segunda-feira, 6 de julho de 2009

A cartolagem vacinou o futebol


Máscara para andar no Metrô de Buenos Aires

Até as 18 horas desta segunda-feira o jogo de ida entre Estudiantes e Cruzeiro pela final da Libertadores estava mantido para a Argentina. Mesmo com o país sendo considerado área de risco pelas autoridades sanitárias por causa da gripe suína nada havia sido feito para mudar o local da partida. Volto ao tema da postagem abaixo relembrando que o México já sofreu com isso e teve o seu representante afastado da competição quando ainda não estava caracterizada a pandemia, o que só aconteceu em 10 de junho. Agora, muito mais do que antes, há necessidade de providências radicais em relação ao esporte, como as tomadas pela presidente Kristina Kirchner e autoridades do governo argentino para outras áreas. As férias de julho para cerca de 10 milhões de estudantes foram estendidas e os espetáculos teatrais suspensos por 10 dias. Estranho que medidas de precaução semelhantes não foram tomadas em relação ao futebol. Ainda no domingo Huracan e Velez Sarsfield jogaram a final do Torneio Clausura com estádio lotado. Os dirigentes do Cruzeiro diante da omissão de quem cuida da saúde resolveram encaminhar um documento à CBF, pedindo a intervenção do presidente Ricardo Teixeira. Como é que persiste esta contradição entre o que dizem e recomendam governantes do Brasil e da Argentina? E porque os mexicanos mereceram tratamento diferenciado? Talvez eu tenha que atualizar esta postagem daqui a pouco, mas o assunto já era para estar resolvido desde que Cruzeiro e Estudiantes se credenciaram como finalistas da Libertadores. O próprio governo brasileiro que há dez dias recomendou o cancelamento de viagens turísticas, inclusive para o Chile, deixou de lado os cuidados manifestados anteriormente e não falou uma vírgula sobre o problema. A mídia brasileira também não deu muita atenção, apesar de os números oficiais registrarem 60 mortos pela gripe entre os argentinos. Os dados não oficiais ninguém conhece, imagina-se.

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