terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quero o mar de Caymmi


Acabei de dar uma caminhada pela beira de uma praia gaúcha chamada Rainha do Mar, onde estou em visita a familiares. Areia bem fininha, o que é bom, piso duro, melhor ainda para caminhar, e espaço bem largo até o mar. Aí começa o desencanto. A água é gelada, as ondas são fortes, muito baixas e tem cor de chocolate. O céu estava muito azul e a quentura do sol acaba amenizada por um ventinho característico desta parte do litoral. O noticiário segue com foco nos efeitos da última enxurrada movida, segundo meteorologistas, por um ciclone extra-tropical. Por essa razão o mar por aqui anda esquisito, tentando curar a ressaca do último fim de semana. O banho é um risco, o choque térmico uma probabilidade. Certamente não é o mar cantado por Dorival Caymmi nem é um cenário novo para mim, nascido e criado por estas plagas. O que me espanta é a disposição de alguns turistas, a maioria estrangeira, talvez desconhecendo que cem quilômetros adiante, passando a fronteira, o quadro muda para muito melhor. Ótimo, fiquem todos do Mampituba pra baixo. Lá em cima já temos gente demais, espaço de menos, e problemas de sobra. Da minha parte, assim que a 101 permitir, volto correndo pra casa. Brincadeirinha, se não a parentada me esfola.

2 comentários:

Anônimo disse...

Acho que trocar uma Rainha do Mar esquisito por uma rainha do mar tudibom, vale o esfolado...

Aluizio Amorim disse...

Bah!, és um auetêntico mané...hehehehe...lembras daquela bombacha jean?
Abração do
Aluízio Amorim

P.S.: Mas não espalha que a água do mar aqui é mais quentinha.