segunda-feira, 6 de abril de 2009

Nosso dinheiro jogado no lixo

A piscina da Vila Olímpica é prova do desperdício de recursos públicos (foto Divulgação)

Li no blog do comentarista político Moacir Pereira que a Vila Olímpica de Criciúma está destruída. Faz tempo que isso acontece, caro Moa, e por toda Santa Catarina porque nesse país quem lida com dinheiro público não dá a mínima para o seu destino. Trabalhei em mais de 20 edições dos Jogos Abertos e em todas as sedes o roteiro era o mesmo com a construção e recuperação de piscinas, pistas de atletismo, ginásios, canchas de bocha, bolão, e estandes de tiro. Com raríssimas exceções a repetição de um evento em qualquer sede exigia novos e vultosos investimentos. A situação em Criciúma é um dos vários exemplos. Posso citar outros, entre muitos, como Florianópolis, Itajaí, Chapecó, municípios que construíram ou recuperaram seus equipamentos esportivos para depois abandoná-los e gastar fortunas com os mesmos objetivos, mais obras, novos remendos. Santa Catarina é um dos poucos estados com vocação esportiva que ainda não tem sua pista sintética de atletismo. A de Itajaí custou uma fortuna e foi abandonada pelo poder público e pela Univali, e a de Blumenau, recém construída no complexo esportivo do Sesi, foi afetada pelas inundações de novembro. As denúncias sobre a roubalheira dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio estão todo dia na mídia, o Ministério Público sabe de tudo – tem até relatório devidamente engavetado – e não faz nada, nem vai fazer. Em país sério, com judiciário idem, administrador relapso ou corrupto vai para a cadeia. Os mais radicais decepam a mão dos ladrões. Aqui viveríamos em um estado e em um país de manetas.

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