quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dunga vai treinar a Coréia do Norte

Esperei a poeira baixar antes de falar sobre a estréia brasileira na Copa. É bom não falar muito ou escrever qualquer coisa ainda sob o impacto de uma apresentação pífia do nosso time. A desculpa, já se sabe desde a criação do mundo, é o nervosismo, a ansiedade, o friozinho na barriga que dá no primeiro jogo até nos mais experientes.

Aceitemos que sim, não adianta dizer o contrário. Afinal, outras seleções bem cotadas na bolsa de apostas como Inglaterra, França, Itália e Argentina passaram pelos mesmos obstáculos. Menos a Alemanha, que deve ter um terapeuta muito eficiente e tratou de mostrar logo que não está na África do Sul para um safári, mas sim para jogar um futebol bonito e eficiente.

Pode ser a primeira impressão e, quem sabe, mudaremos de opinião nas próximas rodadas. Em se tratando de Brasil, estou pessimista, mais do que antes da Copa, quando a soma de incoerências acabou parindo a tal de “coerência dungueana”. O treinador brasileiro insiste em responder sobre temas que não lhe foram perguntados para, no final, jogar pedras na sua Geni preferida, a imprensa. Em campo vemos nossos “melhores” jogadores atuando com a coerência que lhes é transmitida.

Não tem importância. Já estamos acostumados com essa chatice. Para compensar o estômago e o humor arruinados, descobriu-se uma seleção ideal para o Dunga treinar: a Coréia do Norte, justo nossa adversária da estréia. Kim Jong-II, o ditador da casa, não permite a transmissão direta dos jogos. O povo só pode assisti-los em compactos gravados com os melhores momentos, mesmo assim apenas em caso de vitória coreana. Treinos então, nem pensar.

Perfeito. Mas, como o Dunga é um sujeito muito ético, tem mantido o assunto em sigilo. Não seria legal anunciar agora que Kim Jong-Hum, o atual técnico, perderá o emprego em julho, logo após a Copa.

2 comentários:

Diego Wendhausen Passos disse...

Venceu, mas não convenceu. O time brasileiro não consegue jogar contra equipes retrancadas, como foi em alguns jogos nas últimas eliminatórias, como Bolívia, Colômbia e Venezuela, quando não passou do empate sem gols.

Na etapa complementar, ainda conseguiu marcar duas vezes, mas terá que melhorar ao longo do torneio se quiser ir longe nesta copa.

Duda Hamilton disse...

Gostei da celeste, que calou as vuvuzelas.