segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Terça-feira

Salve-se quem puder

O que estão chamando de a maior tragédia do futebol brasileiro, o acidente que matou sete torcedores na Fonte Nova, em Salvador, não é novidade a não ser pela sua dimensão. Acidentes em um estádio de Terezinha, outros no Maracanã e São Januário, já haviam matado uma dezena de torcedores. E nenhuma providência foi tomada, a não ser no Maracanã, recentemente reformado, mas por causa dos Jogos Pan-Americanos. No caso de domingo, na Bahia, além da queda de um pedaço da arquibancada, houve invasão de campo no final do jogo, com a torcida comemorando dentro de campo a classificação para a série B, sem que a policia pudesse evitar o tumulto que deixou mais alguns feridos. Quantos acidentes mais e quantas mortes serão necessárias para que os órgãos responsáveis pela segurança do torcedor nos estádios atentem para o problema? Do jeito que vamos teremos que criar kits de segurança para distribuir na entrada dos estádios, incluído capacetes, coletes à prova de bala e, agora, pára-quedas.

Telhado de vidro

Não podemos ficar apenas olhando para a vizinhança e falando mal da vida alheia. Também temos muitos e sérios problemas pelas mesmas razões acima citadas. A omissão das ditas autoridades é a principal delas. Já tivemos alguns ensaios de tragédias, com torcedor baleado no estádio Hercílio Luz, em Itajaí, e desabamento de parte de uma arquibancada improvisada no estádio do Brusque. Os laudos pré e pós acidentes são simplesmente ignorados, as vistorias da Federação Catarinense são pra inglês ver e a justiça desportiva é cega mesmo. Afinal, que providências foram tomadas depois do bang-bang no estádio do Marcílio e do acidente em Brusque? Os sem teto, Guarani de Palhoça, Metropolitano e Atlético Tubarão (ou será Cidade Azul?) jogarão aonde o campeonato catarinense de 2008? O presidente doutor Delfim Peixoto, sempre preocupado com seus eleitores, deve ter a solução na cartola. Que não seja parecida com a da Federação Baiana, que ignorou todas as evidências para interditar a Fonte Nova, com o apoio do judiciário estadual que engavetou pedido de liminar feito pelo Ministério Público no mesmo sentido, tantas eram as precariedades daquele estádio.

Goianada

Dependendo dos últimos resultados das séries A e C, teremos quadro clubes goianos na segunda divisão do ano que vem: Goiás, caindo da A, Atlético Goianense, Vila Nova e Crac subindo da terceirona. Difícil mas não impossível, de acordo com os números até a penúltima rodada.

Dramalhão mexicano

O atropelamento por uma moto do presidente do Avaí, João Nilson Zunino, misturou o público e o privado em novela de um só capítulo que durou a semana inteira, até o jogo de sábado na Ressacada. Entre os votos sinceros por uma recuperação rápida do cidadão Zunino, embrulhou-se a figura do dirigente que tem sua administração bastante contestada. O resultado, a pretexto de recomendação médica, foi sua providencial ausência - por medo de cobrança da torcida em caso de resultado negativo - no jogo que acabou livrando o time do rebaixamento, na ultima encenação deste lacrimoso episódio.

Rejeição

O Grêmio procura substituto para Mano Menezes em uma lista que começa por Mário Sérgio e passa por Tite, Geninho, Paulo Autuori e Adilson Batista. O único com fortes restrições por parte da torcida e da mídia é Mário Sérgio, que há vinte anos abraçou a profissão e até hoje não ganhou nenhum título. Sua passagem pelo Figueirense e a meteórica aparição no Botafogo o deixaram definitivamente “marcado na paleta”, como define o gaúcho quando quer riscar o sujeito do mapa.

São Joel

Empurrado por sua torcida, pela CBF e pelo STJD, o Flamengo está salvo e classificado para a Libertadores. E ainda ameaça terminar o ano como vice-campeão brasileiro para, aí sim, encaminhar ao Vaticano o processo de santificação do técnico Joel Santana.

Ano ruim

No Beira Rio gol do Palmeiras mal anulado, no fim do jogo gol em impedimento confirmado pela arbitragem. No Maracanã, gol do Flamengo irregular também por causa de impedimento, todos lances importantes, na frente dos auxiliares e fáceis de detectar. A CBF continua tendo mais sorte do que juízo e ainda falta um pedaço da penúltima e a última rodada inteira.

Fenômeno cabeludo

O ex-careca Ronaldo está de volta com novo visual e provavelmente de contrato assinado com alguma marca de shampoo.








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