sábado, 2 de agosto de 2008

Sábado/domingo

É a lei

Dirigentes do Marcílio Dias e Toledo não têm do que se queixar. A maracutaia, ao contrário do que pensei, pode mesmo ser punida pelo STJD, com respingos para o técnico Sérgio Ramirez e o jogador Rafinha. A repetição da rodada deve ser a decisão, sem choro nem vela para os envolvidos. A ética e as leis do esporte precisam ser respeitadas em benefício do espetáculo e do torcedor. Quem hoje faz acerto para empatar, amanhã pode achar normal o arranjo para perder. Como aconteceu anos atrás com o Grêmio por causa de um regulamento maluco do Campeonato Gaúcho.

Gangorra

O Flamengo, que já foi líder do Brasileiro com cinco pontos a frente do segundo colocado, hoje está em quarto lugar, quatro atrás do Grêmio. O Atlético Mineiro despenca na tabela e não tem mais o Gallo como técnico. É o roteiro do perde-ganha de uma competição muito equilibrada e que pode ter alguma definição nos dois extremos da tabela só a partir da metade do returno. Até lá a fila de treinador a procura de emprego vai aumentar muito e andar rápido.

Omissão perigosa

O favorecido de hoje é o prejudicado de amanhã. É a máxima recorrente no Campeonato Brasileiro, tantas são as arbitragens ruins. Com raríssimas exceções, rodada a rodada nosso futebol sofre com erros colossais, aqueles em que não é preciso conferir na tevê. O Figueirense penou no Scarpelli contra o São Paulo por causa de dois pênaltis, o mesmo São Paulo que teve um gol mal anulado contra o Inter, o mesmo Inter que perdeu para o Santos por causa de um pênalti não marcado e de um gol onde seu autor carregou a bola com os dois braços. São os exemplos mais fresquinhos, completando uma imensa lista de falhas que têm alterado o resultado de jogos. A Comissão de Arbitragem segue sem fazer nada. E mais, premiando os maus árbitros com escalas seguidas. Talvez os responsáveis estejam esperando por uma grande encrenca para, aí sim, tomarem providências. Por enquanto punição só para aquela auxiliar representante do inexpressivo futebol de Rondônia e que teve a infelicidade de anular um gol legítimo do Flamengo no Maracanã.

Uma historinha medieval

Quem não conhece aquele herói que roubava dos ricos para dar aos pobres, personagem da literatura, do cinema e dos quadrinhos? No Rio Grande do Sul ele ressurge na campanha do Internacional, maior recuperador de times desvalidos e em má posição na tabela. Só no Brasileiro deste ano o Inter já ajudou o lanterna Ipatinga, o vice lanterna Santos, a Portuguesa, o Náutico, e agora se prepara para dar uma mãozinha ao antepenúltimo colocado, o Fluminense e, ironia das ironias, quem sabe livrando a cara do gremista Renato Gaúcho. Os torcedores colorados não agüentam mais a gozação que vem do outro lado com o Grêmio, na liderança do campeonato e cujos torcedores já apelidaram o maior rival de o Robin Hood dos Pampas.

Os chineses daqui

As autoridades chinesas só falam para a imprensa sobre a Olimpíada depois de um cão de guarda selecionar as perguntas. Nos vestiários de Avaí e Figueirense o quadro é semelhante. Indagações não politicamente corretas são recebidas de nariz torcido e muitas vezes resultam em grosseiras e constrangedoras interpelações aos repórteres que ousam desobedecer a cartilha.

Frases

“Acho que com certeza...”. É a nova criação da boleirada nas entrevistas. Deve ser o nervosismo à frente de câmeras e microfones.

Cocoricó!!!

Com o Atlético Mineiro sem Gallo, em que terreiro o César Prates vai cantar agora?

Humilhação

O Atlético imita em Minas Gerais de forma mais patética e dolorosa para sua torcida, a situação atual do Rio Grande do Sul. Enquanto o Cruzeiro brilha e se garante no G-4, o grande rival desce a ladeira.

Lenha na fogueira das vaidades

O técnico Antônio Lopes e os jogadores Leandro Bonfim e Jean são as novas vítimas da língua ferina do Edmundo. Reclamou de substituição e acusou companheiros de “corpo mole”. Nem ganhando de goleada o Vasco sossega.

Que venha a Olimpíada

Depois da brilhante vitória sobre os anões da fortíssima equipe do Vietnã a seleção olímpica brasileira está preparada para o que der e vier, a começar pela Bélgica na estréia dia 7.



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