quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O de sempre

O festival de besteira que assolou a mídia brasileira na discussão sobre o futuro de Dunga impressionou até os menos chegados ao assunto futebol e seleção. Os dias que antecederam ao amistoso contra Portugal foram plenos de boatos, especulações, noticias esquentadas, anúncios, previsões, comentários e indicações de prováveis substitutos do atual treinador. Com as exceções de praxe o foco ficou em cima dos últimos resultados do time brasileiro e apresentações distantes da qualidade do futebol que estamos acostumados a ver. Li e ouvi que o emprego de Dunga dependeria do resultado do jogo contra os portugueses. Quer dizer, o raciocínio da maioria dos críticos é simplista, bem como as respostas de Dunga, que não ajudam em nada a melhorar sua imagem. Centrar a discussão sobre resultados pontuais e a campanha nas eliminatórias desvia as atenções sobre o problema central que é a inexistência, até agora ao menos, do esboço de uma equipe que possa enfrentar com segurança a Copa de 2010 na África do Sul. A não ser pelo goleiro Júlio César, por Kaká e Robinho, ninguém sabe que nomes poderão compor o conjunto que vai defender a excelência do nosso futebol. Aí está o xis da questão. O pecado de Dunga é não ter aproveitado até agora todas as chances que teve para fazer experiências que mostrem alguma perspectiva de montagem de uma boa equipe, de um grupo confiável, enfim. Ele continua insistindo com bananeiras que já deram cacho, com jogadores que não têm mais nada a acrescentar a uma seleção com o peso da nossa. Resumindo, não temos zaga, o meio de campo é uma incógnita e, a partir dos testes com o desconhecido Afonso, o ataque passou a ser uma caixa preta. No mais o que acontece hoje com Dunga é uma repetição enfadonha das situações vividas por Felipão, Parreira, Zagalo, Luxemburgo e outros menos votados.

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