincheira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro combate as milícias organizadas. A resposta das autoridades de segurança, do governo do estado e da presidência da República foi zero. Ou seja, o combativo deputado, cumpridor dos seus deveres e ameaçado de morte por defender a sociedade que o elegeu, não recebeu nem de seus pares um mínimo de solidariedade.

Vá embora e pare de incomodar. É mais ou menos esse o significado do silêncio de uma nação inteira. Sim, da nação, porque fora a repercussão na mídia, mais nada aconteceu. Ninguém, em canto algum deste país, ou mesmo na sua cidade, levantou a voz ou organizou qualquer tipo de manifestação em defesa do deputado Marcelo. Valeu a pena ser o inspirador do filme “Tropa de Elite 2”? Parece que não. Constrangedor e perigoso porque maus exemplos como estes são um rastilho de pólvora.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A impunidade ameaça o Brasileirão

Venho falando e escrevendo faz tempo sobre a fragilidade da arbitragem brasileira, a omissão da CBF e dos tribunais.. A rodada do final de semana foi pródiga de erros e da falta de critério, como no jogo do Avaí, onde Leandro Vuadem ( FIFA) e seus auxiliares erraram demais contra os dois lados. Favoreceram o visitante ao não marcar impedimento no primeiro gol e, no lance que decidiu o jogo a favor do Corinthians houve falta no goleiro avaiano. Na outra área a decisão para a mesma jogada certamente seria diferente.

É só um exemplo dos muitos erros graves que estão acontecendo tendo como protagonistas árbitros e auxiliares. Eles não contam com o recurso do replay da televisão, é verdade, e suas decisões acontecem na hora, em segundos. Mas, a utilização de critérios diferentes para aplicação de cartões ou marcação de faltas, independe da televisão. O livrinho de regras deveria ser levado a sério pela própria CBF, mas é a sua Comissão de Arbitragem, por inércia, a primeira a desconsiderá-lo. Contribuem também as experiências e as tentativas de renovação com árbitros novatos em partidas importantes.

Toda essa confusão provoca efeitos colaterais. Os jogadores e técnicos igualmente não colaboram. Simulam faltas, lesões, trocam agressões, reclamam acintosamente e na maioria das situações são punidos com brandura. Fora do gramado os bancos de reservas servem como trincheiras para as reações furiosas de alguns treinadores. O fair play está desmoralizado pelas repetidas encenações dos atletas.

Estas irregularidades de campo, combinadas com as avaliações tolerantes nas várias instâncias da justiça desportiva, estabelecem uma perspectiva de impunidade, incentivam a indisciplina, contaminam os gramados e ameaçam seriamente as últimas e decisivas rodadas do Campeonato Brasileiro. Punir somente árbitros e bandeiras e livrar a cara dos jogadores, como acontece na maioria dos casos, só ajuda a aumentar a sensação do "liberou geral", aumentando a violência e sensação de insegurança que toma conta dos nossos estádios.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cadê o dinheiro, o gato comeu? Que gato?



O grande assunto em Chapecó entre os desportistas de todas as áreas que acompanham a Olesc – Olimpíada Estudantil de Santa Catarina – não são as competições, mas o desinteresse do Secetário Cézar Souza Júnior para com alguns assuntos da sua pasta que envolvem principalmente o segmento esportivo.

Por causa dessa propalada má vontade com algumas instituiçõe mais representativas e, ao mesmo tempo mais carentes,entre elas a Fesporte e as federações, o homem já ganhou diversos apelidos. Melhor não publicá-los para não ferir a sensibilidade do leitor e a do próprio político em questão. Acontece que, além da má administração do Fundesporte, uma fonte inesgotável de recursos para projetos suspeitos, outros nem tanto, e entidades fantasmas, o Secretário César não tem atendido ou tem corrido gente do seu gabinete que vai lá com pleitos merecedores de muita atenção.

Um deles é o da Federação Catarinense de Ciclismo, que pretende realizar a tradicionalíssima Volta de Santa Catarina, evento que atrai para o estado ciclistas de todo o país e até do exterior, com a competição divulgando por onde passa as nossas atrações turísticas. O presidente da FCF, João Carlos Andrade, pediu apenas R$ 173 mil reais para cobrir algumas despesas com a prova marcada para o dia 30 de novembro. Até agora o dinheiro não chegou aos cofres da entidade.


A outra federação pedinte é a do Atletismo. A modalidade até hoje não dispõe de uma pista sintética, apesar dos inúmeros títulos nacionais conquistados correndo ou saltando em pistas de carvão. O investimento é em torno de R$ 4 milhões. Falta também um "foto finish" equipamento para marcar com precisão a passagem dos atletas na linha de chegada. R$ 200 mil (e o dinheiro já foi captado pela Federação) garante um kit completo.

Outras instituições nem tão carentes assim, como o Instituto Guga Kuerten (R$ 700 mil), e a regata internacional Volvo Racing (R$ 5 milhões)receberam sem problemas a parte que lhes cabe neste desigual latifúndio esportivo. Eventos de outra natureza, como desfiles de moda, ganharam generosas contribuições sem muito esforço.

