quinta-feira, 26 de abril de 2007

Quinta-feira


QUEREMOS PISTA 1

O governador Luiz Henrique recebeu esta semana uma carta do presidente da Federação Catarinense de Atletismo, Walmor Battistotti Filho, com relatos das mazelas deste esporte no Estado. Entre vários assuntos o documento trata das conseqüências nefastas para o nosso atletismo causadas pela a falta de uma pista sintética, o que impede, por exemplo, a realização em Santa Catarina de qualquer grande evento nacional ou internacional, a não ser em provas de rua. A única pista existente foi construída em Itajaí e, abandonada, atualmente serve apenas para treinamentos. Quando interessou aos políticos do PFL, à Prefeitura do município e à Univali, o dinheiro apareceu. Com pompa, circunstância e muita pressa os convênios foram assinados e, na ansiedade oportunista de sua inauguração, os problemas graves não demoraram muito a aparecer.

QUEREMOS PISTA 2

Hoje a pista tem um defeito grave à altura dos 200 metros, onde o terreno cedeu, os suportes de alumínio foram roubados duas vezes e as benfeitorias – salas e arquibancadas - se encontram totalmente depredadas. O que custou na época cerca de R$ 3 milhões agora precisa de no mínimo R$ 800 mil para reformas; O Governo do Estado não dará jeito nisso porque não tem interesse e certamente vamos penar mais algum tempo sem esse investimento obrigatório. A não ser que Blumenau com ajuda da iniciativa privada apareça com o paliativo, graças ao envolvimento da cidade com o esporte. Mas, e os outros municípios que trabalham forte na modalidade? E o que já foi investido em Itajaí?

IMPUNIDADE

Absolvida pelo TJD a reincidente Chapecoense poderá jogar domingo em seu estádio o primeiro confronto da decisão catarinense. O Criciúma ainda luta na justiça para conseguir um efeito suspensivo da perda do mando de campo. Tem gente, inclusive jornalistas protestando contra o que chamam de punição fora de tempo. Dirigentes dos dois clubes chegaram a ameaçar com decisões extremas, tipo "melar o campeonato". Ora, a lei existe, as penas estão previstas nos códigos, não há motivo para postergações. O contrário é incentivo à desordem e desrespeito à legislação esportiva. Caso, por sinal, da Chapecoense, que não pode reclamar de nada, tantos foram os incidentes no Índio Condá sem que até hoje o clube tenha sido punido.

NA BOLA

A Chapecoense montou um bom time, fez um returno brilhante e pode ganhar o título obedecendo as leis do jogo. Não entendo, por isso, tantas ações extra-campo que podem inclusive tirar o brilho de uma eventual e merecida conquista.

DESVIO

É Fundesporte pra cá, Fundesporte pra lá. Esse mecanismo criado pelo governo estadual para financiar grandes projetos esportivos está virando "pão de ló de festa". Aparece como apoiador em tudo que é cartaz de evento esportivo. Só falta torneio de cuspe à distância.

PALMAS PRA ELES

O site da Confederação Brasileira de Futebol ostenta na capa cinco fotos do seu presidente, Ricardo Teixeira, em eventos diferentes, claro. Natural, o homem acaba de ter sua gestão administrativa e financeira aprovada por aclamação, em Assembléia Geral semana passada no Rio de Janeiro. Tanto trabalho e abnegação merecem mesmo aplausos dos presidentes de clubes e federações.

PALMAS PRA ELE

O doutor Delfim Peixoto Filho não passou em branco por mais esse alegre convescote da cartolagem brasileira. Saiu de lá eleito (ou reeleito?) como membro do Conselho Consultivo da CBF para a região sul. E com mais força para em 2008 manipular os otários que votarão pela sua permanência na Federação Catarinense.

SUSPEITO

Flávio Saretta, Thiago Alves e Ricardo Mello abandonaram, na segunda rodada, o torneio da série Challenger (50 mil dólares em prêmios) que está sendo disputado no Costão do Santinho, em Florianópolis. Os três são os melhores tenistas brasileiros na atualidade e alegaram problemas físicos para deixar a competição. Estavam em quadra e perdendo seus jogos.


Um comentário:

Paulo Marques disse...

a respeito da nota IMPUNIDADE, é por essas e outras que nosso estadual continua sendo um CAMPEONATINHO FAJUTO de baixo nível técnico, clubes falidos e estádios (sic) sem condições.

PJ