quinta-feira, 5 de abril de 2007

Quinta-feira

MAL AGRADECIDOS


O presidente do Marcílio Dias, Marlon Bendini, atento a tudo que falam e escrevem sobre seu clube, tratou de desmentir a notícia sobre atraso de pagamento e suposta má vontade dos jogadores em campo. Bendini, além de jurar por todos os santos que o Marinheiro está com as contas em dia, garante também que a boleirada não tem do que reclamar. Com pouca moeda em caixa a direção do Marcílio deve estar praticando o milagre da multiplicação.


NAS BANCAS


Podem tirar as barbas do molho. Dalmo Bozzano botou seu bloco na rua com a edição do livro “Árbitro ou Arbitrário”? Corram às melhores casas do ramo, bancas de revista, inclusive, e saibam o que o Dalmo tem para contar sobre arbitragem e outras mumunhas do futebol. O amiguinho do peito de uns e outros reuniu passagens de sua carreira e dos dirigentes da Federeca, tudo documentado. Deslizes que não deram em nada até agora porque estamos no Brasil, onde a CPI do futebol também virou arquivo morto e enterrado.


DONOS DO PEDAÇO


Esse assunto de cartolas eternizados no poder é comovente. Vou às lágrimas quando percebo a abnegação de muitos dos dirigentes esportivos. Tanto que resolvi fazer um levantamento em algumas das principais federações para sentir o grau de dedicação da turma. Qualquer dia divulgo o nome do pessoal que dá a vida pelo esporte em troca de nada. Aguardem.


PODEROSOS


Os atuais administradores do ginásio Saul Oliveira, o Capoeirão, como é mais conhecido em Florianópolis, estão pintando e bordando desde que o voleibol masculino da Cimed assumiu aquela praça de esportes. Depois de arrancarem a logomarca da Fesporte e as placas com o nome do Saulzinho para colocá-las próximas ao chão, sem visibilidade, detonaram com as cadeiras. O objetivo, claro, é aumentar a capacidade do ginásio, que antes abrigava um projeto social (Segundo Tempo) com atendimento a crianças carentes. Errou a diretoria da Fesporte, responsável na época pelo gerenciamento do local, erram ainda mais os atuais gestores. Da pena de ver o que estão fazendo com o Capoeirão, depredado por dentro e por fora.


OUVIDOR SURDO


Mandei um e-mail para o ouvidor da Federação Catarinense de futebol, o xará Mário Luiz, com nome, endereço e funções especificadas no site da entidade. Fiz alguns questionamentos e até agora, passada quase uma semana, não recebi resposta. Talvez, além de surdo, o rapaz seja mudo também.


INCULTOS


Estão à venda ingressos para o Pan no Rio de Janeiro. Sem lugares numerados, como manda o Estatuto do Torcedor para espetáculos que envolvam atletas profissionais. Representantes do Comitê Olímpico Brasileiro alegam que não é da cultura do brasileiro freqüentar eventos com lugares numerados. Parece aquele vereadorzinho de nome Juarez Silveira, defensor da tese de que “a Florianópolis não tem cultura de parques”.


COMO DANTES


A tal reforma administrativa, no que toca à Fesporte, parece que vai corrigir alguns equívocos de sua proposta inicial, graças à intervenção do deputado João Henrique Blasi. Serão mantidos os cargos da diretoria administrativa, assessorias jurídica e de comunicação, entre outros menos votados. A intenção palaciana, com generalização nos cortes, provocaria estragos irreparáveis em alguns setores da administração pública.


RABUGENTOS


Alguns treinadores brasileiros não sabem lidar com a derrota ou as crises por eventuais maus momentos do time. Abel Braga, Muricy Ramalho e o agora desempregado Leão são os exemplos mais gritantes desta fauna de mal humorados de plantão.


ENCOSTADOS


O meia William e o lateral Juninho são os mais novos dispensados pelo Figueirense. Juninho, no clube desde o final do ano passado, nem chegou a estrear por causa de uma lesão de joelho. Não é uma situação nova, tratei do assunto em colunas anteriores e chama a atenção porque acontece repetidamente entre clubes catarinenses com maior estrutura.




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