quinta-feira, 22 de abril de 2010

Temperos e destemperos

Depois de muito tempo sem botar o pé em estádios, graças ao pay per view, decidi ir à Ressacada para ver Avaí x Grêmio, um confronto temperado pela rivalidade, pelas bobagens do agora “inimigo” Silas e pela possibilidade concreta de termos uma equipe catarinense na próxima fase da Copa do Brasil. Os problemas de trânsito, cabines de imprensa em estado precário e certo tipo de torcedor muito chato, me espantaram dos jogos ao vivo mais de ano. No Scarpelli os problemas eram bem menores, mas coloquei as coisas em pé de igualdade, ou seja, não ia nem lá, nem cá. Séries A e B do Brasileirão e campeonato estadual, só na telinha.

Não cheguei a ver o ao vivo o jogo de quarta-feira. Depois de conhecer a nova organização avaiana, de saber da transmissão pela RBS também para Florianópolis e do bate papo com colegas que há muito não via, decidi voltar ao conforto caseiro. Na saída percebi que o trânsito em mão única para a Ressacada estava na penúltima etapa – entre 9 e 9hs15min - e entendi que precisaria esperar mais ou menos dez minutos.

Procurei colocar o carro mais adiante para aguardar a liberação de pista quando fui interceptado por um elemento – é assim que eles gostam de nos chamar – da Polícia Rodoviária Estadual. Aos gritos, ele perguntou onde eu pensava que ia. Educadamente expliquei minhas intenções. Como resposta, mais gritos e a afirmação de que tinha percorrido na contra mão aquele pequeno trecho em meio às áreas de estacionamento. A certa altura do barulhento monólogo tive medo de ser arrancado do carro pela gola do casaco, tamanho o berreiro, truculência e o destempero do policial.

Claro que não fiz que nem aquela desembargadora, mesmo porque não tenho hábito nem poder para o conhecido carteiraço, e muito menos o respaldo futuro de uma nota ridícula e coorporativa como a da Associação dos Magistrados em defesa da sua protegida.

Desliguei o carro fiquei bem quietinho, observando o policial berrar com mais três ou quatro desavisados que, como eu, foram um pouco mais adiante pela falta de sinalização ou de um servidor público preparado para orientar educadamente os motoristas. Voltar aos estádios? Vou pensar com carinho.

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