sábado, 22 de junho de 2013

A fumaceira das ruas e da Copa

Notícias do Dia 22/06/2013


Luiz Mendes/Arte ND
A boataria com ameaças de suspensão da Copa das Confederações tomou conta dos bastidores na quinta-feira à noite. Joseph Blatter, o sinistro presidente da Fifa, abandonou o país e foi almoçar na Turquia, cancelando seus compromissos da sexta-feira por aqui. Desde 30 de outubro de 2007, quando o governo Lula e outros ufanistas conseguiram trazer a Copa de 2014 para o Brasil, armazenamos confusão de sobra. Fomos até ameaçados com um pontapé na bunda pelo secretário de Blatter, Jérôme Valcke. Atrasos e superfaturamento em obras de estádios, aeroportos sucateados e problemas de infraestrutura urbana sem solução começaram a dar razão à impaciência dos donos do Mundial. Um jornalista sul-africano chegou a dizer dia destes que três motivos não o fariam sentir saudades do Brasil: aeroportos, telefonia e internet. Jornalistas estrangeiros reclamam, pedem segurança para eles e suas delegações.
Esse tipo de crítica, procedente, por sinal, seria o pano de fundo para o descontentamento de Blatter, agravado com o povo nas ruas reclamando dos desgovernos e aumentando o quadro de caos que cerca a realização do chamado evento-teste. Como onde há fumaça – e a fumaceira nas ruas é grande – há fogo, fiquemos de olho nessa turma que não tem fair-play, desrespeita a cultura do país e não admite o contraditório. Atrapalha os negócios e diminui os lucros.
Não acredito nas ameaças. Nenhum membro da Fifa jamais poderia sequer sobrevoar o Brasil. Nós é que daríamos o pontapé na bunda deles. Teremos sim futebol no fim de semana. Os italianos, além de assustados com as confusões brasileiras, não contarão com Pirlo, machucado, e De Rossi suspenso. Caminho facilitado para o Brasil conseguir o primeiro lugar do grupo. Fugiremos da Espanha, deixaremos para vingar os pobres e humilhados taitianos quem sabe na final. Antes precisaremos desmentir os boatos e, tudo indica, passar pelos valentes uruguaios na semifinal.

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