terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cadê o dinheiro do esporte?


A choradeira é livre, muito grande e corre solta, inundando os corredores esportivos de Santa Catarina. A gritaria maior é pelos critérios – ou a falta de – utilizados para distribuição dos recursos do Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte, conhecido como Fundesporte.

Para se ter uma boa ideia dos ingredientes pesados que tornam nebuloso esse assunto, uma instituição chamada Associação Brasileira de Esporte Endurance, realizadora do Iroman, foi contemplada com R$ 600 mil. A Fesporte abraçou um pepino de R$ 1milhão 750 mil reais, como pagadora do auxílio destinado ao Desafio das Estrelas, aquele evento de kart que todos os anos leva muito dinheiro público na sua realização. O constrangido presidente da instituição e mera repassadora desta pequena fortuna, Adalir Pecos Borsatti, é mais uma vítima destes arranjos de bastidores.

Enquanto isso, do total de projetos aprovados beneficiando federações com dinheiro do Fundo (R$ 3 milhões), apenas 21% foram liberados, aliviando os cofres das Federações de  Surf, com R$ 52 mil e 500, do Desporto Universitário, R$ 186 mil e Karatê Inter estilos com R$ 200 mil.

O pior é constatar que a joinvilense Tamiris de Liz, nossa revelação do desporto escolar, participou do Mundial Juvenil de Atletismo em Barcelona e está na Olimpíada em Londres sem um tostão do Fundo. Seu projeto de míseros R$ 9 mil e 800 recebeu parecer favorável, mas até hoje a atleta espera pelo pagamento. Os atletas, justo eles, formam o maior contingente de credores do Fundesporte: receberam pouco mais de 9% do que foi aprovado (R$ 290 mil) pela Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte e pelo Conselho Estadual do Esporte, origem, meio e fim desta via crucis.

Há inúmeros projetos aprovados e engavetados, causando revolta e decepção entre os que trabalham sério pelo esporte catarinense. Questionada, a Secretaria não apresenta nenhuma justificativa. Lá os ventos sopram somente a favor de interesses políticos eleitoreiros.  E recebe tão pouca atenção do governador Raimundo Colombo e seu séquito que nos últimos meses passaram por lá César Souza Júnior e o interino José Natal. Ambos privilegiaram suas candidaturas, enquanto o esporte catarinense  segue sem comando, de chapéu na mão e ao sabor da improvisação e da falta de cuidado com o dinheiro público.


Um comentário:

Anônimo disse...

@angela_albino tem discurso eleitoreiro, é amiga do espancador netinha de Paula http://t.co/XrONxfCn

tem também o dinheiro do esporte do projeto segundo tempo? Alguem viu? PCdo B sumiu!