sexta-feira, 15 de junho de 2007

Sábado

Caixa 2, 3, 4...

Tinha a informação sobre o valor total do Fundesporte, mas achei os números tão absurdos que, em dúvida, resolvi não mencionar na coluna de quinta-feira quando tratei do assunto. As fontes confirmaram que a dinheirama chega a R$ 90 milhões. Cultura e Turismo estão um pouco abaixo, próximas dos R$ 70 milhões cada.

Tango

Os gremistas querem o couro do árbitro uruguaio Jorge Larrionda por causa do impedimento triplo no primeiro gol do Boca Juniors no jogo da quarta-feira. Irregularidade indiscutível, responsabilidade idem: o lance era do auxiliar. O ideal seria a Confederação Sul Americana optar por arbitragem européia quando houver confrontos entre times brasileiros, uruguaios e argentinos.

Olimpíada Universitária

Mesa do café em um hotel de Blumenau, cercado de professores e técnicos de algumas modalidades pergunto: “Por que uma universidade como a UFSC, com 22 mil alunos, não consegue ter equipes de ponta no esporte de alto rendimento”? Resposta em coro de um ex-Federal e de um treinador: “Hoje só tem doutor com pastinha em baixo do braço na educação física. Ninguém mais quer saber de trabalho de campo”. Simples assim?

Quem lucra?

Com o fracasso no basquete, o Joinville no fundo do poço e a crise no Bolshoi, a transferência do voleibol da Unisul para Joinville poderia ser uma boa notícia. Poderia. As experiências com esses projetos passageiros não são boas, não deixam frutos. Florianópolis e São José sabem do que estou falando. E Brusque acaba de adotar o time feminino da Brasil Telecom. É muito dinheiro para satisfazer o marketing de quem investe. E só. Esvaziado o interesse do investidor o circo recolhe a lona e muda de lugar.

Pero Vaz

O Metropolitano resolveu inovar em se tratando de viagem à Europa de um clube de futebol profissional. Além de conciliarem negócio com turismo, os cartolas elegeram como jornalista da delegação o meia Cairo. O jogador é o responsável pelo relato sobre as andanças da delegação blumenauense na Suíça e Áustria. Pelo jeito o dinheiro do Fundesporte não foi suficiente para cobrir as despesas com um repórter. Ou o que viajou entre os 39 não está capacitado para a missão.

Playboy

Ainda não entendi a invasão de mulheres como apresentadoras dos programas esportivos de televisão, curiosamente todas loiras. Bem maquiadas, claro, vestidas como se fossem para a balada, elas fazem cara e pose de modelo o tempo inteiro, incluindo o pezinho de sapato bicudo virado para um lado. Em alguns momentos chega a ser hilária essa parceria com alguns conhecidos brucutus do jornalismo esportivo. Não que eu prefira as meninas vestidas de meiões, chuteiras e bermudões tipo surfista. Só acho que o trampolim para contratos com revistas masculinas ficou meio deslocado.

Casa de ferreiro

Anderson Migliorini é o jovem vice-campeão da Olimpíada Universitária no decatlo, uma das provas que mais exige do competidor no atletismo masculino. Migliorini é de Timbó, estuda com bolsa na Uniasselvi, instituição com unidades em Blumenau e Indaial e treina para o salto com vara, uma das dez modalidades do decatlo, com um bambu. A vara especial para esta prova custa perto de R$ 5 mil. Enquanto isso o dinheiro para ajudar campeões como Anderson segue desviado para outros fins.

A balança

Um Figueirense com muitas virtudes pode ganhar do Atlético em Minas, o Avaí cheio de defeitos precisa derrotar o Remo em casa e o Joinville em crise permanente tem a obrigação de passar pelo Próspera em Criciúma. Não sei do Criciúma que jogou ontem em Ipatinga. É o fim de semana do futebol catarinense e seus desafios em campo. Tomara dê tudo certo.

Atualíssimo

“Jogos de futebol também são decididos por falta de caráter. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues)









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