Enquanto isso, há pouco foi realizado um evento fantasma em Balneário Camboriú, com a participação de apenas 15 pessoas e que foi contemplado através do Fundesporte com R$ 150 mil reais. A divida da Fesporte já ultrapassou os R$ 2 milhões e meio e começam a faltar recursos até para pagar as arbitragens dos seus eventos, como a Olesc em Chapecó. O Conselho Estadual do Esporte, vítima dessa fragilidade financeira e mau encaminhamento ds recursos dos fundos, e por onde deveriam passar os projetos para serem aprovados, reclama dos estranhos caminhos percorridos e que não os previstos na legislação do próprio Fundo do esporte.

Como em 2012 tem eleições municipais e o ilustre secretário é candidato à Prefeitura da Capital, espera-se que de repente, não mais que de repente, não sumam de vez os já minguados recursos para atender as reivindicações da cultura, do esporte e do turismo. Está difícil agora, imagino ano que vem

Ainda não decidiram quem mordeu quem

Cinzas do vulcão chileno Hudson podem chegar a SC se houver mudança de corrente de ventos

Possibilidade de partículas caírem sobre o Estado é mínima, lembra meteorologista da Epagri


O cara redigiu o título para a matéria e saiu para fazer um lanche. Enquanto isso apareceu outro sujeito que resolveu dar conta da linha de apoio. Quem está certo nesta árdua tarefa de informar o leitor?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quando a política faz mal ao esporte

Tenho dois anos de mandato a cumprir no Conselho Estadual do Esporte, indicado como representante da Associação dos Cronistas Esportivos pelo companheiro JB Telles. Estou substituindo o radialista Paulo Coutinho, de Criciúma, que por motivos profissionais não pôde mais atender os compromissos do Conselho.

Na reunião de hoje em Chapecó, em meio a Olimpíada Estudantil de Santa Catarina, ouvi muito sobre os vários problemas que afligem o esporte catarinense. A Fesporte, atualmente presidida por Adalir Pecos Borsatti, membro nato do Conselho, mal consegue dar conta do suas atribuições, embutidas na gestão do extenso calendário sob sua responsabilidade. São competições para-desportivas, escolares, juvenis e adultas, como os Jogos Abertos, já em sua 51ª edição. Sem esquecer os festivais de dança e os Jogos da Terceira Idade.

A raiz das imensas dificuldades estruturais e financeiras está na má gestão do governo estadual, que não garante o suporte necessário tanto ao Conselho como à Fesporte, o primeiro um órgão consultivo, a segunda instituição a grande operadora do esporte no estado.

A avaliação não é minha, mas consensual entre os conselheiros e técnicos da Fesporte. E na origem está a política partidária, sempre a interferir nos interesses do esporte. Tudo depende do humor dos governadores prefeitos e secretários. Educação, saúde e esporte deveriam trabalhar integrados, o que não acontece justamente por causa do direcionamento partidário que é dado aos pleitos de todo o sistema. Se for correligionário, leva. Caso contrário o jeito é administrar de chapéu na mão na esperança que um dia os ocupantes de cargos públicos e detentores do poder entendam o verdadeiro significado de suas missões.

Julgamento pode decidir futuro dos Jasc


E vem aí os Jogos Abertos de Santa Catarina, em Criciúma de 10 a 21 de novembro, com um problemão extra-quadra, graças à polêmica com os campeões da natação por Florianópolis. Por um cochilo da Fundação Municipal de Esportes da Capital a equipe não foi inscrita dentro do prazo legal, 10 de outubro, segundo o regulamento da competição. Um mandado de garantia levou o caso para a justiça desportiva com julgamento previsto para o próximo dia 7. A expectativa pelo resultado é grande porque os nadadores da Capital podem garantir o título dos Jogos Abertos na disputa direta com Blumenau, a grande campeã, e Joinville, que os entendidos dizem estar correndo por fora. A Fesporte já preparou sua defesa contra os argumentos dos que se sentiram prejudicados. Vamos ver se o “tapetão” é político ou legalista.

Um Minisro que nunca se deu ao respeito

O episódio que envolveu o Ministro do Esporte, Orlando Silva, pareceu sempre uma conversa de surdos ou de maluquetes. Cada lado dizia uma coisa completamente fora de conexão com o que realmente estava acontecendo. O ápice,pra mim, foi a particiação do Ministro em uma comisão do Senado, onde tentou tratar da Lei Geral da Copa de 2o14.

Um cidadão que tem zelo pelo seu cargo e respeito por si próprio não ouviria o que ouviu Orlando Silva de alguns senadores. Ele ficou impassível diante de ofensas pesadas, desaforos e acusações. Depois da tapióca, esse foi o incidente mais ridículo na carreira ministerial do Orlando. No Senado aconteceu a conclusão do retrato falado de uma autoridade ocupante de um dos mais altos cargos da República, cujo mau desempenho e uso indevido do dinheiro público ficaram evidentes.

