terça-feira, 7 de setembro de 2010

Seleção pé de página

Só treino dá sono (uol esporte)


A chamada grande mídia esportiva parece que perdeu o senso crítico em relação à seleção brasileira e à CBF. Depois de tanta pancada no Dunga e nos seus rapazes do bem tudo indica que a turma resolveu dar um tempo a Mano Menezes & Cia. Até surgir a primeira oportunidade para recomeçar o jogo duro com o time que está sendo preparado para a Copa de 2014.

Caso contrário, como explicar o silêncio com a temporada européia criada por Mano exclusiva para treinamento? A desculpa é a falta de adversários. A rodada pelas eliminatórias da Eurocopa foi semana passada. E as datas Fifa estão aí para serem aproveitadas contra muitas das seleções européias que passaram ou não por aquele compromisso. Tanto é verdade que Argentina e a campeã do mundo Espanha aproveitaram para jogar um amistoso nesta terça-feira.

Só o Brasil não conseguiu um sparring decente. Enfrentou em jogo treino o Barcelona B. Tinha esperança que Mano mudasse pelo menos um pouco a maneira de trabalhar com a seleção. Por enquanto nada feito. Nunca vi, na história do nosso futebol, um grupo de jogadores reunido na Europa com todo o entourage da Comissão Técnica apenas para treinos.

A desculpa esfarrapada da falta de adversário na verdade encobre o desinteresse de qualquer confederação internacional disposta a gastar, e muito, com a apresentação de uma equipe recém formada e em processo de laboratório. Hoje nós é que precisamos pagar, a não ser que joguemos contra um time cacareco. Como a CBF só visa o lucro, independente do resultado técnico, pagamos é um grande mico com essa mini-temporada de luxo na Europa.

Está na cara. Pena que a grande mídia, concentrada nos principais estados brasileiros, tenha ignorado as evidências. A não ser pelo fato de ter destinado o menor espaço possível em jornais, rádios e tevês. Quando que uma seleção brasileira mereceria não mais do que um pé de página? Eu vi – e me neguei a ler -, ninguém me contou. Começa do pior jeito possível a era Mano Menezes.

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