terça-feira, 17 de abril de 2007

Terça-feira

PACOTÃO

Os acontecimentos que começaram semana passada e culminaram com o afastamento matemático do Avaí do título do returno não podem ser examinados isoladamente. A direção do Avaí, acredito eu, por ingenuidade, cedeu às pressões da Federação e caiu no engodo do Figueirense, assinando o recurso que caçou a liminar que impedia a realização do clássico na sexta-feira. No domingo Mauro de Lima se encarregou do resto. Uma arbitragem desastrosa – dois pênaltis não apitados em favor do Marcílio Dias, um decisivo e inexistente contra o Avaí – completou o quadro desta tragicomédia em que se transformou o Catarinão. O Avaí, o único que tinha tudo a perder, perdeu tudo. O eleitorado do Oeste está satisfeito, o presidente do Criciúma arrefeceu seu discurso contra a Federação e o Figueirense ganhou mais um clássico, enquanto a torcida avaiana range os dentes e teme pelo futuro no Brasileiro da série B.

BAD BOY

Tem gente perguntando. É campanha contra? Não é. Simplesmente não dá para ignorar imagens da tevê mostrando o presidente da Federação, sentado à beira do gramado do estádio Hercílio Luz e batendo boca com o treinador do Avaí. Isso lá é postura para um dirigente com a responsabilidade do cargo que ocupa há 23 anos? E o que fazia no local, misturado com gente que estava ali trabalhando?

MALANDRAGEM

Na podre vai o Micalis, auxiliar técnico. Como aconteceu domingo, diante do Atlético de Ibirama no Scarpelli. E assim o Mário Sérgio continua invicto. Sob seu comando o Figueirense não perde há nove jogos.

ELES & ELAS

A Federação Paulista está utilizando mulheres como gandulas nos jogos do seu campeonato. As meninas são estudantes de educação física e começaram a trabalhar com eficiência sábado, nas semifinais. Os homens estavam mais para torcedores e aprontaram muito.

TERROR

Rebaixamento para a divisão especial é o fantasma da semana a assombrar Itajaí, Joinville e Criciúma. O Marcílio Dias escapa com um empate na Arena, o Joinville precisa vencer garantindo bom saldo e o Próspera em casa poderia escapar derrotando o Brusque. Depende do que o TJD decidir nesta terça-feira no processo de utilização irregular de um jogador por parte dos criciumenses.

BARRADOS NO BAILE

Figueirense e Avaí deixam o campeonato amargando grandes prejuízos graças às contratações mal sucedidas e equívocos de planejamento. A insistência no discurso ufanista só agravou os problemas, determinando o fracasso no Estadual. O prejuízo futuro é a ausência na Copa do Brasil de 2008, vagas conquistadas por Chapecoense e Criciúma. O imediato, por enquanto, é a bronca das duas torcidas com a festa do interior.

PAPO SÉRIO

Não existe exame antidoping no futebol catarinense. Muito caro, é a desculpa. Papo furado. Basta empregar melhor o dinheiro tomado dos clubes a cada rodada. A previsão desse tipo de exame por algumas das principais federações do país é marca de organização e sinaliza boas intenções na condução do esporte, seja ele qual for.

CAJU

Lembram do Edson Gaúcho? Pois ele é o técnico do Caxias, time que humilhou o Grêmio domingo com um 3 a 0 no estádio Centenário, em Caxias. No jogo de volta os gremistas precisam fazer diferença de quatro gols para não serem eliminados do campeonato gaúcho. Na outra semifinal parece que vai dar Juventude, vencedor da primeira partida por 2 a 0 no campo do Veranópolis. Perspectiva de uma final inédita no Gauchão.

BARBAS DE MOLHO

Dalmo Bozzano está de férias em Buenos Aires. Na volta prepara o lançamento do seu livro “Árbitro ou Arbitrário”, previsto para o início de maio em um shopping de Florianópolis.

90 MINUTOS

Jogos apitados pelo Dalmo tinham justo o tempo previsto pela regra, nem um minuto a mais. “Não ganho hora extra para apitar”, justificava ao ser contestado. Na sua época não havia a determinação que hoje obriga a arbitragem a conceder acréscimos e ele punia com rigor a tentativa de “cera”.



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