terça-feira, 22 de abril de 2008

Terça-feira


E agora Leandro?

O Criciúma, somados os dois turnos, tem a melhor campanha do campeonato e ganhou com méritos fora de casa a condição de finalista. O técnico Leandro Machado, a partir disso, deveria pedir desculpas ao torcedor catarinense por ter declarado que o campeonato estava armado para Avaí e Figueirense, denúncia ignorada completamente pelos generosos auditores do Tribunal de Justiça Desportiva, esta sim, uma instituição que precisa urgentemente recuperar seu rumo para ficar acima de qualquer suspeita.

Doping

Além de garantir presença na decisão do estadual contra o Figueirense, o Criciúma ganhou motivação extra para enfrentar o Vasco no meio de semana pela Copa do Brasil. E, se passar pelos cariocas no Heriberto Hulse – não é missão impossível -, o Tigre chegará aos jogos finais revigorado e com as garras afiadíssimas. Dá para dizer até, favoritíssimo para conquistar o título, embora o Figueirense não tenha um time inferior.

Na moita

Os gaúchos, muito ricos em expressões regionalistas, têm uma que vem muito ao caso: “quieto como guri quando suja a fralda”. Na verdade o termo é outro, meio chulo, mas escrevendo assim, não incomodo o leitor e acho suficiente para identificar a situação do Figueirense depois das trapalhadas da semana passada do time e do seu departamento de futebol. Escondidos em Santo amaro, Grande Florianópolis, Alexandre Gallo e jogadores deverão aumentar a lista de promessas aos santos de plantão nos dois próximos finais de semana e caprichar no planejamento, pois até a oportunidade de fazer a final em casa foi perdida pelo caminho.

Apesar deles

A alagoana Marili dos Santos conseguiu em Florianópolis, na oitava edição da Maratona de Santa Catarina, a vaga para a Olimpíada de Pequim. A Maratona é coisa nossa, criada pela Fesporte na gestão do ilhéu e desportista Pedro Bastos (tradição familiar) junto com o Fórum Internacional de Esportes. Estes dois eventos que dão projeção ao Estado estiveram ameaçados pela falta de visão de pessoas que nada têm a ver com o esporte e que, por injunções políticas, foram despejadas pelo governo Luís Henrique em um segmento onde o conhecimento e o amor à causa são fundamentais.

Genérico

Gostaria de estar entre aqueles entusiasmados com mais um título conquistado pela Cimed na Super Liga de voleibol. Não dá, não tem nada catarina nessa história a não ser o nome da Capital. Ou alguém acredita que aquele povo que foi ao Maracananzinho era torcida nossa e não um bando de gente apenas fantasiada. O técnico e jogadores formam um valoroso grupo de “estrangeiros” que joga em um ginásio emprestado pelo município. E, pior, quando esse projeto deixar de interessar ao laboratório que lhe empresta o nome, babaus time de voleibol “catarinense”.

Presidente surdo

Os fatos não me deixam mentir. Domingo, enquanto nos bastidores a direção do Criciúma gritava sob a chuva que encharcava a Ressacada que não aceitaria a transferência do jogo para o dia seguinte – como manda o regulamento –, o presidente do Avaí, João Zunino, dava entrevistas garantindo que o gramado estava bom e que não havia razão para a transferência. O próprio técnico do Criciúma falava para quem quisesse ouvir que um campo naquelas condições favoreceria o seu time, mais interessado e defender do que atacar.

Reunião de mentirinha

Maior que a segurança do Criciúma ao insistir com a realização do jogo naquelas condições, só a insegurança (ou seria outra coisa?) do árbitro Célio Amorim e a ingenuidade avaiana. Depois de andar por apenas uma parte do gramado, não quis dar nenhuma informação aos repórteres, um deles da Rádio CBN que lhe emprestara um guarda chuva. “Primeiro vou fazer uma reunião no vestiário para depois decidir”, disse Amorim. Reunião no vestiário? Para quê? E com quem? No Avaí ninguém viu ou ouviu nada disso. Deu no que deu.

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