sábado, 19 de abril de 2008

Sábado/domingo

Decisão

O Avaí ainda não perdeu nas mãos de Silas e vai a campo neste domingo um ponto atrás do Criciúma, que acaba de passar por uma provação no Rio de Janeiro na derrota por 1 a 0 para o Vasco pela Copa do Brasil. Tantas informações em apenas uma frase mostram as variantes deste jogo que vai definir o adversário do Figueirense na decisão do campeonato catarinense. O fato é que os dois times estão em ascensão, o Avaí sob orientação de um técnico que deu “liga” na Ressacada, o Criciúma de cara nova e excelente aproveitamento no returno, quando foi mais regular e mostrou mais consistência. Últimos resultados podem não significar muito porque a goleada avaiana em Chapecó aconteceu sobre um adversário desmotivado e sem nada mais a fazer na competição. O Criciúma perdeu por apenas 1 a 0 em São Januário jogando quase todo o segundo tempo com um a menos e assim mesmo acabou fulminado só nos últimos minutos e por um pênalti tão idiota quanto desnecessário. Ao Leão será vital fazer valer o fator casa cheia para empurrar o time rumo à uma final histórica do campeonato no único clássico de Santa Catarina.. Sem isso será impossível cortar o embalo do Tigre que tem a significativa vantagem do empate.

Começo, meio e fim

Com as barbas de molho desde que foi humilhado em casa pelo Marcílio Dias, perdendo o jogo e a chance de fazer a final no Orlando Scarpelli, o Figueirense trata de se esconder em Santo Amaro e consertar os estragos do caso Tuta. A truculência da gerência do departamento de futebol, aliada à insegurança do técnico Alexandre Gallo e problemas de comunicação, tem comprometido os resultados de campo. Repito o que já escrevi: o desentendimento com Tuta não é um fato isolado. Gallo já teve esse comportamento na sua chegada ao Internacional, quando afastou do time jogadores importantes como Clemer, Yarlei e o capitão Fernandão, ídolo da torcida colorada. E com Tuta a emenda foi pior que o soneto. Apesar de tantas trapalhadas, os dirigentes prometem manter Gallo até o final da temporada. Duvido que isso seja possível caso o Figueirense perca o campeonato.

Mãe é mãe

Guga nunca se recuperou totalmente da lesão que o afastou das quadras, mesmo após as cirurgias. Isso todo mundo sabia. No entanto, a verdade inteira surgiu pela boca da mãe, dona Alice, em uma entrevista à Rádio CBN no meio da semana. Espontânea e ao seu jeito, Alice Kuerten disse textualmente que não gostaria de ver o filho com a mão nos quadris por causa das dores, como ela vem testemunhando ultimamente. Guga até então nunca revelara em suas entrevistas que perdera não só a facilidade para certos movimentos como também sentia dores jogando.

A culpa é do busto

Na falta de uma explicação melhor para o fracasso no campeonato – a única grande façanha foi derrubar o Figueirense – dirigentes e alguns jogadores lembrando fatos passados mostraram que fora do campo são muito criativos. O azar bateu no clube em 2008, coisa daquele busto do marinheiro colocado no estádio Hercílio Luz. Como brincadeira, para aliviar o clima de decepção, vá lá.

Voleibol

Vanderlei Luxemburgo disse que trabalhou o Palmeiras contra três jogadas do São Paulo: a do Alex Silva, a do Adriano e a manchete.

Desgraça pouca

Quando a fase é ruim não dá nem pra jogar amistoso contra times reservas. Dá até goleada, como aconteceu com o Joinville que foi a Curitiba enfrentar um mistão do Atlético Paranaense e apanhou de 5 a 1.

Folha corrida

Tuta marcou cinco gols em cinco jogos pelo Figueirense. Não serve, mesmo com boas chances de repetir o sucesso dos “velhinhos” Cleber, Sérgio Manoel e Edmundo, o melhor de todos. Jogador problema? Só Cleber não tinha essa fama e o histórico de Tuta é conhecido até pelo poste da esquina.

E agora Metrô?

O Metropolitano encerrou sua participação no estadual com vitória sobre a estropiada Chapecoense. Foi o desfecho de uma boa campanha que conduziu à série C o representante de Blumenau. Mas, como participar de uma competição nacional sem ao menos ter um estádio para sediar seus jogos?

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