quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Deixa que eu chuto

“Orlando Silva(PCdoB), ministro dos Esportes, gravou comerciais da campanha eleitoral de Ângela Albino(PCdoB) à prefeitura de Florianópolis, durante viagem oficial, paga pelos cofres públicos. Isto é crime eleitoral. Punição já.” (Coturno Noturno – Blog do Coronel em 21 de setembro). Os colunistas do Diarinho, meu amigo César Valente e o brasiliense Claudio Humberto, reproduziram detalhes sobre a viagem do Ministro Orlando a Floripa e suas travessuras. Como essa bola passou quicando na minha área não podia deixar de chutá-la com mais força ainda, publicando na íntegra a denúncia do Coronel.

“No último dia 19 de agosto de 2008, em agenda oficial, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, marcou um compromisso pago pelos cofres públicos, em Florianópolis: instituir o Comitê Executivo da candidatura da cidade à Copa 2014. O evento foi cheio de pompa e circunstância, com a presença, inclusive, do Governador do Estado, foi apartidário. Logicamente, ali estava a candidata comunista à Prefeitura de Florianópolis, Ângela Albino, para aproveitar a presença do maior nome do partido no país. Até aí, senhoras e senhores, nada de errado. Promover a Copa do Mundo é parte do seu trabalho e ele estava trabalhando. O crime eleitoral começou a acontecer quando, durante o compromisso oficial, o Ministro dos Esportes foi realizar gravações no Comitê da candidata comunista à Prefeitura de Florianópolis, Ângela Albino. Usando dinheiro público. Usando transporte oficial. Recebendo diária. Trazendo assessores que também foram custeados pelo erário. A gravação realizada durante a visita oficial foi amplamente divulgada pela imprensa, inclusive pelo Vermelho.org, órgão oficial do PCdoB. Mas a confissão de culpa não pára por aí. Eles nem tentaram esconder, tanto é o sentimento de impunidade que acompanha esta gente. Em foto postada no site da candidata, está lá a legenda: “em agenda concorrida o Ministro do Esporte Orlando Silva também passou pelos estúdios da coligação Inovar Florianópolis, e gravou depoimento com a futura prefeita da Capital”.(...) É revoltante. É nauseabundo. É nojento. É como se nós, eleitores e cidadãos brasileiros, pagássemos um cachê ao Ministro dos Esportes, a gasolina do seu jatinho, as tapiocas do seu lanche, para que ele, um funcionário público a serviço e em compromisso oficial, saia por aí a fazer propaganda eleitoral para candidatos do seu partido. Temos aí um crime eleitoral. Com a palavra a Imprensa que tanto fiscaliza a campanha eleitoral em Florianópolis. Prisco, Moacir Pereira, Cacau Menezes... Com a palavra o Tribunal Regional Eleitoral e o Juiz Portelinha. Com a palavra o Ministério Público, especialmente o Procurador Celso Três. É preciso dar um basta nisto tudo. A tapioca não serviu de lição ao ministro e aos seus correligionários. Chega de corrupção. Chega de impunidade.”
Com a palavra eu também, que deixei essa passar mesmo conhecedo bem a aldeia e seus camaradas.

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