sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um time mascarado


Os excluídos mexicanos transformaram a máscara em adereço da moda

O Cruzeiro tem que viajar semana que vem a Buenos Aires para o jogo de ida da final da Libertadores contra o Estudiantes, marcado para quarta-feira. A Argentina está em estado de emergência, recém decretado, por causa da gripe suína. O clube brasileiro, zelando pelos seus direitos e pela saúde da delegação, poderia reivindicar a mudança do local desta partida. Mas o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela, espertamente diz que prefere aguardar o posicionamento da Confederação Sul Americana. Como bom cartola, Zezé deve estar agindo por baixo do lenço para não aparecer na linha de frente, embora já esteja contaminado pelo vírus da malandragem que acomete a maioria dos dirigentes. O futebol mexicano, país onde começou a gripe, pela mesma razão teve que abandonar a Libertadores. Pelo sim, pelo não, confirmada a viagem do Cruzeiro seria uma contradição a tudo o que tem sido dito e feito pelo governo brasileiro nos últimos dias, provocando inclusive o cancelamento de viagens turísticas e de negócios ao Chile e à Argentina. E estaria sacramentado um tratamento diferenciado entre México e Argentina, restando aos componentes da delegação do Cruzeiro e aos jornalistas incumbidos da cobertura do jogo solicitar farta distribuição de máscaras anti-gripe.

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