Não é porque o Mosquito morreu que vou sair por aí dizendo que ele era o melhor homem do mundo. Mas estava longe de ser o pior e merecia algum tipo de reconhecimento, mas em vida, não depois de morto. Tivemos nos últimos tempos uma relação conturbada em virtude das suas cobranças. O Mosquito tinha um jeito torto de enxergar o jornalismo e os jornalistas, inclusive os mais próximos dele, que de alguma forma o viam com simpatia.
Dada a sua língua destravada e por vezes inoportuna foi perdendo pelo caminho algumas boas cabeças que podiam abraçar as suas causas e acompanhá-lo na sua jornada contra a corrupção. Sua metralhadora giratória não poupava ninguém, às vezes nem seus amigos ou simplesmente conhecidos sempre interessados na leitura das suas tijoladas. Infelizmente a pressão do outro lado foi maior do que a que ele estava preparado para suportar.
E no final todo mundo matou o Mosquito, me sussurra um amigo ao lado, completando minha idéia da insustentável convivência com a obsessão. Pensem nisso, principalmente aqueles oportunistas que diziam apoiá-lo sem uma palavra de advertência, sem um pingo de responsabilidade diante do desfecho trágico que se avizinhava. O Mosquito não se matou, foi assassinado.
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"...aqueles oportunistas que diziam apoiá-lo sem uma palavra de advertência, sem um pingo de responsabilidade diante do desfecho trágico que se avizinhava. O Mosquito não se matou, foi assassinado. " E você, Mario, matou a charada.
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