quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Diário da Minha Rua 2

 (ou Qualquer semelhança não é mera coincidência)

(ou ainda, Uma investigação sherlockiana)


A máquina chegou cedo na terça-feira, e ficou tempo parada em frente ao meu portão. Às 6h30 já tinha me antecipado e estacionado o carro na outra rua. Faltaram os auxiliares. Afinal, são só sete da manhã e eles devem estar pedalando. Da Tapera onde moram os três meninos, atletas da empreiteira que serve a Secretaria de Obras, até aqui, deve dar um bom tempo de bicicleta.

Os moradores então deram início ao ritual da troca de estacionamento, das suas garagens para a rua de trás, larga e bem calçada, bem diferente da servidão Manoel Isidoro Augusto.

Meu amigo e também jornalista, Wirson Holderbaum, é um dinossauro como eu, dos tempos de lançamento do Jornal de Santa Catarina em Blumenau, comecinho da década de 70. Com essa quilometragem sabe o que vai acontecer. Avisou que a sua rua, a da Lagoa da Chica, no Campeche, tem rede de esgoto instalada, mas não fizeram drenagem nem calçamento. Quando chove vira aquele atoleiro.

E faz mais de ano que o Wirson e seus vizinhos passam por esse martírio. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Nós tememos pelo mesmo destino.

Estou esperando retorno da minha conversa de ontem com o Lela, o ex-intendente. Lembram dele, aquele candidato a vereador cujo slogan diz que ele tem “a cara do Rio Tavares”? Pois o cidadão agora desconfia que esse desleixo da Secretaria de Obras possa ser um boicote à sua candidatura. Está investigando, confidencia ao telefone com voz sherlockiana. Elementar, meu caro secretário Rauen?

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