sábado, 10 de janeiro de 2009

Pra não dizerem que não falei de esporte


As dificuldades para montar uma nova seleção brasileira, além da teimosia do Dunga e seus conceitos exóticos, têm a ver com a Copa de 2006. Parece que tudo desandou a partir dos Ronaldos, um machucado e roliço, o outro em má fase técnica. Diria eu morrendo de tédio no exercício da profissão. Em paralelo vieram a aposentadoria de Cafu, o desinteresse de Juninho, Dida e Zé Roberto. Roberto Carlos sumiu, Adriano trocou o futebol pela vida mundana e Robinho altera altos e baixos no futebol inglês ou com a camisa amarela. A responsabilidade toda caiu sobre os ombros do Kaká, o único a manter o nível. Com ele temos somente uma boa dupla de zaga formada por Lúcio e Juan. Até o sucesso de Luiz Fabiano no ataque aconteceu mais por força da necessidade. Não foi resultado de observações, de experiências, de planejamento. E pelo jeito a obrigatória renovação da seleção brasileira vai acontecer assim, aos trancos e barrancos, obra do acaso. O que mais temos para o momento além de uma dupla de zaga envelhecida, um único atacante e armador eficiente e um centro avante que foi chamado às pressas como tapa buraco? Apenas promessas. Juntemos ao quadro de incertezas a resistência de Dunga (ilustração do site praticandohumor.com.br) em mexer pra valer no time, apegado que está à segunda colocação nas eliminatórias e a alguns resultados circunstanciais, para chegarmos à pergunta óbvia e inquietante: cadê a seleção para a Copa de 2010 na África do Sul? É ano que vem, gente.

Um comentário:

Anônimo disse...

Pra não dizer que não faço elogios, gostei das mudanças. Ficou mewsmo bom o template novo mas o melhor é a mudança na concepção do blog. Para além do esporte: cinema/literatura, viagem, cidade. Legal!
Para não dizer que falastes só de esportes! Parece até nem sempre é o caso de bater forte...
bj, f