terça-feira, 19 de julho de 2011

Gol contra


Os aviões da Gol não decolaram nesta terça-feira pela manhã do aeroporto de Congonhas. Ficaram todos em solo paulista por causa de um problema no sistema que controla as operações da empresa. Relatos dos jornalistas que cobriram o assunto desde o começo da manhã davam conta do tumulto e do tamanho das filas que não paravam de crescer.

Imagino o grau da irritação e do desconforto dos passageiros. Essa falta de respeito das empresas aéreas e a omissão das instituições que deveriam botar ordem nesses galinheiros em que se transformaram nossos aeroportos se repetem diariamente.

Segunda à noite levei minha irmã ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz, a gente sabe, uma tragédia em matéria de conforto apesar da fajuta classificação. Ela embarcaria às 18h55 pela Gol. Embarcaria. O vôo 7650 com destino a Buenos Aires, escala em Porto Alegre, foi cancelado sem nenhum aviso prévio aos passageiros, apesar de emails e telefones dos interessados na informação serem de conhecimento da empresa. Manutenção, alegaram suscintamente. A notícia era recebida na “boca do caixa”, no balcão do chek-in, ou através daqueles painéis que anunciam chegadas e partidas.

Solução? Transferência para um vôo da Tam que sairia três horas depois, com direito a um generoso vaucher para janta. Fui ao balcão da Infraero a procura do canal correto para registrar a reclamação. É impressionante a passividade do usuário. Deixa assim, pensa a maioria. Não adianta reclamar, foi o que ouvi em volta.

Ainda assim fui. Como resposta cheia de má vontade do funcionário que me atendeu, recebi um papelzinho, do tamanho de um selo de postagem, com o endereço eletrônico e um telefone 0800 da Anac, a tal agência reguladora (?) do setor. E um adendo do incomodado atendente. Afinal, eu estava perturbando o seu sossego, imaginei pela pose e disposição: “pessoalmente não é mais possível, só através destes endereços que estou lhe passando”, disse o sujeito atirado pra trás, como se estivesse numa espreguiçadeira.. Cheguei a pensar que era seu horário de folga. Estou quase jogando no time dos que acham que não adianta mesmo reclamar.

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