quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quinta-feira

Qual é a deles?

O Brasil olímpico começou muito mal, fora da quadra e do tatame, com um atleta do handebol eliminado por doping, uma judoca e uma jogadora do vôlei de praia afastadas por lesão de joelho. Maconha, uma primeira avaliação médica equivocada e decisões de última hora acabaram com a Olimpíada para o catarinense de Descanso, Jaqson Kojoroski, a mineira Erika Miranda e a carioca Juliana. É difícil entender tanta irresponsabilidade de atletas olímpicos e diagnósticos tardios, resultado de exames mais detalhados feitos só agora na China e de decisão de uma jogadora com lesão grave, tudo com a delegação brasileira já instalada na Vila Olímpica. Mais difícil ainda é aceitar outra decisão, a de não convocar a reserva da equipe de judô, a paranaense Andressa Fernandes, como foi chamada Ana Paula para o vôlei.

Boicote

Mesmo antes de a Olimpíada começar a repressão mostrou suas várias facetas. Já houve agressão violenta a jornalistas japoneses que faziam cobertura no local do atentado que matou 16 policiais, e prisão de quatro manifestantes, dois britânicos e dois norte-americanos, em protesto a favor da independência do Tibete. Os primeiros indícios da intolerância do regime chinês surgiram na censura à internet, com a proibição de acesso a determinados sites. Os ciclistas americanos chegaram provocando os anfitriões ao desembarcarem usando mascaras contra a poluição, problema sério em Pequim e que o Comitê Olímpico Internacional ignorou. O COI não ouve, não vê e não fala.

Missão China é prioridade

O muro de lamentações continua crescendo. A diretoria do Vasco enviou documento à Comissão de Arbitragem da CBF reclamando do árbitro Sérgio Carvalho que trabalhou no jogo contra o São Paulo no Morumbi. O Juventude se queixa muito da arbitragem (no primeiro gol houve toque de mão) no jogo em que perdeu para o Corinthians. O árbitro alagoano que trabalhou em Criciúma terça-feira, de tão fraco, foi responsável por tudo de ruim que aconteceu no Heriberto Hulse. São os episódios de sempre e comuns às três séries do Campeonato Brasileiro. A CBF age como se nada estivesse acontecendo. Seus dirigentes devem andar muito atarefados com a expedição à China para se ocupar com problemas domésticos.

Bombas

O torcedor do Flamengo extrapolou nos protestos e foi à Gávea jogar bomba nos jogadores durante o treino. Enquanto isso a diretoria tentou contratar o atacante uruguaio Morales, 33 anos, que já anunciara sua aposentadoria. Morales sentiu a fria em que estava se metendo e preferiu ficar no Uruguai.



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