sábado, 22 de janeiro de 2011

Calça de veludo, bumbum de fora



Notícia que vem do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anuncia a escolha do Centro Esportivo Crystal Palace, em Londres, como local para treinamento das equipes brasileiras. Uma maravilha. Teremos pistas de atletismo, piscinas, ginásios, campos, quadras e salas de musculação, todas de alto nível, que servirão para a concentração das equipes até a ida para Vila Olímpica.

Os atletas devem chegar a Londres um mês antes das competições. Depois do inicio dos Jogos, o centro esportivo abrigará todos os membros da delegação brasileira não credenciados para a Vila Olímpica, entre eles médicos, auxiliares técnicos, treinadores, fisioterapeutas, sparrings e membros do departamento de Ciência do Esporte. Será, como diz o próprio COB, uma espécie de quartel general do Brasil na capital inglesa.

Até aí tudo bem. Problema é que a um ano apenas da próxima Olimpíada não se ouve falar da preparação em solo pátrio das nossas equipes. Desconfiamos da condição que elas ostentam atualmente. A do handebol masculino, por exemplo, assusta. Acaba de encerrar sua participação no Mundial da Suécia com cinco derrotas nos cinco jogos disputados. O basquete é uma incógnita nos dois naipes. Na quadra nossas esperanças, como sempre, estão concentradas nos homens e nas mulheres do voleibol. Nas modalidades individuais torceremos por medalhas aqui e ali no judô, natação e atletismo. Ah, tem o futebol, agora com o Nei Franco, profissional conhecido e competente. Quem sabe a primeira medalha olímpica brasileira neste esporte esteja a nossa espera na Inglaterra. É cedo demais para alimentar esperanças. Recém estamos passando pela classificação sul americana.

Do jeito que vamos o Crystal Palace pode significar pouco. Chegaremos a Londres com uma delegação dispondo de equipamentos esportivos modernos, mas servindo equipes mal preparadas e sem potencial sequer para uma representação que justifique presença em uma Olimpíada.

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