terça-feira, 22 de março de 2011

Perguntinhas

Do leitor

Quais motivos teriam levado DEUS nos dar uma terra tão abençoada, sem terremotos e suas consequências, água a vontade, até mesmo para gasta-la em demasia e de forma irresponsável, terra agriculturável, diversidade de alimentos a bom preço, relativa paz social? Vocês não acham que tudo parece assim tão perfeito? Bem, pois temos um Ministro dos Esportes do partido comunista que acaba de receber gordas contribuições do Mac Donalds, do Bradesco e da Coca Cola, um presidente da CBF com uma interminável lista de denuncias,de falcatruas, empresas não declaradas no exterior, maracutaias com políticos, clubes enfraquecidos por interesses escusos de seus dirigentes. Fico pensando se não mereceríamos mais respeito e um pingo de dignidade por parte dos governantes.


Do blog do Mário Marcos de Souza, ex-colunista da Zero Hora

Quando teremos um Michel Platini na CBF? - O imenso fosso que separa, economicamente, o futebol brasileiro do europeu não se explica apenas pelo poderio financeiro dos grandes clubes e pela minuciosa organização. A explicação para a distância entre um e outro também se deve à mentalidade. Querem um exemplo? Nesta terça-feira, o ex-jogador francês Michel Platini, 55 anos, foi reeleito em Paris para mais um mandato como presidente da poderosa União Europeia das Associações de Futebol (Uefa). Platini fica no cargo até 2015. Foi eleito por aclamação.
É uma das diferenças.
Quando veremos um ex-jogador de futebol romper a barreira de cartolas de federações e assumir a presidência da CBF? Do jeito que a situação vai, teremos de esperar algumas gerações de brasileiros antes de chegarmos a este ponto de maturidade – o de entregar o poder da entidade para aqueles que são responsáveis pela grandeza do futebol.
Aqui o futebol virou um feudo de cartolas, um clube fechado, sem brechas. Nomes o futebol brasileiro teria de sobra, ou Zico não poderia ser um presidente bem superior ao atual? Dá para citar outros, o ex-goleiro Zetti, Falcão, Vladimir (o pai do lateral Gabriel, do Grêmio) e tantos outros. Qualquer um deles seria uma espécie de Platini brasileiro – mas, assim como a paz no mundo, este projeto fica apenas no terreno da utopia.
Enquanto não chegamos lá, resta admirar os europeus.
Platini foi eleito não por jogadores, mas pelos presidentes de 53 federações nacionais e integrantes do comitê executivo. No discurso ele fez uma homenagem aos jogadores, qualificando-os como “educadores voluntários que trabalham com paixão e amor pelo futebol”.
- São heróis da vida cotidiana, sem os quais não haveria Beckenbauer, Cruyff, Zidane e Messi – disse, claramente emocionado.
Platini tem vários objetivos nesta nova gestão. Um deles: vai implantar o chamado fair play financeiro, que val na temporada 2014/2015. Significa que clubes sem equilíbrio financeiro serão excluídos das competições europeias (imaginem isso por aqui).
Ele também é defensor do auxílio de vídeos na arbitragem e vai colocar cinco observadores trabalhando com o recurso nas competições. A novidade entra em vigor já na próxima temporada.
Platini foi eleito pela primeira vez em 26 de janeiro de 2007, em Düsseldorf, na Alemanha. Ele derrotou o sueco Lennart Johansson.

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