terça-feira, 21 de julho de 2009

A terra do não temos


Hoje no Brasil se fala mais da Copa de 2014 do que a do próximo ano na África do Sul. Faremos a competição em casa e há muita preocupação com o quanto se vai gastar e no que. É assunto pertinente e em torno dele ouvi o final de uma entrevista à Rádio CBN domingo pela manhã, sem conseguir identificar o nome do entrevistado. Mas sua opinião naquele momento da conversa era contundente e referia-se à situação dos nossos aeroportos. “Estamos na idade da pedra”, dizia ele. Este é um quesito fundamental para atender não só as exigências da Fifa, mas da própria estrutura do evento e trata-se da nossa realidade, constatação que pode ser feita em viagens para qualquer canto do país. Desconforto provocado por serviços ruins, instalações precárias, mau atendimento e, pior de tudo, insegurança na terra e no ar. Nem é preciso ser muito viajado ou exigente para perceber que está aí o nosso calcanhar de Aquiles para a Copa que pretendemos organizar.
E que Florianópolis, por ter sido excluida como opção de sede, vai demorar um século para ver o aeroporto Hercílio Luz em condições para receber o volume de turistas que esperamos a cada temporada. Não vamos esquecer do gargalo que é o acesso àquela região, mais estreito em dias de jogos do Avaí que, aliás, é quem está prometendo solução para o problema. O máximo que fizeram até agora, além de promessas, foi um puxadinho muito do sem vergonha para embarque e desembarque, na esperança tola de ludibriar a comitiva da Fifa que andou por aqui. É só enganação pra todo o lado o resultado foi que nem chegamos a ter para acrescentarmos à lista do já teve.


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