domingo, 13 de novembro de 2011

Menos, presidente, menos

O apelo do presidente do Figueirense, Nestor Lodetti, para que todos ajudem o Avaí na tentativa de escapar do rebaixamento, é maldade extrema, é chutar cachorro morto, é bater em bêbado, é sacanagem no pior estilo. Os jogos do sábado mostraram a dura realidade vivida pelo time avaiano que, além de rebaixado, vai terminar o Brasileirão em último lugar.

Só um bobo mangolão que ainda acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, e que um dia o sargento Garcia vai prender o Zorro, vai entender como solidariedade a irônica manifestação do presidente Lodetti.

Vejo aí também um pouco de soberba, antes de significar uma chacota deselegante com o “inimigo” moribundo. Não cabe na cabeça de ninguém que dirigentes do maior rival estejam mesmo preocupados com o Avaí na segunda divisão. Isso deve ter batido muito forte no ego do torcedor que está sendo humilhado pela brincadeira inoportuna de um dirigente “do outro lado”.

Uma pena que as relações no esporte estejam se transformando dessa forma. O inacreditável é que a mídia que acompanha o dia a dia dos dois clubes tenha levado a sério uma cutucada tão maldosa e levada a público com requintes de crueldade. O clássico vem aí, reforcem o policiamento na Ressacada.

2 comentários:

Diego Wendhausen Passos disse...

Espero que o Avaí jamais dependa de alguma ajuda dele ou da turma dele, que quem acompanha o cenário esportivo e político sabe muito bem quem é.

Aliás, se depender de mim, esse sujeito não coloca os pés na Ressacada.

É igual ao PPP (coincidência, não). Agora que o time vai bem em campo, promete tudo e mais um pouco. Já disse várias vezes, minha antipatia não é pelo Figueirense e pela torcida, mas sim por causa desses dois e de um certo ex-governador. Além disso, esse Lodetti mais uma vez aparece criando intrigas entre torcedores de Avaí e Figueirense, mostrando toda sua arrogância (característica cada vez mais comum). A outra foi criminalizando a torcida avaiana no último clássico da Ressacada, após os incidentes no fim do jogo, quando afirmou que apenas essa torcida faz isso em Santa Catarina. Agora pergunto a ele, por que não entrou com um processo solicitando a perda do mando de campo?

Quando ele foi ao Cacau, no Jornal do Almoço, em um momento cada vez melhor para o clube do Estreito, lembrei de um comentário do blogueiro Meira Junior (Blog Temperos e Apimentadas), citando que o presidente do Figueirense gosta de aparecer na imprensa. Na derrota para o Concórdia, quem foi ao Jornal do Almoço falar com o colunista da RBS foi o Jorginho. Além de tudo, só aparece quando as coisas estão boas, destacado pelo próprio Meira Junior.

Os jogadores, o treinador Jorginho, esses merecem as reverências, estão fazendo um grande trabalho. Por ser avaiano, claro que não gostaria de ver o maior rival ganhando títulos, ainda mais com figuras como esse Nestor Lodetti (inclusive amigo de alguns parentes meus).

Romário diz que Pelé calado é um poeta, porém esse Nestor Lodetti nem de boca fechada acho que consegue.

Novamente ele perdeu a grande chance de ficar calado.

Torço para que esse cara seja varrido do cenário esportivo e político o quanto antes. Acho que nosso co-irmão consegue colocar pessoas melhores que esse arrogante a frente do clube.

Diego Wendhausen Passos disse...

Também quero deixar claro que alguns avaianos, realmente pisaram na bola, como nos casos do seu Ivo (Criciúma, 2008), do apedrejamento aos ônibus dos torcedores do Joinville, em que matou um deles (em 2006).

Porém, isso é um problema a ser combatido no mundo inteiro, não é apenas uma torcida que vem fazendo isso, e o fim das torcidas organizadas não solucionaria o problema, pois muitos integrantes vão para torcer pelo time e são pessoas trabalhadoras e de família.

O problema principal no Brasil é a impunidade, e a falta de uma política eficiente no combate a violência nos estádios.