domingo, 2 de agosto de 2009

Fala o corintiano Juca Kfouri


"Foram surpreendentes os primeiros 10 minutos do Corinthians contra o Avaí, no Pacaembu, mais vazio do que cheio, provável reflexo da ausência de Ronaldo e do desmanche do time campeão da Copa do Brasil.

Ágil, rápido, insinuante e capaz de criar três ótimas chances de gol, as duas primeiras ainda antes do quinto minuto, numa cabeçada de Souza e num toque de Jucilei que Eduardo Martini defendeu.

Como o goleiro catarinense pegou, à queima-roupa, um chute de Bill, em rebote de arremate de Souza, que até jogava bem.

Dos 10 aos 20 minutos, no entanto, o alvinegro permaneceu melhor em campo, mas deixou de levar perigo ao time alviceleste.

Que, enfim, tomou coragem e partiu para cima dos donos da casa, quase marcando com William, em seu primeiro ataque.

Ao acreditar mais que o bicho não era tão feio, o Avaí se abriu e quase levou, por cobertura, um gol de Bill, com a bola batendo no cocoruto do travessão.
A resposta avaiana veio numa bicicleta de William, perigosa.

Fato é que o time do Guga, e do técnico Silas, mesmo sem três de seus principais jogadores (Léo Gago, Ferdinando e Muriqui), passou a jogar de igual para igual com o esforçado, organizado, mas enfraquecido, time de Mano Menezes.

E assim, sem gols, terminou o primeiro tempo, sem gols, e com uma arbitragem curioso, de um mineiro do quadro da Fifa, Ricardo Marques Ribeiro, que marca muito mais falta de ataque do que das defesas.

E com auxiliares especializados em errar impedimentos contra o Avaí.
O Corinthians voltou com Bruno no lugar de Marcinho na lateral-esquerda

A torcida corintiana cantava, mas, no segundo tempo, o time já não encantava.

Na verdade, o jogo caiu num certo clima de marasmo, sem chutes a gol.
Silas também não estava gostando e tirou o centroavante William, ex-Santos, para entrada de outro centroavante, Roberto.
E quase que o Avaí faz gol, numa sucessão de escanteios.

Por falar em escanteios, pouco antes, Boquita foi cobrar um e chutou a bandeirinha -- a não o, que fique claro.
Grotesco!

Não por isso, mas Boquita saiu para entrar Diogo aos 41.

E Felipe, aos 30, precisou evitar um gol de Roberto.
Como Eduardo Martini, em seguida, em bolas de Elias, de Marcelinho e de Souza, em menos de dois minutos."

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