Como já li hoje, os governos de Lula e Dilma não procuram parceiros, mas sim cúmplices. Precisou a ministra do STF, Carmem Lúcia, botar ordem na casa para provocar uma atitude coerente dos ocupantes do palácio do Planalto. O pé na bunda já deveria ter acontecido faz tempo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A concorrência é ruim demais

Quando o pessoal bate na Globo, na maioria das vezes com razão, fico esperando para logo em seguida a primeira demonstração de incompetência dos concorrentes. Em se tratando da cobertura dos Jogos Pan -Americanos em Guadalajara não foi diferente. Depois dos primeiros dias do frisson anti-Globo começou a cair a ficha da galera que gosta de esportes, e não só de futebol.

As transmissões ou eram extensas, envolvendo qualquer porcaria desinteressante, algumas curtas e mal feitas, ou ainda inexistentes. Como aconteceu na vitória brasileira sobre as argentinas – logo contra elas – em uma decisão do futebol feminino. O jogo apareceu depois em VT. O vexame do futebol masculino e outras modalidades menos solicitadas também foram vítimas da falta de critério dos responsáveis pela cobertura da Record em Guadalajara. Estabelecida a confusão, fui um dos que desistiram de acompanhar a participação brasileira no Pan.

Com a divulgação quase zero, ficou impossível assistir aos noticiários ou as transmissões ao vivo, muito menos as competições gravadas transmitidas mais tarde e até no dia seguinte. Infelizmente somos obrigados a nos submeter ao domínio global, ao menos em nome da competência. Que Deus nos salve desta concorrência ruim demais.

domingo, 23 de outubro de 2011

Gostamos do pior? A culpa é deles




Tem uns sujeitos que ficam à beira do gramado nos campos de futebol passando ordens, gritando palavrões, gesticulando feito possessos, atazanando a vida dos seus comandados. Basta o infeliz pegar na bola, sem tempo de ao menos levantar a cabeça para olhar a posição dos companheiros, e lá vem o berreiro. Desconfiou de quem estou falando? Acertou. São os tais técnicos, treinadores, ou “professores”, como são chamados, dependendo do grau de instrução ou do peso do “boleiro” no grupo. Em determinados momentos chegam a babar e cuspir em quem está próximo. Ainda não descobri a razão para esse comportamento enlouquecido Afinal, segundo consta, este cidadão é justamente quem deveria manter a calma para orientar melhor os que estão sob seu comando.

Gozado, parece que gostam do grito que vem da arquibancada, “burro, burro”... Parece também que amam perder o emprego e às vêzes optam por posar de malandros, pelo que, malandros meio sem sorte. A cada início de temporada saem desesperados pelo país a procura de trabalho, atrás do “xingar e ser xingado”. Têm o estranho hábito de, em intermináveis e incompreensíveis entrevistas coletivas, falar sobre o que aconteceu ou deixou de acontecer em noventa e poucos minutos de um futebol nem sempre merecedor de tanta atenção.

Apesar de tudo o desvelo pelos comandados e por quem os contrata chega a ser comovente. Dificilmente contestam alguma ação da cartolagem. A maioria comemora os gols da sua equipe pulando e abraçando quem estiver por perto, junto com os jogadores que correm para o homem. É um momento raro de paz, de confraternização.

Teve um que uma vez inventou àquela comemoração solitária do “aviãozinho”, só para provocar o adversário. Arranjou seguidores, mas muita encrenca com os “do outro lado”. E olha que o gesto com os braços esticados não estava na sua cartilha de superstição, cujo carro chefe é o número “13”. Além do quê é muito genioso e avesso a homenagens que fujam um pouco da rotina. Tem que ser tudo certinho, de preferência vestindo a “amarelinha” e ouvindo o Hino Nacional. Então, que negócio é esse de estampar sua caricatura na porta de um banheiro de casa noturna, como se atreveu um ex-atleta? Deu processo.

Mas, tem para todos os gostos, incluindo aqueles que aparentam não brigar com ninguém, com discursos messiânicos e pastorais. Passam uma imagem de controle total dos nervos. Tudo mentira, pura encenação. Vai ver chega em casa e sobra para alguém da família, ou para o primeiro que estiver pela frente, geralmente o cachorro.

São ou não são tipos estranhos? E tem o pior de todos, o que, além de gritão, truculento e boca suja, gosta de confundir o público e a imprensa com suas escalações, substituições e palavreado contraditório. A opção pelo perna de pau é quase uma tara. Há pouco acabei descobrindo um do gênero aqui na Ilha, ali naquele estádio perto do Aeroporto. Com ele não tem essa de jogar bem. Sai do time. Se for elogiado pelos jornalistas, azar dele. Não fica nem entre os reservas no próximo jogo. O cara é tão, mas tão teimoso e birrento, que gol bonito dá castigo.

Me disseram que domingo, um jogador dele, além de fazer uma bela partida, ainda virou o placar para o seu time com um gol de bicicleta. Ofensa suprema: primeira reação do “professor” foi mandá-lo para o chuveiro no segundo tempo. Imagino o que vem por aí. Como o cara é bom de bola e reincidente, não deve jogar mais até o final do ano.