terça-feira, 1 de junho de 2010

Ora bolas


O Dunga, misto de treinador da seleção brasileira com psicólogo e corregedor da mídia, acaba de descobrir que nem todo mundo gosta de sexo, sorvete ou vinho. E ele, gosta do que? Favor encaminhar respostas à concentração do Brasil em Johanesburgo, África do Sul.

Mas a melhor de todas é que nossos jogadores não gostam de verdade é da bola, o que de certa forma já se sabia, não chega a ser novidade. Nessa turma tem alguns que até a odeiam. A Jabulani, como é chamada a bola no país desta Copa, está levando chutes verbais de todo o lado, a começar pelo goleiro Júlio César, que lembrou daquelas compradas em supermercado por quem quer fazer caridade baratinha e sem maiores compromissos.

O Felipe Melo, com a sutileza e falta de tato que já lhe renderam cinco expulsões no campeonato italiano e duas na seleção brasileira, fez uma inexplicável comparação entre a mulher de malandro, que gosta de apanhar e de maus tratos, e a patricinha, metida a besta e que se julga a melhor de todas. O que ele quis dizer com isso em relação à bola da Copa, ninguém entendeu. Junto com as respostas sobre Dunga, enviem também perguntas ao Felipe Melo.

O que todo mundo percebe é que a cada Copa do Mundo as primeiras críticas são para a bola, sempre cheia de defeitos. Quanto mais a tecnologia avança, mais ela desagrada, do goleiro – o brasileiro Júlio César, o espanhol Casillas e o italiano Buffon - ao ponta esquerda, como se dizia antigamente. A grande coincidência está no fato de que os que reclamam da bola da vez são patrocinados pelo fabricante concorrente, no caso a Nike, já que a “porcaria” de hoje é produto da Adidas.

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