sábado, 28 de junho de 2008

Sábado/domingo

Credibilidade pelo ralo

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva acaba de dar um chute na já quase inexistente credibilidade dos nossos tribunais esportivos espalhados pelo país. Reduziu de doze para cinco partidas a pena imposta a André Luís, zagueiro do Botafogo, principal responsável por aquela confusão no Estádio dos Aflitos em Recife. Quando escrevo aqui quase toda a semana que a justiça desportiva é agente ativo na impunidade e violência que se alastram pelo futebol brasileiro, tem gente que torce o nariz. Fazer o quê? Os fatos não me desmentem, pelo contrário, confirmam as razões para tanta desconfiança nas instituições que têm por princípio e obrigação zelar pelo cumprimento das leis esportivas.

Dodói

O Fluminense vive o maior sufoco de sua história desde que foi rebaixado para a terceira divisão do Brasileiro. A goleada e a atuação pífia no primeiro jogo da decisão da Libertadores só não se transformaram em desastre total por causa de um gol no segundo tempo, lenitivo para a agonia vivida em Quito diante da arrasadora LDU. Só o atacante Dodô não entendeu o recado transmitido pelo adversário equatoriano. Até quarta-feira, data do segundo jogo seguirá reclamando da reserva, tentando impor a Renato Gaúcho sua escalação. O técnico do Fluminense está prestes a sucumbir diante do chantagista Dodô, ainda mais porque Washington teve sua lesão agravada.

Ufanismo

Aliás, quem considerou o Fluminense franco favorito nesse confronto esqueceu que a seleção do Equador, surpresa na eliminatória sul-americana para a Copa, tem seis jogadores da LDU, três deles titulares. E tudo aquilo que se sabia sobre as virtudes do time equatoriano – jogadas pela direita com Guerrón, por exemplo - não foram levadas em conta por Renato Gaúcho & cia.

Cartolices

Parece aqueles empréstimos em que na hora de devolver o sujeito fica devendo muito mais do que devia. Falo do Juventus de Jaraguá que tomou emprestado o time do Joinville para disputar a segunda divisão. Passada a competição, bolsos vazios, mais dívidas na praça, nenhum time para o futuro e um favorzinho a pagar, sabe-se lá quando e como.

Janela indiscreta

Está próxima a abertura para contratações e negócios, a tal janela de julho que, segundo afirmam, vai mudar a cara de muitos times no Campeonato Brasileiro, principalmente na série A. Vários clubes se anteciparam vendendo mais do que precisam e fragilizaram suas equipes. Alguns resultados nas sete primeiras rodadas são muito expressivos. Caso do Internacional, por exemplo, que já negociou Fernandão, Yarlei e por último o zagueiro Sidnei, de apenas 18 anos, revelado em casa. O Figueirense também já se desfez de bons jogadores como os zagueiros Édson e Felipe Santana. Não é por acaso que tem a defesa mais vazada. Sem reposição no mesmo nível a classificação que já não é boa pode piorar e os resultados de campo tornam-se, além de imutáveis, indesmentíveis.

Chucrute e paella

Não tem zebra na final da Eurocopa entre Alemanha e Espanha. O bicho não vingou e a decisão será mesmo entre duas das melhores seleções que se apresentaram no torneio.

Pela causa

Os espanhóis abraçaram sua seleção que está próxima e quebrar o jejum de títulos, apesar da qualidade do adversário. Os números confirmam o entusiasmo dos torcedores que acompanham à distância a Euro: na semifinal contra a Rússia foram 17 milhões de telespectadores para 72% de aparelhos ligados e sintonizados na partida.

Falta ele

Pelo sotaque dominante hoje entre os que mandam no Figueirense só falta trazer a estátua do Cristo Redentor para o Orlando Scarpelli. Braços abertos sobre Florianópolis, cantariam os torcedores no estádio, numa adaptação da letra daquele sambinha bossanovista.

Beabá

Por sinal seria bom que a turma fizesse a lição de casa. Quem sabe esses aprendizes e maus alunos consigam adquirir conhecimentos elementares da boa comunicação. É preciso não esquecer nunca que negar o acesso à informação é estimular a fofoca, a especulação, em última análise, a desinformação.








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