terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Confundindo (de propósito) alhos com bugalhos


Entrei 2010 de mau humor. É muita podridão envolvendo corrupção de políticos e quejandos, trazida ao conhecimento público por algumas operações da Polícia Federal – a mídia tradicional pouco faz -, tais como moeda verde, traquinagens como a nossa (deles) árvore de natal, shows megalômanos, campanhas eleitorais fora de época, por tanto, ilegais, duplicação de estradas que levam décadas, obras superfaturadas, dinheiro público escorrendo pelo ralo, ufa, que lista.

Tudo isso revela a impunidade e o descaso com que somos tratados pelas chamadas autoridades constituídas. Roubar é preciso, prestar contas, jamais, fazer jus ao voto, nem pensar. O povo que se exploda, como pregava aquele personagem da tevê. Nessas horas lembro das ações da FATMA, exemplo anual da instituição que deveria zelar pelo cumprimento de leis de proteção do meio ambiente, junto com outras geringonças existentes no poder público. Até que a turma se esforça, mas...

E o que tem a ver uma coisa com as outras? Tudo, e de um jeito muito emblemático. A FATMA todo o início meio e fim de temporada elabora uma lista com a condição de balneabilidade das praias do litoral catarinense. Entra ano, sai ano, e ficamos sabendo onde podemos tomar banho sem botar o pé na merda, o que está cada vez mais difícil, uma raridade, pode-se dizer.

Então ficamos sabendo que a praia tal está assim, a outra assado, coisa e tal. E nada acontece, ou seja, continua tudo como dantes e o populacho cada vez maia acuado pela poluição e descaso dos manda chuvas de ocasião. Entenderam? Governador, vice, deputados, prefeitos, secretários, vereadores, tudo farinha do mesmo saco furado. A lista da FATMA continua não servindo pra nada.

E tome propaganda enganosa, tome rótulo tipo “Capital do turismo do Mercosul”, maior e melhor destino turístico do sul do país. Pode ser, desde que se chegue por aqui de avião e com reserva em alguns dos guetos ainda existentes, destinados aos privilegiados de plantão, e que só conhecem o bem bom do que sobrou de Florianópolis. Até nosso carnaval já plagiou samba, patifaria e obras inacabadas.

A outra parte, a da falta de luz, água, saneamento básico, estradas entupidas, ocupação desordenada, o vale tudo municipal, isso só nós conhecemos e desfrutamos. E nem vou falar no problema das encostas. Cruz, credo, vão me chamar de pessimista.