segunda-feira, 6 de maio de 2013

Abaixo o jornalismo burocrático e a ditadura das assessorias de imprensa dos clubes


O futebol não é jogado somente no gramado e os acontecimentos extra campo raramente chegam ao conhecimento do leitor/ouvinte/telespectador. A equipe da RIC Record deu exemplo de bom jornalismo ao relatar os incidentes de Chapecó e Criciúma envolvendo jogadores, torcida e até um gandula. No estádio Indio Condá, por exemplo, palco do jogo entre Chapecoense e Figueirense, o lateral André Rocha, do time da Capital, agrediu um gandula. Depois da expulsão do jogador, o caso foi parar na delegacia, com depoimentos e exames de corpo de delito. Tudo isso foi acompanhado e noticiado pelo SC no Ar, programa da manhã da RIC RECORD. Faz tempo que sinto falta do acompanhamento pelos veículos de comunicação dos fatos que não se restringem às quatro linhas do campo de jogo. É um tipo de visão cada vez mais rara, ao invés de ser rotina, justamente em tempos de evolução tecnológica e mais agilidade para as tarefas da reportagem. Infelizmente parece que o jornalismo atual anda exatamente na contramão das facilidades oferecidas. A opção é por picuinhas regionais que só incentivam a violênncia nos estádios, com as redações rendendo-se à burocracia, à falta de criatividade e à postura ditatorial e burra das assessorias de imprensa dos clubes. Daí a importância deste comportamento diferenciado da equipe da RIC RECORD. Em nome do bom jornalismo, não parem por aí.

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