quinta-feira, 17 de abril de 2008

Quinta-feira

Plim plim

Um novo acordo entre o Clube dos 13 e a Rede Globo pode sinalizar alterações na fórmula de disputa do campeonato brasileiro. Como o assunto envolve muito dinheiro e os negociadores da Globo faz tempo sugerem a volta do mata-mata, em substituição aos pontos corridos, veremos quanto tempo Ricardo Teixeira conseguirá resistir. Justo agora quando a CBF começa a dar sinais de que pretende mesmo organizar o maior campeonato do mundo interclubes, com a estruturação da competição em quatro séries, moralizando de vez o sobe e desce entre as divisões. Mas não pensem que só a Globo está interessada na volta do mata-mata. O Clube dos 13 pode deixar Ricardo Teixeira falando sozinho nessa arenga.

Importar é preciso

Há consenso sobre o mau ano da arbitragem catarinense. Então deixemos de frescura, de utilizar subterfúgios e de argumentos que não se sustentam para que a Federação não traga árbitros de fora para apitar os jogos decisivos do campeonato catarinense. Sejamos objetivos: em tese teríamos apenas três em condições de participarem do sorteio – Paulo Henrique Bezerra, Wagner Tardelli e Luis Orlando de Souza. O primeiro está vetado pelo Figueirense, um dos finalistas, o segundo tem apitado no nome e o terceiro não consegue ganhar confiança mesmo sendo o mais regular de 2008. Como a Comissão de Arbitragem não passa de pau mandado do presidente da Federação, não tem como dizer nem sim nem não a qualquer opção. A realidade constrangedora é que árbitros de fora seriam os mais indicados para trabalhar na decisão do nosso campeonato. O resto é demagogia e politicagem rasteira.


Acorda Marcílio

Derrota para o lanterna e rebaixado Brusque, jogador com fratura exposta, pênalti perdido, torcia vaiando. Assim foi o melancólico fim de festa no campeonato para um dos mais tradicionais clubes catarinenses. Do jeito que vai o Marcílio Dias corre sério risco de deixar a cidade sem o seu único representante. Lages, Rio do Sul, Tubarão, Brusque, entre outras, já tiveram participação importante no futebol do Estado e hoje vivem de fantasmas assombrando arquibancadas de velhos estádios que já foram palco para muita história.

Alvíssaras

Estava achando estranhas as ausências do auditor Luciano Hostins nas sessões chaves do Tribunal de Justiça Desportiva, sendo ele um dos mais importantes advogados do ramo, experiente e conhecedor como poucos de legislação esportiva. Com sua eleição agora para a presidência do TJD catarinense, parece que surge uma luz no fim no túnel. Duvido que Luciano, com a parceria de Marcílio Krieger e outros companheiros responsáveis, abram espaço para maracutaias e jogo de interesses tão escrachado e vergonhoso como aconteceu em vários momentos no TJD este ano.

Capital na rabeira

O jornal de esportes O Lance publicou pesquisa de TNS Sports sobre hábitos dos torcedores brasileiros, constatando que Florianópolis, entre as 12 capitais analisadas, é a que possui público que menos assiste aos jogos do Brasileiro: 1,4 por semana. Salvador e Rio lideram com 2,4 jogos/semana. A pesquisa ouviu 6.036 torcedores.

Esconderijo

O departamento de futebol do Figueirense decidiu por isolamento total após a última rodada do returno. Vai alojar seus jogadores em um hotel de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. Se treinando no Orlando Scarpelli e no CT do Cambirela o acesso às informações já era difícil, imaginem com o gerente de futebol Anderson Barros, Gallo e sua turma fora da cidade.

Sem graça

Um futebol sem cor, jogos decisivos sem emoção, sem vibração de torcida, sem rivalidade em campo. É esse o resultado da insistência e da burrice na determinação de não reservar espaço nos estádios para o torcedor visitante e impedir a utilização das cores do clube. E o cadastramento de torcidas organizadas, outra grande bobagem, serviu pra quê? É muita incompetência reunida, é muita resolução sem causa nem efeito, é muita perda de tempo. E é esse tipo de dirigente que se perpetua no poder.










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