segunda-feira, 23 de julho de 2012

O público e o privado, a mesma porcaria

Ando pela casa em busca do sinal. Para falar sem cortes ou interrupções definitivas tenho que encostar o nariz na janela ou sair à rua e passear pelo jardim. Uma alternativa é  espichar o pescoço para fora da janela do quarto.

Chuva ou sol nestes tempos de muito frio ponho a saúde em risco – de vida ou de morte, ainda não está decidido pelos comunicólogos – para usar um equipamento cuja sofisticação não me serve para quase nada a não ser para provocar alterações no meu humor.

Morador do Rio Tavares estou condenado pela TIM a testes diários de paciência e criatividade com meu celular. A tal da portabilidade não anima ninguém, principalmente agora que os Procons e a imprestável Anatel resolveram tomar uma atitude em defesa do consumidor. Todas as operadoras foram penalizadas, aumentando ainda mais o sentimento de impotência que toma conta de assinantes pré ou pós pagos. Tanto faz. Independente de sigla ou tipo de serviço estamos à mercê da vigarice, da impunidade e da péssima qualidade da telefonia móvel.


SE ESSA RUA FOSSE MINHA...


Acrescento mais um ingrediente para irritação e desconforto diários. Uma obra simples de drenagem e pavimentação da servidão Manoel Isidoro Augusto, onde moro, comprova que o cidadão continua desassistido. Terminologia inventada pela ex-prefeita Ângela, e de fácil aplicação no dia a dia dos pagadores de impostos feito trouxas sem a devida contrapartida.

A rua tem que ser interrompida, não se sabe nunca a hora certa, já arrebentaram cano da Casan, quase me deixaram incomunicável novamente, copiando a Celesc que outro dia na simples troca de um poste acabou com minha internet, telefone e tevê a cabo. E não deu a mínima para o problema.


Madrugamos para tirar os carros de casa evitando o bloqueio do trator e da buraqueira que vai receber os canos. Somos obrigados a sair de casa sem hora para voltar, uma rotina maluca provocada pelos “obreiros”, mestres em improvisação.

As placas da prefeitura anunciando o paraíso para os moradores foram colocadas no início da rua há dois meses. Só agora a turma apareceu para trabalhar e quando chove o trator e os operários desaparecem, deixando buraco e lama para nosso rali diário.

E assim vivemos nesse pedacinho do Rio Tavares, pagando contas, impostos e o mico diário pela má prestação de serviços, públicos e privados.

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