quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Quinta-feira

Dito pelo não dito

A CBF, promotora de um dos campeonatos mais importantes do mundo, até hoje não se pronunciou sobre os acontecimentos do Brasileirão 2005. O Clube dos 13 mantém-se à distância e também não se manifesta sobre as suspeitas que envolvem o Corinthians e sua mafiosa administração. Fica mais fácil para as autoridades competentes e assemelhados, simplesmente chamar de gagá o ex-presidente corintiano, Alberto Dualib, que disse em alto e bom som que o seu clube ganhou roubado o campeonato em questão. Mesmo porque, garantem os que preferem empurrar tudo para baixo do tapete, como vem sendo feito desde aquela época, não há comprovação de dolo. E, ainda que houvesse, completa este humilde escriba, não aconteceria nada. Estamos no Brasil. Na Itália, França e Espanha grandes clubes perderam títulos e foram parar na segunda divisão. Aqui, de concreto ficamos com a estapafúrdia e arbitrária decisão do´então presidente do STJD, Luís Zveiter, que optou pela repetição de onze jogos apitados por Edílson Pereira de Carvalho.

Errei

A propósito, quero corrigir informação que passei na coluna anterior, debitando na já deficitária conta do Edílson, o erro no jogo entre Corinthians e Internacional. Na verdade o autor da mancada foi o mineiro Márcio Rezende de Freitas, um dos que passou pela Federação Catarinense sem acrescentar nada, a não ser a marca de sua aposentadoria, generosidade do doutor Delfim, repetida mais tarde com o carioca Wagner Tardelli.

Administração séria

O Campeão da Copa Santa Catarina, que começa daqui a dez dias, disputará a Copa Sul-Brasileira com os vencedores do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Ao campeão desta caberão R$ 30 mil, e ao vice, R$ 20 mil. E o primeiro colocado da nossa copinha, vai ganhar o que? No máximo um troféu e congratulações, pois o doutor Delfim, zeloso que é com os recursos da Federação que preside, não vai jogar dinheiro fora com um campeãozinho qualquer. Afinal, há investimentos mais sérios pela frente, como a conclusão da majestosa sede da FCF, no quintal da sua casa.

Peixe pequeno

Li, nas páginas do Diarinho, notícia sobre CPI na Fundação Municipal de Esportes de Bombinhas e superfaturamento nas contas da sonorização de um evento. Ora, meus amigos, isso é realmente uma bombinha, um traque. Uma verdadeira CPI do Esporte, abrangendo Estado e municípios, deixaria muita gente com os calções na mão.

Ronaldo$

Enquanto o vaiado Ronaldinho do Barcelona namora um salário de R$ 3,6 milhões mês no inglês Chelsea, o Ronaldo do Milan vive o reverso. O ex-Fenômeno passa pelo drama de mais uma lesão séria e de diagnóstico indefinido. Ronaldo já esteve no Brasil, com o médico da seleção, retornou à Itália e continua sem saber quando volta aos gramados.

Para homens

Por mais ufanista que pretenda ser, não consigo me entusiasmar com o futebol das meninas da seleção brasileira. Hoje pela manhã elas entram em campo na semifinal da Copa do Mundo contra os Estados Unidos. Torço pelo sucesso do time onde joga a catarinense Maicon, mas continuo achando que a praia das mulheres deve ser outra, não o futebol. Embora até os ranhetas velhinhos da FIFA já tenham se rendido aos encantos do “ludopédio” feminino.

Sobre mulheres

Tem livro novo na praça, escrito pelo companheiro e editor de esportes de Zero Hora, David Coimbra. Na tentativa de entender o universo feminino e explicar para seus companheiros de bancada, se meteu em uma longa pesquisa. Seu alvo: mulheres famosas e poderosas de todos os tempos, tais como Mata Hari, Ródope, Teodora, Salomé, Frinéia, Cleópatra, Dama das Camélias, Catarina de Médici, entre outras. O resultado (ele se rende à supremacia feminina e jura que devemos a elas o desenvolvimento da civilização) está em “Jogo de Damas”, edição caprichada da L&PM, com ilustrações do Edgar Vasquez. Há capítulos como “A Maior Devassa da Civilização” ou “O Maior Corno da História”. Já li outras coisas do David, o cara é bom de bola. Em tempo: David Coimbra, antes da editoria e colunas em ZH, exercitou seu talento como repórter da sucursal da RBS em Criciúma.




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