sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quem é que gosta de salada de chuchu?


“Habemus” clássico na decisão do campeonato catarinense, o que não acontecia há 13 anos, segundo os numerólogos. Este confronto entre um participante da série A do Brasileirão e outro da série B, com a tradição e rivalidade que cercam os dois clubes, é um presente para o futebol de Florianópolis. Afinal, aqui não temos só Grenal, Atletiba ou Bavi resolvendo os embates no estado, pois Chapecoense (campeã do ano passado), Criciúma e Joinville não dão sossego à dupla da Capital.

Os dois times e suas respectivas torcidas hoje respiram ares diferentes. No Orlando Scarpelli o clima é de favoritismo, não consentido, é claro, e na Ressacada o sentimento é de ressurreição e renovada esperança em uma competição praticamente perdida.

É curioso como isso reflete no modo de agir das comissões técnicas. A do Figueirense, comandada por Branco, segue dançando no mesmo ritmo orquestrado pela confiança de dois turnos conquistados, uma aberração do regulamento elaborado pelas próprias vítimas, a maior delas o próprio Figueirense. Declarações despidas de originalidade e carregadas de lugares comuns formam o quadro no time que já poderia ter vestido a faixa de campeão.

No Avaí a grande novidade, além da recuperação espantosa, é a mudança de comportamento do treinador interino Hemerson Maria. Depois do inicio promissor, quando a sinceridade pincelava frases inteligentes, ele aderiu aos chavões e, horror dos horrores, aos treinos secretos. Uma chatice, tirando o pouco de tempero que poderíamos degustar em dois clássicos que tinham tudo para ser bem mais apetitosos. As duas torcidas é que poderão botar um pouco de sabor nessa autêntica salada de chuchu.

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